A pandemia da COVID-19 já contaminou mais de 175 milhões de pessoas e vitimou mais de 3 milhões mundo a fora. No Brasil são mais de 17 milhões de casos e já passamos das 480 mil mortes. A despeito da dor pela perda de entes queridos e de amigos, do estresse diário oriundo das incertezas sanitárias, profissionais e financeiras, esta pandemia está transformando o mundo e as mudanças de processos profissionais e sociais criam uma enorme gama de responsabilidades e de oportunidades.
Há 100 anos, entre janeiro de 1918 e dezembro de 1920, a pandemia da Gripe Espanhola assolou um mundo ainda em guerra (a 1ª Grande Guerra se encerrou em 1918), contaminando mais de 500 milhões de pessoas (1/4 da população mundial a época), vitimando mais de 50 milhões, sendo 35 mil no Brasil. Esta pandemia de Influenza apresentou 4 ondas, sendo a segunda a mais agressiva e, além do aspecto sanitário, a economia global foi duramente castigada. Os países lutavam contra o impacto econômico do pós-guerra e este evento sanitário aprofundou as desigualdades sociais, a fome e o desemprego. Muitos cientistas apontam que um dos fatores que repercutiram na letalidade da pandemia foi a desnutrição.
A Gripe Espanhola foi ocasionada pelo vírus H1N1, uma mutação do vírus da gripe comum. Se na época o mundo registrava uma população aproximadamente 4 vezes menor que a atual (mais de 7 bilhões de pessoas), em contrapartida a evolução da ciência e da tecnologia era muito menor, vivia-se a 2ª Revolução Industrial (1850 – 1949), com o desenvolvimento de indústrias elétricas, de petróleo, química e aço, ainda, a evolução dos meios de transporte e de comunicação.
Assim como agora, o negacionismo à ciência e à doença eram intensos, a busca de remédios milagrosos fez com que no Brasil se descobrisse uma mistura a base de limão, cachaça e melaço, obviamente ineficaz contra a Influenza, mas que, para deleite de muitos, deu origem a popular caipirinha. O uso de máscaras e medidas de distanciamento social eram recomendados, assim como, teve início a utilização do álcool em gel para a higienização das mãos. As medidas terapêuticas recomendadas eram o descanso e o uso de medicações de sustentação contra os sintomas (febre, cefaleia, dores no corpo). Assim como agora, os sistemas de saúde colapsaram, o que fez com que o pós pandemia fosse de estruturação de sistemas públicos mais capilarizados e eficazes, inclusive no Brasil. Lembro que a vacinação contra a gripe só começou a ser feita na década de 1930.
Segundo pesquisadores do Federal Reserve dos EUA, do Federal Reserve de Nova Iorque e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), “as intervenções não farmacológicas, por exemplo, o fechamento de escolas, teatros e igrejas, a proibição de reuniões públicas e funerais, a colocação em quarentena dos casos suspeitos e a restrição de horários de abertura dos negócios não apenas reduziram a mortalidade, mas também mitigaram as consequências econômicas adversas da pandemia da Gripe Espanhola”.
Com o final da primeira Guerra Mundial (1914-1918), houve uma mudança geopolítica na Europa, a qual já se evidenciava com a revolução bolchevique de 1917 que ascendeu ao poder o socialismo de Lenin na Rússia. Os EUA reafirmaram sua hegemonia no setor industrial mundial, se beneficiando da crise europeia do pós-guerra. Já a Europa teve que se reinventar imersa em profunda crise social e econômica. A pandemia da Gripe Espanhola se somou aos efeitos do pós-guerra para transformar o mundo, imerso neste terrível evento sanitário, em um palco de problemas sociais, mudanças geopolíticas, crises econômicas, portanto, de muitos problemas, transformações e também de oportunidades.
Historicamente percebemos que eventos mundiais da dimensão de uma guerra mundial ou de uma pandemia, como a da Gripe Espanhola ou a que estamos vivendo, são os únicos capazes de desestruturar e criar novos modelos econômicos, provocar mudanças importantes nos processos sociais, políticos e nas formas de trabalho, além de impactar na melhoria de problemas conjunturais na saúde, educação, entre outras áreas.
A pandemia da COVID-19 já trouxe consequências para a política global, sendo fator decisivo para a derrota do extremismo conservador e nacionalista de Donald Trump nos EUA, com seu negacionismo à ciência e suas narrativas de desprezo a vida humana. A história continuará a ser passada a limpo e as vidas perdidas irão repercutir na desestabilização de homens públicos do mesmo naipe, assim como, este evento sanitário e a crise econômica oriunda dele, trará para a ordem do dia pautas relativas à desigualdade social, a superpopulação do planeta com sua fragilidade social e sanitária, a preservação do meio ambiente, a fragilidade dos sistemas de saúde e a ineficácia nas respostas globais à pandemia, entre outras.
De outra medida, o mundo digital, expoente da quarta revolução industrial que vivemos, se inseriu de maneira exponencial e definitiva nesta pandemia. A educação sofre mudanças importantes com a incorporação do ensino 4.0, o trabalho remoto veio para ficar e está transformando os ambientes e as relações de trabalho. O mundo em crise se transforma perante as necessidades e isto gera muitas dificuldades, mas também enormes oportunidades de prosperidade.
