A vida por si só é maravilhosa, ou como se diz no dito popular, “irada”, contudo, se compõe de uma mistura de momentos de felicidade e de dificuldades, para haver a superação existe o abandono e as perdas, para haver a vitória existe a derrota. A pessoa vencedora, feliz e bem-sucedida elabora e incorpora os comportamentos e demais elementos que perfazem seu perfil de sucesso através de momentos inóspitos e difíceis. Enfim, é importante cair para aprender a levantar e transformar a sua vida num case de felicidade e sucesso.
Muitas pessoas não conseguem superar os momentos difíceis, como o abandono afetivo ou familiar, a insatisfação profissional e a derrocada financeira. A Depressão e diversas outras doenças e transtornos mentais tem como um de seus principais fatores causadores, questões relacionadas ao ambiente externo, ao momento de vida da pessoa. Mesmo o suicídio, está associado a estas questões que podem levar a uma profunda desesperança, ao isolamento e ao sentimento de profundo abandono.
De outra medida, estes momentos difíceis estão associados a atitudes, comportamentos e decisões incorretas da própria pessoa. Existem gatilhos relacionados a vivências que a pessoa teve no passado e que ficaram alojadas no seu subconsciente, gerando um pensamento negativo ou uma crença limitante que atrapalha, ou mesmo sabota, vários âmbitos da sua vida.
João (nome fictício), é um cliente meu de Coaching, tem dificuldade nos seus relacionamentos afetivos, os quais não duram mais que 02 anos, se casou tardiamente, após os 40 anos, tem um filho deste casamento, mas o mesmo também não perdurou e a escrita continuou no seu último relacionamento afetivo, momento em que veio me procurar. Através da metodologia Coaching, trabalhamos o desenvolvimento da sua Inteligência Emocional, nos aprofundamos no autoconhecimento, conhecimento e gestão das emoções, empatia, melhora nas relações interpessoais, desta forma, chegamos a uma crença limitante que somada a falta de desenvolvimento de competências comportamentais, certamente tem sabotado seus relacionamentos afetivos.
A origem disto se reporta a separação dos seus pais, quando o mesmo tinha 12 ou 13 anos, seu pai foi residir longe, o contato se tornou mínimo e todo este processo não foi trabalhado, o sentimento de perda e abandono constituiu uma crença limitante, que possivelmente, pelo medo do abandono, o faça destruir os seus relacionamentos afetivos, muitas vezes, inconscientemente, tendo atitudes similares como a de seu pai. Este ciclo se encerra quando o abandono efetivamente ocorre e então, já em sua normalidade, João não consegue compreender o que aconteceu.
O que ocorre com João, está acontecendo neste momento com muitas outras pessoas que têm problemas similares. Isto pode ser revertido e poderia salvar muitos casamentos e em casos diferentes, carreiras profissionais promissoras, contudo, o primeiro passo tem que ser dado pela própria pessoa, ao entender que as coisas ruins que acontecem conosco, em boa parte das vezes, estão relacionadas com questões nossas. Claro, ao entender isto, buscar auxílio profissional.
Analisando sobre o aspecto que boa parte dos momentos difíceis que as pessoas passam em diferentes âmbitos de suas vidas, está relacionado com atitudes e comportamentos sabotadores que se somam ou são potencializados pelas crenças limitantes, a funcionarem como gatilhos que destroem a vida das pessoas, este circuito poderia ser evitado através de um trabalho de autoconhecimento e desenvolvimento de competências comportamentais.
Claro que, este circuito nocivo e os malefícios para a vida das pessoas, inclusive podendo prejudicar a saúde física e mental das mesmas, pode ser neutralizado e um ciclo de vida virtuoso pode ser implementado a qualquer momento.
Ana Carolina (nome fictício), é uma outra cliente de Coaching que tenho e me procurou a partir do desemprego após uma ascensão meteórica na empresa em que trabalhava, profissional de alta performance, com um currículo invejável na área de Engenharia Civil, após alguns anos de ascensão corporativa, alcançou um posto de alto comando e em poucos meses viu tudo isso desabar. Inicialmente, foi diagnosticada com Síndrome de Burnout, doença emocional relativa ao esgotamento em função do trabalho, posteriormente, teve diversos problemas de relacionamento com sua chefia e os funcionários, sendo que este processo culminou com a sua demissão.
Após poucas sessões de Coaching, juntamente com Ana Carolina, foi identificado que ela precisava trabalhar o desenvolvimento de competências emocionais. Hoje ela está de volta ao mundo corporativo, galgando gradativamente o seu espaço e continua trabalhando a sua parte comportamental para evitar novas derrocadas e, acima de tudo, ser feliz.
A superação de um momento vivencial difícil, requer, mais do que nunca, a vontade da pessoa em querer superá-lo, a começar por falar a respeito, como já foi dito, buscar ajuda, identificar os reais motivos do que está passando, parar de olhar no retrovisor, afinal, o que foi é passado e abrir com coragem e ousadia, uma nova página da sua história.
Vem comigo!!!
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