quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: BURNOUT, SÍNDROME DO ESGOTAMENTO EMOCIONAL E COMO EVITÁ-LA



Esse novo mundo em que vivemos, vem sendo estruturado com base nas facilidades ditadas pela evolução tecnológica, que é a marca visível da 4ª Revolução Industrial iniciada em 2011, na mesma medida, as mudanças estão na ordem do dia, provocando a necessidade dos profissionais e das empresas se adequarem rapidamente a elas. O mercado de trabalho se mostra cada vez mais competitivo, as exigências profissionais não se limitam mais a ter conhecimento técnico, outras habilidades relacionadas ao desenvolvimento humano estão qualificando os profissionais de alta performance.

Perante esta realidade, deste mundo imerso em transformações e desafios, a pressão sobre o trabalhador se torna cada vez mais intensa, provocando um estresse crônico relacionado ao local de trabalho que não foi adequadamente administrado, como é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Síndrome de Burnout.

A saúde mental da população se tornou uma prioridade de saúde pública e uma preocupação para as empresas. Em 2017, a OMS se pronunciava sobre a Depressão, a conotando como o “mal do século”, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas são acometidas por esta doença no mundo, sendo a principal causadora do suicídio. Os Transtornos de Ansiedade igualmente causam imensa preocupação, afinal, mais de 264 milhões de pessoas (globalmente) convivem com a doença.

Em nosso país, considerado o mais ansioso do mundo, mais de 20 milhões de pessoas estão diagnosticadas com algum tipo de Transtorno de Ansiedade e outras 12 milhões convivem com a Depressão, o que nos coloca como o 5º país em número de casos de Depressão.

A Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, é confundida em seus sintomas com o estresse e a Depressão, em razão disto, apenas em 2019, a OMS a incluiu na Classificação Internacional de Doenças em sua 10ª edição (CID-10), e neste ano, o Brasil já apresentava 33 milhões de pessoas acometidas pelo Burnout, sendo o 2º país no ranking mundial da doença, conforme pesquisa da International Stress Management Association (ISMA-BR).

Em 2021, a OMS passou a reconhecer esta síndrome como um fenômeno relacionado ao trabalho, identificando esta condição no CID-11. Segundo a entidade, existem 3 dimensões que compõe esta condição, a primeira delas é a sensação de exaustão ou falta de energia; a segunda, são sentimentos de negativismo, cinismo ou distância em relação ao trabalho; a terceira, é a sensação de ineficácia e falta de realização. A OMS esclarece que a Síndrome de Burnout se refere especificamente a um fenômeno diretamente vinculado às relações de trabalho e não pode ser aplicada em outras áreas ou contextos de vida dos indivíduos.

Este distúrbio psíquico é causado, portanto, pela exaustão extrema, sempre relacionado ao trabalho de um indivíduo, sendo consequência do acumulo excessivo de estresse, de tensão emocional e de trabalho, afetando todas as áreas da vida de uma pessoa. Na pandemia, um número bastante significativo de profissionais da saúde foi afetado por esta síndrome, o que demonstra que ela está associada ao binômio excesso de trabalho e pressão constante.

Seus principais sintomas são: cansaço físico e mental excessivos; perda de apetite; insônia; dificuldade de concentração; alteração do humor; baixa autoestima; lapso de memória; desanimo e apatia; dores de cabeça e no corpo; negatividade persistente; tristeza excessiva; pressão alta, sentimento de derrota, fracasso e insegurança.

O seu tratamento é terapêutico, as medicações podem ser indicadas para combater determinados sintomas, como medicações antidepressivas para superar um déficit de autoestima, motivação e confiança. Em casos mais extremos, o afastamento do trabalho se faz necessário, em um primeiro momento, em caráter temporário.

A terapia executada envolve estratégias para a pessoa combater o estresse, falar sobre o que sente, trocar experiências, se autoconhecer e identificar mecanismos para ser eficaz no trabalho sem incorrer nos excessos que provocaram o surgimento desta síndrome.

