Olá!!!
Acompanhe a minha participação na 1° edição do Jornal da Cidade FM (104,1) de Itapema, desta quinta-feira 28/05, onde conversamos sobre o Brasil estar se tornando o novo epicentro da Pandemia, da escuridão absoluta pela falta de testagem ao aumento de casos em Santa Catarina com a região da Foz do Rio Itajaí com lotação quase máxima de seus leitos de UTI.
"Desvendando a Saúde do Brasil".
Parte1.
Vem comigo!!!
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Master Coach, Palestrante, Consultor de Gestão e de Projetos na área da Saúde, Colunista e Blogueiro. Cirurgião dentista, pós-graduado em Gestão Hospitalar. Colunista do portal de notícias No Ponto SC com a coluna e o Podcast “Transformando Vidas”. Presidente do Instituto Abaeté de Saúde e Desenvolvimento Humano. Criador do método "Transformando Vidas".
sexta-feira, 29 de maio de 2020
terça-feira, 26 de maio de 2020
BRASIL, O NOVO EPICENTRO DA PANDEMIA: MINISTÉRIO DA SAÚDE SEM COMANDO, CLOROQUINA E A BUSCA DO NOVO NORMAL.
Desde os primeiros artigos que escrevi sobre a pandemia oriunda do SARS-COV-2 e a doença por ele causada, a COVID-19, ainda em fevereiro, quando da pressuposta entrada do vírus no país em 26/02, tenho dito que podemos nos espelhar, tanto nas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto na experiência dos outros países que estão na nossa frente na curva de contágio. A primeira delas é em manter um comando único que articule as ações em todo o país, com um diálogo transparente, eficaz e contínuo com a população, coisa que a Itália não conseguiu fazer, a despeito de ter um sistema de saúde de modelo universal semelhante ao SUS, mas que, em virtude de problemas políticos, isto foi prejudicado, e somado a contenção inadequada desde o primeiro caso e o grande volume de idosos (maior da Europa), o caos se instaurou.
Também a ampla testagem, priorizando o RT-PCR (exame laboratorial com 96% de eficácia) e credenciando laboratórios, secundado pelos testes rápidos, os quais tem 30% de eficácia quando utilizados adequadamente para pacientes sintomáticos (a partir do 7º dia), recomendados para o controle dos profissionais de saúde e outros envolvidos, isto inibiria a subnotificação de casos e de óbitos, proporcionando a elaboração de quadros reais e confiáveis, dando parâmetros para o planejamento de ações de enfrentamento e do nível de imunização, como procedeu a Coreia do Sul e a Alemanha. O distanciamento social é a única ferramenta de prevenção, mas sem a testagem, como saber o momento, a sua amplitude e como evoluir até um novo normal?
Neste momento estamos com o Ministério da Saúde (MS) sem ministro efetivo, com um militar sem experiência na área, como interino, suscitando dúvidas sobre a recomposição de seu corpo técnico, o diálogo bem articulado dos tempos do ex-ministro Mandetta, bastante prejudicado na breve gestão Teich, não existe mais. Hoje, a discussão não é a pandemia e a correção de erros na política de contenção, ou a articulação das ações em nível nacional e sim uma medicação salvadora, a Cloroquina.
Na prática, a Cloroquina, o Remdesivir e outras medicações, já vinham sendo utilizadas em casos graves e com controle de seus efeitos colaterais, mas não existe estudo que comprove a real eficácia da Cloroquina ou da Hidroxicloroquina associada ou não à Azitromicina e ao Zinco na cura da COVID-19. Quando utilizada em altas dosagens, exigido neste caso, pode causar arritmia cardíaca, problemas renais, entre outros. O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu o Parecer nº 04/2020, onde não recomenda e sim autoriza, perante critérios e condições, a sua prescrição para pacientes com sintomas leves, com sintomas importantes (sem necessidade de cuidados intensivos) e para pacientes críticos, porém ressalta a possibilidade de efeitos colaterais e a inexistência de comprovação cientifica de sua eficácia para esta doença, deixando o seu uso a critério do médico e do paciente, além de exigir a assinatura do Termo de Consentimento livre e esclarecido do paciente ou dos familiares.
O MS emitiu uma nova orientação de uso em 20/05, de maneira atípica, com foco para a utilização na Atenção Básica em fases iniciais da doença, claramente por pressão do chefe da nação, visto que cabe ao CFM e a ANVISA regularem a autorização ou a recomendação do uso de medicações. Caberá aos médicos e gestores a responsabilidade e creio que poderá acarretar ações judiciais por parte dos pacientes.