Na crise, se repense, se transforme, CRIE!
Vem comigo!!!
Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
Há 100 anos, entre janeiro de 1918 e dezembro de 1920, a pandemia da Gripe Espanhola assolou um mundo ainda em guerra (a 1ª Grande Guerra se encerrou em 1918), contaminando mais de 500 milhões de pessoas (1/4 da população mundial a época), vitimando mais de 50 milhões, sendo 35 mil no Brasil. Esta pandemia de Influenza apresentou 4 ondas, sendo a segunda a mais agressiva e, além do aspecto sanitário, a economia global foi duramente castigada. Os países lutavam contra o impacto econômico do pós-guerra e este evento sanitário aprofundou as desigualdades sociais, a fome e o desemprego. Muitos cientistas apontam que um dos fatores que repercutiram na letalidade da pandemia foi a desnutrição.
A Gripe Espanhola foi ocasionada pelo vírus H1N1, uma mutação do vírus da gripe comum. Se na época o mundo registrava uma população aproximadamente 4 vezes menor que a atual (mais de 7 bilhões de pessoas), em contrapartida a evolução da ciência e da tecnologia era muito menor, vivia-se a 2ª Revolução Industrial (1850 – 1949), com o desenvolvimento de indústrias elétricas, de petróleo, química e aço, ainda, a evolução dos meios de transporte e de comunicação.
Assim como agora, o negacionismo à ciência e à doença eram intensos, a busca de remédios milagrosos fez com que no Brasil se descobrisse uma mistura a base de limão, cachaça e melaço, obviamente ineficaz contra a Influenza, mas que, para deleite de muitos, deu origem a popular caipirinha. O uso de máscaras e medidas de distanciamento social eram recomendados, assim como, teve início a utilização do álcool em gel para a higienização das mãos. As medidas terapêuticas recomendadas eram o descanso e o uso de medicações de sustentação contra os sintomas (febre, cefaleia, dores no corpo). Assim como agora, os sistemas de saúde colapsaram, o que fez com que o pós pandemia fosse de estruturação de sistemas públicos mais capilarizados e eficazes, inclusive no Brasil. Lembro que a vacinação contra a gripe só começou a ser feita na década de 1930.
Segundo pesquisadores do Federal Reserve dos EUA, do Federal Reserve de Nova Iorque e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), “as intervenções não farmacológicas, por exemplo, o fechamento de escolas, teatros e igrejas, a proibição de reuniões públicas e funerais, a colocação em quarentena dos casos suspeitos e a restrição de horários de abertura dos negócios não apenas reduziram a mortalidade, mas também mitigaram as consequências econômicas adversas da pandemia da Gripe Espanhola”.
Com o final da primeira Guerra Mundial (1914-1918), houve uma mudança geopolítica na Europa, a qual já se evidenciava com a revolução bolchevique de 1917 que ascendeu ao poder o socialismo de Lenin na Rússia. Os EUA reafirmaram sua hegemonia no setor industrial mundial, se beneficiando da crise europeia do pós-guerra. Já a Europa teve que se reinventar imersa em profunda crise social e econômica. A pandemia da Gripe Espanhola se somou aos efeitos do pós-guerra para transformar o mundo, imerso neste terrível evento sanitário, em um palco de problemas sociais, mudanças geopolíticas, crises econômicas, portanto, de muitos problemas, transformações e também de oportunidades.
Historicamente percebemos que eventos mundiais da dimensão de uma guerra mundial ou de uma pandemia, como a da Gripe Espanhola ou a que estamos vivendo, são os únicos capazes de desestruturar e criar novos modelos econômicos, provocar mudanças importantes nos processos sociais, políticos e nas formas de trabalho, além de impactar na melhoria de problemas conjunturais na saúde, educação, entre outras áreas.
A pandemia da COVID-19 já trouxe consequências para a política global, sendo fator decisivo para a derrota do extremismo conservador e nacionalista de Donald Trump nos EUA, com seu negacionismo à ciência e suas narrativas de desprezo a vida humana. A história continuará a ser passada a limpo e as vidas perdidas irão repercutir na desestabilização de homens públicos do mesmo naipe, assim como, este evento sanitário e a crise econômica oriunda dele, trará para a ordem do dia pautas relativas à desigualdade social, a superpopulação do planeta com sua fragilidade social e sanitária, a preservação do meio ambiente, a fragilidade dos sistemas de saúde e a ineficácia nas respostas globais à pandemia, entre outras.
De outra medida, o mundo digital, expoente da quarta revolução industrial que vivemos, se inseriu de maneira exponencial e definitiva nesta pandemia. A educação sofre mudanças importantes com a incorporação do ensino 4.0, o trabalho remoto veio para ficar e está transformando os ambientes e as relações de trabalho. O mundo em crise se transforma perante as necessidades e isto gera muitas dificuldades, mas também enormes oportunidades de prosperidade.
Na crise, se repense, se transforme, CRIE!
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