quarta-feira, 28 de julho de 2021

MEDICINA QUÂNTICA, TERAPIA COMPLEMENTAR OU UM NOVO CONCEITO DE VIDA?

 


Desde algum tempo tem se ouvido falar bastante da Medicina Quântica ou Terapia Quântica, se inserindo nas práticas da medicina não convencional ou como se refere a Organização Mundial da Saúde (OMS), Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas (MTCI), em nosso país, Práticas Integrativas e Complementares (PICs).

Os terapeutas quânticos se utilizam de aparelhos ou ferramentas que tem como base de funcionamento os conhecimentos de física ou mecânica quântica. Adotando o conceito de tratar o ser humano de maneira integral: corpo, mente e emoções. Através de diferentes técnicas procuram diagnosticar e tratar possíveis desequilíbrios energéticos, identificando suas causas e com isso prevenindo ou auxiliando no tratamento de doenças orgânicas e psicossociais, contribuindo para o equilíbrio emocional e a integração da saúde com o bem estar gerando qualidade de vida.

Importante ressaltar que as MTCI, a Medicina Quântica inclusive, se entendem como terapias complementares às da medicina convencional, se integrando a estas para potencializar resultados. Ainda que existem diversas terapias incluídas nas MTCI, muitas destas milenares, sendo que no Brasil, desde 2006, temos instituída a Politica Nacional das Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no âmbito do SUS, regida pela portaria GM/MS nº 571/2006 e que disponibiliza gratuitamente à população 29 terapias complementares, entre estas, algumas incluídas na Medicina Quântica.

As MTCI, com as terapias quânticas vindo à frente, são a febre do momento e isto soa como um contrassenso, visto que, a medicina convencional, impulsionada pela tecnologia, evolui de maneira exponencial. Nos atendo a alguns marcos da evolução da medicina, tais como: a descoberta do aparelho de Raio X em 1895 pelo físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen, a descoberta do aparelho de eletrocardiograma em 1902 pelo fisiologista holandês Willen Einthoven, ou a descoberta da Penicilina em 1928 pelo médico e bacteriologista Alexander Fleming, percebemos que, apesar de evolutiva, a ciência caminhou com certa lentidão e dificuldade para proporcionar estas evoluções. Entretanto, nos dias atuais, a evolução tecnológica está proporcionando uma revolução na área médica e isto se percebe através de ferramentas como a telemedicina que leva para os rincões de nosso país, pelo SUS, a possibilidade de acompanhamento e emissão de laudos por médicos especializados à distância, as cirurgias robóticas presentes em diversos centros cirúrgicos país afora, as quais são menos invasivas, mais eficientes, eficazes e com recuperação pós-operatória menos traumática. Ainda podemos abordar o uso das células-tronco a curar doenças antes incuráveis ou a evolução das vacinas, sendo visível isto na elaboração das vacinas contra a COVID-19, elaboradas em tempo recorde, lembrando que anteriormente a vacina que havia sido criada em tempo mais rápido foi a da Caxumba, levando 4 anos, também a sua tecnologia de elaboração, se antes utilizávamos para humanos as elaboradas a partir do vírus atenuado ou inativo, para a COVID-19 temos vacinas a partir do vírus inativo, de proteína do vírus, de vetor viral não-replicante e, inclusive, de tecnologia mais avançada, a genômica. Pois é, o que justifica então a grande procura das terapias complementares, em especial, as incluídas na Medicina Quântica?

Talvez a explicação esteja no fato que estas terapias complementares trazem em seu bojo um conceito de tratar integralmente o ser humano: corpo, mente e emoções, privilegiando a prevenção das doenças, focando na manutenção da saúde como forma de tratar ou evitar as doenças, entendendo que o equilíbrio global das pessoas repercute e evidencia o binômio saúde e bem-estar, além de potencializar virtudes e tornar mais fácil o caminho para se alcançar os objetivos de vida.

