quarta-feira, 27 de outubro de 2021

BRASIL, O PAÍS MAIS ANSIOSO DO MUNDO

 


A ansiedade e o medo são reações normais do ser humano, provocadas por situações que geram extrema preocupação do indivíduo, por exemplo, uma prova difícil que irá fazer, uma entrevista de emprego, desafios profissionais ou alguma situação que possa trazer como consequência, o risco da vida. Nestes momentos, o mecanismo do estresse é acionado, o medo e a ansiedade se estabelecem, assim como ocorrem alterações metabólicas, as quais permitem que as pessoas tenham condições orgânicas para suplantar grandes desafios. Contudo, quando a sensação de ansiedade se torna recorrente e persistente, interferindo no desempenho social e profissional do indivíduo, o quadro orgânico pode relatar a existência de um Transtorno de Ansiedade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os Transtornos de Ansiedade são um conjunto de doenças psiquiátricas marcadas pela preocupação excessiva ou constante de que algo negativo vai acontecer. A entidade relata que por volta de 264 milhões de pessoas sofrem com Transtornos de Ansiedade, 3,6% da população mundial, sendo que, de 2005 a 2020 houve um aumento de 15%.

O Brasil é o país com maior taxa de pessoas com Transtornos de Ansiedade no mundo, segundo relatório da OMS de 2020. Algo em torno de 9,3% da população brasileira tem algum Transtorno de Ansiedade, portanto, quase 20 milhões de pessoas. Esses números vêm crescendo, em 2015 tínhamos 18,6 milhões de brasileiros padecendo de Transtornos de Ansiedade, sendo que, a pandemia deve potencializar esses números.

Os Transtornos de Ansiedade são doenças mentais, as quais podem assumir um quadro crônico, estado no qual o paciente já não responde de maneira resoluta as práticas terapêuticas, inclusive medicamentosas, existindo a prevalência de algum sintoma, portanto, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são muito importantes.

Quanto ao seu quadro clínico, temos diferentes tipos, quais sejam: Transtorno do Pânico, Fobia Específica, Fobia Social, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), Transtorno de Estresse Pós-Traumático e Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

No Transtorno do Pânico a sensação de medo e desconforto é intensa seguida por pelo menos 4 destes sintomas cognitivos ou somáticos: medo intenso com pico em cerca de 10 minutos, taquicardia, tremores ou abalos, sudorese, sensação de falta de ar ou sufocamento, dor ou desconforto torácico, náuseas ou desconforto abdominal, tontura vertigem ou sensação de desmaio, sensação de estar fora do corpo ou perda da realidade, medo de perder o controle ou enlouquecer, medo da morte, anestesia ou sensações de formigamento e calafrios ou ondas de calor. A Fobia Específica se caracteriza pelo medo excessivo e persistente de objetos e situações específicas. Na Fobia Social, existe o medo excessivo ou persistente de situações sociais ou de desempenho. Já no TOC, existe a presença de obsessões, quais sejam, pensamentos, impulsos e imagens recorrentes que causam intensa ansiedade ou sofrimento, também podem ocorrer compulsões, estas definidas por comportamentos repetitivos ou por atos mentais. No Transtorno de Estresse Pós-Traumático, a pessoa desenvolve este quadro após ser exposta a evento traumático onde sentiu medo intenso, impotência ou horror, este evento é revivido de maneira recorrente através de pensamento, imagem ou sonhos, ainda pela sensação da repetição do mesmo, causando reações fisiológicas (taquicardia, sudorese, entre outras).

O TAG é o tipo de transtorno mais comum, apresentando mais de 2 milhões de casos por ano no Brasil, se evidenciando por uma alta variedade de preocupações excessivas e pressentimentos cotidianos, podendo apresentar diversos sintomas físicos, por exemplo: tensão muscular, inquietação, fadiga, falta de ar, taquicardia, sudorese, tontura, diarreia, dificuldade para dormir, problemas de concentração e irritabilidade, causando prejuízos importantes no trabalho, nas relações sociais e familiares. O TAG pode se fazer acompanhar de outras doenças psiquiátricas em 25% dos casos, sendo a mais comum, a Depressão.

As causas ou fatores de risco dos Transtornos de Ansiedade são:

· Genéticos: com relevo para a hereditariedade;

· Comportamentais: timidez, negatividade, dificuldade em gerenciar o estresse e pessoas naturalmente ansiosas;

· Externos: eventos traumáticos vividos, violência e estresse familiar ou ambiental;

· Álcool, drogas ilícitas e condições médicas.

Os Transtornos de Ansiedade não têm cura, contudo, podem e precisam ser tratados, atitude que tende a controlar o problema totalmente e permitir ao paciente uma vida normal.

