O sentido da vida não é algo pronto, somos nós os responsáveis por dar sentido a ela. A vida, por si só, já é cheia de altos e baixos, as dificuldades e as derrotas preparam as pessoas para as grandes vitórias. Todos os dias nos deparamos com momentos em que temos que fazer escolhas que poderão mudar o nosso futuro, o fato é que estamos sempre procurando um propósito que torne a nossa existência mais significativa.
Indagar sobre o sentido da vida é muito importante para a evolução pessoal. Desde os primórdios da humanidade, o homem tenta entender o seu papel no mundo e a sua relação com tudo o que o cerca, porém, para o desapontamento de muitos, até hoje não há um consenso ou uma resposta única e definitiva para este questionamento.
Não há consenso porque viver é um processo particular, cada qual cria a sua própria história, suas percepções, ideias e opiniões, tendo como base as suas experiências, sentimentos e influências externas.
Entretanto, diante de situações de sofrimento, interferências e obstáculos, tudo o que parecia certo começa a desmoronar e fica difícil saber como encontrar o sentido da vida para lidar com as frustrações e as perdas. Nesses momentos, a sensação é de fracasso e incapacidade, fazendo com que as pessoas fiquem inseguras, desmotivadas e ansiosas.
Muitas vezes, esses sentimentos servem de impulso para o autoconhecimento e para movimentos de mudança e transformação. Mas, em outras, podem contribuir tanto para o desenvolvimento de uma doença física quanto para problemas de saúde mental. Estes são os sentimentos tóxicos, as dores da alma. São sentimentos que nos calam fundo, guardados durante muito tempo, são ressentimentos, mágoas, traumas, ódio, raiva, rancor e, por vezes, desejo de vingança.
Estes sentimentos se não identificados e eliminados, repercutem em atitudes e comportamentos aos quais não dominamos, voz interior que insiste em nos dar maus conselhos, em impedir a nossa felicidade e a busca pelo sucesso em diversos âmbitos da vida, mas podemos conhecer e aprender a gerenciá-los.
É muito importante o entendimento que sentimentos e emoções são coisas diferentes. A emoção é um conjunto de respostas químicas e neurais que surgem quando o cérebro é estimulado por fatores ambientais. O sentimento é uma resposta a emoção, é como a pessoa reage diante de determinada emoção.
Os sentimentos negativos, originados a partir de emoções oriundas de eventos traumáticos ou que nos impactam de uma forma profunda e que fica armazenada no nosso subconsciente, são os sentimentos tóxicos.
As emoções se originam na área límbica do cérebro e podem ser de 3 tipos, quais sejam: primárias, facilmente perceptíveis, como o medo e a alegria; secundárias, não são tão perceptíveis, como o nervosismo, a vergonha e a culpa; de fundo, não são perceptíveis, como a calma e a fadiga.
A Inteligência Emocional, que é base para o desenvolvimento humano, foi inicialmente estudada em 1920, sendo cientificamente aceita e conceitualizada de maneira definitiva em 1995 pelo Dr. Daniel Golleman, se faz como fundamental para esta cura interior. Trabalhar os seus 5 pilares, quais sejam, conhecer as suas emoções, gerenciar as suas emoções, automotivação, empatia e relação interpessoal, é o caminho a ser trilhado.
Perante este caminho, o autoconhecimento é uma conquista a ser objetivada, na mesma medida que desenvolver as 8 competências da Inteligência Emocional, pois vamos a elas: autoconsciência emocional, autocontrole, automotivação, foco, autoliderança, liderança, relacionamentos e, ação e consistência, competência que envolve disciplina, decisão e resiliência.
Nestes tempos em que vivemos, da 4ª Revolução Industrial iniciada em 2011, a qual impactou o mundo com a evolução tecnológica, das mudanças pós-pandemia, as quais estão redefinindo o mundo corporativo, as habilidades exigidas dos profissionais de alta performance e mesmo, a forma das pessoas se relacionarem, o autoconhecimento é uma habilidade imprescindível para evitar ou potencializar doenças físicas e mentais, para bem se relacionar com os amigos, em casa ou no ambiente de trabalho, para remediar as pressões cotidianas, as muitas negações a que o ser humano está sujeito e, em última análise, para ser feliz e prosperar.
Mas afinal, viver, a que se destina?
Entender que cada um de nós é um ser único é o primeiro passo para encontrar um sentido para a vida. Apesar de ser possível compartilhar momentos, opiniões e desejos, ninguém é capaz de viver exatamente as mesmas experiências ou ter reações e sentimentos idênticos aos de outra pessoa. Cada indivíduo constrói o seu próprio significado de mundo, tendo que lidar com suas inseguranças e dúvidas em relação ao que está por vir.
Saber como encontrar o sentido da vida é olhar para si mesmo e enxergar que suas vontades e características individuais são positivas e podem fazer a diferença, já que o crescimento e o desenvolvimento pessoal e coletivo são frutos da diversidade em ser, estar e agir.
Vem comigo!!!
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