terça-feira, 25 de maio de 2021

NA PANDEMIA, O TURISMO DA VACINA E A VARIANTE INDIANA NO BRASIL

 

O Brasil chegou em 20 de maio de 2021 a marca de 41 milhões de vacinados com, ao menos, 1 dose de vacina para a Covid-19, isto representa 19,41% da população, o que é muito pouco e espelha a forma irresponsável com que foi tratado o combate à pandemia pelo Governo Federal. Com poucas vacinas e sem campanhas de conscientização de capilaridade nacional, estamos à mercê de novas variantes como a sul-africana, a britânica e, em especial, a P1, nascida em Manaus-AM, que vem sendo apontada como importante responsável pela segunda onda que varre o Brasil, apresentando picos altíssimos de casos e óbitos, assim como, mantem uma estabilidade igualmente alta nas incidências de contaminação e nas perdas humanas.

Nosso país já contabiliza mais de 430 mil óbitos, a dor destas perdas se soma ao temor pelo visível desgoverno desta terrível pandemia, as persistentes narrativas negacionistas e a insistência de alguns em encontrar razões científicas para o uso de medicações absolutamente ineficazes contra a Covid-19, algumas podendo ocasionar efeitos colaterais perigosos, neste quesito sobressai a Hidroxicloroquina e a Cloroquina.

Imersos em ações de governança ineficazes, por vezes incompletas ou mesmo tardias, o país caminha como um barco à deriva neste evento sanitário, esperando o que ainda há por vir, padecendo as consequências pandêmicas, as quais expressam, além da doença, o desemprego, as incertezas profissionais e futuras, ainda, as vertentes desta terrível desigualdade social que sempre vivemos.

De certo temos que, com base no divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), no que tange a compra de vacinas e seu prazo de entrega, uma vacinação em massa só será possível no segundo semestre, acredito que mais para o final do ano. Enquanto isso, continuamos à mercê do vírus, da desumanidade e do despreparo de muitos governantes. Monitorando diariamente os noticiários com os números desta segunda onda e temendo por uma terceira ainda pior.

Com relação a uma possível terceira onda, em 13 de maio de 2021, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou sobre o risco “ainda mais grave” desta incidência, elencando como fatores importantes a manutenção de patamares elevados de casos e óbitos, o que possibilita o surgimento de novas variantes, a vacinação insipiente e a falta de conscientização da população. A possibilidade concreta desta terceira onda se tornou ainda mais forte em 20 de maio de 2021, data em que a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES-MA) confirmou os primeiros casos oficiais da cepa indiana (B.1.617.2) do coronavírus no Brasil, tendo como contaminados 6 tripulantes do navio Shandong da Zhi, vindo da África do Sul e que foi fretado pela Vale do Rio Doce para entregar minério de ferro em São Luís, sendo que um dos tripulantes seguia internado nesta data em um hospital particular da capital maranhense. Esclareço que a identificação da variante do Sars-Cov-2 responsável pela contaminação é feita através de teste genômico.

A variante indiana foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “variante de atenção”, tendo sido descoberta em outubro de 2020, sendo apontada como principal responsável pelo recorde de casos e óbitos apresentados pela Índia desde o final de abril. Esta cepa viral já foi detectada em 44 países, apresentando 3 versões com pequenas diferenças: a B.1.617.1, a B.1.617.2 e a B.1.617.3, todas originárias da Índia e que apresentam modificações importantes da proteína Spike, sendo as mais significativas a L452R, a E484Q e a P681R. A mutação E484Q se assemelha com a E484K, presente nas variantes sul-africana, britânica e na P1 brasileira, tendo potencial para driblar o sistema imunológico. As outras duas mutações são exclusivas desta variante e estão sendo objeto de análise. Estes “aprimoramentos” genéticos melhoram a capacidade de transmissão do vírus e permitem que ele consiga, com maior facilidade, invadir nosso organismo. É provável que esta variante tenha maior velocidade de contágio e seja mais agressiva que as outras e isto justifica o receio de que, assim como a P1 vitaminou a segunda onda brasileira, esta variante indiana venha fazer o mesmo com uma possível terceira onda.

Ao tempo em que nos deparamos com tantos desafios, o risco iminente de uma terceira onda, uma revoltante falta de vacinas, uma série interminável de erros e omissões por parte do Governo Federal, ainda somos afrontados pelo crescimento do turismo da vacina.