O tratamento envolve 3 frentes: Farmacológica, com o uso de medicações ansiolíticas, as quais atuam no sistema nervoso central auxiliando na inibição do mecanismo do estresse, relaxando e combatendo a insônia, também com o uso de antidepressivos, medicações que auxiliam no aumento das taxas de serotonina, neurotransmissor que atua estabilizando o sono e o humor; Psicoterápico, através da identificação das causas e desenvolvimento de uma terapia para combatê-las; e Comportamental, adotando bons hábitos de vida, como a prática de atividades físicas, bons hábitos alimentares, evitando substâncias estimulantes como a cafeína, abandonando hábitos nocivos a saúde como o vício em drogas ilícitas, no álcool e na nicotina. As Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas também podem ser um bom auxiliar terapêutico, por exemplo, através da musicoterapia e da meditação.

A ansiedade é um sentimento normal, mas, a persistência deste sentimento e o surgimento de sintomas correlatos podem identificar uma doença, a qual precisa ser tratada.

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terça-feira, 26 de outubro de 2021

O TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO (TEA) NÃO É UMA DOENÇA MENTAL





O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) se evidencia na infância, tendendo a persistir na adolescência e fase adulta, acarretando dificuldade de interação social e comunicação. Perante os seus diferentes graus, existem pessoas com o seu diagnóstico que executam a maioria de suas atividades cotidianas sem auxílio e outras necessitam de apoio para atividades básicas. Contudo, a pessoa diagnosticada com TEA não é portadora de uma doença mental, sendo uma condição que se relaciona com o desenvolvimento neurológico, alterando a compreensão, a relação que se tem com o mundo e com as pessoas.

Desde 1980, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o autismo como um transtorno de desenvolvimento, conotado como um espectro, visto que cada indivíduo portador experimenta diferentes combinações de traços autistas e em diferentes intensidades. A OMS descreve o TEA como sendo um transtorno de desenvolvimento que afeta a comunicação e o comportamento, podendo ser diagnosticado em qualquer idade.

O psiquiatra suíço Eugen Bleuler criou o termo “autismo” em 1908 para descrever características de interiorização e fuga da realidade identificado em pacientes esquizofrênicos, este entendimento do autismo como um subgrupo da esquizofrenia foi referendado em 1952 pela Associação Americana de Psiquiatria ao publicar a 1ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais (DSM-1), referência mundial para pesquisadores e clínicos do seguimento ao fornecer as nomenclaturas e os critérios padrão para o diagnóstico dos transtornos mentais estabelecidos, sendo que, os sintomas do autismo estão classificados como um subgrupo da esquizofrenia infantil.

Nos anos 60 ampliaram as evidências de que o autismo seria um transtorno cerebral presente desde a infância, encontrado em todos os países, grupos socioeconômicos e étnico-raciais. Contudo, o início da compreensão mais ampla do autismo se deve ao psiquiatra Michael Rutter, que em 1978, o classificou como um distúrbio no desenvolvimento cognitivo. Este entendimento é sustentado pela ampliação de pesquisas científicas e pela alteração de sua classificação no DSM-3 como Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TID). O conceito do autismo como um espectro se inicia com a psiquiatra Lorna Wing em 1981. Já em 1994, um estudo internacional avaliou mais de 1000 casos e definiu novos critérios para o autismo, tornando equivalente os sistemas do DSM-4 e da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças). Todavia, apenas em 2013, o DSM-5 passa a abrigar todas as subcategorias do autismo em um único diagnóstico: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

A OMS instituiu em 2007, o dia 2 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo, com a intenção de levar informação à população para reduzir a discriminação contra as pessoas portadoras do TEA, para fortalecer a importância do diagnóstico precoce e do tratamento. Segundo a entidade, cerca de 70 milhões de pessoas no mundo são afetadas pelo TEA.

No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas possuem algum grau do TEA, um caso a cada 110 pessoas. Desde 2012, através da Lei Berenice Piana (12.764/12) foi instituída a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, a qual determina o acesso ao diagnóstico precoce, tratamento, terapias e medicamentos pelo SUS, a educação e a proteção social, ao trabalho e a serviços que propiciem a igualdade de oportunidades. Em 2015, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (13.145/15) cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência, o qual aumenta a proteção aos portadores de TEA ao definir a pessoa com deficiência como: “aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial”.

O autismo é apenas um dos transtornos que integram o TEA, este definido atualmente como uma série de quadros que podem variar quanto a intensidade dos sintomas e prejuízo gerado na rotina do indivíduo. Outros exemplos de transtornos que fazem parte do TEA são: Síndrome de Asperger e Transtorno Global de Desenvolvimento.

As causas do autismo ainda são nebulosas, seu desenvolvimento parece ocorrer a partir de uma combinação de influências genéticas e ambientais. Seus distúrbios podem ter origem hereditária, quanto aos fatores ambientais, os mais relevantes são: a idade paterna seguida da idade materna; a exposição de agentes intrauterinos como drogas, infecções e doenças autoimunes; baixo peso ao nascer; hipertensão e obesidade antes e durante a gestação.