Dentre as terapias quânticas, o Biomagnetismo Médico ou Par Magnético é a mais procurada. Este método terapêutico não invasivo foi desenvolvido pelo cientista e médico mexicano Isaac Goiz Durán em 1988, se utilizando de imãs de potência média, colocados em partes específicas do corpo, tendo a premissa que os órgãos e suas células formadoras emitem frequências eletromagnéticas específicas e, portanto, como toda onda eletromagnética, necessita de um equilíbrio entre os polos positivo e negativo para que haja a transmissão fluida de energia. Neste contexto, o Par Magnético designa os dois imãs (positivo e negativo) que sempre atuam em dupla para identificar situações de desequilíbrio. Estes desequilíbrios ou alterações de polarização geram um ambiente com um PH mais ácido ou mais alcalino, o que propicia o desenvolvimento de diversas patologias, por exemplo: o PH mais ácido permite o desenvolvimento de vírus e fungos, onde o PH é mais alcalino, está privilegiado o desenvolvimento de bactérias e parasitas. As causas destes desequilíbrios teriam como origem diversos fatores: alimentação, toxinas, microrganismos, emoções e situações estressantes.

O método terapêutico do Biomagnetismo Médico entende que a partir da aplicação da técnica é possível corrigir alterações do PH e assim eliminar não somente os sintomas, mas atacar a causa de muitas doenças. Funcionaria como um “scanner biomagnético”, sendo que, o terapeuta, ao reconhecer as áreas em desequilíbrio, aplicaria um conjunto de imãs, em pares, nesses pontos.

A evolução da medicina convencional potencializada pelo desenvolvimento tecnológico é sentida e muito importante, entretanto, não podemos deixar de perceber que as terapias incluídas nas Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas, com relevo para as da Medicina Quântica, além de praticamente serem desprovidas de efeitos colaterais, podem fortalecer o trabalho de prevenção e combate de diversas doenças, ainda trazem um novo conceito de entendimento do ser humano, das suas fragilidades e necessidades, assim como uma nova proposta que concilia saúde, bem-estar e felicidade em viver.
 
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terça-feira, 27 de julho de 2021

O OTIMISMO GERADO PELAS VACINAS E OS ÓRFÃOS DA PANDEMIA.


Os tempos de pandemia tem sido difíceis, as mortes se somam no mundo e em nosso país, onde mais de 546 mil pessoas já perderam suas vidas, os desabrigados de seus empregos, os soterrados em dívidas e os que desenvolveram ou potencializaram distúrbios mentais neste país que já era, antes da pandemia, primeiro no mundo em casos de Transtorno de Ansiedade Generalizada, quinto em casos de Depressão e oitavo em incidências de suicídio, se somam aos que perderam entes queridos ou amigos, nesta caminhada por um turbilhão de más notícias e desesperança.

Apesar das dores, da angústia e do pessimismo desta longa jornada pandêmica, o momento se mostra de otimismo com o advento das vacinas e a chegada destas no braço das pessoas. Mesmo em nosso país, que tardiamente adquiriu imunizantes contra a COVID-19, estratégia cunhada em erros, omissões e o consequente aumento no número de mortes, já sentimos os efeitos da vacinação com a diminuição no número de casos e óbitos nos grupos priorizados e uma mudança no perfil deste evento sanitário. Se antes da vacinação a faixa etária mais atingida era a partir dos 65 anos, sendo mais intenso o binômio contágio/óbitos entre as pessoas de 70 a 79 anos, neste momento, a faixa etária mais atingida é abaixo dos 59 anos e conforme a vacinação se torne em massa, os indicadores levam a acreditar em uma redução global nos casos e nos óbitos. Portanto, a vacinação e seus resultados, que já começam a aparecer, estão gerando otimismo e isto é importante.

