O Brasil se viu chocado e mais triste com a perda do comediante de 42 anos, Paulo Gustavo, para a Covid-19. Maior nome da comédia nacional neste momento, além de jovem e de apresentar um bom estado de saúde, diferentemente do que foi ventilado, não tendo comorbidades, visto que a asma moderada e sob controle que ele apresentava não o colocava no grupo de risco.
Quando uma pessoa famosa, como ele, morre em virtude desta terrível doença, impacta a todos, mas quando este famoso é um jovem que não apresentava doença pré-estabelecida que pudesse agravar seu quadro orgânico, isto nos obriga a pensar nos tantos anônimos que já perderam as suas vidas, somando mais de 400 mil em nosso país, no quanto esta doença evoluiu para algo mais complexo e perigoso, ainda no retumbante fracasso do enfrentamento desta pandemia no Brasil e que, se esse rapaz tivesse sido vacinado, muito provavelmente teria vencido a Covid-19.
O número de perdas humanas nesta pandemia nos choca, mas, segundo estudo do conceituado Institute for Metrics and Evaluation (IHME) da Escola de Medicina da Universidade de Washington, os números oficiais estão distantes da realidade, tanto no mundo quanto no Brasil, senão vejamos, para o IHME, globalmente 6,9 milhões de pessoas perderam suas vidas para o vírus, o dobro da contabilidade oficial e no Brasil já teríamos chegado as 595 mil mortes. Isto mostra que a subnotificação está generalizada e que esta pandemia tem uma dimensão mais catastrófica do que nos é dado conhecimento.
A gravidade da doença também está sendo posta à prova, no início foi conotada como uma patologia de ordem respiratória que atingiria de maneira perigosa pessoas com mais de 65 anos e que apresentassem comorbidades, ou seja, uma ou mais doenças já existentes que colocassem o paciente no grupo de risco, para tanto, sendo classificada como uma Síndrome Respiratória Aguda Grave. Nos dias atuais percebe-se que a doença evoluiu para algo mais complexo, o que faz com que renomados cientistas defendam que o Sars-Cov-2 seja o primeiro agente reconhecido por sua ação importante na formação de coágulos (trombos), podendo provocar uma hipercoagulação nos pulmões, no cérebro e em diversos outros órgãos, obstruindo a circulação e levando a quadros orgânicos graves. Esta constatação faz com que esteja na mesa de discussão a reclassificação da Covid-19 para Febre Viral Trombótica.
O caso de Paulo Gustavo consubstancia esta visão que o mundo científico está tendo sobre a complexidade que a doença atingiu, ele teve 100% dos seus pulmões comprometidos, o que gerou diversas intercorrências. O boletim médico divulgado pelo Hospital Copa Star no dia 03 de abril informou o agravamento do seu estado clínico acarretado por uma embolia gasosa disseminada, incluindo o sistema nervoso central. Esclareço que a embolia gasosa é oriunda da entrada de bolhas de ar na corrente sanguínea, isto prejudica o fluxo sanguíneo para determinadas partes do corpo, podendo deteriorar tecidos e órgãos. Este quadro clínico foi causado por uma ruptura entre brônquios e veias ocorrida no pulmão, acarretando a entrada de bolhas de ar no sistema circulatório.
Ao tempo que a doença se mostra mais complexa, as novas cepas virais igualmente apresentam maior velocidade de contágio, maior agressividade e estão atingindo, de maneira significativa, pessoas com menos de 40 anos e sem comorbidades. As variantes P1 (originada em Manaus-AM), P2 (originada no Rio de Janeiro), a sul-africana e a britânica, se somam a identificada em Belo Horizonte-MG e região metropolitana para explicarem esta nova pandemia que estamos vivendo no Brasil, a qual catapultou para números estratosféricos o volume de casos e mortes.
Mas a despeito de todas estas constatações, uma pergunta não quer silenciar, se Paulo Gustavo tivesse sido vacinado, ele ainda estaria vivo?
Acredito que sim, da mesma maneira que muitos outros anônimos que perderam suas vidas nesta etapa da pandemia, onde as vacinas já estão disponíveis.
Neste quesito, uma outra constatação que a perda deste brilhante e jovem comediante pode nos trazer é sobre o inaceitável fracasso do combate à pandemia em solo nacional, afinal, se houvesse uma logística de compra antecipada de vacinas e de outros insumos por parte do Ministério da Saúde, seguido por um planejamento vacinal bem elaborado, neste momento em que boa parte do mundo civilizado está desenvolvendo uma vacinação em massa da sua gente, com certeza este rapaz teria sido vacinado e suas chances de padecer de um estágio mais avançado da Covid-19, seriam diminutas. Novamente me reporto aos milhares de anônimos que, assim como Paulo Gustavo, perderam suas vidas perante a impossibilidade de se vacinar.
A perda deste jovem e notável comediante ainda pode alertar os muitos que insistem em negar esta pandemia, aglomerando, frequentando festas clandestinas, não cumprindo orientações de cuidados sanitários e de distanciamento social. Igualmente traz a luz da realidade às autoridades que insistem com narrativas dissonantes da ciência e com planejamentos de contenção ineficazes.
Pois é, a pandemia é originária de um vírus e de uma doença mais complexos que imaginávamos, muito se errou, mas ainda é tempo de fazer o que é certo e de salvar vidas.
