O sobrepeso e a obesidade interferem, por vezes, na autoestima das pessoas, podendo ainda acarretar problemas orgânicos como a hipertensão, a diabetes e doenças cardiovasculares. Portanto, a questão não se limita a estética corporal, ditada por uma sociedade que padroniza um determinado aspecto físico e mesmo discrimina aqueles que não se adequam a este padrão, esta atitude é desprezível e deve ser combatida.
Atualmente, estudos científicos comprovam que o centro do apetite está no cérebro, portanto, no linguajar popular, as pessoas não comem com a boca ou com o estômago, mas com o cérebro.
Inicialmente precisamos distinguir sobrepeso de obesidade, esta uma doença crônica que precisa ser tratada. Também se faz importante investigar se a pessoa apresenta alguma comorbidade que provoque o ganho de peso.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) entende que a obesidade é um dos maiores problemas do mundo, estimando que em 3 anos, teremos por volta de 2,3 bilhões de adultos obesos, destes, 700 milhões poderão estar com sua saúde alterada a nível de proporcionar riscos à vida. No Brasil houve um aumento de 72% nos casos de obesidade nos últimos 13 anos.
Segundo o padrão internacional para avaliar o grau de sobrepeso e obesidade (IMC) temos: peso normal (18,0 a 24,9 kg/m²), sobrepeso (25,0 a 29,9 kg/m²), obesidade grau 1 (30,0 a 34,9 kg/m²), obesidade grau 2 (35 a 39,9 kg/m²) e obesidade grau 3 ou mórbida (superior a 40 kg/m²), sendo que o cálculo se faz dividindo o peso (em Kg) pela altura ao quadrado (em metros).
A necessidade de ingestão de alimentos, portanto, o sentimento de fome ou de saciedade alimentar é ditada pelo hipotálamo, estrutura localizada na base do cérebro. Contudo, existem fatores internos e externos que interferem no ganho de peso excessivo, ocorrendo uma interação de fatores genéticos, culturais e familiares. Portanto, a obesidade está relacionada com hábitos alimentares errados, pré-disposição genética, vida sedentária, distúrbios psicológicos e problemas familiares.
Os sinais externos também aguçam o apetite, sugestões visuais relacionadas a alimentos em comerciais de TV, anúncios nas ruas, entre outros, sugestionam um consumo excessivo de comida. Determinadas doenças como o hipotireoidismo e a diabetes tipo 2 podem causar obesidade, assim como distúrbios mentais, como a Depressão e Transtornos de Ansiedade.
Apesar das causas já conhecidas que levam a obesidade, a influência cerebral neste processo, onde realmente reside o centro decisório de se comer em excesso, é algo que se busca desvendar.
Pesquisadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess (BIDMC) nos EUA, desenvolveram uma pesquisa com grupos específicos de neurônios no cérebro de camundongos, onde identificaram uma via biológica que liga os neurônios que se encontram em regiões do cérebro mais “antigas”, os quais desencadeiam a sensação de fome, com circuitos cerebrais distantes, relacionados a funções cognitivas mais sofisticadas, estas envolvidas na decisão de reagir ou não a sugestões visuais relacionadas a alimentos.
Em outra pesquisa, realizada em Israel em 2017 e divulgada na conceituada revista britânica Nature Neuroscience, cientistas utilizaram uma avançada técnica de análise neural e descobriram 50 novas células cerebrais e determinaram estruturas que estavam relacionadas ao consumo exagerado de alimentos.
A insatisfação com a aparência física é algo que persegue muitas pessoas e na maioria dos casos não coexistem problemas orgânicos que justifiquem o sobrepeso e muito menos a dificuldade em se perder esses quilos a mais.
Em casos mais severos, uma investigação com um profissional de saúde sobre os motivos do excesso de peso se faz imprescindível, seguida da eliminação do fator causador, por uma dieta com reeducação alimentar e prática de exercícios físicos. Contudo, o fator motivação, ter atitudes e sentir a chama da transformação invadindo sua mente, corpo e vida, se faz fundamental em qualquer caso.
Portanto, para a pessoa perder peso, independentemente de ser um caso patológico, carece de se elevar a autoestima, trabalhar o autoconhecimento, a automotivação e entender, por exemplo, o que faz com que canalize na comida as suas frustrações cotidianas, sua ansiedade, seu medo perante novos desafios ou sua incapacidade de assimilar as derrotas que fazem parte do processo de vida e da construção de um caminho vitorioso.
O processo de querer perder peso, persistir no objetivo com planejamento, atingir o resultado esperado e mantê-lo, também é construído no cérebro. Se a decisão quanto a sentir fome ou saciedade alimentar é ditada pelo hipotálamo, os comportamentos que levarão a perder peso de maneira sustentada e perene são elaborados na região límbica, área cerebral também responsável pela elaboração das crenças limitantes, as quais podem estar relacionadas com o ganho de peso, precisando ser identificadas e eliminadas.
A pessoa se sentir confortável ou não com sua aparência física, caso não haja problemas de saúde relacionados, é uma decisão pessoal, a qual não deve ser influenciada por padrões sociais. Contudo, a alteração física com a perda dos quilos em excesso passa por algo maior, qual seja, o entendimento sobre a necessidade de transformação de vida, sendo que o caminho que conduz ao sucesso nesta empreitada exige o desenvolvimento do autoconhecimento, a eliminação de pensamentos sabotadores com a subsequente substituição por pensamentos positivos e transformadores, além do entendimento maior que o objetivo final a ser alcançado é a felicidade.