Este ambiente otimista gerado pela vacinação repercute em vários setores no Brasil. A perspectiva de uma vacinação mais rápida e massificada e a consequente retomada da economia repercutiu, já em 14/06 na queda de 1,13% na cotação do Dólar e vários outros indicadores sinalizam para uma retomada econômica que caminha passo a passo com o ritmo vacinal. Antes disso, em 24/05, o estudo “Barômetro COVID-19” apontava que 30% dos brasileiros já se sentiam confortáveis para viagens domésticas e 16% para ir ao exterior, tendo em conta que esta pesquisa foi aplicada em 11,5 mil pessoas de 21 países, entre 15 e 19 de abril, sendo feito um recorte para a situação do turismo. Importante enfatizar que boa parte dos países pesquisados estão em estágios mais avançados de vacinação que o nosso país. Segundo dois estudos da consultoria Kantar, desta mesma época, o avanço da vacinação contra a COVID-19 está proporcionando perspectivas de aquecimento nas atividades turísticas no Brasil e no mundo.

Em contraponto a isto, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em levantamento apresentado em 05 de julho, os brasileiros atingiram o maior índice de endividamento desde 2010, com 69,7% da população estando com seu crédito negativado. Na mesma ordem, 14,8 milhões de pessoas estão desempregadas. Portanto, dos mais de 211 milhões de brasileiros, algo em torno de 148 milhões estão inseridos em organismos de proteção ao crédito, com dívidas, boa parte delas de difícil quitação e consequentemente se posicionando como órfãos da economia.
 

Em situação de orfandade mais contundente estão as mais de 130.363 crianças brasileiras de até 17 anos que perderam seus pais por causa da COVID-19, entre março de 2020 e abril de 2021. Esta pesquisa foi publicada em 20 de julho na conceituada revista cientifica britânica The Lancet. Isto significa 2,4 órfãos para cada mil brasileiros menores de idade, a 4ª maior incidência entre 21 países estudados, sendo que em números absolutos o Brasil ocupa o 2º lugar nesta pesquisa. Este trabalho foi desenvolvido por pesquisadores do Imperial College de Londres, da Universidade de Oxford no Reino Unido e de outras instituições mundialmente renomadas, somando 16 coautores e sendo coordenado por Susan Willis, do Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC). Este é o primeiro estudo global de orfandade causada pela pandemia.
 

São mais de 862 mil crianças órfãs em 21 países, identificados pela ocorrência de 77% das mortes globais por COVID-19 até 30 de abril de 2021. Esta pesquisa traz outras informações e identifica que mais de 1 milhão de menores perderam um dos pais ou o seu responsável.
 

O Brasil, segundo país em óbitos pela COVID-19, como não poderia deixar de ser, é bastante atingido pela orfandade de menores em função da pandemia. Isto implica que medidas governamentais precisam urgentemente ser implementadas para a proteção destas crianças, tanto no âmbito do reordenamento familiar ou na busca de um encaminhamento de responsabilidade e acolhimento familiar pela adoção, quanto no aspecto de proteção econômica e social de menores de baixa renda.
 

De outra medida, é preciso se entender que o otimismo com as vacinas e seus resultados é importante e justificável. Entretanto, as vacinas não protegem do contágio pelo SARS-COV2, atuam com eficiência, segurança e eficácia variável na evolução da doença para estágios mais graves, reduzindo de maneira exponencial a incidência de internações e de óbitos. Perante este entendimento é fundamental a manutenção do uso da máscara, das medidas de higiene e distanciamento social, assim como, que os governos se mantenham alertas, atuantes nas ações de governança desta crise e no monitoramento de novas cepas virais, como a preocupante variante indiana, a Delta.
 

É difícil prever quando esta pandemia se encerrará, o caminho são as vacinas, mas também precisamos cuidar de nossos órfãos.

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quarta-feira, 21 de julho de 2021

MEDICINAS TRADICIONAIS, COMPLEMENTARES E INTEGRATIVAS, A MEDICINA NATURAL EM ALTA.



Se a ciência e a medicina convencional evoluem a olhos vistos impactadas pelo desenvolvimento tecnológico, de outra medida, a medicina tradicional, com algumas de suas terapias tendo origem milenar, está cada vez mais na ordem do dia. Mas afinal, no que consistem estas terapias “alternativas” ou Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) cunhou o termo, reconhece as Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI) e assim as define: “se refere a um amplo conjunto de práticas de atenção à saúde baseado em teorias e experiências de diferentes culturas utilizadas para a promoção da saúde, prevenção e recuperação, levando em consideração o ser integral em todas as suas dimensões.”

