quarta-feira, 18 de maio de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: BOM HUMOR, O PODER DO SORRISO

A ciência comprova que o bom humor é importante para a saúde física e mental das pessoas, sendo fundamental no relacionamento familiar e para fazer amigos. Contudo, um novo horizonte se abriu sobre a sua importância a partir da evolução dos estudos sobre a Inteligência Emocional, muito difundida no mundo corporativo. Nos dias atuais, o bom humor é um comportamento exigido para se obter alta performance em entrevistas de trabalho ou progredir na carreira profissional. Sendo que, este comportamento que expressa alegria e otimismo, envolvendo positivamente as outras pessoas, se expressa através do sorriso.

O sorriso verdadeiro, aquele que expressa uma sensação de felicidade autêntica, é concebido no Sistema Límbico ou Cérebro Emocional, um conjunto de estruturas neurais localizadas no cérebro, que atuam em rede e estão associadas com os comportamentos e a memória emocional.

Que o sorriso atua como o melhor cartão de visitas nós já sabemos, uma pessoa sorridente, motivada e feliz se torna agregadora em um ambiente familiar, de trabalho ou em um grupo de amigos. O sorriso e a alegria expressa por ele, favorecem as relações interpessoais, mas ele também fortalece o sistema imunológico, combate o estresse, diminui a dor e tem potencial atuação na prevenção e tratamento de doenças físicas e mentais.

Nestes tempos difíceis em que vivemos, retomando a vida após uma pandemia que transformou o mundo e nos propôs o desafio da sobrevivência física, emocional, profissional e financeira, a carga de estresse que ainda sofremos é enorme, portanto, precisamos de ferramentas para combater este mecanismo orgânico que nos proporciona forças para sairmos de situações difíceis, contudo, quando acionado de maneira contumaz, pode causar prejuízos severos para nossa saúde física e mental. Pois então, seria o sorriso, expressão maior do bom humor, um remédio orgânico para se combater o estresse?

Lembrando que, o estresse é um mecanismo orgânico desencadeado quando o cérebro recebe a informação que alguma situação interna ou externa está nos ameaçando, a partir desta percepção são enviados estímulos as glândulas suprarrenais, estas liberam os hormônios cortisol e adrenalina na corrente sanguínea, esta ação produz diversas alterações no nosso metabolismo, nos deixando em alerta e com energia redobrada para reações de defesa.

Pois então, o mecanismo do estresse é importante para a preservação da espécie humana, contudo, esta ferramenta não pode ser acionada ininterruptamente, nesta situação, o sorriso se contrapõe de maneira importante, pois, juntamente com esta expressão facial de felicidade ocorre a liberação pelo sistema nervoso central da oxitocina, dopamina, serotonina e endorfina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar, prazer e alegria. Estes hormônios estabilizam o mecanismo do estresse e conduzem o organismo a uma situação metabólica de normalidade.

Sobre a importância do sorriso para o ser humano, não é verdadeiro o ditado popular que diz: “precisamos de mais de 40 músculos para franzir a testa e apenas de 15 para sorrir”, na verdade, anatomicamente, o ser humano precisa de 29 músculos principais para sorrir, enquanto, para franzir a testa precisa apenas contrair o músculo frontal.

Estudos científicos indicam que uma dose diária de sorriso ajuda no bom funcionamento dos sistemas respiratório, cardiovascular e imunológico, como vimos anteriormente, em função da liberação da oxitocina, dopamina, endorfina e serotonina na corrente sanguínea. Estes hormônios ao tempo em que atuam contrariamente ao mecanismo do estresse, relaxando os músculos e equilibrando o corpo e a mente, estão fortalecendo o sistema imunológico, ainda atuando de maneira importante para o resguardo da nossa saúde mental, ajudando a reduzir a pressão arterial e diminuir os batimentos cardíacos, tornando as pessoas menos propensas a desenvolverem doenças cardíacas.

Dr. Daniel Goleman, o pai da Inteligência Emocional, difundiu este conceito em 1995 através do livro “Inteligência Emocional, a teoria revolucionária que define o que é ser inteligente”. Com isto e perante os pilares deste conceito, quais sejam, conhecer as suas emoções, controlar as suas emoções, desenvolver a automotivação, desenvolver a empatia e desenvolver o relacionamento interpessoal, a importância do bom humor e de sua expressão maior, o sorriso, extrapolou as esferas médicas.