Os critérios para o diagnóstico do autismo são apenas clínicos, através da observação direta do paciente, coleta de informações com pais e responsáveis, e a aplicação de escalas, questionários e protocolos padronizados de observação do comportamento. O sistema de diagnóstico tem evoluído e se modificado, sendo que, os EUA se baseiam no DSM-5 de 2013, outro sistema utilizado é o CID-11, elaborado pela OMS.

É importante a identificação precoce do TEA, com a implementação de terapias que reduzam os seus sintomas e permitam o bom desenvolvimento educacional, intelectual, familiar e social do paciente. O tratamento é influenciado pela variação de espectros identificados e o grau de autismo apresentado pelo paciente. Tanto o diagnóstico quanto o tratamento, são de responsabilidade do psiquiatra e/ou do psicólogo, tendo a fonoaudiologia um papel importante e podendo haver a necessidade de uma equipe multiprofissional. A terapia medicamentosa pode ser necessária em determinados casos e o controle alimentar se faz importante, na mesma medida, as Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas têm se mostrado eficazes para a interação do paciente com o mundo e com as pessoas, sendo utilizadas, por exemplo, a Musicoterapia e a Ecoterapia.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

DEPENDÊNCIA QUÍMICA, DOENÇA CRÔNICA QUE CRESCE MUNDIALMENTE

 


Desde 1964 a Organização Mundial da Saúde (OMS) introduziu o termo dependência química para designar o uso abusivo de drogas lícitas ou ilícitas, substituindo os termos “vício” e “habituação”. Em 1967, o termo “alcoolismo” começou a fazer parte do Código Internacional de Doenças (CID-8). Desde então, a dependência química é considerada uma doença crônica.

A OMS define a dependência química da seguinte forma: “estado psíquico e algumas vezes físico resultante da interação entre um organismo vivo e uma substância, caracterizado por modificações de comportamento e outras reações que sempre incluem o impulso a utilizar a substância de modo contínuo ou periódico”.

É comum que venhamos associar a palavra “drogas” com substâncias que podem causar dependência e malefícios para o organismo, neste caso teríamos as drogas lícitas, como o cigarro e o álcool e as drogas ilícitas, por exemplo: a maconha, a cocaína, a heroína e o crack. Contudo, o conceito de droga definido pela OMS é mais amplo, qual seja: “droga é qualquer substância que introduzida no seu organismo, interfere no seu funcionamento”. Portanto uma medicação poderia ser conotada como droga, por exemplo, a aspirina ou a penicilina. Conforme este entendimento, se torna fácil perceber que o uso do termo “droga” se tornou um “jargão” para designar as substâncias que fazem mal para o organismo humano.

Segundo o relatório mundial sobre drogas de 2021 da OMS, cerca de 275 milhões de pessoas usaram drogas no ano de 2020 e 36 milhões sofreram de transtornos associados ao uso de drogas. A OMS alerta que a pandemia potencializou riscos da dependência química. Este relatório aponta que entre 2010 e 2019 houve um aumento de 22% no número de pessoas que usam drogas, projeções indicam um aumento de 11% no consumo de drogas até 2030, cerca de 5,5% da população entre 15 e 64 anos já usou drogas pelo menos uma vez no ano de 2020 e 36,3 milhões de pessoas, 13% do número total de usuários, sofrem de transtornos associados ao uso de drogas.

No Brasil, segundo estudos desenvolvidos pela Lenad Família, quase 30 milhões de pessoas tem um familiar que seja dependente químico. Já a OMS estima que, cerca de 6% da população brasileira tem alguma dependência química, algo em torno de 12,4 milhões de pessoas. Em Santa Catarina, segundo pesquisa da Assembleia Legislativa do Estado (ALESC), de 2015, nesta época já havia mais de 125 mil dependentes químicos, sendo que, apenas 10% estavam em tratamento.

As causas da dependência química estão associadas a uma somatória de fatores de risco de ordem biopsicossociais. Os fatores internos se somam a fatores externos. Dentre os fatores internos, temos os biológicos, com relevo para a hereditariedade, os genéticos e os psicológicos. Quanto aos fatores externos, os aspectos sociais são bastante relevantes, assim como os familiares, a influência da mídia, visto que, a televisão, o rádio e a internet podem influenciar e favorecer o uso de substâncias como o álcool e o cigarro, ainda a interação das pessoas com o ambiente escolar ou universitário, locais onde o indivíduo pode sofrer algum tipo de violência verbal ou física, como o bullying, também a pressão pela inclusão a um grupo específico, o que pode propiciar o contato com as drogas.