Segundo a OMS, as MTCI constituem importante modelo de cuidado a saúde, se constituindo na principal oferta de serviços à população em diversos países, em especial na Ásia, sendo também muito utilizadas em diversos países Europeus. Em outros, se insere nos sistemas de saúde de forma complementar ao sistema convencional. Conforme a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), na América do Sul, Argentina, Bolívia, Brasil, Equador e Peru possuem legislação, modelos e/ou normas próprias para a regulamentação das MTCI.

No Brasil, as MTCI são muito discutidas desde os anos 70 e a partir da reforma sanitária que culminou com o advento do Sistema Único de Saúde (SUS) através da Constituição Federal de 1988, estas discussões tomaram corpo em 2006 com a aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no âmbito do SUS, regida pela Portaria GM/MS nº 971 de 3 de maio de 2006.

Em nosso país a discussão a respeito das MTCI esbarra no fato de termos uma medicina inspirada no modelo dos EUA, baseada em evidências cientificas e o Conselho Federal de Medicina (CFM) tem reiteradas vezes questionado a sua resolubilidade e o fato de não ter fundamento na Medicina Baseada em Evidências (MBE), qual seja, ignoram a integração da habilidade clínica com a melhor evidência cientifica disponível. Em função deste posicionamento do CFM, nosso país adota a terminologia de Práticas Integrativas e Complementares, ao invés da terminologia preconizada pela OMS, Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas. Contudo, o CFM reconhece como especialidades médicas algumas das práticas incorporadas no MTCI (PNPIC no Brasil), como acupuntura e a homeopatia.

Mas enfim, qual o conceito adotado pelas Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas?

As MTCI entendem que prevenir é melhor que remediar, portanto privilegiam a prevenção das doenças. Tratam o ser humano de forma integral: corpo, mente e emoções, entendendo que todo desequilíbrio pode causar uma futura doença, perante esta lógica, evitam ou tratam as causas de possíveis patologias.

O SUS oferece, atualmente, 29 procedimentos que estão incluídos na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPICs). Estes procedimentos têm início na Atenção Primária e são disponibilizados gratuitamente à população, sendo que os municípios podem aderir a esta política e receber recursos para implementar estes serviços.

As MTCI também são muito difundidas no Sistema Suplementar, clínicas que trabalham com estas práticas integrativas e algumas delas que integram a medicina convencional com esta medicina natural, estão aumentando de número e são muito procuradas.

Dentre as práticas mais procuradas, está a Fitoterapia e isto se torna emblemático em nosso país, visto que temos a maior parcela de biodiversidade do mundo, 15 a 20% do total mundial de toda a flora, além de possuirmos cerca de 55 mil espécies vegetais catalogadas. Isto levando em consideração que apenas 8% destas espécies vegetais foram estudadas para pesquisas de compostos bioativos e apenas 1.100 espécies foram avaliadas em suas propriedades medicinais.

As MTCI (OMS) ou PICs (no Brasil) englobam diversas outras terapias: Quiropraxia, Imposição de Mãos, Meditação, Aromaterapia, Cromoterapia, Hipnoterapia, Ozonioterapia, Reiki, Naturopatia, Bioenergética, entre outras.

Um campo amplo de terapias, as quais também se inserem nas MTCI, são as que se baseiam na Medicina Quântica, a qual utiliza ferramentas para identificar desequilíbrios no corpo, na mente e nas emoções, evitando com isso, doenças e com o equilíbrio integral do ser humano, buscam gerar saúde e bem-estar.

As Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas ou, como são denominadas no Brasil, Práticas Integrativas e Complementares, como a sua própria designação explica, complementam as terapias e procedimentos da Medicina Convencional e esta não deve jamais ser abandonada. A intenção destas terapias alternativas é de que se integrem às terapias convencionais na busca por saúde e bem-estar.

