O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) se evidencia na infância, tendendo a persistir na adolescência e fase adulta, acarretando dificuldade de interação social e comunicação. Perante os seus diferentes graus, existem pessoas com o seu diagnóstico que executam a maioria de suas atividades cotidianas sem auxílio e outras necessitam de apoio para atividades básicas. Contudo, a pessoa diagnosticada com TEA não é portadora de uma doença mental, sendo uma condição que se relaciona com o desenvolvimento neurológico, alterando a compreensão, a relação que se tem com o mundo e com as pessoas.
Desde 1980, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o autismo como um transtorno de desenvolvimento, conotado como um espectro, visto que cada indivíduo portador experimenta diferentes combinações de traços autistas e em diferentes intensidades. A OMS descreve o TEA como sendo um transtorno de desenvolvimento que afeta a comunicação e o comportamento, podendo ser diagnosticado em qualquer idade.
O psiquiatra suíço Eugen Bleuler criou o termo “autismo” em 1908 para descrever características de interiorização e fuga da realidade identificado em pacientes esquizofrênicos, este entendimento do autismo como um subgrupo da esquizofrenia foi referendado em 1952 pela Associação Americana de Psiquiatria ao publicar a 1ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais (DSM-1), referência mundial para pesquisadores e clínicos do seguimento ao fornecer as nomenclaturas e os critérios padrão para o diagnóstico dos transtornos mentais estabelecidos, sendo que, os sintomas do autismo estão classificados como um subgrupo da esquizofrenia infantil.
Nos anos 60 ampliaram as evidências de que o autismo seria um transtorno cerebral presente desde a infância, encontrado em todos os países, grupos socioeconômicos e étnico-raciais. Contudo, o início da compreensão mais ampla do autismo se deve ao psiquiatra Michael Rutter, que em 1978, o classificou como um distúrbio no desenvolvimento cognitivo. Este entendimento é sustentado pela ampliação de pesquisas científicas e pela alteração de sua classificação no DSM-3 como Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TID). O conceito do autismo como um espectro se inicia com a psiquiatra Lorna Wing em 1981. Já em 1994, um estudo internacional avaliou mais de 1000 casos e definiu novos critérios para o autismo, tornando equivalente os sistemas do DSM-4 e da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças). Todavia, apenas em 2013, o DSM-5 passa a abrigar todas as subcategorias do autismo em um único diagnóstico: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
A OMS instituiu em 2007, o dia 2 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo, com a intenção de levar informação à população para reduzir a discriminação contra as pessoas portadoras do TEA, para fortalecer a importância do diagnóstico precoce e do tratamento. Segundo a entidade, cerca de 70 milhões de pessoas no mundo são afetadas pelo TEA.
No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas possuem algum grau do TEA, um caso a cada 110 pessoas. Desde 2012, através da Lei Berenice Piana (12.764/12) foi instituída a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, a qual determina o acesso ao diagnóstico precoce, tratamento, terapias e medicamentos pelo SUS, a educação e a proteção social, ao trabalho e a serviços que propiciem a igualdade de oportunidades. Em 2015, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (13.145/15) cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência, o qual aumenta a proteção aos portadores de TEA ao definir a pessoa com deficiência como: “aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial”.
O autismo é apenas um dos transtornos que integram o TEA, este definido atualmente como uma série de quadros que podem variar quanto a intensidade dos sintomas e prejuízo gerado na rotina do indivíduo. Outros exemplos de transtornos que fazem parte do TEA são: Síndrome de Asperger e Transtorno Global de Desenvolvimento.
As causas do autismo ainda são nebulosas, seu desenvolvimento parece ocorrer a partir de uma combinação de influências genéticas e ambientais. Seus distúrbios podem ter origem hereditária, quanto aos fatores ambientais, os mais relevantes são: a idade paterna seguida da idade materna; a exposição de agentes intrauterinos como drogas, infecções e doenças autoimunes; baixo peso ao nascer; hipertensão e obesidade antes e durante a gestação.
Os critérios para o diagnóstico do autismo são apenas clínicos, através da observação direta do paciente, coleta de informações com pais e responsáveis, e a aplicação de escalas, questionários e protocolos padronizados de observação do comportamento. O sistema de diagnóstico tem evoluído e se modificado, sendo que, os EUA se baseiam no DSM-5 de 2013, outro sistema utilizado é o CID-11, elaborado pela OMS.
É importante a identificação precoce do TEA, com a implementação de terapias que reduzam os seus sintomas e permitam o bom desenvolvimento educacional, intelectual, familiar e social do paciente. O tratamento é influenciado pela variação de espectros identificados e o grau de autismo apresentado pelo paciente. Tanto o diagnóstico quanto o tratamento, são de responsabilidade do psiquiatra e/ou do psicólogo, tendo a fonoaudiologia um papel importante e podendo haver a necessidade de uma equipe multiprofissional. A terapia medicamentosa pode ser necessária em determinados casos e o controle alimentar se faz importante, na mesma medida, as Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas têm se mostrado eficazes para a interação do paciente com o mundo e com as pessoas, sendo utilizadas, por exemplo, a Musicoterapia e a Ecoterapia.
