quarta-feira, 21 de setembro de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: OS 4 FATORES QUE PROVOCAM MUDANÇAS



Mudar e sair do lugar de conforto não se apresenta como uma atitude fácil para as pessoas, contudo, se isto não ocorrer, os resultados alcançados continuarão sendo os mesmos. As oportunidades de se alcançar os objetivos e sonhos desejados estão fora do espectro de vida que dá segurança as pessoas, de outra ordem, sem mudar também os pensamentos, elaborando atitudes e comportamentos diferentes, os resultados não irão se alterar.

A equação do sucesso é simples, envolvendo a liberdade de sair de seu lugar de conforto, elaborar bons pensamentos, desenvolver a parte comportamental e a partir disto, construir uma rota de ação para se atingir o objetivo desejado. O próximo passo seria a aplicação prática desta rota de ação, envolvendo algumas atitudes, quais sejam: comunicar o que deseja, pedir auxílio para se alcançar os objetivos, arriscar e por fim exercitar a gratidão. Aliás, comunicar, solicitar, arriscar e ser grato são os 4 passos da Roda da Prosperidade, ferramenta do Coaching bastante conhecida.

Pois então, que as mudanças são importantes e que sem elas a pessoa não amplia o sucesso já alcançado ou na boa parte dos casos, se condiciona a uma vida dissociada da felicidade e dos sonhos, creio ser um fato que não pode ser negado, mas, como se motivar a sair do lugar de conforto e vencer o medo que as mudanças provocam?

Existem 4 fatores que fogem ao controle das pessoas, estando relacionados a questões vivenciais e que provocam, forçosamente, mudanças, quais sejam: dor, medo, humilhação e autoconhecimento.

A dor pode estar relacionada a uma situação de saúde, onde se passa por um momento difícil, o qual gera insegurança quanto ao futuro, forçando a reflexão, que é um passo importante para o entendimento e a decisão da mudança, ainda pode estar relacionada a outras áreas da vida, como a profissional ou a sentimental.

O medo pode estar associado ou não a dor, afinal, a dor existe a partir de um fato concreto relacionado a perda ou a possibilidade iminente disto ocorrer, por exemplo, no caso da saúde, problemas de saúde ou a possibilidade de perda da vida, em um caso afetivo, o distanciamento de quem amamos. Já o medo, pode ser consequência da dor ou mesmo, se expressar pela possibilidade da ocorrência do fato.

De uma forma ou de outra, a dor e o medo atuam por catalisar a necessidade de mudança e pode se somar a estes, um terceiro fator, o qual impacta de maneira intensa a pessoa, a humilhação.

A humilhação é um dos sentimentos mais terríveis que o ser humano pode vivenciar e pode gerar forte impacto emocional, tendo intenso poder transformador.

A humilhação se expressa ao não ter condições de pagar os estudos ou dar um presente ao filho, ao não ter dinheiro para pagar o aluguel ou em condições mais severas, ao não ter como colocar comida em casa, ainda ao ser demitido ou ao não conseguir emprego. Neste momento, a pessoa avalia o quanto sua vida se tornou medíocre, como seus sonhos se esvaíram e a vontade de mudança se torna uma necessidade.

O último fator a provocar mudanças é o autoconhecimento, e este vem associado a todos os fatores anteriores, sendo a base para a identificação de pensamentos negativos presentes no inconsciente das pessoas, as crenças limitantes, as quais funcionam como gatilhos a atuar em momentos importantes em todas as áreas vivenciais, provocando a autossabotagem e sendo um dos principais elementos a condicionar a mediocridade vivencial e as derrotas. Ainda, provoca a reflexão e a tomada de atitudes na busca de caminhos para o bem viver, a felicidade e o sucesso. Claro, também permite a elaboração de pensamentos positivos, os quais conduzem a atitudes e comportamentos que transportam a pessoa do nicho de fracasso e derrotas que vivencia, para um oásis, onde a prosperidade habita.

Olha só, existe como fugir ao encontro dos 04 fatores provocadores de mudanças, os quais atuam de maneira imprevista e que abalam profundamente o emocional humano, além de ocorrerem quando a nau existencial já está à deriva e próxima de afundar, se é que já não afundou.