Vivemos num mundo tecnológico, de avanços constantes e rápidos da ciência e da medicina, entretanto, a busca do ser humano por modelos alternativos de terapias que tratem a sua saúde, inegavelmente, tem crescido bastante e a redescoberta de terapias milenares ou o aparecimento de novas técnicas, como as da Medicina Quântica, ou mesmo a Lifestyle Medicine, a Medicina do Estilo de Vida, é uma realidade para a qual não podemos nos omitir e que se bem utilizadas, podem trazer muitos benefícios tanto para a prevenção, quanto para o tratamento de diversas doenças.

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terça-feira, 20 de julho de 2021

LIFESTYLE MEDICINE: A MEDICINA DO ESTILO DE VIDA

 


 
A ciência, desde sempre, é um exercício de evolução continuada. A medicina especialmente, tem sido bastante impactada pela evolução tecnológica, a cirurgia robótica já é uma realidade em diversos centros cirúrgicos mundo afora e, inclusive, no Brasil. A telemedicina tem contribuído em muito com o Sistema Único de Saúde (SUS) ao levar para os rincões deste nosso país a medicina especializada, exames de imagem e outros serviços que são acompanhados a distância por profissionais especializados, os quais direcionam a execução por parte de médicos generalistas, enfermeiros e outros profissionais de nível geral, ou mesmo, recebem os exames executados e providenciam um laudo qualificado. As células-tronco salvam vidas de pacientes desenganados ou recuperam sua qualidade de vida. Os procedimentos médicos se tornam cada vez menos invasivos, a recuperação pós-cirúrgica cada vez é mais rápida e a expectativa de vida tem aumentado sobejamente nos últimos anos.

Desde a descoberta do aparelho de Raio-X no final do século XIX, mais precisamente em 1895 pelo físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen, passando pela descoberta do eletrocardiograma em 1902 pelo fisiologista holandês Willen Einthoven e da Penicilina em 1928 pelo médico e bacteriologista Alexander Flaming, a medicina tem evoluído a passos largos. Na pandemia da Covid-19 a ciência tem sido um divisor de águas entre a desesperança causada pelo volume de mortes em função deste evento sanitário e a elaboração de vacinas em tempo recorde. Antes da vacina contra a Covid-19, a que foi elaborada em tempo mais rápido, foi contra a Caxumba, tendo levado 4 anos para o seu desenvolvimento, seguida pela vacina contra o Sarampo que demorou 9 anos para a sua elaboração.

A despeito da evolução da ciência e como consequência da medicina, o mundo tem voltado os seus olhos para terapias que adotam o conceito de tratar a saúde integrando a totalidade do ser humano: mente, corpo e emoções. Algumas destas práticas são milenares, outras estão associadas à medicina quântica, mas todas se veem incluídas nas Práticas Integrativas e Complementares (PICs), de discussão intensa em nosso país a partir dos anos 70 e que gerou a Política Nacional das Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no âmbito do SUS, através da Portaria GM/MS nº 9.712/2006. Já são 29 terapias complementares incluídas e disponibilizadas gratuitamente à população. Estas práticas não desprezam a necessidade e a importância do tratamento da medicina convencional, mas complementam as práticas alopáticas e apresentam resultados importantes.

Neste contexto de se valorizar e usufruir da medicina convencional que evolui de maneira exponencial em parceria com a tecnologia, a medicina natural, a qual adota o conceito de tratar a saúde na sua integralidade, priorizando a prevenção, está sendo redescoberta e com novas roupagens, ganha muita força. Nesta mesma linha temos a medicina do estilo de vida, a chamada “Lifestyle Medicine”.

Para a Lifestyle Medicine, prevenir é essencial e o melhor mecanismo para a prevenção de doenças é adotar hábitos saudáveis.

A medicina do estilo de vida é popular nos EUA a pelo menos duas décadas, chegando a ser disciplina de instituições de ensino como Haward, mas apenas em 2019 chegou com mais força no Brasil.