Pois é, haja desigualdade social, após o anúncio em 11 de maio de 2021 de que Nova Iorque (EUA) iria vacinar seus turistas com a vacina da Jansen (dose única) para a Covid-19, esquentou o turismo de vacinação nos EUA. Se em nosso país faltam vacinas, a situação dos EUA é oposta, com sobra de vacinas, boa parte da população vacinada e vendo cair de 3,4 milhões para 2,2 milhões o número de vacinados por dia no mês de maio, o Governo Americano desenvolveu uma série de ações de incentivo, as quais passam por reforçar as campanhas de conscientização e vacinais, sorteio de ingressos esportivos e até 1 milhão de dólares em sorteios da loteria.

Assim como o estado de Nova Iorque, em vários outros estados americanos é possível receber a vacina sem a necessidade de comprovar residência: Arizona, Luisiana, Alabama, Califórnia, Flórida, entre outros. Esta ação busca vacinar os imigrantes.

Cientes desta realidade, o setor do turismo no Brasil, identificou uma oportunidade e está disponibilizando pacotes que incluem a vacina.

Na crise, se repense, se transforme, CRIE!

Vem comigo!!!

Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
 

 

terça-feira, 18 de maio de 2021

NA PANDEMIA, REINFECÇÃO, TERCEIRA ONDA, ATUALIZANDO A COVID-19


A pandemia continua a todo vapor em nosso país, já são mais de 430 mil mortos, as vacinas ainda são escassas, campanhas de conscientização para informar e mobilizar a população são raras, uma segunda onda catapultada por novas cepas virais continua a nos assolar e a doença se mostra mais agressiva do que se imaginava.

Perante estas constatações e o entendimento que muito se aprendeu sobre o SARS-COV-2 e a COVID-19, mas muito ainda há de se aprender, da mesma forma que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) passa a limpo o fracasso do enfrentamento desta pandemia em nosso país, entendo que também podemos realinhar as informações que dispomos.

Como tenho dito regularmente o Brasil não deveria estar vivendo este terrível momento nesta pandemia, afinal países de igual desenvolvimento socioeconômico já estão em uma etapa bem mais avançada de vacinação. O Governo Federal através do Ministério da Saúde (MS) entre tantos erros cometidos no enfrentamento deste evento sanitário, também não deu o real valor as vacinas, não houve uma logística de compra antecipada de imunizantes e de insumos, tampouco um planejamento vacinal eficiente. Neste quesito proponho uma pergunta recorrente, se tivéssemos uma vacinação em massa da população neste momento, teríamos tantas mortes? Certamente não, afinal as vacinas, independente de sua origem ou eficácia, impedem que a doença evolua para estágios graves. Lembro que, as vacinas não impedem a contaminação pelo vírus, o SARS-COV2, mas sim imunizam contra a doença, a COVID-19, em menor ou maior proporção.

Nesta etapa da pandemia e aqui cabe o lembrete que este evento sanitário “não é uma corrida de 100 metros e sim uma maratona”, estamos vivendo uma segunda onda, ou como preferem alguns estudiosos uma nova pandemia, vitaminada por novas cepas virais ou variantes que apresentam diversas mutações, perfazendo um quadro novo e preocupante, onde pessoas com menos de 40 anos e sem comorbidades estão sendo atingidas de maneira importante, ainda percebe-se o aumento na velocidade de contágio e na agressividade da doença. Com relação a doença, cientistas renomados estão propondo a reclassificação da COVID-19 de Síndrome Respiratória Aguda Grave para algo mais complexo, Febre Trombótica Aguda.

Com relação ao vírus e a doença, duas perguntas são recorrentes: “É possível a reinfecção pela COVID-19?” e “A doença é mais grave que se imaginava?”.

Visto as novas variantes do SARS-COV2 que apresentam mutações importantes, é possível a reinfecção e isto tem ocorrido, mas em uma escala ainda pequena. Com relação a doença ser mais agressiva na reinfecção, esta é uma situação ainda por ser desvendada, mas se restaram sequelas importantes da primeira infecção, a reinfecção se torna preocupante. Já a doença se apresenta neste momento como mais grave que se imaginava, inicialmente tratada como uma patologia de ordem respiratória, atingindo um grupo de risco formado por pessoas com mais de 65 anos e com comorbidades, em função disso sendo classificada como Síndrome Respiratória Aguda Grave. Hoje, percebe-se uma nova doença sendo desnudada, a qual apresenta ação orgânica importante na formação de coágulos (trombos), os quais podem atingir os pulmões, o cérebro e diversos outros órgãos, obstruindo a circulação sanguínea e levando a quadros orgânicos graves, por isso, está sendo analisada a proposta de reclassificação da doença para Febre Trombótica Aguda.