A pandemia da gripe espanhola foi de janeiro de 1918 a dezembro de 1920, teve 4 ondas, a segunda mais intensa, vitimando mais de 50 milhões de pessoas. Portanto, uma pandemia não é uma corrida de 100m e sim, uma maratona, com várias fases: entrada do vírus no país, circulação comunitária em cidades e regiões, curva de aceleração (4 a 7 semanas), curva de desaceleração, fase de imunização, podendo haver outras ondas da doença e, após a sua fase crítica (fase de aceleração), haverá outra onda, a dos pacientes portadores de outras doenças, neste momento precariamente assistidos, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, em abril, 50 mil brasileiros não tiveram acesso a diagnóstico e tratamento para o câncer.
A COVID-19 só estará controlada perante a existência de vacina e/ou medicações eficazes para todos os casos, ainda com a imunização de mais de 60% da população, o que se denomina “imunização do rebanho”. Para cada fase se exige um planejamento e ferramentas adequadas, neste momento que algumas regiões vivem a fase de aceleração e outras estão no aguardo, a ampla testagem seria um farol na escuridão.
Pensando na realidade da subnotificação de casos de 10 a 15 vezes e de óbitos de 50% (dados da Fio Cruz), o Brasil já teria passado dos 3 milhões de casos e dos 30 mil óbitos, e Santa Catarina dos 60 mil casos e dos 150 óbitos. No aguardo da chegada da curva de crescimento, vendo as regiões Sul, Grande Florianópolis, Grande Oeste, Foz e Vale do Rio Itajaí, como as mais atingidas, o governo estadual continua trabalhando como se não houvesse amanhã, sem implementar uma política de ampla testagem, com dados bastante duvidosos, com relevo para o número de leitos de UTI e, aparentemente, sem preparar de maneira adequada o sistema de saúde.
O estado está imerso na discussão jurídica e política das irregularidades na compra de respiradores e do “finado” Chamamento Público para hospital de campanha de Itajaí, enquanto isso, dos 89 leitos de UTI-SUS da região da Foz do Rio Itajaí, 76 estavam ocupados (24/05), 85,4% de ocupação, restando 13 e uma dúvida imensa sobre o que há de vir.
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quarta-feira, 20 de maio de 2020
CARTÃO DE DESCONTOS
Você que já é um empreendedor ou pretende se tornar, uma ótima oportunidade de negócio, com ampla aplicação na área da saúde, mas também requisitado em múltiplas áreas do comércio, é o CARTÃO DE DESCONTOS.
O Cartão de Descontos é um empreendimento de baixo risco, visto o pequeno investimento financeiro envolvido e o seu curto prazo de retorno.
Neste período extremamente difícil que vivemos, que reformula conceitos, costumes e, certamente, modificará o mercado e as relações de trabalho, este é o negócio necessário para a recuperação de clientes e um nicho de mercado para quem, nas dificuldades enxerga, a chance ideal de uma oportunidade de atingir o sucesso.
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terça-feira, 19 de maio de 2020
COVID-19, UMA PANDEMIA A MOSTRAR O QUE SOMOS: A CIÊNCIA NÃO É EXATA, MAS É O CAMINHO.
Desde o surgimento do SARS-COV-2, esta nova cepa viral do Coronavírus, um dos mais de 200 vírus que causam o resfriado comum, lá em Wuhan na China, em final de dezembro de 2019, não se passou tanto tempo, mas pela carga de tensão, volume de informações e de contradições, mudanças bruscas de hábitos (pessoais e profissionais) e pelo desvendar do melhor e, infelizmente, do pior que existe nas instituições, nos países e nas pessoas, parece que uma eternidade de meses se foi.
A começar pela Organização Mundial da Saúde (OMS), se apequenando ao não cobrar informações precisas da China e implementar, em tempo, atitudes de contenção, tardiamente, em 30/01/20, declarando Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. A OMS que é o braço em saúde da Organização das Nações Unidas (ONU), mostrou pouca independência diante da pressão exercida pelos países filiados e se curvou a questões econômicas, além de explicitar que não detém ferramentas para enfrentar uma emergência sanitária dessa ordem, sendo imprescindível que continue a existir, mas é necessário sua reestruturação perante as necessidades do mundo atual.