Vem comigo!!!
Contato:
ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
Desde 1980, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o autismo como um transtorno de desenvolvimento, conotado como um espectro, visto que cada indivíduo portador experimenta diferentes combinações de traços autistas e em diferentes intensidades. A OMS descreve o TEA como sendo um transtorno de desenvolvimento que afeta a comunicação e o comportamento, podendo ser diagnosticado em qualquer idade.
O psiquiatra suíço Eugen Bleuler criou o termo “autismo” em 1908 para descrever características de interiorização e fuga da realidade identificado em pacientes esquizofrênicos, este entendimento do autismo como um subgrupo da esquizofrenia foi referendado em 1952 pela Associação Americana de Psiquiatria ao publicar a 1ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais (DSM-1), referência mundial para pesquisadores e clínicos do seguimento ao fornecer as nomenclaturas e os critérios padrão para o diagnóstico dos transtornos mentais estabelecidos, sendo que, os sintomas do autismo estão classificados como um subgrupo da esquizofrenia infantil.
Nos anos 60 ampliaram as evidências de que o autismo seria um transtorno cerebral presente desde a infância, encontrado em todos os países, grupos socioeconômicos e étnico-raciais. Contudo, o início da compreensão mais ampla do autismo se deve ao psiquiatra Michael Rutter, que em 1978, o classificou como um distúrbio no desenvolvimento cognitivo. Este entendimento é sustentado pela ampliação de pesquisas científicas e pela alteração de sua classificação no DSM-3 como Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TID). O conceito do autismo como um espectro se inicia com a psiquiatra Lorna Wing em 1981. Já em 1994, um estudo internacional avaliou mais de 1000 casos e definiu novos critérios para o autismo, tornando equivalente os sistemas do DSM-4 e da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças). Todavia, apenas em 2013, o DSM-5 passa a abrigar todas as subcategorias do autismo em um único diagnóstico: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
A OMS instituiu em 2007, o dia 2 de abril como Dia Mundial de Conscientização do Autismo, com a intenção de levar informação à população para reduzir a discriminação contra as pessoas portadoras do TEA, para fortalecer a importância do diagnóstico precoce e do tratamento. Segundo a entidade, cerca de 70 milhões de pessoas no mundo são afetadas pelo TEA.
No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas possuem algum grau do TEA, um caso a cada 110 pessoas. Desde 2012, através da Lei Berenice Piana (12.764/12) foi instituída a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, a qual determina o acesso ao diagnóstico precoce, tratamento, terapias e medicamentos pelo SUS, a educação e a proteção social, ao trabalho e a serviços que propiciem a igualdade de oportunidades. Em 2015, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (13.145/15) cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência, o qual aumenta a proteção aos portadores de TEA ao definir a pessoa com deficiência como: “aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial”.
O autismo é apenas um dos transtornos que integram o TEA, este definido atualmente como uma série de quadros que podem variar quanto a intensidade dos sintomas e prejuízo gerado na rotina do indivíduo. Outros exemplos de transtornos que fazem parte do TEA são: Síndrome de Asperger e Transtorno Global de Desenvolvimento.
As causas do autismo ainda são nebulosas, seu desenvolvimento parece ocorrer a partir de uma combinação de influências genéticas e ambientais. Seus distúrbios podem ter origem hereditária, quanto aos fatores ambientais, os mais relevantes são: a idade paterna seguida da idade materna; a exposição de agentes intrauterinos como drogas, infecções e doenças autoimunes; baixo peso ao nascer; hipertensão e obesidade antes e durante a gestação.
Os critérios para o diagnóstico do autismo são apenas clínicos, através da observação direta do paciente, coleta de informações com pais e responsáveis, e a aplicação de escalas, questionários e protocolos padronizados de observação do comportamento. O sistema de diagnóstico tem evoluído e se modificado, sendo que, os EUA se baseiam no DSM-5 de 2013, outro sistema utilizado é o CID-11, elaborado pela OMS.
É importante a identificação precoce do TEA, com a implementação de terapias que reduzam os seus sintomas e permitam o bom desenvolvimento educacional, intelectual, familiar e social do paciente. O tratamento é influenciado pela variação de espectros identificados e o grau de autismo apresentado pelo paciente. Tanto o diagnóstico quanto o tratamento, são de responsabilidade do psiquiatra e/ou do psicólogo, tendo a fonoaudiologia um papel importante e podendo haver a necessidade de uma equipe multiprofissional. A terapia medicamentosa pode ser necessária em determinados casos e o controle alimentar se faz importante, na mesma medida, as Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas têm se mostrado eficazes para a interação do paciente com o mundo e com as pessoas, sendo utilizadas, por exemplo, a Musicoterapia e a Ecoterapia.
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