A Inteligência Emocional se tornou um dos pilares do desenvolvimento humano na busca do bem-estar, da felicidade e do sucesso, tendo o bom humor e o sorriso como um pré-requisito do seu desenvolvimento. Na mesma direção, a Psicologia Positiva, área da Psicologia que estuda os fundamentos da felicidade e bem-estar, que abriu uma nova era na Psicologia, comprovou cientificamente, através do seu criador, Dr. Martin Seligman, psicólogo estadunidense e professor da Universidade da Pensilvânia, os benefícios de atitudes mais positivas, caso do sorriso, e como elas influenciam a vida das pessoas em direção a sua plenitude e equilíbrio físico, mental e emocional.

Emoções positivas podem ser desenvolvidas e isto faz com que as pessoas sorriam mais, para tanto, cultivar as relações familiares e com amigos, desenvolver e expressar gratidão, viver o “aqui e agora”, exercitar o perdão, ser otimista e automotivado, desenvolver a Inteligência Emocional, ser gentil e proativo, praticar atividades físicas, reenquadrar os momentos difíceis sob a ótica do aprendizado, ter um hobby, abordar a todos com um sorriso e palavras elogiosas, são pequenos gestos a serem repetidos e se incorporados a rotina de vida, o sorriso será uma consequência.

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quarta-feira, 11 de maio de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: O DNA DE UM VENCEDOR


A vida é cheia de altos e baixos, as dificuldades e as derrotas preparam as pessoas para as grandes vitórias. Se nos atentarmos a história de vida de pessoas bem-sucedidas profissionalmente, estas têm muito a contar sobre dificuldades, derrocadas e como estes momentos moldaram o seu perfil de sucesso.


Mesmo aqueles que nasceram em “berço de ouro”, se construíram algo a mais do que herdaram, o fizeram tendo uma história de superação como pano de fundo. Esta realidade se não é 100% aplicável perante o fator sucesso, uma breve pesquisa de histórias de sucesso certamente incluirá momentos de superação, de derrotas no âmbito profissional, nas finanças ou mesmo problemas de saúde que provocaram profundas transformações vivenciais na grande maioria dos casos.

Como dizem, todo vencedor tem uma boa história para contar, por vezes, relatada em livros ou sendo motivo de palestras motivacionais. Um diferencial se soma a superação de dificuldades e o aprendizado que emoldura o DNA do vencedor, qual seja, a persistência.

Existem diversas histórias de superação que envolvem personalidades notoriamente vencedoras, cito Albert Einstein, gênio da Física, criador da Teoria da Relatividade, mas poucos sabem, era considerado um “mau aluno” e completamente inútil por seus mestres na universidade, tendo passado por inúmeras dificuldades financeiras, diversas vezes desempregado inclusive. Por pensar muito à frente do seu tempo não era considerado um físico e matemático com credibilidade. Contudo, Einstein persistiu, se utilizou dos infortúnios e das derrotas como mola propulsora para buscar seus sonhos e isto fez com que conquistasse o Prêmio Nobel de Física em 1921, o resto se enquadra na história da humanidade.

J. K. Rowling é mundialmente famosa por ser a escritora da série de livros Harry Potter, atualmente milionária e um case de sucesso literário. Entretanto, em 1990 quando começou a escrever a série, Rowling passou por muitas dificuldades, sendo diagnosticada com Depressão, vivendo de benefícios do governo e escrevendo em cafés com a sua filha dormindo ao seu lado. Após concluir Harry Potter e a Pedra Filosofal, passou por 12 recusas de editoras, até a Bloomsbury publicá-la, mas com a exigência de que ela assinasse como J. K. Rowling, para não a identificar como uma mulher, o que poderia, segundo a editora, atrapalhar as vendas do livro.

O DNA de um vencedor está intrinsecamente relacionado com histórias de superação, mas como vimos, atitudes comportamentais também compõe este DNA.

Como já tenho escrito em outras colunas, o segredo do sucesso já está desvendado, sendo estudado desde a década de 20 e sendo delineado de maneira definitiva em 1995 com a conceitualização da Inteligência Emocional pelo Dr. Daniel Goleman, o qual definiu os seus 5 pilares, quais sejam: conhecer as emoções, gerenciar as emoções, automotivação, empatia e relação interpessoal. Tendo ainda definido as 8 competências comportamentais universais, pois vamos a elas: autoconsciência emocional, autocontrole, automotivação (iniciativa), foco (objetivos claros), autoliderança (confiança e autoestima), liderança (influência, gestão de conflitos e trabalho em equipe), relacionamentos (empatia, relações saudáveis e network) e ação e consistência (disciplina, decisão e resiliência).

É razoável compreender que ao passar por um momento difícil na vida, a pessoa que não tiver desenvolvido a sua Inteligência Emocional, certamente não conseguirá se tornar uma história de superação e sucesso. De outra medida, os momentos de dificuldade moldam o caráter, checam a validade e o merecer dos sonhos e preparam as pessoas para os grandes momentos de vitórias, regados a felicidade e ao sucesso.