Os sintomas não são tão fáceis de serem percebidos de início, visto que, a dependência química é um transtorno progressivo e consequentemente os sintomas se tornarão gradativamente mais intensos e aparentes, contudo, pode-se identificar os principais: Fissura ou Craving, que significa a vontade descontrolada de utilização; Dificuldade de Controlar o Uso, cada vez precisará utilizar uma quantidade maior da droga para obter o efeito desejado; Síndrome de Abstinência, o organismo se acostuma e se torna dependente da droga, portanto, quando o usuário permanece sem o seu uso, ocorrem reações orgânicas que podem provocar alterações de humor, irritabilidade, tremores, náusea, palpitação e alucinação, sendo que, a abstinência pode provocar alterações metabólicas mais graves, como: arritmia cardíaca, desidratação, elevação da pressão arterial e outras alterações importantes que podem levar a morte; Mudança de Comportamento, geralmente mudam as amizades, a pessoa passa a assumir riscos, mentir e abandonar interesses pessoais.

A dependência química pode provocar uma desestruturação global na vida das pessoas, prejudicando seus relacionamentos afetivos, profissionais e familiares, por vezes colocando o dependente em uma “situação de rua”, ainda pode provocar diversas doenças físicas e mentais, por exemplo: distúrbios comportamentais, doenças sexualmente transmissíveis, endocardite infecciosa (inflamação do tecido que reveste o coração), enfisema pulmonar (perda da elasticidade e destruição dos alvéolos pulmonares), insuficiência renal e hepática, desnutrição e comprometimento cerebral. Dentre as doenças mentais que pode acarretar está a Depressão, principal causadora do suicídio.

Esta doença crônica pode ser tratada, contudo o primeiro passo é o entendimento do indivíduo da sua condição de dependente e da aceitação desta realidade, afinal, muitas vezes a pessoa compreende que está doente, mas não demonstra disposição para, por exemplo, no caso do alcoolismo, entender que não poderá mais beber por toda sua vida. Os principais tipos de tratamento são: desintoxicação, psicoterapia, medicamentos e internação; quanto a sua duração, varia conforme o nível de dependência, o estágio de toxidade orgânica e o perfil psicológico do paciente, ainda a presença de transtornos mentais e doenças físicas oriundas da dependência.

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terça-feira, 19 de outubro de 2021

DOENÇA DE ALZHEIMER, MAIOR CAUSA DE DEMÊNCIA NO MUNDO



A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo, se manifestando através da deterioração das funções cognitivas, quais sejam: percepção, atenção, memória, raciocínio, linguagem, pensamento, entre outras. Sua evolução vai comprometendo progressivamente as atividades cotidianas, na mesma medida que os distúrbios neuropsiquiátricos e comportamentais vão se ampliando.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem por volta de 35,6 milhões de pessoas com DA no mundo, a entidade acredita que este número irá dobrar até 2030 e triplicar até 2050, sendo que a DA é a causa mais comum de Demência, sendo responsável por 70% dos casos. No Brasil, estima-se que existam cerca de 1,2 milhão de pessoas com DA.

Esclareço que, a Demência é um estado persistente de deterioração das funções cognitivas, com perda de memória, dificuldade de comunicação e compreensão, problemas de coordenação e de percepção visual, diminuição da capacidade de atenção, deterioração funcional e emocional, além disso, o paciente pode apresentar sintomas de ansiedade, depressão, delírios, alucinações e agressividade.

O aumento progressivo da incidência da DA no mundo está diretamente relacionado com o envelhecimento da população, visto que a sua prevalência e incidência são maiores entre pessoas idosas.

As causas da DA ainda não estão totalmente explicadas, contudo, a idade é um fator causal importante, assim como pode ocorrer a junção de várias outras causas, sendo as principais: genética, traumatismo craniano e as relacionadas ao estilo de vida, como o tabagismo, maus hábitos alimentares e o sedentarismo. O aspecto fisiopatológico da doença se identifica pelo acúmulo anormal de proteínas, chamadas proteínas Beta-amiloide e proteína Tau, as quais provocam desorganização e destruição de células neurais de diversas regiões do cérebro, principalmente no hipocampo e córtex.

Diversos estudos indicam que a incidência e a prevalência da DA duplicam a cada 5 anos após os 70 anos, 80% dos doentes têm mais de 75 anos e 67% são do sexo feminino. Estima-se que o risco global de ser diagnosticado com Doença de Alzheimer aos 65 anos será de 21% para as mulheres e de 11,5% para os homens. Apenas 5,6% dos casos incidem em pessoas com menos de 65 anos, sendo denominada de DA de início precoce.

O diagnóstico da DA se assemelha a de outras Demências neurodegenerativas e se utiliza de critérios de diagnóstico e a realização de exames complementares. As etapas do diagnóstico são: colheita da história clínica, exame neurológico e exame físico, avaliação cognitiva, avaliação do impacto nas atividades da vida diária, avaliação do impacto das alterações psicológicas e comportamentais, exames analíticos (laboratoriais), exames de imagem e exames adicionais (por exemplo, o genético).

