A ansiedade e o medo são reações normais do ser humano, provocadas por situações que geram extrema preocupação do indivíduo, por exemplo, uma prova difícil que irá fazer, uma entrevista de emprego, desafios profissionais ou alguma situação que possa trazer como consequência, o risco da vida. Nestes momentos, o mecanismo do estresse é acionado, o medo e a ansiedade se estabelecem, assim como ocorrem alterações metabólicas, as quais permitem que as pessoas tenham condições orgânicas para suplantar grandes desafios. Contudo, quando a sensação de ansiedade se torna recorrente e persistente, interferindo no desempenho social e profissional do indivíduo, o quadro orgânico pode relatar a existência de um Transtorno de Ansiedade.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os Transtornos de Ansiedade são um conjunto de doenças psiquiátricas marcadas pela preocupação excessiva ou constante de que algo negativo vai acontecer. A entidade relata que por volta de 264 milhões de pessoas sofrem com Transtornos de Ansiedade, 3,6% da população mundial, sendo que, de 2005 a 2020 houve um aumento de 15%.
O Brasil é o país com maior taxa de pessoas com Transtornos de Ansiedade no mundo, segundo relatório da OMS de 2020. Algo em torno de 9,3% da população brasileira tem algum Transtorno de Ansiedade, portanto, quase 20 milhões de pessoas. Esses números vêm crescendo, em 2015 tínhamos 18,6 milhões de brasileiros padecendo de Transtornos de Ansiedade, sendo que, a pandemia deve potencializar esses números.
Os Transtornos de Ansiedade são doenças mentais, as quais podem assumir um quadro crônico, estado no qual o paciente já não responde de maneira resoluta as práticas terapêuticas, inclusive medicamentosas, existindo a prevalência de algum sintoma, portanto, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são muito importantes.
Quanto ao seu quadro clínico, temos diferentes tipos, quais sejam: Transtorno do Pânico, Fobia Específica, Fobia Social, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), Transtorno de Estresse Pós-Traumático e Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).
No Transtorno do Pânico a sensação de medo e desconforto é intensa seguida por pelo menos 4 destes sintomas cognitivos ou somáticos: medo intenso com pico em cerca de 10 minutos, taquicardia, tremores ou abalos, sudorese, sensação de falta de ar ou sufocamento, dor ou desconforto torácico, náuseas ou desconforto abdominal, tontura vertigem ou sensação de desmaio, sensação de estar fora do corpo ou perda da realidade, medo de perder o controle ou enlouquecer, medo da morte, anestesia ou sensações de formigamento e calafrios ou ondas de calor. A Fobia Específica se caracteriza pelo medo excessivo e persistente de objetos e situações específicas. Na Fobia Social, existe o medo excessivo ou persistente de situações sociais ou de desempenho. Já no TOC, existe a presença de obsessões, quais sejam, pensamentos, impulsos e imagens recorrentes que causam intensa ansiedade ou sofrimento, também podem ocorrer compulsões, estas definidas por comportamentos repetitivos ou por atos mentais. No Transtorno de Estresse Pós-Traumático, a pessoa desenvolve este quadro após ser exposta a evento traumático onde sentiu medo intenso, impotência ou horror, este evento é revivido de maneira recorrente através de pensamento, imagem ou sonhos, ainda pela sensação da repetição do mesmo, causando reações fisiológicas (taquicardia, sudorese, entre outras).
O TAG é o tipo de transtorno mais comum, apresentando mais de 2 milhões de casos por ano no Brasil, se evidenciando por uma alta variedade de preocupações excessivas e pressentimentos cotidianos, podendo apresentar diversos sintomas físicos, por exemplo: tensão muscular, inquietação, fadiga, falta de ar, taquicardia, sudorese, tontura, diarreia, dificuldade para dormir, problemas de concentração e irritabilidade, causando prejuízos importantes no trabalho, nas relações sociais e familiares. O TAG pode se fazer acompanhar de outras doenças psiquiátricas em 25% dos casos, sendo a mais comum, a Depressão.
As causas ou fatores de risco dos Transtornos de Ansiedade são:
· Genéticos: com relevo para a hereditariedade;
· Comportamentais: timidez, negatividade, dificuldade em gerenciar o estresse e pessoas naturalmente ansiosas;
· Externos: eventos traumáticos vividos, violência e estresse familiar ou ambiental;
· Álcool, drogas ilícitas e condições médicas.
Os Transtornos de Ansiedade não têm cura, contudo, podem e precisam ser tratados, atitude que tende a controlar o problema totalmente e permitir ao paciente uma vida normal.
O tratamento envolve 3 frentes: Farmacológica, com o uso de medicações ansiolíticas, as quais atuam no sistema nervoso central auxiliando na inibição do mecanismo do estresse, relaxando e combatendo a insônia, também com o uso de antidepressivos, medicações que auxiliam no aumento das taxas de serotonina, neurotransmissor que atua estabilizando o sono e o humor; Psicoterápico, através da identificação das causas e desenvolvimento de uma terapia para combatê-las; e Comportamental, adotando bons hábitos de vida, como a prática de atividades físicas, bons hábitos alimentares, evitando substâncias estimulantes como a cafeína, abandonando hábitos nocivos a saúde como o vício em drogas ilícitas, no álcool e na nicotina. As Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas também podem ser um bom auxiliar terapêutico, por exemplo, através da musicoterapia e da meditação.