Ela se baseia em 6 pilares: nutrição, atividades físicas, sono, controle do consumo de substâncias toxicas, manejo do estresse e relacionamentos saudáveis.

No aspecto nutricional, a Lifestyle Medicine entende que a nossa alimentação se reflete em nossa aparência e qualidade de vida. A boa alimentação significaria diminuir o consumo de carnes e alimentos industrializados, aumentando o consumo de vegetais, tendo uma dieta balanceada e certificada por um nutricionista. As atividades físicas seriam fundamentais, o sedentarismo pode ser causa de diversos distúrbios, como por exemplo no músculo cardíaco. A qualidade do sono seria importante para manter a imunidade e evitar vários transtornos de âmbito psicossocial e alterações orgânicas.

Ao pensarmos em substâncias tóxicas, o excesso no uso de bebidas alcoólicas e o tabagismo estariam no topo da lista, podendo causar doenças cardiorrespiratórias e diversos tipos de câncer. Teríamos ainda o estresse, esse mecanismo orgânico que impulsiona decisões e é responsável pela preservação da espécie humana até os dias atuais, mas que quando acionado continuamente, pode causar transtornos mentais, depressão e alterações orgânicas que desencadeiem várias doenças.

Os relacionamentos também se mostram importantes para a medicina do estilo de vida, a qual preconiza que a solidão abrevia a expectativa de vida, assim como as pessoas com mais conexões sociais, com relacionamentos saudáveis e sem negativismo, tendem a ter uma vida mais longa.

Os profissionais que se especializaram na Lifestyle Medicine defendem que não se deve focar nas doenças e sim na melhoria da saúde geral das pessoas como mecanismo importante para evitá-las, mas também entendem que a adoção de um melhor estilo de vida pode contribuir para o tratamento de diversas patologias, em especial as doenças crônicas, como a Diabetes, a Pressão Alta e o Câncer. Pensando assim, estes profissionais estão se movimentando para o reconhecimento da disciplina no Brasil, transformando-a em uma residência ou especialização da carreira médica.

Ao tempo em que a medicina evolui em passos largos, outras vertentes de cuidados da saúde humana também ganham corpo. O importante é o entendimento de jamais se distanciar da ciência e que sem ela, não existe caminho para a sobrevivência de nossa espécie.

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quarta-feira, 14 de julho de 2021

ALÉM DA PANDEMIA: TRANSFORMAÇÕES, DESAFIOS E OPORTUNIDADES.

 

A pandemia da COVID-19 tem sido muito dura com a saúde física e mental das pessoas, afinal são milhares de contaminados e de mortos mundo afora, não sendo diferente no Brasil com seus mais de 530 mil óbitos. As preocupações com relação a nossa saúde e de nossos entes queridos, as incertezas profissionais, as dificuldades financeiras inerentes a este período de crise sanitária global, enfim, são muitos fatores que se somam e que nos impactam diariamente com cargas de preocupação e de estresse.

Entretanto o momento ímpar que vivemos provoca além das dificuldades e sofrimentos, transformações importantes nas relações profissionais, na forma de trabalho, nas interações sociais, nos modelos políticos e econômicos, os problemas conjunturais que foram corresponsáveis ou aprofundaram este evento sanitário deverão entrar em pauta e diversas outras mudanças já estão ocorrendo no mundo. Certamente nada voltará a ser exatamente como antes, se melhor ou pior, creio que dependerá de nós.

Paralelo as transformações inerentes ao momento que vivemos, um imenso caminho se abre para aqueles que enxergam as oportunidades advindas deste mundo em transformação. É creditada à Leonardo da Vinci (1452-1519) a seguinte frase: ”Onde muitos enxergam pedras eu vejo os meios para edificar a minha catedral”, qual seja, olhar através das dificuldades, ter capacidade de se adaptar, de entender as necessidades oriundas das mudanças e motivação para empreender no novo mundo que se avizinha, pode se tornar o caminho perfeito para a prosperidade.

