As boas notícias estimulam a área límbica do cérebro a elaborar sentimentos positivos, os quais são importantes para proteger o organismo humano contra doenças físicas e mentais, na mesma medida, induzem o desenvolvimento da Inteligência Emocional e fazem com que as pessoas desenvolvam pensamentos que acarretam comportamentos, os quais conduzem a felicidade e a prosperidade.
Corroborando com esta afirmação, temos vários tratados científicos, recentemente, um estudo elaborado por um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA), publicado no periódico Science Advices, o qual analisou 4.165 voluntários, identificou o impacto que más notícias podem causar as pessoas no que tange a sua saúde física e mental a curto e médio prazo. Por exemplo, a exposição repetida a coberturas noticiosas de traumas coletivos tem sido associada a consequências ruins para a saúde mental, acarretando respostas de estresse pós-traumático que impactam a saúde mental e podem acarretar problemas físicos ao longo do tempo.
Isto se explica porque ao ser impactado por más notícias, o organismo humano aciona o mecanismo orgânico do estresse, situação em que o cérebro emite o comando para as glândulas suprarrenais liberarem o cortisol e a adrenalina, hormônios que alteram o metabolismo, nos mantendo ativos e preparados para situações que identificamos como sendo de risco. Este mecanismo é responsável pela perpetuação da espécie humana, contudo, ao ser acionado continuamente, se torna nefasto para a saúde física e mental.
De outra medida, as boas notícias estão diretamente relacionadas com a elaboração do sentimento de felicidade.
O que realmente nos faz felizes?
Há 84 anos, pesquisadores da Universidade de Harvard nos EUA, procuram responder esta indagação. O estudo sobre o Desenvolvimento Adulto começou em 1938, analisando 700 rapazes, acompanhando todo o transcurso das suas vidas, monitorando o estado físico, mental e emocional. Sendo que, atualmente este estudo tem continuidade com mais de 1000 homens e mulheres, filhos dos participantes originais. O atual diretor deste estudo, o Psiquiatra Dr. Robert Waldinger, relata que aqueles que criaram laços fortes com outros seres humanos, viveram mais e melhor, para além do dinheiro, status ou emprego.
Perante esta pesquisa, faço algumas indagações: é possível construir laços fortes com outras pessoas quando se está contaminado por más notícias? O próprio fato de ter bons ou fortes relacionamentos já não se constitui em uma boa notícia ou em um antidoto contra más notícias?
As boas notícias geram pensamentos e sentimentos positivos, a partir destes, o cérebro comanda a liberação dos hormônios do prazer e da felicidade, como a endorfina, a serotonina e a oxitocina. Isto favorece as relações interpessoais e a busca por relacionamentos fortes.
Os hormônios do prazer e da felicidade ainda se contrapõe ao mecanismo do estresse, estabilizando o metabolismo humano e protegendo contra a incidência ou a potencialização de doenças físicas ou mentais.
Estes hormônios também são importantes para o desenvolvimento da empatia, do controle e gestão das emoções, além de outras competências que são fundamentais para se atingir o sucesso em múltiplos setores da vida.
Olha só, evitar a exposição constante e maciça às más notícias é importante para proteger a saúde física e mental. Da mesma maneira, as boas notícias, além de proteger a saúde humana, atuam de maneira positiva no conhecimento e controle das emoções, ainda repercutem em comportamentos que nos aproximam das pessoas, nos conduzindo para o caminho da felicidade e da prosperidade.
Contudo, quando se aborda a questão das más ou boas notícias, não se pode falar apenas sobre a ótica de receptor. As pessoas também precisam aprender a importância de serem portadoras de boas notícias. Será que uma mensagem positiva de bom dia no perfil de uma rede social não é importante, tanto para quem elabora e publica, quanto para os tantos que a visualizam?
Pois é, evitar se expor de maneira continuada a más notícias é fundamental, da mesma forma que aprender a ser portador de boas notícias.
Vivemos atualmente em um mundo imerso em mudanças, o mercado de trabalho está altamente competitivo, acabamos de sair de uma pandemia, os noticiários nos inundam diariamente com más notícias da economia, de guerras e de tantas outras situações cotidianas, perante esta realidade, como ser portador de boas notícias?
O primeiro passo é aprender a estar bem-informado sobre os fatos, evitando as fake news, buscando as informações através de organismos de imprensa que tenham credibilidade, mas sem uma exposição excessiva. Evitar relacionamentos tóxicos, com pessoas que tenham uma visão negativa, também é um passo a ser dado.
No âmbito pessoal, o aprender a ser portador de boas notícias passa pelo autoconhecimento, por conhecer e controlar as emoções, por desenvolver a empatia e pelo entendimento dos benefícios que esta atitude pode gerar para outras pessoas, assim como para si mesmo.
Começar o dia dando uma boa notícia ou transmitindo uma mensagem positiva é como abrir uma porta que conduz a outras tantas boas notícias e mensagens positivas, é o mesmo que pavimentar o caminho que leva a felicidade e ao sucesso.
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