Importante também lembrar, que a felicidade vem antes do sucesso, afinal, atitudes como o sorriso e pensamentos positivos liberam neurotransmissores como a oxitocina, serotonina e a endorfina, relacionados ao prazer e a felicidade. Portanto, mesmo nos momentos de dor, precisamos buscar momentos de felicidade para equilibrar o nosso metabolismo orgânico, inibindo o mecanismo do estresse e possibilitando que encontremos caminhos para sairmos dessa situação difícil.

Pensando de uma maneira mais ampla, ser um vencedor na vida envolve não só o aspecto profissional, mas também o familiar, o afetivo, as relações de amizade e, para tanto, o autoconhecimento é fundamental.

Como diz o ditado popular “precisa-se beber da fonte”, ou seja, os momentos difíceis propõem o autoconhecimento, o entendimento de nossas virtudes as quais devemos preservar e dos comportamentos que precisamos desenvolver.

O DNA de um vencedor é construído a “ferro e fogo”, mas com muito otimismo, lucidez e esperança nos momentos de dificuldade, ali irá se delinear o que a pessoa quer para o seu futuro. Que seja a felicidade e o sucesso.

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quarta-feira, 4 de maio de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: O SUCESSO DEPENDE DAS ATITUDES





As pessoas se perguntam porque duas pessoas com formações acadêmicas similares, quociente de inteligência (QI) que se equipara e grandes oportunidades, tanto um quanto outro, acabam tendo resultados profissionais diferentes. Afinal, o fator sucesso, em qualquer área da vida, pode ter seus fatores causadores identificados? Mais que isso, será que podemos desenvolver aptidões que nos facilitem o alcançar e a manutenção do sucesso?

Mas então, o estudo sobre a psique humana e das atitudes comportamentais que fazem com que algumas pessoas atinjam seus objetivos e outras não, vem de longe.

Já em 1920, iniciaram os estudos sobre a Inteligência Emocional, a qual aborda a importância do desenvolvimento de atitudes comportamentais para se atingir a felicidade e o sucesso. Ainda em 1920 se iniciaram os estudos sobre a metodologia de gestão por competências, a qual mostra quanto de responsabilidade tem para o fator sucesso o conhecimento adquirido, a aplicação deste conhecimento e as atitudes comportamentais. Neste ano também, a Gestalt Terapia começou a ser estudada, importante abordagem da Psicologia, que tem uma relação intrínseca com a análise comportamental do indivíduo e a possibilidade de situá-lo no aqui agora, corrigindo comportamentos que o fizeram se distanciar do alcançar dos seus sonhos.

Em 1936, a Gestalt Terapia foi conceitualizada, na mesma medida, o desenvolvimento humano teve um grande salto através de Dale Carnegie, com o lançamento do seu livro, um best seller mundial, “Como fazer amigos e influenciar pessoas” e de seus treinamentos de desenvolvimento humano que visavam fortalecer os pontos fortes comportamentais das pessoas e desenvolver os pontos fracos, perante a lógica de que as aptidões comportamentais são o diferencial para os fatores felicidade e sucesso. Ainda na década de 30, a metodologia de gestão por competências começou a ser utilizada, de maneira insipiente, pelo governo americano.

Já em 1995, o psiquiatra e PhD de Harvard, Dr. Daniel Goleman conceitualizou a Inteligência Emocional, através de seus 05 pilares: conhecimento das emoções, gestão das emoções, automotivação, empatia e relação interpessoal. Identificando 08 competências a serem desenvolvidas, quais sejam: autoconsciência emocional, autocontrole, automotivação, foco, autoliderança, liderança, relacionamentos, ação e consistência (disciplina, decisão e resiliência).

A Inteligência Emocional é cientificamente aceita, se tornou a base para palestras, workshops e treinamentos de desenvolvimento humano, assim como para o Coaching. Em 1996, tendo por base a Inteligência Emocional, o professor Scott B. Parry conceitualizou a Metodologia de Gestão por Competências, muito aceita e utilizada no mundo corporativo, a qual explica através da pirâmide do CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude), as competências humanas que repercutem no sucesso pessoal e corporativo. Segundo esta metodologia, o fator sucesso está relacionado em 15% ao Conhecimento (formação acadêmica, formação continuada, leitura, etc.), 25% ao fator Habilidade (aplicação do conhecimento) e 60% ao fator Atitude, qual seja, as aptidões comportamentais.

As respostas para as perguntas com as quais iniciei esta coluna estão mais do que claras, os fatores que conduzem uma pessoa ao sucesso já são conhecidos e podem ser desenvolvidos.