A evolução do quadro clínico provocado pela doença, desde o estágio moderado até os mais avançados, pode levar de 8 a 12 anos, com a sobrevida da doença podendo chegar a 20 anos, mas sua média é de 8 anos. Durante este período, vão surgindo alterações de comportamento, intelectuais, dificuldades de expressão e entendimento, memória e o paciente vai se tornando cada vez mais dependente do auxílio de outra pessoa para o desempenho de suas atividades básicas. No início do quadro, o défice de memória é leve, permitindo que o paciente realize atividades como: dirigir, cuidar da casa, fazer compras. Já nos estágios intermediários, o défice de memória é mais intenso, assim como outras funções cognitivas são afetadas de maneira importante. Quando no estágio terminal da doença, o paciente é totalmente dependente, apresentando incontinência vesical e fecal, incapacidade de reconhecer os familiares, dificuldade em alimentar-se e locomover-se, por vezes adentrando a um estado vegetativo.

O médico alemão Alois Alzheimer foi o primeiro a descrever a doença em 1906. Ele desenvolveu e publicou um estudo a partir do caso de sua paciente Auguste Deter, uma mulher com boa saúde que desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, distúrbio de linguagem e desorientação, chegando à situação de necessitar de um cuidador, sendo que, ela começou a apresentar os sintomas com 51 anos e veio a falecer com 55 anos. Após seu falecimento, Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e identificou as alterações que hoje são conhecidas e caracterizam a DA.

A DA não tem cura, contudo, houve uma evolução muito grande nas medicações de suporte, as quais aliviam os sintomas, assim como, novos tratamentos podem retardar temporariamente o agravamento dos sintomas de Demência e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, mas, apesar da evolução da ciência, ainda não existem medicações ou tratamentos que impeçam a progressão da doença.

Durante muito tempo, o paciente portador da DA ou Mal de Alzheimer foi tratado como alguém “esclerosado” ou “caduco”, visto que, esta doença atinge predominantemente pessoas com mais de 65 anos, esta discriminação, estou certo, é coisa do passado e precisa ser evitada, de outra medida, ainda existe um tabu com relação a DA e este precisa ser combatido com a informação e a discussão sobre o tema.

Quanto a prevenção desta doença, as melhores dicas se referem a se manter ativo física e intelectualmente, ter uma alimentação saudável, não fumar, ter boas noites de sono, manter a saúde física e mental sob controle, claro, mesmo estando com uma idade mais avançada, se manter ativo em planejar a vida, elaborar e buscar sonhos.

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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

A MÚSICA COMO TERAPIA APLICADA À SAÚDE

 


A música é responsável por marcar momentos importantes da vida das pessoas, quantos de nós já se viram recordando de um momento especial e associando a música que estava ouvindo nessa ocasião. Na mesma medida, a música é uma forma importante de distração, tirando as pessoas da realidade vivida, por vezes difícil, acalmando e relaxando. Também é muito utilizada como um acompanhamento a estimular atividades físicas, acadêmicas ou de trabalho. Portanto, é indiscutível que a música mexe com as emoções das pessoas, subtrai a monotonia que, por vezes, impera em suas atividades cotidianas e é uma fonte inesgotável de diversão e entretenimento. Contudo, as suas funções terapêuticas na prevenção e auxílio no tratamento de doenças físicas e mentais é algo igualmente significativo e recebe uma denominação própria, Musicoterapia.

Os diferentes tipos de músicas provocam sensações dispares e efeitos diversos no corpo humano, nos conectando com lembranças, provocando nostalgia ou mesmo a sensação de extrema felicidade. As ondas sonoras são captadas pelos nossos tímpanos localizados nos ouvidos, sinais eletroquímicos são emitidos e atingem o córtex auditivo. A partir desta função básica, o som é analisado em relação ao tom, ritmo, volume, timbre, harmonia, localização espacial e ressonância, diversas áreas cerebrais são ativadas e, com isto, são mobilizadas, por exemplo: a memória, o movimento, a atenção e a emoção.

Ao ouvirmos a música que gostamos, é comum relatarmos uma sensação que mistura euforia e prazer, isto ocorre em função da liberação pelo cérebro da dopamina, neurotransmissor que desempenha importante papel na função cognitiva, emocional e comportamental. Esta afirmação é comprovada por estudo publicado pela Academia Nacional de Ciência dos EUA em 2018, o primeiro a demonstrar um papel causal da dopamina no prazer e motivação musical. Segundo a professora associada de Psicologia Cognitiva da Universidade de Lyon na França, Laura Ferreri, elaboradora deste estudo: “desfrutar de uma peça musical, obter prazer dela, querer ouvi-la novamente e estar disposto a gastar dinheiro por ela, depende fortemente da dopamina lançada em nossas sinapses”.