As mudanças, portanto, também podem ser provocadas conscientemente e de maneira planejada através do desenvolvimento da Inteligência Emocional, a qual trabalha o autoconhecimento, identifica, neutraliza e substitui as crenças limitantes por pensamentos positivos e trabalha a elaboração de comportamentos que conduzem a pessoa ao alcançar dos seus sonhos e da prosperidade.

Como vimos, as mudanças são fundamentais na vida das pessoas, elas encaminham o ser humano para evoluírem como tal, alcançando a prosperidade e a felicidade. Se elas ocorrerão por decisão da vida ou da própria pessoa, é uma opção de cada qual.

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quarta-feira, 14 de setembro de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A DEPRESSÃO




O termo Depressão é um jargão que se utiliza quando a pessoa apresenta estado de angústia, desesperança e tristeza absolutos, sendo também a designação de uma doença psiquiátrica provocada por alterações químicas no cérebro. Contudo, esteja a pessoa patologicamente deprimida ou apenas vivendo um estado de Depressão, a alteração desta condição se inicia pela mudança na comunicação estabelecida com o mundo, consigo mesmo e com as outras pessoas.

Se faz importante diferenciar o estado depressivo, causado por situações que geram forte impacto emocional, como por exemplo, dificuldades no trabalho, perda do emprego, dificuldades financeiras, perda de um ente querido e instabilidade no relacionamento afetivo, da doença Depressão.

A doença Depressão é um transtorno psiquiátrico crônico, sendo provocada por alterações químicas no cérebro, se conotando por uma deficiência com consequente diminuição na presença dos neurotransmissores: a Noradrenalina, a Serotonina e a Dopamina, hormônios relacionados com a regulação da atividade motora, do apetite, do sono e do humor. Além da sensação de tristeza e de desesperança crônicas, provoca alterações fisiológicas, diminuindo a capacidade de imunização do organismo, potencializando os processos inflamatórios e se configurando como um fator importante a provocar doenças cardiovasculares.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas que vivem com Depressão no mundo aumentou em 18% entre 2005 e 2015, sendo que, mais de 300 milhões de pessoas de todas as faixas etárias conviviam com a doença em 2017, por este motivo, sendo conotada pela entidade como o “mal do século” e principal causa do suicídio.

No Brasil, conforme a OMS, algo em torno de 5,8% de nossa população sofre de Depressão, mais de 12 milhões de casos, sendo o maior índice da América Latina e o segundo maior das Américas, atrás dos EUA (5,9% da população).

Esta doença psiquiátrica tem como principais fatores de risco: histórico familiar, estresse crônico, ansiedade crônica, disfunções hormonais, transtornos psiquiátricos preexistentes, excesso de peso, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, vício em drogas ilícitas, uso excessivo de internet e redes sociais, traumas de ordem física ou psicológica, problemas cardíacos, enxaqueca crônica, problemas familiares, traumatismo cranioencefálico e alterações bruscas nas condições socioeconômicas e desemprego.

Como visto, muitas das condições que desencadeiam um estado depressivo se enquadram como fatores de risco para algo maior, qual seja, a Depressão patológica. Esta poderá se desencadear se houverem fatores predisponentes de ordem interna, por exemplo, predisposição genética e disfunções hormonais, a se somarem com as condições que estabelecem um estado depressivo.

Contudo, reitero que, esteja a pessoa vivendo uma condição depressiva ou já tendo desenvolvido patologicamente a Depressão, a alteração deste estado psicológico se inicia pela mudança na comunicação estabelecida pela pessoa consigo mesma, com o mundo e com as outras pessoas.

Mas então, já tendo entendido a diferença entre estado depressivo e Depressão, de suas causas e consequências, uma pergunta resiste: como alterar a comunicação estabelecida com o meio interno e externo?

A alteração da comunicação pode ser executada através de exercícios simples da prática cotidiana e, por vezes, carece de apoio profissional, podendo ser trabalhada no Coaching, seja em sessões individuais ou em imersões coletivas, onde se estabelece uma jornada de autoconhecimento, identificação de crenças limitantes, as quais são formadas por situações de forte impacto emocional e pela repetição de eventos, de ordem inconsciente e que funcionam por disparar gatilhos comportamentais que sabotam a vida das pessoas.

