O Estados Unidos (EUA) tem avançado significativamente na vacinação da sua população de mais de 328 milhões de pessoas. Tendo iniciado em dezembro de 2020, algo em torno de 3,4 milhões de pessoas chegaram a ser vacinadas diariamente, este número reduziu para 2,4 milhões/dia em maio de 2021, o que fez com que as autoridades estimulassem a vacinação fortalecendo as campanhas de conscientização, através de sorteios de loterias e, inclusive, permitindo, em diversos estados, a vacinação sem a necessidade da comprovação de residência, com o intuito de atingir uma grande massa de imigrantes. Estão sendo disponibilizadas vacinas da Pfizer, da Moderna e da Jansen, as duas primeiras elaboradas a partir do genoma do vírus e apresentando maior eficácia entre todas as vacinas disponíveis. A da Jansen é uma vacina em dose única e, igualmente, com alto nível de eficácia.
Perante a logística de aquisição destes imunizantes e um planejamento vacinal bastante eficaz, boa parte da população dos EUA já foi vacinada, com isto os números de casos e de óbitos tem diminuído substancialmente. Em 10 de maio, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) divulgou uma queda de 21,2% no número de casos em 24h. Em 13 de maio, o CDC retirou a obrigatoriedade do uso de máscara na maioria dos ambientes para pessoas vacinadas (15 dias após a segunda dose ou a dose única), também está sendo permitido a presença de público, ainda controlado, em estádios e ginásios esportivos. Os EUA, com a vacinação em massa da sua população em ritmo avançado e com uma política de enfrentamento da pandemia do governo Biden seguindo o que propõe a ciência, apenas monitora a possibilidade de uma nova onda, mas vive a realidade de um novo normal.
O Brasil já passou dos 450 mil mortos nesta pandemia, com negacionismo intenso e com poucas campanhas de conscientização ou quando existentes, de baixa capilaridade, vê neste momento, os erros e omissões de nossos governantes sendo passado a limpo numa CPI do Senado Federal. Com poucas vacinas disponíveis, pouco mais de 10% de nossa população de mais de 210 milhões de pessoas tomou as duas doses da vacina. Os números de casos e de óbitos se mantém em patamares altos, apenas diferenciando a primeira da segunda onda e da terceira que já se estabelece, por picos abruptos de elevação de casos e de óbitos, pela maior ocupação dos leitos de UTI e pela identificação de novas variantes.
Nosso país sempre teve uma postura reativa à pandemia, jamais houve um planejamento de contenção eficaz que privilegiasse a ciência e a prevenção. Vivemos ainda a discutir medicações pretensamente salvadoras, como a Hidroxicloroquina e a Cloroquina, estas já descartadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por países como os EUA, visto sua absoluta ineficácia contra à Covid-19 comprovada por diversos estudos científicos abalisados e pela possibilidade de efeitos colaterais que podem levar à morte.
A nossa grande arma nesta pandemia tem sido o SUS, sistema de saúde de modelo universal e gratuito, extremamente capilarizado por todo o país e que, desde 1988, quando de sua criação, tem democratizado o acesso à saúde a este país de tanta desigualdade social. O Sistema Único de Saúde tem como modelo o mais bem referendado sistema universal do mundo, o do Reino Unido, mas, a maior parte dos países em estágio mais avançado de desenvolvimento e com padrões mais elevados de igualdade social, apresentam sistemas similares, cito: França, Espanha, Portugal, Alemanha, entre outros. Uma exceção é os EUA, com o seu Obamacare, modelo de seguro social, como era no Brasil antes do advento do SUS. Este modelo torna o tratamento de saúde muito oneroso por lá e de acesso pouco democratizado, sendo alvo de muitas críticas e acarretando o compromisso de mudança pelo atual presidente, Biden.
Portanto, o SUS tem sido o alicerce do enfrentamento desta pandemia, atrapalhado em seu trabalho por um Ministério da Saúde inoperante e omisso. Mas, o senhor Marcelo Queiroga, atual Ministro da Saúde, não concorda com isso. Em 25 de maio, ele atribuiu parte da culpa pelo mau controle da pandemia no Brasil aos problemas do SUS.
Neste momento, nosso país apresenta todos os condicionantes para uma terceira onda, quais sejam, manutenção em patamares altos de casos e de óbitos, uma vacinação insipiente, ações de governança ineficazes ou, em determinados casos, omissas e a ausência de campanhas de conscientização a se contraporem a um negacionismo intenso. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou sobre isso em 13 de maio de 2021, sendo que, estes indicadores que cito, nos transformam num potencial celeiro para a proliferação de novas cepas virais do Coronavírus que apresentem maior velocidade de contágio e sejam ainda mais agressivas.