A música sendo utilizada como efeito curador remonta ao Egito antigo e está presente na cultura de diversos povos indígenas, contudo os primeiros estudos mais aprofundados sobre o seu impacto na saúde humana teriam sido elaborados na Grécia antiga. Grandes filósofos gregos entendiam a sua importância terapêutica, por exemplo: Platão receitava música e dança para os medos e fobias, Aristóteles indicava a utilização da música para tratar emoções incontroláveis e Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, indicava a música para restabelecer o equilíbrio da natureza humana alterado pela doença. Fazendo um salto temporal, chegamos ao médico Robert Burton, o qual enaltece a importância da música no tratamento de pacientes que relatam melancolia, através da obra “Anatomia da Melancolia” (1632). No século XIX, o médico psiquiatra Philippe Pinel, um dos primeiros a realizar estudos sobre esquizofrenia e demência era um grande entusiasta do uso da música como tratamento.

O recorte histórico do surgimento da Musicoterapia é amplo, mas como ciência tem seus pilares em Emile Jacques Dalcroze, músico nascido em Viena na Áustria, criador de um sistema de ensino musical baseado no movimento corporal expressivo, mundialmente difundido a partir de 1930 e na Recreação Musical, surgida nos EUA após a 2ª Guerra Mundial, onde músicos faziam concertos aos veteranos de guerra presentes nos hospitais e enfermarias americanas, buscando melhorar sua saúde e qualidade de vida. A partir de 1950 começam a surgir cursos de formação em Musicoterapia em vários países, tendo caráter interdisciplinar e como base: a música, a ciência e a sensibilidade.

A Musicoterapia no Brasil surgiu na década de 50 através de Liddy Mignone, educadora musical que criou no Conservatório Brasileiro de Música um curso para a formação de musicoterapeutas. Atualmente a Musicoterapia é uma formação de nível superior com titulação de bacharelado possuindo duração média de 4 anos, combinando disciplinas do curso de música e da área de neurociência, tendo também o caráter de especialização ou pós-graduação para profissionais de diversas áreas. Está incluída na Política Nacional das Práticas Integrativas e Complementares (PNPICS), criada pela portaria GM/MS nº 971/2006, sendo disponibilizada gratuitamente no SUS.

A música como terapia pode ser aplicada de duas maneiras: passiva, com o paciente apenas escutando música ou ativa, quando o paciente interage com o terapeuta elaborando músicas ou tocando. A sua utilização tem um impacto direto e mensurável na saúde mental, atuando de maneira importante ao provocar uma resposta biológica que se contrapõe ao mecanismo do estresse, atua na diminuição da sensação de dor, também equilibrando os níveis hormonais e a pressão sanguínea, melhorando a frequência cardíaca e respiratória, como consequência, desempenhando um papel importante para prevenir ou auxiliar no tratamento de doenças do sistema cardiovascular. Se mostra ainda bastante efetiva no tratamento de pacientes que se recuperam de AVC, nos sintomas de demência relatados por pacientes acometidos pelo mal de Alzheimer, para incentivar a comunicação e a autoexpressão para portadores de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), entre outras utilizações terapêuticas.

Em 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a importância da Musicoterapia em ambientes hospitalares multidisciplinares, estando incluída nas Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas (MTCIs), como já foi dito, desde 2017, faz parte das PNPICS do SUS.

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quarta-feira, 6 de outubro de 2021

OUTUBRO ROSA, TEMPO DE PREVENÇÃO E COMBATE AO CÂNCER DE MAMA





O Outubro Rosa é um evento mundial que ocorre entre 1 e 31 de outubro e tem o objetivo de conscientizar a população, focando na importância da prevenção do Câncer de Mama e no diagnóstico precoce da doença.

Este movimento surgiu em 1990, quando aconteceu a 1ª corrida pela cura, em Nova Iorque (EUA), organizada pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e, desde então é promovida anualmente na cidade. Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi (EUA) escolheram o mês de outubro para promover ações com foco no diagnóstico precoce e prevenção da doença, tendo se disseminado por diversos estados americanos e, posteriormente, no formato de campanha, sendo aprovada pelo Congresso Americano, o qual instituiu este mês para epicentro das ações e como símbolo, o laço rosa lançado na primeira corrida pela cura. O Outubro Rosa é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual instituiu o dia 19 de outubro como Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama.