A comunicação positiva se inicia quando a pessoa acorda, olha para o céu chuvoso ou ensolarado, independente do dia estar frio ou quente e agradece por estar vivo, por ter problemas a superar, os quais proporcionem sabedoria para vitórias futuras, agradece ainda pelo sucesso maior ou menor que vivencia, sem jamais se comparar com outras pessoas de maior relevância, exercita o perdão e o auto perdão, enfim, estabelece desde os primeiros momentos do dia uma conexão positiva com o mundo e consigo mesma.

Esta conexão positiva irá gerar pensamentos positivos que repercutirão em atitudes e comportamentos que conduzirão a resultados positivos em todos os âmbitos da vida. Quando o infortúnio e as derrotas ocorrerem, deve-se ressignificar e entender o quanto estes eventos são significativos, conduzindo a pessoa para futuros momentos de felicidade e sucesso.

Os pensamentos positivos, o sorriso, a alegria, o perdão, o auto perdão e a ressignificação dos momentos difíceis, atuam, por exemplo, aumentando as taxas dos neurotransmissores responsáveis pelo prazer, quais sejam, serotonina, endorfina, dopamina e oxitocina, os quais diminuem em intensidade quando de um estado depressivo, isto será fundamental para alterar este estado e, inclusive, para se combater a Depressão patológica. De outra ordem, irão prevenir doenças orgânicas ou combatê-las, assim como permitem que comportamentos positivos se estabeleçam e estes conduzam a felicidade e ao sucesso.

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quarta-feira, 7 de setembro de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: O SEGREDO DO SUCESSO



 Quando se fala a palavra sucesso, a primeira coisa que vem à mente é a condição de ser bem sucedido profissionalmente, contudo, a vida é composta de várias vertentes, sendo as mais significativas, a familiar, a sentimental e a profissional, portanto, a condição de sucesso não se apresenta, necessariamente, abrangente a todas as áreas da vida das pessoas e nem tampouco simultaneamente. De outra medida, se condiciona o estado de felicidade a se atingir o sucesso financeiro. Já os estudos sobre o desenvolvimento humano e a evolução de nossa sociedade mostram que, ao contrário do que muitos pensam, a felicidade vem antes e é um condicionante para o sucesso.


Na década de 1920 se iniciaram os estudos sobre a Inteligência Emocional, hoje aceita cientificamente e apresentando, desde 1995, um conceito mundialmente adotado e que explica como pessoas com um potencial intelectual semelhante atingem resultados diferentes no que diz respeito ao sucesso profissional ou familiar. Ainda nesta década, se aprofundaram os conhecimentos da mente humana, por exemplo, com o surgimento da Gestalt Terapia, abordagem da Psicologia e da Psicoterapia que se fundamentou em 1936. Neste ano, o desenvolvimento humano ganhou uma nova roupagem e significado no que tange ao sucesso pessoal, através do livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas” de Dale Carnegie, iniciando um método aplicado em treinamentos de desenvolvimento humano mundialmente reconhecidos.

Em 1943, Abraham Maslow desenvolveu uma teoria da Psicologia relacionada a hierarquia das necessidades humanas e que procura explicar os caminhos para a realização pessoal e o sucesso. Segundo esta teoria, explicada a partir de uma pirâmide hierárquica de necessidades a serem priorizadas pelo ser humano até se chegar a realização pessoal, dividida em cinco níveis, quais sejam, a base desta pirâmide se compõe das necessidades fisiológicas (respiração, comida, água, sexo, sono, entre outras), depois vem a segurança (do corpo, do emprego, de recursos, da família, da moralidade, da saúde e da propriedade), amor e relacionamento (amizade, família e relacionamento afetivo), estima (autoestima, confiança, conquista, respeito dos outros e respeito aos outros e, finalmente, realização pessoal (moralidade, criatividade, espontaneidade, solução de problemas, ausência de preconceito e aceitação dos fatos). A hierarquia das necessidades de Maslow busca determinar as condições necessárias para que as pessoas atinjam a sua satisfação pessoal e profissional.

Como visto, os estudos sobre o que leva o ser humano a ser bem sucedido vem de muito tempo e estes conduziram ao entendimento que a felicidade é um pré-requisito para se atingir o sucesso em qualquer área da vida, na mesma medida, existem vários condicionantes de satisfação que estruturam a pessoa a atingir o sucesso pessoal e profissional, assim como, o sucesso está atrelado a resultados alcançados perante atitudes e comportamentos originados a partir de pensamentos.