Há 100 anos, entre janeiro de 1918 e dezembro de 1920, tivemos o último evento sanitário da proporção do que estamos vivendo, a pandemia da Gripe Espanhola. Assolando um mundo que vivia as dificuldades da 1ª Guerra Mundial (encerrada em 1918), contaminando mais de 500 milhões de pessoas (1/4 da população mundial na época), vitimando mais de 50 milhões, sendo 35 mil no Brasil. Esta pandemia de Influenza apresentou 4 ondas e se somou aos impactos econômicos do pós-guerra para aprofundar a desigualdade social, a fome e o desemprego. O mundo vivia a 2ª Revolução Industrial (1850-1949), com o desenvolvimento de indústrias elétricas, de petróleo, química e aço, ainda, a evolução dos meios de transporte e comunicação.

A pandemia da Gripe Espanhola se somou aos impactos pós 1ª Grande Guerra, que ocasionou uma mudança geopolítica na Europa, já evidenciada com a revolução Bolchevique de 1917 que ascendeu ao poder o socialismo de Lenin na Rússia. Os Estados Unidos fortaleceram sua hegemonia no setor industrial mundial, beneficiado pela crise Europeia do pós-guerra. A Europa teve que se reinventar imersa em profunda crise social e econômica. A pandemia de Influenza potencializou os efeitos pós-guerra e mergulhou o mundo em um palco de problemas sociais, mudanças geopolíticas, crises econômicas, portanto, de muitos problemas, transformações, mas, igualmente de oportunidades, muitos prosperaram e impérios econômicos se edificaram neste ambiente de caos.

Historicamente percebemos que eventos da dimensão de uma guerra mundial ou de uma pandemia como a que estamos vivendo, são os únicos capazes de desestruturar e criar modelos econômicos, provocar mudanças importantes nos processos sociais, políticos, nas formas de trabalho, além de acarretar melhorias em problemas conjunturais na saúde, educação e em outras áreas.

A pandemia da COVID-19 já está trazendo consequências para a política global, tendo sido fator importante para a derrota do extremismo conservador e nacionalista de Donald Trump nos Estados Unidos, expoente no negacionismo a ciência e nas narrativas de desprezo à vida humana. As políticas de enfrentamento e as vidas ceifadas nesta pandemia certamente irão desencadear análises e investigações em muitos países, sendo bem provável que homens públicos que adotaram uma postura similar a de Trump, sejam responsabilizados e defenestrados de seus cargos pela população. Nesta mesma linha, este evento sanitário e a crise econômica oriunda dele, trará para a ordem do dia pautas relativas à desigualdade social, a superpopulação do planeta com sua fragilidade social e sanitária, a preservação do meio ambiente, a fragilidade dos sistemas de saúde, a ineficaz resposta global a pandemia, entre outras.

De outra medida, o mundo digital, expoente da 4ª Revolução Industrial que vivemos, se inseriu de maneira exponencial e definitiva nesta pandemia. A educação sofre mudanças importantes com a incorporação do ensino 4.0, o trabalho remoto foi incorporado definitivamente ao nosso dia a dia e está modificando os ambientes e as relações de trabalho.

A presença das vacinas já sinaliza o fim desta pandemia, muitos países, como os EUA e diversos países da Europa, que diferentemente do Brasil, encaminharam uma logística de compra de vacinas e iniciaram uma imunização em massa da sua população no início de 2021, estão revertendo as medidas de restrições sanitárias e voltando a normalidade da vida. Este novo normal é regido pelo controle epidemiológico através de ampla testagem da população e do inventário genômico que avalia a presença de novas variantes, além de outras ações de governança focadas na ciência, que se somam a campanhas de conscientização e claro, as vacinas.

Conforme o Brasil avance para a imunização coletiva vacinal (mais de 70% da população) e perante indicadores epidemiológicos favoráveis, igualmente iremos adentrar a realidade vivida por países em estágios mais avançados da vacinação.

O momento é propicio para compreender que apesar das dificuldades, das dores e receios, um mundo em crise se transforma, cria necessidades e isto gera enormes oportunidades para prosperar.

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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...