Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus relacionamentos pessoais ou profissionais, nas decisões tomadas e repercutindo, em última análise, nos resultados alcançados em todos os âmbitos da vida.
Ela pode se manifestar de maneira consciente ou inconsciente, o que é predominante, se materializando através da comunicação negativa, qual seja, ter maus pensamentos, verbalizá-los e agir consonante a eles. Os sentimentos tóxicos, como o medo, impulsionam o círculo vicioso da autossabotagem e geram um estado psíquico negativo, o qual fortalece os pensamentos negativos e dissemina a insegurança.
Pode-se dizer que a autossabotagem trabalha através do subconsciente para minar o planejamento de vida e os sonhos elaborados pelo indivíduo, se materializando através da combinação de pensamentos negativos, sentimentos e comportamentos autodestrutivos.
A autossabotagem está diretamente relacionada com as crenças e a autoestima da pessoa.
As crenças se formam a partir de eventos que geram forte impacto emocional ou ocorram de maneira repetida, podendo ser elaboradas em qualquer momento da vida, contudo, se formam de maneira mais intensa na infância, entre os 8 e os 12 anos, pelo que se vê, ouve ou sente. Das crenças formadas, as negativas, que são pilares da autossabotagem, são designadas limitantes.
Já a autoestima, se elabora a partir do que a pessoa ouve a seu respeito com a criação de uma imagem sua. Portanto, a imagem criada pelo indivíduo de si mesmo, com base no dizem a seu respeito, é designada autoestima. Esta imagem de si mesmo sustenta um sentimento muito importante, o autoamor, o qual, quando baixo, pode se tornar tóxico e atuar no circuito da autossabotagem.
Como visto, o circuito da autossabotagem tem como pilares as crenças limitantes e a baixa autoestima.
São características comuns as pessoas que convivem com a autossabotagem a falta de organização, a procrastinação de decisões ou tarefas importantes, a incapacidade de relaxar e desligar de seus afazeres profissionais ou de compromissos e situações vivenciadas em outras áreas, a inconstância e o fato de se criticarem corriqueiramente.
Por outro enfoque, estes comportamentos que diferenciam os indivíduos que praticam a autossabotagem, podem identificar seus tipos mais comuns, quais sejam, vitimização, negação, culpabilidade, procrastinação, inconstância e medo.
Qualquer dos tipos de autossabotagem é terrível para o transcurso da vida, impedindo o crescimento profissional ou pessoal, atrapalhando os relacionamentos, comprometendo as decisões tomadas, impedindo a prosperidade financeira e relegando o indivíduo a uma situação de penúria e estagnação das mais variadas ordens. Este estado de coisas ainda pode repercutir em doenças físicas, estados e doenças mentais.
Que a autossabotagem é um inimigo que precisa ser vencido já se sabe, mas é possível vencê-lo?
Pois então, a seguir vão 6 dicas para se vencer os pensamentos, atitudes e sentimentos sabotadores:
1 – Procure se conhecer, identificar as crenças que originam a autossabotagem, eliminá-las e formar novas crenças que sejam positivas;
2 – Melhore a sua autoestima;
3 – Se torne gestor das suas emoções, as conhecendo e as gerenciando;
4 – Assuma o protagonismo da sua vida, se conhecendo, desenvolvendo o princípio da autorresponsabilidade, não delegando a tomada de decisões, entendendo o erro como oportunidade para aprender, melhorar e para conquistar grandes vitórias;
5 – Estabeleça metas claras para sua vida, aprenda a conviver com as mudanças e seja alguém de ação;
6 – Pratique diariamente a comunicação positiva, pensando coisas positivas, verbalizando estes pensamentos e tendo atitudes que caminhem no mesmo sentido.
As dicas dadas acima são valiosas, mas buscar auxílio para colocá-las em prática seria uma atitude sábia, neste caso, o profissional de escolha é o Coach.
Agir para vencer a autossabotagem é uma atitude de preservação da vida e diferencia os vencedores dos perdedores.
Vem comigo!!!
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