Se a variante P1 (originada em Manaus-AM) impulsionou a segunda onda e deu novas cores à pandemia, a entrada da variante indiana pelo Maranhão, a qual não foi contida, visto que, uma pessoa infectada, passou por São Paulo e foi identificada como tal, no Rio de Janeiro, pode ser fator decisivo para a consolidação da terceira onda. Mas, temos ainda a variante P4, identificada no interior de São Paulo, que apresenta mutações existentes na indiana e na P1. Lamentável o fato da ANVISA não conseguir montar barreiras sanitárias eficazes em nossas fronteiras, nos aeroportos, entre outros.
A terceira onda, me parece, já está em curso.
Na crise, se repense, se transforme, CRIE!
Vem comigo!!!
Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
Perante a logística de aquisição destes imunizantes e um planejamento vacinal bastante eficaz, boa parte da população dos EUA já foi vacinada, com isto os números de casos e de óbitos tem diminuído substancialmente. Em 10 de maio, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) divulgou uma queda de 21,2% no número de casos em 24h. Em 13 de maio, o CDC retirou a obrigatoriedade do uso de máscara na maioria dos ambientes para pessoas vacinadas (15 dias após a segunda dose ou a dose única), também está sendo permitido a presença de público, ainda controlado, em estádios e ginásios esportivos. Os EUA, com a vacinação em massa da sua população em ritmo avançado e com uma política de enfrentamento da pandemia do governo Biden seguindo o que propõe a ciência, apenas monitora a possibilidade de uma nova onda, mas vive a realidade de um novo normal.
O Brasil já passou dos 450 mil mortos nesta pandemia, com negacionismo intenso e com poucas campanhas de conscientização ou quando existentes, de baixa capilaridade, vê neste momento, os erros e omissões de nossos governantes sendo passado a limpo numa CPI do Senado Federal. Com poucas vacinas disponíveis, pouco mais de 10% de nossa população de mais de 210 milhões de pessoas tomou as duas doses da vacina. Os números de casos e de óbitos se mantém em patamares altos, apenas diferenciando a primeira da segunda onda e da terceira que já se estabelece, por picos abruptos de elevação de casos e de óbitos, pela maior ocupação dos leitos de UTI e pela identificação de novas variantes.
Nosso país sempre teve uma postura reativa à pandemia, jamais houve um planejamento de contenção eficaz que privilegiasse a ciência e a prevenção. Vivemos ainda a discutir medicações pretensamente salvadoras, como a Hidroxicloroquina e a Cloroquina, estas já descartadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por países como os EUA, visto sua absoluta ineficácia contra à Covid-19 comprovada por diversos estudos científicos abalisados e pela possibilidade de efeitos colaterais que podem levar à morte.
A nossa grande arma nesta pandemia tem sido o SUS, sistema de saúde de modelo universal e gratuito, extremamente capilarizado por todo o país e que, desde 1988, quando de sua criação, tem democratizado o acesso à saúde a este país de tanta desigualdade social. O Sistema Único de Saúde tem como modelo o mais bem referendado sistema universal do mundo, o do Reino Unido, mas, a maior parte dos países em estágio mais avançado de desenvolvimento e com padrões mais elevados de igualdade social, apresentam sistemas similares, cito: França, Espanha, Portugal, Alemanha, entre outros. Uma exceção é os EUA, com o seu Obamacare, modelo de seguro social, como era no Brasil antes do advento do SUS. Este modelo torna o tratamento de saúde muito oneroso por lá e de acesso pouco democratizado, sendo alvo de muitas críticas e acarretando o compromisso de mudança pelo atual presidente, Biden.
Portanto, o SUS tem sido o alicerce do enfrentamento desta pandemia, atrapalhado em seu trabalho por um Ministério da Saúde inoperante e omisso. Mas, o senhor Marcelo Queiroga, atual Ministro da Saúde, não concorda com isso. Em 25 de maio, ele atribuiu parte da culpa pelo mau controle da pandemia no Brasil aos problemas do SUS.
Neste momento, nosso país apresenta todos os condicionantes para uma terceira onda, quais sejam, manutenção em patamares altos de casos e de óbitos, uma vacinação insipiente, ações de governança ineficazes ou, em determinados casos, omissas e a ausência de campanhas de conscientização a se contraporem a um negacionismo intenso. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou sobre isso em 13 de maio de 2021, sendo que, estes indicadores que cito, nos transformam num potencial celeiro para a proliferação de novas cepas virais do Coronavírus que apresentem maior velocidade de contágio e sejam ainda mais agressivas.
Se a variante P1 (originada em Manaus-AM) impulsionou a segunda onda e deu novas cores à pandemia, a entrada da variante indiana pelo Maranhão, a qual não foi contida, visto que, uma pessoa infectada, passou por São Paulo e foi identificada como tal, no Rio de Janeiro, pode ser fator decisivo para a consolidação da terceira onda. Mas, temos ainda a variante P4, identificada no interior de São Paulo, que apresenta mutações existentes na indiana e na P1. Lamentável o fato da ANVISA não conseguir montar barreiras sanitárias eficazes em nossas fronteiras, nos aeroportos, entre outros.
A terceira onda, me parece, já está em curso.
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