Globalmente, já passamos dos 4,5 milhões de casos e das 300 mil mortes, todos os continentes foram atingidos, modelos econômicos subjugados, o imperialismo americano na figura de Donald Trump, se pôs de joelhos, as pessoas estão isoladas mundo afora, existe uma revolução na forma de trabalho e de costumes em curso e há incertezas sobre o que virá e em que mundo habitaremos. Falo isso, não pela sua letalidade, a qual é baixa e circunspecta a públicos de risco, apesar do altíssimo contágio, foco no quanto estamos despreparados e a mercê desse evento sem precedentes, mas que certamente será superado com a descoberta de vacina e de medicações eficazes, entretanto pela superpopulação do planeta e de nossa ação deletéria com o mesmo, é previsível que outro vírus mais agressivo ainda esteja por vir.
Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde (MS), por subvalorizar o que estava acontecendo ou por falta de competência mesmo, preparou um plano de contingência extremamente equivocado, sendo seguido pelos estados. Seria fundamental desde um primeiro momento, uma cartilha com os tipos de distanciamento social, diretrizes de aplicação e mecanismos para se migrar de um mais radical para um mais brando, somado a forma de se distender esta ferramenta e evoluir para a normalidade do viver, assim como adotar a política de ampla testagem da população, visto que sem isso, além de não ter quadros confiáveis de situação, é muito duvidoso se saber o momento de implementação de um distanciamento social. Já sabemos, na prática, os efeitos danosos de ordem psicológica, social e econômica do uso desta ferramenta, a qual, reitero, que na ausência de vacina e medicações eficazes para uso em amplos os casos, é a única ferramenta de prevenção disponível.
O MS cometeu muitos outros erros, abrandados pela excelente comunicação do ex-ministro Mandetta, quase totalmente corrigidos ou tiveram planejamento para tanto, contudo ainda buscando implementar a política de ampla testagem, tendo divulgado a aquisição de 46 milhões de testes (RT-PCR e testes rápidos), a preparação da Fio Cruz e o credenciamento de laboratórios, percebemos a dificuldade que estão encontrando na execução e colhemos os frutos dos erros, com uma subnotificação de casos de 10 a 15 vezes e de óbitos em 50% (segundo a Fio Cruz), portanto já passamos dos 2 milhões de casos e também do tempo de confiarmos em dados oficiais.
Santa Catarina desde o primeiro momento trabalha no escuro, sem implementar até aqui, uma política de ampla testagem, coisa que os municípios estão buscando fazer através de testes rápidos e, lembro que, este tipo de teste tem 30% de eficácia e é recomendado para uso em paciente sintomáticos (aplicação após o 7º dia dos sintomas), sendo complementar do RT-PCR (laboratorial/mais de 90% de eficácia), tendo como público preferencial profissionais da área da saúde, pessoas envolvidas no enfrentamento e de sua convivência com sintomas de síndrome gripal. Esta atitude desesperada dos municípios pode causar uma confusão ainda maior nos dados epidemiológicos estaduais, entretanto, em virtude da omissão do estado, os municípios estão fazendo o que podem ou além.
Neste momento o número de casos aparentemente cresce no estado, mas, somente com o LACEN como laboratório credenciado, com demanda represada, a liberar em um dia resultados de 15 a 20 dias atrás ou mais, além da demora estadual em contabilizar os dados municipais, é difícil tecer algum quadro confiável. A ocupação de leitos que chegou a 21,36% (maior já registrada), a taxa de distanciamento social que caiu para 39% (em queda e isto é preocupante), o crescimento de casos em cidades mais populosas e em determinadas regiões do estado, como a região oeste, com relevo para Chapecó, seguido de Concórdia, e grandes centros, como Florianópolis e Blumenau, se estes indicadores persistirem, somando o fato da chegada do outono/inverno, podem sinalizar a entrada do estado na curva de crescimento da doença.
Nosso estado vive uma crise de governança, um problema conjuntural do Brasil, a corrupção, nos faz sangrar neste momento tão difícil, o governo se mostra isolado com o governador correndo o risco de impeachment.
Vivendo uma guerra sanitária sem precedentes, nem mesmo na gripe espanhola de 1918, o Brasil vê o pedido de exoneração do ministro Nelson Teich, com 28 dias no cargo e uma contribuição absolutamente duvidosa, a não ser a grandeza de não concordar com o aparelhamento pelo chefe da nação de um órgão tão técnico, quanto o Ministério da Saúde, criado em 1953 e que em sua história, nunca se viu nessa situação.
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