A Síndrome de Burnout é passível de cura, contudo, existem maneiras de prevení-la. A prevenção é possível a partir do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal, hoje tão exigidos para se atingir a felicidade e o sucesso. Através da Psicoterapia e do Coaching, pode-se trabalhar estes 2 pilares da evolução humana, com o uso de ferramentas que tem por base o desenvolvimento da Inteligência Emocional, um planejamento de vida e uma rota de ação sustentáveis, o desenvolvimento de habilidades como a capacidade de se comunicar de maneira eficaz, além de, partindo das dificuldades no ambiente de trabalho, se encontrar estratégias que favoreçam a administração da pressão, o cumprimento de seus afazeres de maneira célere e eficiente, mas sem jamais trazer consequências para a saúde física e mental.

Além do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal, previne-se da Síndrome de Burnout valorizando momentos de lazer, praticando exercícios físicos, tendo uma boa alimentação e boas práticas de saúde, claro, entendendo que o sucesso profissional é uma consequência da felicidade.

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

DORMIR BEM PREVINE DOENÇAS E GARANTE A QUALIDADE DE VIDA

 



 

O sono é considerado uma atividade fisiológica, sendo responsável por restaurar nossas energias, atuando no metabolismo, revigorando o corpo e a mente, prevenindo doenças crônicas, corrigindo disfunções celulares e atuando para fortalecer nosso sistema imunológico, se conotando pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária, que mantém o corpo e a mente em um repouso normal e periódico.

Um estado de sono restrito crônico pode desencadear, por exemplo: fadiga, sonolência, diminuição da imunidade, redução dos reflexos, envelhecimento precoce, dificuldade de concentração, problemas de memória, irritabilidade e ganho de peso. Pode ainda criar um quadro favorável para o desenvolvimento de doenças cardíacas, diabetes, AVC e o câncer. Apesar de ser raro em humanos, a privação completa do sono por um período prolongado de dias pode levar à morte.

Ainda é desconhecido o tempo máximo que um ser humano conseguiria suportar sem dormir, contudo, em 1964, um jovem de 17 anos, Randy Gardner, estabeleceu o recorde mundial de 11 dias e 25 minutos, entrando para o Guinness Book. Essa experiência foi acompanhada pelo professor William Dement, que hoje é professor emérito da Universidade de Stanford, na Califórnia. Na ocasião, o professor Dement iniciava pesquisa em ciência do sono e relata que durante o dia o jovem se mantinha em atividade, por exemplo, jogando basquete, sendo os momentos de inatividade os mais críticos, em especial no período noturno. Randy experimentou diferenças no paladar, no olfato e na audição, logo houveram mudanças progressivas nas suas habilidades cognitivas, incluindo as sensoriais, também teve algumas alucinações durante o período e alterações no humor.

Após registrar o recorde, Randy dormiu por 14 horas e progressivamente, seus padrões de sono se normalizaram. Após algum tempo, o jovem passou a sofrer de insônia e este fato fez com que o Guinness Book parasse de registrar este tipo de recorde. Para a experiência, o hospital do Arizona enviou um computador que detectou que partes do cérebro de Randy descansavam e eram repostas enquanto ele estava acordado.

Segundo estudo de pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison nos EUA, publicada no periódico Journal of Neuroscience, ocorre uma espécie de “limpeza” no cérebro enquanto dormimos, quando a atividade do corpo é menor. Contudo, quando não temos um sono adequado em tempo e qualidade, esta limpeza fica comprometida, precisando ocorrer de uma maneira ou de outra, por vezes, quando estamos acordados, com o cérebro em plena atividade, se tornando caótica e confusa, o que pode acarretar a destruição de células saudáveis e benéficas. Este quadro de anormalidade pode estar associado ao surgimento de doenças como Alzheimer e Demência.