Na mesma medida, o conhecimento que a pessoa tem e a capacidade de aplicá-lo na prática, são responsáveis, na sua somatória, em apenas 40% do fator sucesso, 60% é de responsabilidade das atitudes, do desenvolvimento comportamental das pessoas.

O mundo corporativo já entendeu isso, segundo a Talent Smart, gigante mundial do setor de consultoria corporativa, 89% dos profissionais de alta performance tem alta taxa de desenvolvimento da Inteligência Emocional.

Foi-se o tempo em que uma empresa poderia focar o trabalho de recrutamento e seleção dos seus colaboradores apenas no currículo, conhecimento específico e QI.

A análise comportamental precisa ser trabalhada, portanto, desde o recrutamento e seleção. Programas de T&D (Treinamento e Desenvolvimento Humano) precisam ser elaborados e aplicados. Com isto, as empresas tem diminuído os gaps (lacunas) comportamentais, o turnover (rotatividade de colaboradores), entre outros problemas recorrentes no setor de Recursos Humanos (RH), permitindo que as mesmas se posicionem no mercado como employer branding, formadoras e desenvolvedoras de talentos. Este posicionamento é muito bem visto perante o mundo corporativo e junto ao seu público consumidor, na mesma medida que os resultados se potencializam e o investimento no setor de RH é compensado de maneira positiva nos negócios.

É impossível se pensar nos dias atuais em ter sucesso no casamento sem conhecer e controlar as emoções ou ter empatia, por exemplo. Creio ser difícil conceber um grande corretor de imóveis que não tenha o desenvolvimento da automotivação, da autoliderança, da relação interpessoal, portanto, a venda também exige desenvolvimento da Inteligência Emocional. Como passar no vestibular sem desenvolver o conhecimento e controle das emoções, o foco e a resiliência, por exemplo? Será que um aluno que tenha bastante conhecimento, um QI razoável, se aplique nos estudos e tenha alto desenvolvimento da Inteligência Emocional, não será vitorioso com relação a outro com o mesmo conhecimento, habilidade, com QI até superior, mas sem desenvolvimento de aptidões comportamentais?

Já estão desvendadas as respostas para as perguntas que faço acima, certamente para aqueles que querem atingir a felicidade e o sucesso, nos mais variados âmbitos da vida, assim como para as corporações de múltiplos setores que desejam atingir o sucesso, o desenvolvimento de aptidões comportamentais é a chave da questão.

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quarta-feira, 27 de abril de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: COMO SUPERAR O ABANDONO, AS PERDAS E AS DIFICULDADES QUE A VIDA IMPÕE


A vida por si só é maravilhosa, ou como se diz no dito popular, “irada”, contudo, se compõe de uma mistura de momentos de felicidade e de dificuldades, para haver a superação existe o abandono e as perdas, para haver a vitória existe a derrota. A pessoa vencedora, feliz e bem-sucedida elabora e incorpora os comportamentos e demais elementos que perfazem seu perfil de sucesso através de momentos inóspitos e difíceis. Enfim, é importante cair para aprender a levantar e transformar a sua vida num case de felicidade e sucesso.

Muitas pessoas não conseguem superar os momentos difíceis, como o abandono afetivo ou familiar, a insatisfação profissional e a derrocada financeira. A Depressão e diversas outras doenças e transtornos mentais tem como um de seus principais fatores causadores, questões relacionadas ao ambiente externo, ao momento de vida da pessoa. Mesmo o suicídio, está associado a estas questões que podem levar a uma profunda desesperança, ao isolamento e ao sentimento de profundo abandono.

De outra medida, estes momentos difíceis estão associados a atitudes, comportamentos e decisões incorretas da própria pessoa. Existem gatilhos relacionados a vivências que a pessoa teve no passado e que ficaram alojadas no seu subconsciente, gerando um pensamento negativo ou uma crença limitante que atrapalha, ou mesmo sabota, vários âmbitos da sua vida.

João (nome fictício), é um cliente meu de Coaching, tem dificuldade nos seus relacionamentos afetivos, os quais não duram mais que 02 anos, se casou tardiamente, após os 40 anos, tem um filho deste casamento, mas o mesmo também não perdurou e a escrita continuou no seu último relacionamento afetivo, momento em que veio me procurar. Através da metodologia Coaching, trabalhamos o desenvolvimento da sua Inteligência Emocional, nos aprofundamos no autoconhecimento, conhecimento e gestão das emoções, empatia, melhora nas relações interpessoais, desta forma, chegamos a uma crença limitante que somada a falta de desenvolvimento de competências comportamentais, certamente tem sabotado seus relacionamentos afetivos.

