A primeira vacina foi elaborada em 1796, contra a Varíola, pelo médico inglês Edward Jenner, o qual observou que ordenhadoras contaminadas com Cowpox, doença que atinge o gado e é semelhante à Varíola, se mostravam imunes à doença. Após diversos trabalhos experimentais, ele inoculou um menino de 8 anos com o pus retirado de ferida de uma ordenhadora contaminada com Cowpox, o garoto apresentou uma infecção branda e se recuperou em 10 dias. Meses depois, o Dr. Jenner inoculou o menino com pus contaminado com Varíola e o garoto não apresentou a doença.
Imerso em um grande surto de Varíola, o Brasil, através do Barão de Barbacena, trouxe esta vacina rudimentar para o nosso país em 1804, sendo que, o último caso desta doença em solo nacional foi notificado em 1971. Mundialmente, após mais de 300 milhões de mortes pela doença apenas no século XX, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 1980, a Varíola definitivamente erradicada no mundo.
A Varíola é uma doença infecciosa causada pelo vírus Orthopoxvirus e sua transmissão ocorre através de pessoas e objetos contaminados, este vírus pode sobreviver por até 24h em temperatura ambiente. Essa doença assolou a humanidade por séculos, sendo controlada pela descoberta e aprimoramento das vacinas, visto que, como todas as doenças onde o patógeno é um vírus, apenas existem medicações de suporte, utilizadas para mitigar os sintomas ou medicações para impedir a evolução da doença para quadros infecciosos mais graves. A sua erradicação nos anos 80 ocorreu após uma maciça campanha vacinal global comandada pela OMS, sendo a única doença erradicada mundialmente.
Atualmente, o desenvolvimento de uma vacina abrange 6 etapas e baseia-se no tripé: segurança, eficácia e qualidade, com rigoroso controle de todos os processos. Sendo utilizadas para doenças virais e bacterianas. As fases de elaboração de uma vacina são: 1 – definição da sua composição; 2 – testes em animais para comprovação dos dados obtidos “in vitro”; 3 – planejamento das fases clínicas; 4 – primeira fase de testes em humanos, testa a segurança, poucos voluntários (20 a 80), geralmente adultos saudáveis; 5 – segunda fase de testes em humanos, testa com maior profundidade a segurança e a eficácia, grupo de no máximo 100 pessoas; 6 – terceira fase de testes em humanos, testa a segurança e a eficácia no público-alvo, pode envolver milhares de pessoas de diferentes faixas etárias e etnias. Todas as etapas de desenvolvimento de uma vacina são acompanhadas pelos organismos de controle e a sua aprovação provisória ou definitiva carece do envio de amplas informações para as agências reguladoras dos países, no Brasil a ANVISA. Portanto, TODAS as vacinas aprovadas são seguras e eficientes.
Da tecnologia que envolve a elaboração de vacinas para doenças virais, temos as “convencionais”, a partir do vírus inativo (vacina da Gripe), a partir do vírus atenuado (vacina do Sarampo) e a partir da proteína do vírus. Contra a Covid-19, além destas vacinas ditas “convencionais”, temos imunizantes elaborados a partir de tecnologia nunca utilizada em vacinas para humanos: por vetor viral não-replicante, utiliza-se o adenovírus inativo (um dos mais de 200 vírus, juntamente com o Coronavírus, que causam o resfriado comum) e no seu interior é introduzido um fragmento da proteína Spike do Sars-Cov-2; genética, tecnologia avançada que utiliza pequena sequência genética (RNA) da proteína Spike do Sars-Cov-2, a qual vai “ensinar” o organismo humano a prover imunidade para a Covid-19.
Conforme as vacinas mais conhecidas disponibilizadas e sua tecnologia de elaboração, temos: genética, a da Pfizer/BioNTech e a da Moderna; a partir de vetor viral não-replicante, Oxford/AstraZeneca, Jansen (Johnson&Johnson), CanSinoBio e Sputnik-V; a partir de vírus inativo, Coronavac (Sinovac), Covaxin (Barat/Biotech) e Sinopharm; e por fragmento da proteína Spike do vírus, Novamax e EpiVacCorona.
Este breve histórico visa sedimentar o entendimento da importância das vacinas, desde o seu surgimento no século XVIII, virando o jogo de combate às doenças, especialmente as de origem viral. Esclareço que, os antibióticos não atuam contra os vírus, estes micro-organismos não são considerados estruturas vivas, dependem de associação com células de humanos ou de animais para atuarem. Os antibióticos são utilizados para combater doenças oportunistas perante o quadro infeccioso viral. Outros fármacos importantes para o combate às doenças igualmente não funcionam contra vírus, a não ser as medicações de controle para os sintomas e antivirais utilizados para impedir a manifestação ou a evolução da doença, como os utilizados contra o vírus HIV, que provoca a AIDS.
Ainda procurei fortalecer o entendimento da segurança e eficiência de TODAS as vacinas aprovadas, independente de sua eficácia. TODAS impedirão a evolução da doença para quadros severos. A saber, as vacinas não impedem a contaminação pelo Sars-Cov-2 e sim a manifestação da Covid-19.
A vacinação em massa nos EUA desde final de dezembro de 2020 (média de 3,4 milhões de vacinados por dia), somada a ações de governança focadas na ciência, fez com que o número de casos e de óbitos caísse de maneira exponencial. Hoje, os EUA, perante uma proximidade da imunização de rebanho vacinal e indicadores epidemiológicos favoráveis, está revertendo o uso da máscara (para os vacinados) em determinados locais e até permite um público controlado em eventos.