A importância de se dormir bem para a saúde foi materializada em 2008, por iniciativa da World Association of Sleep Medicine (Associação Mundial da Medicina do Sono), nos EUA, com a criação do Dia Mundial do Sono, comemorado anualmente em 19 de março. Posteriormente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se incorporou a esta ação, no formato de uma campanha mundial, que já ocorre em cerca de 80 países. Em 2021, esta campanha teve como tema “sono equilibrado, futuro saudável”, com o objetivo de divulgar os benefícios da boa saúde do sono para a qualidade de vida e a prevenção de outras doenças. No Brasil, ocorreram eventos, aulas e encontros nas redes sociais entre os dias 15 e 21 de março, tendo como organizadores a Associação Brasileira do Sono (ABS), a Associação Brasileira da Medicina do Sono (ABMS) e a Associação Brasileira de Odontologia do Sono (ABROS).

Segundo a OMS, em estudo publicado em 2019, 45% da população mundial possui algum tipo de dificuldade para dormir. No Brasil, 40% de nossa população apresenta algum tipo de distúrbio do sono. O estresse, transtornos de ansiedade e a Depressão alteram a quantidade e a qualidade do sono, na mesma medida, que esta alteração também potencializa distúrbios da saúde mental. De acordo com especialistas, cerca de 75% dos pacientes com Depressão relatam distúrbios no sono.

Na maioria dos casos, a insônia se apresenta como psicofisiológica, tendo como suas principais causas: fatores genéticos, estresse, hábitos inadequados, estilo de vida irregular, transtornos mentais, neurológicos ou hormonais, problemas respiratórios, dores crônicas, problemas gastrointestinais, ingestão de medicamentos ou substâncias, entre outros.

O sono satisfatório associa quantidade de horas dormidas e qualidade do sono. Segundo a OMS, bebês no primeiro ano de vida precisam de 12 a 16 horas de sono, podendo dormir entre 17 e 20 horas/dia, crianças (1 a 3 anos) devem dormir de 11 a 14 horas, crianças (3 a 5 anos) de 10 a 13 horas, crianças (6 a 13 anos) de 9 a 12 horas, adolescentes (14 a 17 anos) de 8 a 10 horas, jovens adultos (18 a 25 anos) e adultos (26 a 64 anos) de 7 a 9 horas, e idosos (acima de 65 anos) de 7 a 8 horas.

A OMS estabeleceu uma cartilha de higiene do sono, onde recomenda: horário regular para dormir e acordar, evitar o tabaco e álcool à noite, evitar cafeína depois das 14 horas, exercício físico regular (pelo menos 4 horas antes de dormir), quarto sem luz, sem ruído e com temperatura adequada, roupa de cama confortável, retirar tecnologia, usar apenas roupa de dormir, refeições ligeiras à noite, evitar dormir durante o dia (caso sofra de insônia), libertar-se das preocupações diárias, não utilizar o ambiente de dormir para trabalho intelectual ou de lazer, manter uma rotina.

Os distúrbios do sono estão relacionados a diversos fatores, os quais precisam ser investigados e tratados.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: O MEDO DAS MUDANÇAS E COMO VENCÊ-LO

  

As mudanças são importantes para as pessoas, sejam na área afetiva, profissional ou mesmo comportamental, contudo, o medo do desconhecido tende a acionar o mecanismo orgânico do estresse e gerar surtos de ansiedade. Portanto, existem fatores negativos associados a elas, mas o caminho para a evolução pessoal, a felicidade e a prosperidade repousa na capacidade de aceitar e agir perante a perspectiva do novo e a coragem em se mover do seu lugar de conforto.

As pessoas são inclinadas a identificar, em um primeiro momento, o negativo das mudanças em maior intensidade que a parte positiva. Isto se explica pela própria evolução da espécie humana, a partir do entendimento que a observação atenta do que poderia dar errado seria uma vantagem na luta pela sobrevivência, desta forma conseguimos sobreviver desde os tempos remotos em que o ser humano habitava as cavernas até os dias atuais. Portanto, ainda trazemos reminiscências de pensamentos que dominavam os nossos ancestrais. De outra maneira, também somos impactados por pensamentos ou crenças limitantes construídos a partir de experiências traumáticas ou mal sucedidas, ainda pela existência de transtornos ou doenças mentais que nos impedem de trilhar o caminho de novas experiências e oportunidades.