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Master Coach, Coaching Corporativo, Palestras, Treinamentos de Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional:
(47) 99983-6026 (Fone / WhatsApp)
drballesterojr@gmail.com
Atualmente, estudos científicos comprovam que o centro do apetite está no cérebro, portanto, no linguajar popular, as pessoas não comem com a boca ou com o estômago, mas com o cérebro.
Inicialmente precisamos distinguir sobrepeso de obesidade, esta uma doença crônica que precisa ser tratada. Também se faz importante investigar se a pessoa apresenta alguma comorbidade que provoque o ganho de peso.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) entende que a obesidade é um dos maiores problemas do mundo, estimando que em 3 anos, teremos por volta de 2,3 bilhões de adultos obesos, destes, 700 milhões poderão estar com sua saúde alterada a nível de proporcionar riscos à vida. No Brasil houve um aumento de 72% nos casos de obesidade nos últimos 13 anos.
Segundo o padrão internacional para avaliar o grau de sobrepeso e obesidade (IMC) temos: peso normal (18,0 a 24,9 kg/m²), sobrepeso (25,0 a 29,9 kg/m²), obesidade grau 1 (30,0 a 34,9 kg/m²), obesidade grau 2 (35 a 39,9 kg/m²) e obesidade grau 3 ou mórbida (superior a 40 kg/m²), sendo que o cálculo se faz dividindo o peso (em Kg) pela altura ao quadrado (em metros).
A necessidade de ingestão de alimentos, portanto, o sentimento de fome ou de saciedade alimentar é ditada pelo hipotálamo, estrutura localizada na base do cérebro. Contudo, existem fatores internos e externos que interferem no ganho de peso excessivo, ocorrendo uma interação de fatores genéticos, culturais e familiares. Portanto, a obesidade está relacionada com hábitos alimentares errados, pré-disposição genética, vida sedentária, distúrbios psicológicos e problemas familiares.
Os sinais externos também aguçam o apetite, sugestões visuais relacionadas a alimentos em comerciais de TV, anúncios nas ruas, entre outros, sugestionam um consumo excessivo de comida. Determinadas doenças como o hipotireoidismo e a diabetes tipo 2 podem causar obesidade, assim como distúrbios mentais, como a Depressão e Transtornos de Ansiedade.
Apesar das causas já conhecidas que levam a obesidade, a influência cerebral neste processo, onde realmente reside o centro decisório de se comer em excesso, é algo que se busca desvendar.
Pesquisadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess (BIDMC) nos EUA, desenvolveram uma pesquisa com grupos específicos de neurônios no cérebro de camundongos, onde identificaram uma via biológica que liga os neurônios que se encontram em regiões do cérebro mais “antigas”, os quais desencadeiam a sensação de fome, com circuitos cerebrais distantes, relacionados a funções cognitivas mais sofisticadas, estas envolvidas na decisão de reagir ou não a sugestões visuais relacionadas a alimentos.
Em outra pesquisa, realizada em Israel em 2017 e divulgada na conceituada revista britânica Nature Neuroscience, cientistas utilizaram uma avançada técnica de análise neural e descobriram 50 novas células cerebrais e determinaram estruturas que estavam relacionadas ao consumo exagerado de alimentos.
A insatisfação com a aparência física é algo que persegue muitas pessoas e na maioria dos casos não coexistem problemas orgânicos que justifiquem o sobrepeso e muito menos a dificuldade em se perder esses quilos a mais.
Em casos mais severos, uma investigação com um profissional de saúde sobre os motivos do excesso de peso se faz imprescindível, seguida da eliminação do fator causador, por uma dieta com reeducação alimentar e prática de exercícios físicos. Contudo, o fator motivação, ter atitudes e sentir a chama da transformação invadindo sua mente, corpo e vida, se faz fundamental em qualquer caso.
Portanto, para a pessoa perder peso, independentemente de ser um caso patológico, carece de se elevar a autoestima, trabalhar o autoconhecimento, a automotivação e entender, por exemplo, o que faz com que canalize na comida as suas frustrações cotidianas, sua ansiedade, seu medo perante novos desafios ou sua incapacidade de assimilar as derrotas que fazem parte do processo de vida e da construção de um caminho vitorioso.
O processo de querer perder peso, persistir no objetivo com planejamento, atingir o resultado esperado e mantê-lo, também é construído no cérebro. Se a decisão quanto a sentir fome ou saciedade alimentar é ditada pelo hipotálamo, os comportamentos que levarão a perder peso de maneira sustentada e perene são elaborados na região límbica, área cerebral também responsável pela elaboração das crenças limitantes, as quais podem estar relacionadas com o ganho de peso, precisando ser identificadas e eliminadas.
A pessoa se sentir confortável ou não com sua aparência física, caso não haja problemas de saúde relacionados, é uma decisão pessoal, a qual não deve ser influenciada por padrões sociais. Contudo, a alteração física com a perda dos quilos em excesso passa por algo maior, qual seja, o entendimento sobre a necessidade de transformação de vida, sendo que o caminho que conduz ao sucesso nesta empreitada exige o desenvolvimento do autoconhecimento, a eliminação de pensamentos sabotadores com a subsequente substituição por pensamentos positivos e transformadores, além do entendimento maior que o objetivo final a ser alcançado é a felicidade.
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