A origem disto se reporta a separação dos seus pais, quando o mesmo tinha 12 ou 13 anos, seu pai foi residir longe, o contato se tornou mínimo e todo este processo não foi trabalhado, o sentimento de perda e abandono constituiu uma crença limitante, que possivelmente, pelo medo do abandono, o faça destruir os seus relacionamentos afetivos, muitas vezes, inconscientemente, tendo atitudes similares como a de seu pai. Este ciclo se encerra quando o abandono efetivamente ocorre e então, já em sua normalidade, João não consegue compreender o que aconteceu.

O que ocorre com João, está acontecendo neste momento com muitas outras pessoas que têm problemas similares. Isto pode ser revertido e poderia salvar muitos casamentos e em casos diferentes, carreiras profissionais promissoras, contudo, o primeiro passo tem que ser dado pela própria pessoa, ao entender que as coisas ruins que acontecem conosco, em boa parte das vezes, estão relacionadas com questões nossas. Claro, ao entender isto, buscar auxílio profissional.

Analisando sobre o aspecto que boa parte dos momentos difíceis que as pessoas passam em diferentes âmbitos de suas vidas, está relacionado com atitudes e comportamentos sabotadores que se somam ou são potencializados pelas crenças limitantes, a funcionarem como gatilhos que destroem a vida das pessoas, este circuito poderia ser evitado através de um trabalho de autoconhecimento e desenvolvimento de competências comportamentais.

Claro que, este circuito nocivo e os malefícios para a vida das pessoas, inclusive podendo prejudicar a saúde física e mental das mesmas, pode ser neutralizado e um ciclo de vida virtuoso pode ser implementado a qualquer momento.

Ana Carolina (nome fictício), é uma outra cliente de Coaching que tenho e me procurou a partir do desemprego após uma ascensão meteórica na empresa em que trabalhava, profissional de alta performance, com um currículo invejável na área de Engenharia Civil, após alguns anos de ascensão corporativa, alcançou um posto de alto comando e em poucos meses viu tudo isso desabar. Inicialmente, foi diagnosticada com Síndrome de Burnout, doença emocional relativa ao esgotamento em função do trabalho, posteriormente, teve diversos problemas de relacionamento com sua chefia e os funcionários, sendo que este processo culminou com a sua demissão.

Após poucas sessões de Coaching, juntamente com Ana Carolina, foi identificado que ela precisava trabalhar o desenvolvimento de competências emocionais. Hoje ela está de volta ao mundo corporativo, galgando gradativamente o seu espaço e continua trabalhando a sua parte comportamental para evitar novas derrocadas e, acima de tudo, ser feliz.

A superação de um momento vivencial difícil, requer, mais do que nunca, a vontade da pessoa em querer superá-lo, a começar por falar a respeito, como já foi dito, buscar ajuda, identificar os reais motivos do que está passando, parar de olhar no retrovisor, afinal, o que foi é passado e abrir com coragem e ousadia, uma nova página da sua história.

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quarta-feira, 20 de abril de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: NÓS SOMOS CAPAZES


As pessoas vivem por se ancorar em zonas de conforto, se inserindo num ciclo vicioso que impede a visualização de situações, atitudes e comportamentos negativos com os quais se habituou e que são tóxicos para a sua vida afetiva, familiar, social e profissional.

A felicidade e a prosperidade estão fora destas zonas de conforto e o rompimento deste ciclo vicioso normalmente não ocorre pelo amor, mas pelo choque emocional e pela dor. Claro que, a reação das pessoas a uma situação auspiciosa é diferente, existem os que sofrem um percalço profissional ou afetivo e jamais se recuperam e outros que utilizam o momento da dificuldade para aprender, se autoconhecer, identificar prioridades e modificando atitudes e comportamentos, dão um passo decisivo de sair do seu lugar de conforto e se disponibilizar a encontrar a felicidade e o sucesso.

Todos somos capazes de alterar as nossas vidas, mas para tanto, o entendimento que as coisas não vão bem, é salutar. Como dito, este entendimento normalmente ocorre “quando a casa já caiu”, contudo, o exercício conjunto do autoconhecimento e da empatia poderia detectar que precisaríamos nos repensar e alterar nossos comportamentos, a forma de nos relacionar com as pessoas e, inclusive, nossa abordagem profissional.

Os cinco sentimentos universais são: a felicidade, a tristeza, o amor, a raiva e o medo. Contudo, o fato de sentirmos amor, não quer dizer que conseguimos expressar para o outro este sentimento.