É normal que fiquemos ansiosos antes de uma entrevista de emprego, de uma prova importante, ao conhecermos um novo interesse afetivo ou em qualquer âmbito de nossas vidas que nos tirem do nosso lugar de conforto. Nesse momento, o mecanismo do estresse é acionado, a partir de estímulos nervosos do Sistema Nervoso Central, as glândulas suprarrenais liberam o cortisol e a adrenalina, e diversas alterações neurofisiológicas ocorrem em nosso metabolismo normal. Este mecanismo é responsável pela perpetuação da espécie humana, por nos tirar de situações difíceis, mas se mal gerenciado, pode nos imobilizar em decisões. Pari passo a este mecanismo, advém a ansiedade e o medo. Claro que, existem outros fatores que podem se associar a estas reações normais de todo o ser humano e tornar o processo da tomada de decisões e do trilhar novos caminhos, algo muito complexo.

Neste quesito de fatores que não se enquadram na normalidade das reações humanas às mudanças, pensamentos que estão enraizados em nosso subconsciente e funcionam como gatilhos a nos ditar comportamentos e limitar ações são comuns, precisam ser identificados e substituídos por pensamentos positivos.

Na mesma medida, existem fatores mais profundos, relacionados a transtornos e doenças relativas à saúde mental, neste caso, assim como na ocorrência de bloqueios inconscientes, o auxílio de um profissional qualificado se faz necessário.

O primeiro passo para se vencer o medo e a insegurança relativas ao novo, é trilhado a partir do exercício do autoconhecimento. Neste momento, a pessoa busca identificar se existem fatores que fogem à normalidade de estar estressado ou ansioso e quais são esses motivadores de sua inércia em buscar novos caminhos.

Um bom exercício para relaxar e interagir consigo mesmo é se postar em um lugar tranquilo, fechar os olhos, respirar profundamente, aspirando o ar pelo nariz e o expelindo pela boca, e mentalizar como seria estar vivendo a nova situação que se avizinha, de outra medida, se perguntar por que teme esta novidade. Este exercício, em realidade, pode ser realizado em duas etapas, com focos distintos. Em uma primeira etapa, objetiva-se identificar as causas que dão relevo aos fatores negativos da mudança, em sendo pensamentos ou referências a experiências negativas anteriores, o exercício pode evoluir para reenquadrar e ressignificar com foco no positivo. Uma segunda etapa consiste em se imaginar na nova situação, no caso de um novo trabalho, se visualizar no exercício do mesmo, de uma maneira positiva e motivadora.

Levantar todos os indicadores relativos à nova situação que se avizinha e que está sendo motivo de ansiedade, dúvidas e medo, também se faz muito importante. Isto se expressa tanto no sentido de se tomar a decisão correta, tendo o máximo de informações dos prós e contras da mudança, como na ótica do fortalecimento pessoal para este novo momento de vida.

Claro que, mudanças de ordem afetiva são diferentes das de ordem profissional, contudo, todas as mudanças pressupõem perdas e ganhos, mas, por vezes, se constituem em oportunidades para a felicidade e a prosperidade.

A partir do autoconhecimento e de trabalhar os fatores internos que limitam e potencializam o negativo, deve-se evoluir, portanto, para dissecar todos os prós e contras desta mudança, por fim, é fundamental se fortalecer no que tange a conhecer e controlar as suas emoções, e automotivar-se.

Quando se aborda o conhecimento e o controle das emoções, assim como a automotivação, está se falando da necessidade do desenvolvimento da Inteligência Emocional, tão importante e valorizada nos dias atuais.