No dia 10 de maio de 2021 foi divulgado através de matéria do jornal “Folha de São Paulo” e depois confirmado pelo MS que mais de 16 mil brasileiros foram imunizados com doses trocadas de vacinas contra a COVID-19, qual seja, tomaram a primeira dose de uma vacina e a segunda de outra. Erro grave e em um momento de escassez de vacinas, mas quais são os riscos deste erro? As duas vacinas disponíveis no Brasil neste momento, apresentam tecnologia de elaboração diferentes, a CoronaVac é elaborada a partir do vírus inativo (Coronavírus) e a vacina da Oxford/AstraZeneca a partir de um vetor viral replicante (Adenovírus, carregando em seu interior um fragmento da proteína Spike do Coronavírus). Apesar de serem vacinas diferentes, é consenso no meio cientifico que este erro não deve causar reações colaterais, entretanto, a imunização ficará incompleta. Ainda não é consenso como proceder para completar a imunização, neste momento se preconiza não aplicar uma terceira dose, seja de uma ou de outra, evitando a possibilidade de uma reação orgânica, ainda que seja feito um acompanhamento dos casos.

Quanto a uma possível terceira onda, lembro que a Gripe Espanhola, ultima pandemia deste porte, ocorrida há 100 anos (jan.1918-dez.1920), teve 4 ondas. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertaram em 13 de maio sobre o risco “ainda mais grave” de uma terceira onda, visto a incidência de casos e óbitos da Covid-19 se manterem em um patamar elevado, possibilitando o surgimento de novas variantes. Este indicador se soma a vacinação incipiente e a falta de consciência de parte da população para desenhar, segundo a Fiocruz, um quadro de situação favorável a uma terceira onda.

Muito aprendemos nesta pandemia, muitos erros foram cometidos, mas sempre há tempo de se fazer o certo e poupar muitas vidas, basta começar.

Na crise, se repense, se transforme, CRIE!

Vem comigo!!!

Contatos:

Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744 

 

terça-feira, 11 de maio de 2021

A TRISTE PERDA DO COMEDIANTE PAULO GUSTAVO PARA A COVID-19 E SEUS ENSINAMENTOS

 


O Brasil se viu chocado e mais triste com a perda do comediante de 42 anos, Paulo Gustavo, para a Covid-19. Maior nome da comédia nacional neste momento, além de jovem e de apresentar um bom estado de saúde, diferentemente do que foi ventilado, não tendo comorbidades, visto que a asma moderada e sob controle que ele apresentava não o colocava no grupo de risco.

Quando uma pessoa famosa, como ele, morre em virtude desta terrível doença, impacta a todos, mas quando este famoso é um jovem que não apresentava doença pré-estabelecida que pudesse agravar seu quadro orgânico, isto nos obriga a pensar nos tantos anônimos que já perderam as suas vidas, somando mais de 400 mil em nosso país, no quanto esta doença evoluiu para algo mais complexo e perigoso, ainda no retumbante fracasso do enfrentamento desta pandemia no Brasil e que, se esse rapaz tivesse sido vacinado, muito provavelmente teria vencido a Covid-19.

O número de perdas humanas nesta pandemia nos choca, mas, segundo estudo do conceituado Institute for Metrics and Evaluation (IHME) da Escola de Medicina da Universidade de Washington, os números oficiais estão distantes da realidade, tanto no mundo quanto no Brasil, senão vejamos, para o IHME, globalmente 6,9 milhões de pessoas perderam suas vidas para o vírus, o dobro da contabilidade oficial e no Brasil já teríamos chegado as 595 mil mortes. Isto mostra que a subnotificação está generalizada e que esta pandemia tem uma dimensão mais catastrófica do que nos é dado conhecimento.