Aliás, os sentimentos são elaborados na área límbica do cérebro e, assim como as demais emoções, não temos como controlar a sua manifestação. Entretanto, podemos desenvolver o conhecimento e o gerenciamento de nossas emoções. Isto certamente faz uma grande diferença e proporciona relações mais saudáveis e duradouras, em consequência de se transmitir com mais clareza o que se sente, impactando, portanto, na melhora das relações interpessoais.

É claro que, não podemos controlar a manifestação, por exemplo, do amor, um dos sentimentos mais obscuros em sua origem. Mas, podemos manifestá-lo de uma maneira que seja gratificante para ambas as partes.

De outra medida, o ser humano se vê assolado por pensamentos tóxicos ou crenças limitantes, as quais provocam a elaboração de sentimentos, como o medo, a insegurança, a tristeza, a raiva e a angústia.

Essas crenças limitantes ou pensamentos tóxicos advém de impactos emocionais que sofremos em algum momento de nossas vidas, muito comumente em nosso ambiente familiar, na escola ou entre amigos. O que vivenciamos, sofre uma leitura interna em nós e isto gera um pensamento negativo que fica armazenado em nosso subconsciente. Quando vivemos situações que identificamos como similares, o gatilho dispara e temos atitudes e comportamentos que nos impedem, por exemplo, de sermos bem-sucedidos na vida sentimental ou profissional.

Portanto, estas crenças limitantes são um grande ancoradouro de zonas de conforto, nos impedindo de buscar sonhos ou mesmo destruindo os que já alcançamos.

A criação e a proteção que recebemos de nossas famílias, se fundamentadas em bons valores, no amor e no acolhimento, são importantes para todo o transcurso de nossas vidas. Contudo, a proteção excessiva e a supervalorização podem acarretar comportamentos egoístas, superlativos e de pouca empatia. Isto pode impedir o sucesso profissional e a construção de uma família que se embase em um relacionamento pautado pelo amor, companheirismo e que seja duradouro.

Como vemos, ao elaborarmos a frase “nós somos capazes”, não temos como nos abster de identificarmos o que faz com que acreditemos que não somos.

Neste quesito, as zonas de conforto são o maior ancoradouro da estagnação e do caos existencial.

E quando falamos em zonas de conforto, temos que abordar o autoconhecimento, a empatia, o conhecimento e o controle das emoções, as crenças limitantes e a criação que tivemos desde o berço.

Olha só, que não nos movimentemos pela dor, pela derrocada existencial ou profissional, portanto, o primeiro passo é tomar a decisão de mudar.

O autoconhecimento é o caminho para o fortalecimento da decisão de mudança, contudo, esteja certo que suas crenças limitantes procurarão protagonizar esta decisão, sendo assim, o auxílio profissional de um Coaching, por exemplo, se faz necessário. De outra medida, se aprofunde no autoconhecimento, entenda que situações presentes não podem ser comparadas com as do passado e mesmo, pondere nas decisões, se abra para ouvir, perdoar, arriscar e analisar as novas possibilidades profissionais, se este for o caso, ou se em uma situação delicada afetivamente, se abra a perceber atitudes e comportamentos diferentes do outro. Enfim, desconfie dos sussurros negativos que advém no ouvido e se abra com coragem para construir e reconstruir.

Nós somos capazes de mudar as nossas vidas, de buscarmos novos caminhos profissionais que nos sejam prazerosos e que nos deem o retorno financeiro que desejamos, de reconstruir nossa vida sentimental mantendo a pessoa que amamos ao nosso lado em um relacionamento que seja gratificante para ambos, de refazermos laços familiares ou de amizades rompidos. Enfim, nós somos capazes, basta para isso, querermos.

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quinta-feira, 14 de abril de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: VEJO FLORES EM VOCÊ, A IMPORTÂNCIA DE ENXERGAR O POSITIVO NAS PESSOAS




O ser humano é imperfeito, conjugando virtudes e desvirtudes. Claro que, existem características que são imprescindíveis a todas as pessoas, quais sejam, caráter, honestidade e lealdade. Na mesma medida, a existência de vícios, como a dependência química e transtornos ou doenças de cunho psíquico, podem macular o conceito de enxergar as virtudes.

A religiosidade ensina, através de diversas doutrinas ou dogmas, que a espécie humana está na Terra em uma jornada de aprendizado, portanto, o erro faz parte deste processo, o quanto se aprende com o ato de errar e com isto se altera atitudes e comportamentos, seria o diferencial a ser alcançado.

Sobre outra ótica, quando se estuda o psique humano, se entende a importância das pessoas buscarem enxergar as virtudes existentes nos outros, afinal, como já foi dito, nossa espécie é errática. Ao tomar esta atitude, a pessoa ampliará a possibilidade de sucesso nas relações afetivas, familiares, sociais e profissionais. Ainda estará fazendo um bem enorme para a sua saúde física e mental, caminhando na estrada que conduz a felicidade e a prosperidade.