No Brasil, o Outubro Rosa iniciou em 2002, com a iluminação, em rosa, do Obelisco do Ibirapuera, se disseminando pelo país em 2008. Em 2011 foi incluído na campanha o diagnóstico precoce e a prevenção do Câncer de Colo de Útero. O Ministério da Saúde (MS) está incorporado a esta campanha com ações de conscientização e disponibilização de exames, sendo mais utilizados a mamografia e a ultrassonografia para o diagnóstico de Câncer de Mama, e o Papanicolau para o diagnóstico do Câncer de Colo de Útero. Diversas entidades participam, com relevo para a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Segundo a SBM, o diagnóstico precoce da doença é fundamental, sendo responsável por 95% de curas relatadas. A entidade preconiza a importância de as pessoas adotarem um estilo de vida saudável com a prática de atividades físicas e alimentação adequada, isto evita uma série de doenças, inclusive o Câncer. Soma-se a estas atitudes o entendimento, por parte da mulher, da importância de se apalpar os seios na frente do espelho e na identificação de irregularidades ou nódulos, procurar imediatamente o auxílio médico. Ainda ter uma rotina de visitas ao Ginecologista, ao menos anual, efetuando exames que podem identificar precocemente um Câncer de Colo de Útero ou de Mama.

O Câncer é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células, provocada por fatores internos que normalmente estão associados a agentes externos. Dos fatores internos se sobressaem os genéticos, os hormonais e os imunológicos, sendo que, os genéticos/hereditários são responsáveis por 5% a 10% dos casos. A idade também é um fator interno importante e os cuidados precisam ser redobrados a partir dos 40 anos. Entre 80% e 90% dos casos estão associadas causas externas, sendo as mais presentes: sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, excesso de peso, maus hábitos alimentares e de vida. No Câncer de Colo de Útero, além destes fatores, sobressai a infecção pelo vírus Papiloma Humanus (HPV) e por outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), com relevo para a Clamídia, ainda o uso incorreto de anticoncepcionais e múltiplas gestações.

A OMS alertava, em relatório de 2018, que o Câncer é a 2ª principal causa de mortes no mundo, com 9,6 milhões de mortes anuais. O Câncer de Mama apresentou 2,09 milhões de casos, com 16% de letalidade (627 mil mortes).

No Brasil, o INCA relata que entre os anos de 1980 – 2014, houveram 285.165 mortes por Câncer de Mama, estima-se que para cada ano do triênio 2020 – 2022, sejam diagnosticados 66.280 novos casos de Câncer de Mama, um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mulheres. Santa Catarina é um dos estados com maior incidência de Câncer de Mama, em 20 anos houve um aumento de 158% e, segundo o INCA, em 2020, estimava-se mais de 3.370 casos novos. A confirmação destes números se faz prejudicada em função da pandemia.

Segundo dados da OMS de 2021, o número de novos casos de Câncer de Mama em 2020 representou 11,7% do total de todos os diagnósticos da doença no ano e superou o Câncer de Pulmão, que até então era o tipo de Câncer com maior incidência no mundo, contudo, o Câncer de Pulmão continua a ser o que mais leva à morte.

Conforme especialistas da área, o aumento mundial na incidência de Câncer de Mama pode estar relacionado a fatores sociais, com revelo para o envelhecimento da população e a maternidade cada vez mais tardia, ainda a maus hábitos alimentares e de vida, os quais conduzem para a obesidade, o sedentarismo e o consumo excessivo de álcool.

A pandemia da Covid-19 gerou desassistência a outras doenças, a diminuição da procura dos serviços médicos, assim como a saúde mental das pessoas foi bastante atingida e isto pode provocar o surgimento de novas doenças ou potencializar as preexistentes. É bem provável que o Câncer de Mama apresente aumento de casos tendo como fator as consequências pandêmicas. Segundo artigo publicado em abril de 2021 na Revista Saúde Pública, a partir de dados coletados do DataSUS, teria ocorrido uma diminuição de 42% na realização de mamografias para mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos durante o ano de 2020 na rede pública. Estes dados comparativos com o ano de 2019 identificariam que por volta de 4 mil mulheres podem ter deixado de realizar o diagnóstico para Câncer de Mama. Outra pesquisa, esta elaborada em 2021 pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) a pedido da Pfizer, intitulada de “Câncer de Mama: tabu, falta de clareza sobre a doença, diagnóstico precoce e autocuidado”, identificou que 47% das mulheres deixaram de frequentar o ginecologista ou o mastologista durante a pandemia da Covid-19.

Quando abordamos o combate ao Câncer de Mama, a prevenção e o diagnóstico precoce são ações de amor a vida.

Vem comigo!!!



terça-feira, 5 de outubro de 2021

O SORRISO E SEUS BENEFICIOS PARA A SAÚDE FÍSICA E MENTAL

 


O sorriso verdadeiro, aquele que expressa uma sensação de felicidade autêntica é concebido no Sistema Límbico ou Cérebro Emocional, um conjunto de estruturas neurais localizadas no cérebro, que atuam em rede e estão associadas com os comportamentos e a memória emocional.

Que o sorriso atua como o melhor cartão de visitas nós já sabemos, uma pessoa sorridente, motivada e feliz se torna agregadora em um ambiente familiar, de trabalho ou em um grupo de amigos. O sorriso e a alegria expressa por ele, favorecem as relações interpessoais, mas ele também fortalece o sistema imunológico, combate o estresse, diminui a dor e tem potencial atuação na prevenção e tratamento de doenças físicas e mentais.