A boa notícia é que a partir deste desvendar de conhecimentos sobre o ser humano e do entendimento que os pensamentos que conduzem a atitudes e comportamentos podem ser modificados, técnicas foram desenvolvidas e podem ser aplicadas, por exemplo através do Coaching, em sessões individuais ou em imersões coletivas, portanto, o segredo para se atingir o sucesso já se faz desvendado.

Neste caminho para a felicidade e o sucesso, o autoconhecimento é a sua porta de entrada. Sendo a base para a identificação de alterações na saúde mental, de pensamentos limitantes, que precisam ser anulados e substituídos por pensamentos positivos e do desenvolvimento da Inteligência Emocional.

No Coaching, existe uma ferramenta muito utilizada para o processo de autoconhecimento, que é a Roda da Vida, criada em 1960 por Paul J. Meyer e se apresenta como um círculo que se estratifica em outros dez, a partir de sua origem e pode ser dividido em seis, oito ou doze partes. As divisões representam áreas importantes da vida (família, carreira, finanças, saúde, espiritualidade, amor, entre outras), sendo a estratificação dos círculos para a identificação, em uma escala de 0 a 10, da satisfação pessoal em determinada área da vida. Esta ferramenta propõe o conceito que a felicidade e o sucesso estão atrelados ao equilíbrio de satisfação entre todas as áreas da vida das pessoas.

Outra ferramenta muito utilizada no Coaching é a Roda das Realizações ou da Prosperidade, também estratificada em dez círculos (para configurar uma escala de satisfação de 0 a 10 em determinada área) e dividida em quatro atitudes que conduzem a realização de objetivos, quais sejam, comunicar (expressar o seu desejo ao universo e as pessoas), solicitar (buscar auxílio), arriscar (ousar e sair do lugar de conforto) e realizar (gratidão consigo mesmo e com as pessoas). Esta ferramenta costuma ser utilizada simultaneamente a elaboração de uma Rota de Ação para determinado objetivo e se presta como uma bússola durante a sua implementação.

No que tange a Inteligência Emocional, os seus 5 pilares já desenham as habilidades a serem desenvolvidas ou fortalecidas para se atingir o sucesso, senão vejamos: conhecer as suas emoções, controlar as suas emoções, automotivação, empatia e relação interpessoal. Pode-se acrescentar o desenvolvimento de outras habilidades, tais como, foco, persistência e resiliência.

O segredo para o sucesso efetivamente já se faz desvendado, os conceitos e técnicas estão descortinadas e em evolução, contudo, o entendimento de que a felicidade é a porta de entrada para o sucesso, se faz necessário. Da mesma forma, que a atitude de se abrir a todos estes conhecimentos e buscar os meios para alcançá-lo é absolutamente pessoal.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: O SEGREDO PARA EMAGRECER



O sobrepeso e a obesidade interferem, por vezes, na autoestima das pessoas, podendo ainda acarretar problemas orgânicos como a hipertensão, a diabetes e doenças cardiovasculares. Portanto, a questão não se limita a estética corporal, ditada por uma sociedade que padroniza um determinado aspecto físico e mesmo discrimina aqueles que não se adequam a este padrão, esta atitude é desprezível e deve ser combatida.

Atualmente, estudos científicos comprovam que o centro do apetite está no cérebro, portanto, no linguajar popular, as pessoas não comem com a boca ou com o estômago, mas com o cérebro.

Inicialmente precisamos distinguir sobrepeso de obesidade, esta uma doença crônica que precisa ser tratada. Também se faz importante investigar se a pessoa apresenta alguma comorbidade que provoque o ganho de peso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) entende que a obesidade é um dos maiores problemas do mundo, estimando que em 3 anos, teremos por volta de 2,3 bilhões de adultos obesos, destes, 700 milhões poderão estar com sua saúde alterada a nível de proporcionar riscos à vida. No Brasil houve um aumento de 72% nos casos de obesidade nos últimos 13 anos.