A ansiedade é um sentimento normal, mas, a persistência deste sentimento e o surgimento de sintomas correlatos podem identificar uma doença, a qual precisa ser tratada.
Vem comigo!!!
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os Transtornos de Ansiedade são um conjunto de doenças psiquiátricas marcadas pela preocupação excessiva ou constante de que algo negativo vai acontecer. A entidade relata que por volta de 264 milhões de pessoas sofrem com Transtornos de Ansiedade, 3,6% da população mundial, sendo que, de 2005 a 2020 houve um aumento de 15%.
O Brasil é o país com maior taxa de pessoas com Transtornos de Ansiedade no mundo, segundo relatório da OMS de 2020. Algo em torno de 9,3% da população brasileira tem algum Transtorno de Ansiedade, portanto, quase 20 milhões de pessoas. Esses números vêm crescendo, em 2015 tínhamos 18,6 milhões de brasileiros padecendo de Transtornos de Ansiedade, sendo que, a pandemia deve potencializar esses números.
Os Transtornos de Ansiedade são doenças mentais, as quais podem assumir um quadro crônico, estado no qual o paciente já não responde de maneira resoluta as práticas terapêuticas, inclusive medicamentosas, existindo a prevalência de algum sintoma, portanto, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são muito importantes.
Quanto ao seu quadro clínico, temos diferentes tipos, quais sejam: Transtorno do Pânico, Fobia Específica, Fobia Social, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), Transtorno de Estresse Pós-Traumático e Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).
No Transtorno do Pânico a sensação de medo e desconforto é intensa seguida por pelo menos 4 destes sintomas cognitivos ou somáticos: medo intenso com pico em cerca de 10 minutos, taquicardia, tremores ou abalos, sudorese, sensação de falta de ar ou sufocamento, dor ou desconforto torácico, náuseas ou desconforto abdominal, tontura vertigem ou sensação de desmaio, sensação de estar fora do corpo ou perda da realidade, medo de perder o controle ou enlouquecer, medo da morte, anestesia ou sensações de formigamento e calafrios ou ondas de calor. A Fobia Específica se caracteriza pelo medo excessivo e persistente de objetos e situações específicas. Na Fobia Social, existe o medo excessivo ou persistente de situações sociais ou de desempenho. Já no TOC, existe a presença de obsessões, quais sejam, pensamentos, impulsos e imagens recorrentes que causam intensa ansiedade ou sofrimento, também podem ocorrer compulsões, estas definidas por comportamentos repetitivos ou por atos mentais. No Transtorno de Estresse Pós-Traumático, a pessoa desenvolve este quadro após ser exposta a evento traumático onde sentiu medo intenso, impotência ou horror, este evento é revivido de maneira recorrente através de pensamento, imagem ou sonhos, ainda pela sensação da repetição do mesmo, causando reações fisiológicas (taquicardia, sudorese, entre outras).
O TAG é o tipo de transtorno mais comum, apresentando mais de 2 milhões de casos por ano no Brasil, se evidenciando por uma alta variedade de preocupações excessivas e pressentimentos cotidianos, podendo apresentar diversos sintomas físicos, por exemplo: tensão muscular, inquietação, fadiga, falta de ar, taquicardia, sudorese, tontura, diarreia, dificuldade para dormir, problemas de concentração e irritabilidade, causando prejuízos importantes no trabalho, nas relações sociais e familiares. O TAG pode se fazer acompanhar de outras doenças psiquiátricas em 25% dos casos, sendo a mais comum, a Depressão.
As causas ou fatores de risco dos Transtornos de Ansiedade são:
· Genéticos: com relevo para a hereditariedade;
· Comportamentais: timidez, negatividade, dificuldade em gerenciar o estresse e pessoas naturalmente ansiosas;
· Externos: eventos traumáticos vividos, violência e estresse familiar ou ambiental;
· Álcool, drogas ilícitas e condições médicas.
Os Transtornos de Ansiedade não têm cura, contudo, podem e precisam ser tratados, atitude que tende a controlar o problema totalmente e permitir ao paciente uma vida normal.
O tratamento envolve 3 frentes: Farmacológica, com o uso de medicações ansiolíticas, as quais atuam no sistema nervoso central auxiliando na inibição do mecanismo do estresse, relaxando e combatendo a insônia, também com o uso de antidepressivos, medicações que auxiliam no aumento das taxas de serotonina, neurotransmissor que atua estabilizando o sono e o humor; Psicoterápico, através da identificação das causas e desenvolvimento de uma terapia para combatê-las; e Comportamental, adotando bons hábitos de vida, como a prática de atividades físicas, bons hábitos alimentares, evitando substâncias estimulantes como a cafeína, abandonando hábitos nocivos a saúde como o vício em drogas ilícitas, no álcool e na nicotina. As Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas também podem ser um bom auxiliar terapêutico, por exemplo, através da musicoterapia e da meditação.
A ansiedade é um sentimento normal, mas, a persistência deste sentimento e o surgimento de sintomas correlatos podem identificar uma doença, a qual precisa ser tratada.
Vem comigo!!!
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