Nestes tempos difíceis em que vivemos, retomando a vida após uma pandemia que transformou o mundo e nos propôs o desafio da sobrevivência física, emocional, profissional e financeira, a carga de estresse que ainda sofremos é enorme, portanto precisamos de ferramentas para combater este mecanismo orgânico que nos proporciona forças para que saíamos de situações difíceis, contudo, quando acionado de maneira contumaz, pode causar prejuízos severos para nossa saúde física e mental. Pois então, seria o sorriso, expressão maior da alegria, um remédio orgânico para se combater o estresse?

Esclareço que, o estresse é um mecanismo orgânico desencadeado quando o cérebro recebe a informação que alguma situação externa está nos ameaçando, a partir desta percepção são enviados estímulos as glândulas suprarrenais, estas liberam os hormônios cortisol e adrenalina na corrente sanguínea, esta ação produz alterações no nosso metabolismo, nosso coração pulsa com mais intensidade, bombeando mais sangue e providenciando mais energia para que possamos nos defender e reagir, o pulmão capta mais ar com a intenção de também aumentar nossa carga energética, ficamos em alerta e com energia redobrada para reações de defesa.

Pois então, o mecanismo do estresse é importante para a preservação da espécie humana, contudo, esta ferramenta não pode ser acionada ininterruptamente, nesta situação, o sorriso se contrapõe de maneira importante, pois, juntamente com esta expressão facial de felicidade ocorre a liberação pelo sistema nervoso central da dopamina, serotonina e endorfina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar, prazer e alegria. Estes hormônios estabilizam o mecanismo do estresse e conduzem o organismo a uma situação metabólica de normalidade.

Apesar da importância do sorriso para o ser humano, não é verdadeiro o ditado popular que diz: “precisamos de mais de 40 músculos para franzir a testa e apenas de 15 para sorrir”, na verdade, anatomicamente, o ser humano precisa de 29 músculos principais para sorrir, enquanto que, para franzir a testa precisa apenas contrair o músculo frontal.

Estudos científicos indicam que uma dose diária de sorriso ajuda no bom funcionamento dos sistemas respiratório, cardiovascular e imunológico, como vimos anteriormente, em função da liberação da dopamina, endorfina e serotonina na corrente sanguínea. Estes hormônios ao tempo em que atuam contrariamente ao mecanismo do estresse, relaxando os músculos e equilibrando o corpo e a mente, estão favorecendo o fortalecimento do sistema imunológico, ainda atuam de maneira importante para o resguardo de nossa saúde mental, ajudam a reduzir a pressão arterial e diminuir os batimentos cardíacos, tornando as pessoas menos propensas a desenvolverem doenças cardíacas.

O ato de sorrir envolve além do rosto, o cérebro, a garganta, o coração, o tórax, as pernas e os pés, sendo que, segundo estudos científicos, esta forma de expressão traz efeitos terapêuticos, como evitar o aparecimento de rugas e o envelhecimento precoce, melhora a digestão e o sono, além de estimular a criatividade.

O Dia Mundial do Sorriso é comemorado anualmente na 1ª sexta-feira do mês de outubro, em 2021 no dia 1º de outubro. Sua criação se deve ao desenhista Harvey Ball, de Worcester Massachussetts, tendo sido instituído em 1999 e sendo conhecido mundialmente como World Smile Day, sendo representado por um círculo amarelo com dois pontinhos e um risco curvado para cima, o Smile, símbolo que se tornou ícone mundial e que foi criado pelo desenhista.

O sorriso é a mais singela expressão humana de felicidade e provoca reações orgânicas importantes para a preservação da saúde física e mental, além de ser um instrumento de socialização e um artifício presente nas pessoas bem-sucedidas e que convivem com o bem viver.

Pois então, eis aí uma dica de “remédio” para as agruras e desafios que vivemos nestes tempos tão complicados, mas existe a necessidade da mudança de atitudes. As pessoas precisam melhor administrar a sua inteligência emocional e com isso colher frutos na sua saúde física, mental, na sua vida familiar e profissional, para que isso aconteça, vamos nos utilizar do sorriso. Claro que, é difícil em um momento de estresse as pessoas contraporem as expressões naturais dessas situações com o sorriso, mas que tal fazer alguma atividade que seja prazerosa, talvez curtir estar ao lado de quem amamos ou mesmo pensar em situações que nos remetem à felicidade, enfim, buscar um mecanismo que permita que a expressão do sorriso se evidencie, acredite, você se sentirá melhor e com melhores condições de vencer os seus desafios.

Vamos sorrir juntos por um futuro mais saudável e pleno em felicidade!

Vem comigo!!!
 

 

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Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...