A gravidade da doença também está sendo posta à prova, no início foi conotada como uma patologia de ordem respiratória que atingiria de maneira perigosa pessoas com mais de 65 anos e que apresentassem comorbidades, ou seja, uma ou mais doenças já existentes que colocassem o paciente no grupo de risco, para tanto, sendo classificada como uma Síndrome Respiratória Aguda Grave. Nos dias atuais percebe-se que a doença evoluiu para algo mais complexo, o que faz com que renomados cientistas defendam que o Sars-Cov-2 seja o primeiro agente reconhecido por sua ação importante na formação de coágulos (trombos), podendo provocar uma hipercoagulação nos pulmões, no cérebro e em diversos outros órgãos, obstruindo a circulação e levando a quadros orgânicos graves. Esta constatação faz com que esteja na mesa de discussão a reclassificação da Covid-19 para Febre Viral Trombótica.

O caso de Paulo Gustavo consubstancia esta visão que o mundo científico está tendo sobre a complexidade que a doença atingiu, ele teve 100% dos seus pulmões comprometidos, o que gerou diversas intercorrências. O boletim médico divulgado pelo Hospital Copa Star no dia 03 de abril informou o agravamento do seu estado clínico acarretado por uma embolia gasosa disseminada, incluindo o sistema nervoso central. Esclareço que a embolia gasosa é oriunda da entrada de bolhas de ar na corrente sanguínea, isto prejudica o fluxo sanguíneo para determinadas partes do corpo, podendo deteriorar tecidos e órgãos. Este quadro clínico foi causado por uma ruptura entre brônquios e veias ocorrida no pulmão, acarretando a entrada de bolhas de ar no sistema circulatório.

Ao tempo que a doença se mostra mais complexa, as novas cepas virais igualmente apresentam maior velocidade de contágio, maior agressividade e estão atingindo, de maneira significativa, pessoas com menos de 40 anos e sem comorbidades. As variantes P1 (originada em Manaus-AM), P2 (originada no Rio de Janeiro), a sul-africana e a britânica, se somam a identificada em Belo Horizonte-MG e região metropolitana para explicarem esta nova pandemia que estamos vivendo no Brasil, a qual catapultou para números estratosféricos o volume de casos e mortes.

Mas a despeito de todas estas constatações, uma pergunta não quer silenciar, se Paulo Gustavo tivesse sido vacinado, ele ainda estaria vivo?

Acredito que sim, da mesma maneira que muitos outros anônimos que perderam suas vidas nesta etapa da pandemia, onde as vacinas já estão disponíveis.

Neste quesito, uma outra constatação que a perda deste brilhante e jovem comediante pode nos trazer é sobre o inaceitável fracasso do combate à pandemia em solo nacional, afinal, se houvesse uma logística de compra antecipada de vacinas e de outros insumos por parte do Ministério da Saúde, seguido por um planejamento vacinal bem elaborado, neste momento em que boa parte do mundo civilizado está desenvolvendo uma vacinação em massa da sua gente, com certeza este rapaz teria sido vacinado e suas chances de padecer de um estágio mais avançado da Covid-19, seriam diminutas. Novamente me reporto aos milhares de anônimos que, assim como Paulo Gustavo, perderam suas vidas perante a impossibilidade de se vacinar.

A perda deste jovem e notável comediante ainda pode alertar os muitos que insistem em negar esta pandemia, aglomerando, frequentando festas clandestinas, não cumprindo orientações de cuidados sanitários e de distanciamento social. Igualmente traz a luz da realidade às autoridades que insistem com narrativas dissonantes da ciência e com planejamentos de contenção ineficazes.

Pois é, a pandemia é originária de um vírus e de uma doença mais complexos que imaginávamos, muito se errou, mas ainda é tempo de fazer o que é certo e de salvar vidas.

Na crise, se repense, se transforme, CRIE!

Vem comigo!!!

Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com

 

terça-feira, 4 de maio de 2021

MUDANÇA DE CLASSIFICAÇÃO DA COVID-19, A DOENÇA SE MOSTRA MAIS COMPLEXA

 


Dia 29 de abril de 2021 foi um marco terrível nesta pandemia, com o Brasil ultrapassando os 400 mil mortos, uma média de 2.700 óbitos por dia. Já percebemos que para alterar este quadro nefasto precisaremos de uma vacinação em massa aliada a ações de governança eficazes e a campanhas de conscientização da população que partam dos 3 entes federativos, municípios, estados e Governo Federal.

Neste momento, que boa parte do mundo empreende campanhas de vacinação em massa de sua gente, mas com foco no controle da contaminação e estudando o aparecimento de novas cepas virais, nosso país continua a mercê de narrativas negacionistas, com poucas vacinas disponíveis e colhendo os frutos do fracasso do enfrentamento desta pandemia, isto está explicitado diariamente através da perda de vidas e se tornou contundente no dia 29 de abril.