O amor e o ódio são dois dos 5 sentimentos básicos, os outros seriam: o medo, a tristeza e a alegria. Estes dois sentimentos são antagônicos e caminham em conjunto numa relação afetiva ou familiar, conforme os fatores externos envolvidos.

Quem não conhece pessoas que saem de um relacionamento afetivo odiando o seu antigo cônjuge, ainda filhos que tem relacionamentos complicados com os pais?

Olha só, este tipo de sentimento que acarreta atitudes e comportamentos destrutivos, faz mal muito mais para quem sente, senão vejamos, os sentimentos são concebidos na área límbica do cérebro, os positivos, como o amor, liberam neurotransmissores como a oxitocina, a endorfina e a serotonina, conotados como hormônios do prazer e da alegria, os quais protegem o organismo contra doenças físicas e mentais, de outra forma, estimulam o desenvolvimento da Inteligência Emocional, o crescimento humano, abrindo a porta do autoconhecimento, do domínio de habilidades que conduzem a pessoa a ser feliz e bem-sucedida em diversos âmbitos da vida. De outra forma, os sentimentos negativos conduzem a infelicidade, a desarmonia pessoal, ao desequilíbrio físico, ao isolamento social e ao insucesso em diversas áreas vivenciais.

Conjuntamente com a habilidade de enxergar o lado positivo das pessoas, de não acumular vivências negativas com o outro, se soma a habilidade da comunicação, de se abrir para falar o que sente e, também, uma habilidade imprescindível a qualquer pessoa que quer ser feliz, o perdão.

Quando se fala em habilidades, cabe uma explicação sobre o que se trata.

As habilidades podem ser desenvolvidas, se relacionando com os comportamentos, por exemplo: a habilidade de bem se relacionar com as pessoas, a capacidade de perdoar, a empatia, a comunicação eficaz e, mesmo, a habilidade de não ficar acumulando mágoas para explodir de maneira definitiva e irreconciliável em um único momento.

Estas aptidões ou habilidades podem ser adquiridas através do desenvolvimento da Inteligência Emocional, a começar pelo autoconhecimento e consequente conhecimento e gerenciamento das emoções.

Através do autoconhecimento, a pessoa vai identificar pensamentos negativos ou crenças limitantes que estão alojadas lá na área límbica do cérebro, onde já foi dito, se alojam as emoções e os sentimentos, estes pensamentos limitantes são construídos através de vivências negativas do passado, os quais geram emoções ou sentimentos, quais sejam, a forma como a pessoa reagiu internamente a essa vivência negativa, isto funciona como um gatilho a ser acionado quando o indivíduo identifica uma vivência parecida acontecendo no presente.

A pessoa não tem domínio sobre este sentimento negativo e acreditando estar fazendo o certo, anula todas as características positivas do outro. Este processo acarreta a destruição de casamentos, de amizades, o distanciamento de pais e filhos, ainda o insucesso profissional.

Nós não podemos evitar que as emoções e os sentimentos se evidenciem, contudo, através do autoconhecimento e com o desenvolvimento de outras habilidades relacionadas à Inteligência Emocional, podemos conhecer e controlar estes sentimentos, ainda podemos elaborar pensamentos positivos que proporcionem atitudes e comportamentos que nos façam enaltecer as virtudes alheias, bons momentos vividos com o parceiro afetivo e, mesmo, a atitude de conversar sobre problemas que afetam os relacionamentos no momento em que eles ocorrem, aprender a elaborar a atitude de ouvir, de se colocar no lugar do outro perante as suas limitações de ser humano e de perdoar.

Enxergar as virtudes do outro e colocá-las em primeiro plano, saber administrar e superar as imperfeições humanas, exercitar o perdão e, mesmo o auto perdão, são atitudes imprescindíveis para o sucesso no matrimônio, que sabemos é sujeito a crises, para ter uma boa convivência familiar, para conquistar e manter boas amizades, para o sucesso profissional, para manter a integridade da saúde física e mental e, claro, para ser feliz.

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quarta-feira, 6 de abril de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: BOAS NOTÍCIAS ABREM AS PORTAS DA FELICIDADE E DA PROSPERIDADE




As boas notícias estimulam a área límbica do cérebro a elaborar sentimentos positivos, os quais são importantes para proteger o organismo humano contra doenças físicas e mentais, na mesma medida, induzem o desenvolvimento da Inteligência Emocional e fazem com que as pessoas desenvolvam pensamentos que acarretam comportamentos, os quais conduzem a felicidade e a prosperidade.

