quarta-feira, 21 de julho de 2021

MEDICINAS TRADICIONAIS, COMPLEMENTARES E INTEGRATIVAS, A MEDICINA NATURAL EM ALTA.



Se a ciência e a medicina convencional evoluem a olhos vistos impactadas pelo desenvolvimento tecnológico, de outra medida, a medicina tradicional, com algumas de suas terapias tendo origem milenar, está cada vez mais na ordem do dia. Mas afinal, no que consistem estas terapias “alternativas” ou Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) cunhou o termo, reconhece as Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI) e assim as define: “se refere a um amplo conjunto de práticas de atenção à saúde baseado em teorias e experiências de diferentes culturas utilizadas para a promoção da saúde, prevenção e recuperação, levando em consideração o ser integral em todas as suas dimensões.”

Segundo a OMS, as MTCI constituem importante modelo de cuidado a saúde, se constituindo na principal oferta de serviços à população em diversos países, em especial na Ásia, sendo também muito utilizadas em diversos países Europeus. Em outros, se insere nos sistemas de saúde de forma complementar ao sistema convencional. Conforme a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), na América do Sul, Argentina, Bolívia, Brasil, Equador e Peru possuem legislação, modelos e/ou normas próprias para a regulamentação das MTCI.

No Brasil, as MTCI são muito discutidas desde os anos 70 e a partir da reforma sanitária que culminou com o advento do Sistema Único de Saúde (SUS) através da Constituição Federal de 1988, estas discussões tomaram corpo em 2006 com a aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no âmbito do SUS, regida pela Portaria GM/MS nº 971 de 3 de maio de 2006.

Em nosso país a discussão a respeito das MTCI esbarra no fato de termos uma medicina inspirada no modelo dos EUA, baseada em evidências cientificas e o Conselho Federal de Medicina (CFM) tem reiteradas vezes questionado a sua resolubilidade e o fato de não ter fundamento na Medicina Baseada em Evidências (MBE), qual seja, ignoram a integração da habilidade clínica com a melhor evidência cientifica disponível. Em função deste posicionamento do CFM, nosso país adota a terminologia de Práticas Integrativas e Complementares, ao invés da terminologia preconizada pela OMS, Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas. Contudo, o CFM reconhece como especialidades médicas algumas das práticas incorporadas no MTCI (PNPIC no Brasil), como acupuntura e a homeopatia.

Mas enfim, qual o conceito adotado pelas Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas?

As MTCI entendem que prevenir é melhor que remediar, portanto privilegiam a prevenção das doenças. Tratam o ser humano de forma integral: corpo, mente e emoções, entendendo que todo desequilíbrio pode causar uma futura doença, perante esta lógica, evitam ou tratam as causas de possíveis patologias.

O SUS oferece, atualmente, 29 procedimentos que estão incluídos na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPICs). Estes procedimentos têm início na Atenção Primária e são disponibilizados gratuitamente à população, sendo que os municípios podem aderir a esta política e receber recursos para implementar estes serviços.

As MTCI também são muito difundidas no Sistema Suplementar, clínicas que trabalham com estas práticas integrativas e algumas delas que integram a medicina convencional com esta medicina natural, estão aumentando de número e são muito procuradas.

Dentre as práticas mais procuradas, está a Fitoterapia e isto se torna emblemático em nosso país, visto que temos a maior parcela de biodiversidade do mundo, 15 a 20% do total mundial de toda a flora, além de possuirmos cerca de 55 mil espécies vegetais catalogadas. Isto levando em consideração que apenas 8% destas espécies vegetais foram estudadas para pesquisas de compostos bioativos e apenas 1.100 espécies foram avaliadas em suas propriedades medicinais.

As MTCI (OMS) ou PICs (no Brasil) englobam diversas outras terapias: Quiropraxia, Imposição de Mãos, Meditação, Aromaterapia, Cromoterapia, Hipnoterapia, Ozonioterapia, Reiki, Naturopatia, Bioenergética, entre outras.

Um campo amplo de terapias, as quais também se inserem nas MTCI, são as que se baseiam na Medicina Quântica, a qual utiliza ferramentas para identificar desequilíbrios no corpo, na mente e nas emoções, evitando com isso, doenças e com o equilíbrio integral do ser humano, buscam gerar saúde e bem-estar.

As Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas ou, como são denominadas no Brasil, Práticas Integrativas e Complementares, como a sua própria designação explica, complementam as terapias e procedimentos da Medicina Convencional e esta não deve jamais ser abandonada. A intenção destas terapias alternativas é de que se integrem às terapias convencionais na busca por saúde e bem-estar.

Vivemos num mundo tecnológico, de avanços constantes e rápidos da ciência e da medicina, entretanto, a busca do ser humano por modelos alternativos de terapias que tratem a sua saúde, inegavelmente, tem crescido bastante e a redescoberta de terapias milenares ou o aparecimento de novas técnicas, como as da Medicina Quântica, ou mesmo a Lifestyle Medicine, a Medicina do Estilo de Vida, é uma realidade para a qual não podemos nos omitir e que se bem utilizadas, podem trazer muitos benefícios tanto para a prevenção, quanto para o tratamento de diversas doenças.

Vem comigo!



 

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