O descontrole da contaminação em nosso país se alia a vacinação insipiente e a falta de cuidados de muitos para nos tornar um celeiro de proliferação de novas variantes. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), estes indicadores que citei estão gerando mutações das variantes que já circulavam, criando novas cepas virais mais agressivas, com maior velocidade de contaminação, que atingem de maneira importante pessoas com menos de 40 anos e que, inclusive, podem escapar parcialmente a imunidade adquirida pelas vacinas. Esta última característica se explica pela presença da mutação E484K, a qual pode driblar os anticorpos.

O terror causado por esta segunda onda ou, como preferem alguns cientistas, esta nova pandemia, tem como fatores principais a variante P1 (originada em Manaus-AM) e a P2 (originada no Rio de Janeiro), ainda as oriundas do Reino Unido (B.1.1.7) e da África do Sul (B.1.1.351). Soma-se a estas uma nova variante detectada em Belo Horizonte e região metropolitana, a qual, segundo estudos do Laboratório de Biologia Integrativa do Instituto de Ciência Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelo setor de pesquisa e desenvolvimento do Grupo Pardini em parceria com o Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Prefeitura de Belo Horizonte, apresenta um conjunto de 18 mutações nunca descritas anteriormente e que estão associadas a modificações já identificadas, as quais apresentam um aumento do risco de morte dos pacientes.

Esta nova pandemia que estamos vivenciando é consubstanciada pelo número de mortes por dia e delineada pelo perfil dos pacientes a superlotarem as UTIs país afora. Segundo a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), em amostragem de março de 2021, diferentemente do que ocorria anteriormente, neste momento, 52,2% das UTIs do Brasil estão sendo ocupadas por pessoas com menos de 40 anos, 58,1% dos pacientes em condição de UTI precisam de ventilação mecânica, um número recorde, e 1/3 dos pacientes graves não apresentam comorbidades.

O Sars-Cov-2 nesta nova etapa pandêmica se expressa através da doença por ele causada, a Covid-19, a se mostrar organicamente mais agressiva e complexa que antigamente. Isto somado a repetição de quadros clínicos importantes, faz com que os cientistas proponham a mudança da sua classificação.

Perante esta nova realidade e a constatação clínica da evolução da doença com a ampliação do risco de morte, um importante grupo de pesquisadores brasileiros de 6 instituições de assistência médica e pesquisa cientifica, quais sejam, Hospital Pró-Cardíaco, IOC/Fiocruz, Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE), Instituto Nacional do Câncer (INCA), Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná) e United Health Group, publicaram artigo na conceituada revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz onde defendem que o Sars-Cov-2 seja o primeiro agente reconhecido por atuar aumentando a formação de coágulos (trombos), os quais podem obstruir a circulação. Esta hipercoagulação poderia se manifestar nos pulmões, no cérebro, no aparelho gastrointestinal e em diversos outros órgãos. Este artigo propõe a reclassificação da doença, ao invés de ser identificada como uma Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), seria classificada como uma doença mais complexa, a Febre Viral Trombótica.

O referido artigo tem como base estudos elaborados na França e na Holanda, se alicerçando na constatação de manifestações trombóticas em pacientes internados, mesmo com a utilização de técnicas clínicas preventivas. Ainda houve a percepção de manifestações tromboembólicas pós alta hospitalar e em estudos histopatológicos em casos de óbito por Covid-19.

Vivemos o momento mais difícil da pandemia em nosso país, não deveria ser assim se tivéssemos, desde o início, elaborado um planejamento de contenção eficaz, preparado a nossa população para a realidade do que estamos vivendo e adquirido, antecipadamente, vacinas numa quantidade que nos permitisse já estarmos realizando uma vacinação em massa. Lamentavelmente nada disso foi feito.

A ciência de sua parte evoluiu no conhecimento do Sars-Cov-2 e da doença por ele causada, a Covid-19, paralelamente, por característica do vírus e em muito por nossos erros, a pandemia alterou seu patamar evolutivo para algo muito mais perigoso, que atinge um público-alvo plural e tem como cerne uma doença de maior complexidade.

Antes tarde do que nunca, com foco em evitarmos uma tragédia maior em perdas humanas, cabe a nós entendermos e termos atitudes perante este novo e difícil momento que vivemos.

Na crise, se repense, se transforme, CRIE!

Vem comigo!!!

Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com



 

TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...