No Brasil temos poucas vacinas e este quadro só deve ser alterado mais para o final de 2021, mas TODAS SÃO IMPORTANTES e é pouco inteligente se escolher por esta ou aquela.
Vacina é vida, é o caminho para o encerramento desta pandemia.
Vem comigo!!!
Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
Imerso em um grande surto de Varíola, o Brasil, através do Barão de Barbacena, trouxe esta vacina rudimentar para o nosso país em 1804, sendo que, o último caso desta doença em solo nacional foi notificado em 1971. Mundialmente, após mais de 300 milhões de mortes pela doença apenas no século XX, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 1980, a Varíola definitivamente erradicada no mundo.
A Varíola é uma doença infecciosa causada pelo vírus Orthopoxvirus e sua transmissão ocorre através de pessoas e objetos contaminados, este vírus pode sobreviver por até 24h em temperatura ambiente. Essa doença assolou a humanidade por séculos, sendo controlada pela descoberta e aprimoramento das vacinas, visto que, como todas as doenças onde o patógeno é um vírus, apenas existem medicações de suporte, utilizadas para mitigar os sintomas ou medicações para impedir a evolução da doença para quadros infecciosos mais graves. A sua erradicação nos anos 80 ocorreu após uma maciça campanha vacinal global comandada pela OMS, sendo a única doença erradicada mundialmente.
Atualmente, o desenvolvimento de uma vacina abrange 6 etapas e baseia-se no tripé: segurança, eficácia e qualidade, com rigoroso controle de todos os processos. Sendo utilizadas para doenças virais e bacterianas. As fases de elaboração de uma vacina são: 1 – definição da sua composição; 2 – testes em animais para comprovação dos dados obtidos “in vitro”; 3 – planejamento das fases clínicas; 4 – primeira fase de testes em humanos, testa a segurança, poucos voluntários (20 a 80), geralmente adultos saudáveis; 5 – segunda fase de testes em humanos, testa com maior profundidade a segurança e a eficácia, grupo de no máximo 100 pessoas; 6 – terceira fase de testes em humanos, testa a segurança e a eficácia no público-alvo, pode envolver milhares de pessoas de diferentes faixas etárias e etnias. Todas as etapas de desenvolvimento de uma vacina são acompanhadas pelos organismos de controle e a sua aprovação provisória ou definitiva carece do envio de amplas informações para as agências reguladoras dos países, no Brasil a ANVISA. Portanto, TODAS as vacinas aprovadas são seguras e eficientes.
Da tecnologia que envolve a elaboração de vacinas para doenças virais, temos as “convencionais”, a partir do vírus inativo (vacina da Gripe), a partir do vírus atenuado (vacina do Sarampo) e a partir da proteína do vírus. Contra a Covid-19, além destas vacinas ditas “convencionais”, temos imunizantes elaborados a partir de tecnologia nunca utilizada em vacinas para humanos: por vetor viral não-replicante, utiliza-se o adenovírus inativo (um dos mais de 200 vírus, juntamente com o Coronavírus, que causam o resfriado comum) e no seu interior é introduzido um fragmento da proteína Spike do Sars-Cov-2; genética, tecnologia avançada que utiliza pequena sequência genética (RNA) da proteína Spike do Sars-Cov-2, a qual vai “ensinar” o organismo humano a prover imunidade para a Covid-19.
Conforme as vacinas mais conhecidas disponibilizadas e sua tecnologia de elaboração, temos: genética, a da Pfizer/BioNTech e a da Moderna; a partir de vetor viral não-replicante, Oxford/AstraZeneca, Jansen (Johnson&Johnson), CanSinoBio e Sputnik-V; a partir de vírus inativo, Coronavac (Sinovac), Covaxin (Barat/Biotech) e Sinopharm; e por fragmento da proteína Spike do vírus, Novamax e EpiVacCorona.
Este breve histórico visa sedimentar o entendimento da importância das vacinas, desde o seu surgimento no século XVIII, virando o jogo de combate às doenças, especialmente as de origem viral. Esclareço que, os antibióticos não atuam contra os vírus, estes micro-organismos não são considerados estruturas vivas, dependem de associação com células de humanos ou de animais para atuarem. Os antibióticos são utilizados para combater doenças oportunistas perante o quadro infeccioso viral. Outros fármacos importantes para o combate às doenças igualmente não funcionam contra vírus, a não ser as medicações de controle para os sintomas e antivirais utilizados para impedir a manifestação ou a evolução da doença, como os utilizados contra o vírus HIV, que provoca a AIDS.
Ainda procurei fortalecer o entendimento da segurança e eficiência de TODAS as vacinas aprovadas, independente de sua eficácia. TODAS impedirão a evolução da doença para quadros severos. A saber, as vacinas não impedem a contaminação pelo Sars-Cov-2 e sim a manifestação da Covid-19.
A vacinação em massa nos EUA desde final de dezembro de 2020 (média de 3,4 milhões de vacinados por dia), somada a ações de governança focadas na ciência, fez com que o número de casos e de óbitos caísse de maneira exponencial. Hoje, os EUA, perante uma proximidade da imunização de rebanho vacinal e indicadores epidemiológicos favoráveis, está revertendo o uso da máscara (para os vacinados) em determinados locais e até permite um público controlado em eventos.
No Brasil temos poucas vacinas e este quadro só deve ser alterado mais para o final de 2021, mas TODAS SÃO IMPORTANTES e é pouco inteligente se escolher por esta ou aquela.
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