Na crise, se repense, se transforme, CRIE!
Vem comigo!!!
Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
Quando uma pessoa famosa, como ele, morre em virtude desta terrível doença, impacta a todos, mas quando este famoso é um jovem que não apresentava doença pré-estabelecida que pudesse agravar seu quadro orgânico, isto nos obriga a pensar nos tantos anônimos que já perderam as suas vidas, somando mais de 400 mil em nosso país, no quanto esta doença evoluiu para algo mais complexo e perigoso, ainda no retumbante fracasso do enfrentamento desta pandemia no Brasil e que, se esse rapaz tivesse sido vacinado, muito provavelmente teria vencido a Covid-19.
O número de perdas humanas nesta pandemia nos choca, mas, segundo estudo do conceituado Institute for Metrics and Evaluation (IHME) da Escola de Medicina da Universidade de Washington, os números oficiais estão distantes da realidade, tanto no mundo quanto no Brasil, senão vejamos, para o IHME, globalmente 6,9 milhões de pessoas perderam suas vidas para o vírus, o dobro da contabilidade oficial e no Brasil já teríamos chegado as 595 mil mortes. Isto mostra que a subnotificação está generalizada e que esta pandemia tem uma dimensão mais catastrófica do que nos é dado conhecimento.
A gravidade da doença também está sendo posta à prova, no início foi conotada como uma patologia de ordem respiratória que atingiria de maneira perigosa pessoas com mais de 65 anos e que apresentassem comorbidades, ou seja, uma ou mais doenças já existentes que colocassem o paciente no grupo de risco, para tanto, sendo classificada como uma Síndrome Respiratória Aguda Grave. Nos dias atuais percebe-se que a doença evoluiu para algo mais complexo, o que faz com que renomados cientistas defendam que o Sars-Cov-2 seja o primeiro agente reconhecido por sua ação importante na formação de coágulos (trombos), podendo provocar uma hipercoagulação nos pulmões, no cérebro e em diversos outros órgãos, obstruindo a circulação e levando a quadros orgânicos graves. Esta constatação faz com que esteja na mesa de discussão a reclassificação da Covid-19 para Febre Viral Trombótica.
O caso de Paulo Gustavo consubstancia esta visão que o mundo científico está tendo sobre a complexidade que a doença atingiu, ele teve 100% dos seus pulmões comprometidos, o que gerou diversas intercorrências. O boletim médico divulgado pelo Hospital Copa Star no dia 03 de abril informou o agravamento do seu estado clínico acarretado por uma embolia gasosa disseminada, incluindo o sistema nervoso central. Esclareço que a embolia gasosa é oriunda da entrada de bolhas de ar na corrente sanguínea, isto prejudica o fluxo sanguíneo para determinadas partes do corpo, podendo deteriorar tecidos e órgãos. Este quadro clínico foi causado por uma ruptura entre brônquios e veias ocorrida no pulmão, acarretando a entrada de bolhas de ar no sistema circulatório.
Ao tempo que a doença se mostra mais complexa, as novas cepas virais igualmente apresentam maior velocidade de contágio, maior agressividade e estão atingindo, de maneira significativa, pessoas com menos de 40 anos e sem comorbidades. As variantes P1 (originada em Manaus-AM), P2 (originada no Rio de Janeiro), a sul-africana e a britânica, se somam a identificada em Belo Horizonte-MG e região metropolitana para explicarem esta nova pandemia que estamos vivendo no Brasil, a qual catapultou para números estratosféricos o volume de casos e mortes.
Mas a despeito de todas estas constatações, uma pergunta não quer silenciar, se Paulo Gustavo tivesse sido vacinado, ele ainda estaria vivo?
Acredito que sim, da mesma maneira que muitos outros anônimos que perderam suas vidas nesta etapa da pandemia, onde as vacinas já estão disponíveis.
Neste quesito, uma outra constatação que a perda deste brilhante e jovem comediante pode nos trazer é sobre o inaceitável fracasso do combate à pandemia em solo nacional, afinal, se houvesse uma logística de compra antecipada de vacinas e de outros insumos por parte do Ministério da Saúde, seguido por um planejamento vacinal bem elaborado, neste momento em que boa parte do mundo civilizado está desenvolvendo uma vacinação em massa da sua gente, com certeza este rapaz teria sido vacinado e suas chances de padecer de um estágio mais avançado da Covid-19, seriam diminutas. Novamente me reporto aos milhares de anônimos que, assim como Paulo Gustavo, perderam suas vidas perante a impossibilidade de se vacinar.
A perda deste jovem e notável comediante ainda pode alertar os muitos que insistem em negar esta pandemia, aglomerando, frequentando festas clandestinas, não cumprindo orientações de cuidados sanitários e de distanciamento social. Igualmente traz a luz da realidade às autoridades que insistem com narrativas dissonantes da ciência e com planejamentos de contenção ineficazes.
Pois é, a pandemia é originária de um vírus e de uma doença mais complexos que imaginávamos, muito se errou, mas ainda é tempo de fazer o que é certo e de salvar vidas.
Na crise, se repense, se transforme, CRIE!
Vem comigo!!!
Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com


Nenhum comentário:
Postar um comentário