Os estudos sobre o desenvolvimento humano iniciados na década de 1920 e que ganharam um novo verniz com a conceitualização da Inteligência Emocional em 1995, analisam a resistência das pessoas às mudanças e as suas causas. Diversas ferramentas estão disponibilizadas, acessíveis através da Psicoterapia e do Coaching para se vencer a resistência pessoal às mudanças, assim como para identificar as oportunidades que repousam fora do lugar de conforto e os mecanismos para se criar uma rota de ação segura no caminho para a felicidade e o sucesso.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

LONGEVIDADE E QUALIDADE DE VIDA: COMO VIVER MAIS E MELHOR

  

 
O ser humano está vivendo mais, a despeito da pandemia que reduziu mundialmente a expectativa de vida das pessoas. No Brasil houve uma redução de 2 anos, segundo estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com a Universidade de Harvard (EUA), contudo, até 2019, a expectativa de vida do brasileiro seguia uma curva crescente até atingir a média de 74 anos. Ao compararmos com nossos vizinhos da América do Sul, temos uma expectativa de vida menor que a Argentina (76 anos), o Uruguai (77 anos) e o Chile (80 anos). O Japão é o país com maior expectativa de vida, 84 anos e a média mundial é de 66,57 anos.

Este aumento está diretamente relacionado com o desenvolvimento social e a evolução da ciência, entretanto, existe uma correlação entre renda e saúde, a qual é perceptível quando comparamos a expectativa de vida dos países ricos e pobres.

No Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas não tem acesso à água potável e 100 milhões não tem acesso à coleta e tratamento de esgoto, segundo o Ranking do Saneamento elaborado pelo Instituto Trata Brasil e pela GO Associados. Sobrevivem com até R$ 247,00 por mês, algo em torno de 27 milhões de brasileiros. Nosso país é o mais ansioso do mundo, com mais de 20 milhões de pessoas convivendo com Transtornos de Ansiedade, é o 5º em casos de Depressão, com mais de 12 milhões de casos e o 8º em número de suicídios, aproximadamente 12 mil por ano. Será que estes indicadores impactam na expectativa de vida do brasileiro?

No início do século XIX, a expectativa de vida na Europa tinha a média de 35 anos, na Ásia e na África girava em torno de 28 anos. O planeta era habitado por algo em torno de 1 bilhão de pessoas, hoje somos mais de 7 bilhões. Esta superpopulação do planeta é um ambiente propício para a proliferação de diversas doenças, em especial as virais. Esta situação se soma a degradação ambiental, aos maus hábitos alimentares e de higiene, a desigualdade social, a fragilidade dos sistemas de saúde de diversos países, a falta de acesso à água potável e a ausência de saneamento básico que atinge um contingente imenso de pessoas globalmente para configurar um núcleo amplo dos que vivem, de alguma forma, em situação de risco.

Apesar do desenvolvimento que vivemos em diversas áreas e neste século, de maneira importante, na área da tecnologia, a qual transforma diariamente a vida das pessoas, criando facilitações jamais imaginadas e impactando de maneira exponencial a evolução dos processos na área da saúde, de outra medida, a superpopulação do planeta faz com que problemas conjunturais se ampliem e que a diferença entre ricos e pobres influencie decisivamente na longevidade da espécie humana.

Os problemas conjunturais como a falta de acesso à água potável e a precariedade das medidas de higiene e saneamento básico, influenciam negativamente na expectativa de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% das doenças registradas ao redor do mundo poderiam ser evitadas se os países investissem mais na resolução destes problemas, paradoxalmente, a evolução positiva na expectativa de vida tem como um dos seus indicadores a melhoria que o mundo tem alcançado nestes quesitos. A alimentação também se configura como indicador importante para a longevidade humana, sendo que o desenvolvimento da agricultura e da pecuária, com alimentos mais nutritivos, estão sendo fundamentais para que as pessoas criem maior resistência às doenças, contudo, segundo a OMS, mais de 820 milhões de pessoas passaram fome em 2018.

A medicina e a tecnologia também se associam para configurar um indicador importante. Se a ciência transformou em realidade o caminho para o fim da pandemia da Covid-19 através das vacinas, as mais rápidas já elaboradas e com tecnologia extremamente avançada, como a genômica, na mesma medida, tem prolongado a vida humana, tornado as cirurgias menos invasivas e o pós-operatório menos traumático e mais rápido. Vivemos o tempo das cirurgias robóticas, das células-tronco e da telemedicina.