Segundo o padrão internacional para avaliar o grau de sobrepeso e obesidade (IMC) temos: peso normal (18,0 a 24,9 kg/m²), sobrepeso (25,0 a 29,9 kg/m²), obesidade grau 1 (30,0 a 34,9 kg/m²), obesidade grau 2 (35 a 39,9 kg/m²) e obesidade grau 3 ou mórbida (superior a 40 kg/m²), sendo que o cálculo se faz dividindo o peso (em Kg) pela altura ao quadrado (em metros).

A necessidade de ingestão de alimentos, portanto, o sentimento de fome ou de saciedade alimentar é ditada pelo hipotálamo, estrutura localizada na base do cérebro. Contudo, existem fatores internos e externos que interferem no ganho de peso excessivo, ocorrendo uma interação de fatores genéticos, culturais e familiares. Portanto, a obesidade está relacionada com hábitos alimentares errados, pré-disposição genética, vida sedentária, distúrbios psicológicos e problemas familiares.

Os sinais externos também aguçam o apetite, sugestões visuais relacionadas a alimentos em comerciais de TV, anúncios nas ruas, entre outros, sugestionam um consumo excessivo de comida. Determinadas doenças como o hipotireoidismo e a diabetes tipo 2 podem causar obesidade, assim como distúrbios mentais, como a Depressão e Transtornos de Ansiedade.

Apesar das causas já conhecidas que levam a obesidade, a influência cerebral neste processo, onde realmente reside o centro decisório de se comer em excesso, é algo que se busca desvendar.

Pesquisadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess (BIDMC) nos EUA, desenvolveram uma pesquisa com grupos específicos de neurônios no cérebro de camundongos, onde identificaram uma via biológica que liga os neurônios que se encontram em regiões do cérebro mais “antigas”, os quais desencadeiam a sensação de fome, com circuitos cerebrais distantes, relacionados a funções cognitivas mais sofisticadas, estas envolvidas na decisão de reagir ou não a sugestões visuais relacionadas a alimentos.

Em outra pesquisa, realizada em Israel em 2017 e divulgada na conceituada revista britânica Nature Neuroscience, cientistas utilizaram uma avançada técnica de análise neural e descobriram 50 novas células cerebrais e determinaram estruturas que estavam relacionadas ao consumo exagerado de alimentos.

A insatisfação com a aparência física é algo que persegue muitas pessoas e na maioria dos casos não coexistem problemas orgânicos que justifiquem o sobrepeso e muito menos a dificuldade em se perder esses quilos a mais.

Em casos mais severos, uma investigação com um profissional de saúde sobre os motivos do excesso de peso se faz imprescindível, seguida da eliminação do fator causador, por uma dieta com reeducação alimentar e prática de exercícios físicos. Contudo, o fator motivação, ter atitudes e sentir a chama da transformação invadindo sua mente, corpo e vida, se faz fundamental em qualquer caso.

Portanto, para a pessoa perder peso, independentemente de ser um caso patológico, carece de se elevar a autoestima, trabalhar o autoconhecimento, a automotivação e entender, por exemplo, o que faz com que canalize na comida as suas frustrações cotidianas, sua ansiedade, seu medo perante novos desafios ou sua incapacidade de assimilar as derrotas que fazem parte do processo de vida e da construção de um caminho vitorioso.

O processo de querer perder peso, persistir no objetivo com planejamento, atingir o resultado esperado e mantê-lo, também é construído no cérebro. Se a decisão quanto a sentir fome ou saciedade alimentar é ditada pelo hipotálamo, os comportamentos que levarão a perder peso de maneira sustentada e perene são elaborados na região límbica, área cerebral também responsável pela elaboração das crenças limitantes, as quais podem estar relacionadas com o ganho de peso, precisando ser identificadas e eliminadas.

A pessoa se sentir confortável ou não com sua aparência física, caso não haja problemas de saúde relacionados, é uma decisão pessoal, a qual não deve ser influenciada por padrões sociais. Contudo, a alteração física com a perda dos quilos em excesso passa por algo maior, qual seja, o entendimento sobre a necessidade de transformação de vida, sendo que o caminho que conduz ao sucesso nesta empreitada exige o desenvolvimento do autoconhecimento, a eliminação de pensamentos sabotadores com a subsequente substituição por pensamentos positivos e transformadores, além do entendimento maior que o objetivo final a ser alcançado é a felicidade.

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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...