Corroborando com esta afirmação, temos vários tratados científicos, recentemente, um estudo elaborado por um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA), publicado no periódico Science Advices, o qual analisou 4.165 voluntários, identificou o impacto que más notícias podem causar as pessoas no que tange a sua saúde física e mental a curto e médio prazo. Por exemplo, a exposição repetida a coberturas noticiosas de traumas coletivos tem sido associada a consequências ruins para a saúde mental, acarretando respostas de estresse pós-traumático que impactam a saúde mental e podem acarretar problemas físicos ao longo do tempo.

Isto se explica porque ao ser impactado por más notícias, o organismo humano aciona o mecanismo orgânico do estresse, situação em que o cérebro emite o comando para as glândulas suprarrenais liberarem o cortisol e a adrenalina, hormônios que alteram o metabolismo, nos mantendo ativos e preparados para situações que identificamos como sendo de risco. Este mecanismo é responsável pela perpetuação da espécie humana, contudo, ao ser acionado continuamente, se torna nefasto para a saúde física e mental.

De outra medida, as boas notícias estão diretamente relacionadas com a elaboração do sentimento de felicidade.

O que realmente nos faz felizes?

Há 84 anos, pesquisadores da Universidade de Harvard nos EUA, procuram responder esta indagação. O estudo sobre o Desenvolvimento Adulto começou em 1938, analisando 700 rapazes, acompanhando todo o transcurso das suas vidas, monitorando o estado físico, mental e emocional. Sendo que, atualmente este estudo tem continuidade com mais de 1000 homens e mulheres, filhos dos participantes originais. O atual diretor deste estudo, o Psiquiatra Dr. Robert Waldinger, relata que aqueles que criaram laços fortes com outros seres humanos, viveram mais e melhor, para além do dinheiro, status ou emprego.

Perante esta pesquisa, faço algumas indagações: é possível construir laços fortes com outras pessoas quando se está contaminado por más notícias? O próprio fato de ter bons ou fortes relacionamentos já não se constitui em uma boa notícia ou em um antidoto contra más notícias?

As boas notícias geram pensamentos e sentimentos positivos, a partir destes, o cérebro comanda a liberação dos hormônios do prazer e da felicidade, como a endorfina, a serotonina e a oxitocina. Isto favorece as relações interpessoais e a busca por relacionamentos fortes.

Os hormônios do prazer e da felicidade ainda se contrapõe ao mecanismo do estresse, estabilizando o metabolismo humano e protegendo contra a incidência ou a potencialização de doenças físicas ou mentais.

Estes hormônios também são importantes para o desenvolvimento da empatia, do controle e gestão das emoções, além de outras competências que são fundamentais para se atingir o sucesso em múltiplos setores da vida.

Olha só, evitar a exposição constante e maciça às más notícias é importante para proteger a saúde física e mental. Da mesma maneira, as boas notícias, além de proteger a saúde humana, atuam de maneira positiva no conhecimento e controle das emoções, ainda repercutem em comportamentos que nos aproximam das pessoas, nos conduzindo para o caminho da felicidade e da prosperidade.

Contudo, quando se aborda a questão das más ou boas notícias, não se pode falar apenas sobre a ótica de receptor. As pessoas também precisam aprender a importância de serem portadoras de boas notícias. Será que uma mensagem positiva de bom dia no perfil de uma rede social não é importante, tanto para quem elabora e publica, quanto para os tantos que a visualizam?

Pois é, evitar se expor de maneira continuada a más notícias é fundamental, da mesma forma que aprender a ser portador de boas notícias.

Vivemos atualmente em um mundo imerso em mudanças, o mercado de trabalho está altamente competitivo, acabamos de sair de uma pandemia, os noticiários nos inundam diariamente com más notícias da economia, de guerras e de tantas outras situações cotidianas, perante esta realidade, como ser portador de boas notícias?

O primeiro passo é aprender a estar bem-informado sobre os fatos, evitando as fake news, buscando as informações através de organismos de imprensa que tenham credibilidade, mas sem uma exposição excessiva. Evitar relacionamentos tóxicos, com pessoas que tenham uma visão negativa, também é um passo a ser dado.

No âmbito pessoal, o aprender a ser portador de boas notícias passa pelo autoconhecimento, por conhecer e controlar as emoções, por desenvolver a empatia e pelo entendimento dos benefícios que esta atitude pode gerar para outras pessoas, assim como para si mesmo.

Começar o dia dando uma boa notícia ou transmitindo uma mensagem positiva é como abrir uma porta que conduz a outras tantas boas notícias e mensagens positivas, é o mesmo que pavimentar o caminho que leva a felicidade e ao sucesso.

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