Se o perfil etário da humanidade está mudando com o envelhecimento da população, este quadro faz com que os desafios se tornem diferentes e isto se explicita no aumento da taxa de suicídios de pessoas com mais de 70 anos no mundo, preocupação apontada pela OMS em 2018. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, em dados divulgados em 2018, entre 2012 e 2017, houve um aumento de 5,5 para 8,9 suicídios por 100 mil habitantes de pessoas nesta faixa etária, sendo que a população com mais de 60 anos, neste mesmo lapso temporal, aumentou em 18,8%.

Estamos vivendo por mais tempo, isto é fato. Conciliar longevidade e qualidade de vida nos faz conjugar o binômio saúde e bem-estar. Planejamento de vida se faz necessário, além de mudar a mentalidade com relação ao envelhecimento, entendê-lo como um processo continuado que se inicia com o nascimento. A sociedade também precisa evoluir o seu conceito com relação aos mais velhos, isto é importante em qualquer tempo, ainda mais neste momento onde a idade cronológica que caracteriza a velhice está sendo cada vez mais alongada. Os cuidados com a saúde física e mental são essenciais, assim como se manter ativo e jamais perder a chama dos sonhos.


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quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: COMO INSPIRAR, MOTIVAR PESSOAS E IMPACTAR O MUNDO

 



Desde quando éramos crianças, nos deparávamos com amiguinhos que lideravam brincadeiras, eram fonte de inspiração e, inclusive, motivo de inveja por parte dos outros colegas, visto a sua capacidade de aglutinar pessoas e de sobressair em diferentes áreas. Convivendo com esta realidade desde cedo, muitos de nós ainda acreditam que a capacidade de inspirar e motivar pessoas é uma habilidade nata de alguns poucos, contudo, posso afirmar que estas habilidades e comportamentos podem ser desenvolvidos.

O desenvolvimento humano vem sendo estudado desde muito tempo, tendo como momento histórico de sua evolução a década de 1930, onde diversos fatores se somaram para que o ser humano buscasse novos caminhos para melhor se preparar perante o novo mundo que se avizinhava, com mudanças, novas exigências pessoais e profissionais, dificuldades, mas, de muitas oportunidades.

Nesta época, o mundo estava mergulhado em imensa depressão econômica ocasionada por eventos que se somaram, quais sejam, a 1ª Guerra Mundial (1914 a 1918), a pandemia da Gripe Espanhola (1918 a 1920) e o crash (quebra) da Bolsa de Valores de Nova Iorque (1929), sofrendo profundas mudanças geopolíticas e sociais, impactado por transformações potencializadas por estes eventos citados, no embalo da 2ª Revolução Industrial (1850 a 1940), da Revolução Bolchevique (1917) que trouxe o socialismo para a Rússia, da reestruturação europeia do pós guerra e do New Deal nos EUA, pacote de medidas econômicas e sociais adotadas pelo presidente Franklin Delano Roosevelt justamente para se contrapor a esta crise econômica mundial que, desde 1929, afetava os EUA.

O palco estava montado para a busca do aprimoramento humano, as pessoas entenderam que não bastava o desenvolvimento acadêmico e intelectual, e neste contexto, o escritor, orador e formador estadunidense Dale Carnegie, foi quem primeiro identificou esta necessidade e criou um método de desenvolvimento humano descrito em seu livro de 1936, “Como fazer amigos e influenciar pessoas”. A partir deste livro, Carnegie elaborou um treinamento que se tornou rapidamente de muito sucesso. O resto é história, outros livros se seguiram, todos best sellers, mundialmente lidos e referenciados ainda nos dias atuais. Seu treinamento se tornou uma rede mundial de desenvolvimento humano, atualmente com mais de 3.000 instrutores e escritórios em aproximadamente 97 países, inclusive no Brasil, tendo formado mais de 9 milhões de pessoas.

O sistema de treinamento de Dale Carnegie combinava comunicação direta, relações humanas, vendas e psicologia e seus preceitos têm um pilar importante na Inteligência Emocional, hoje cientificamente aceita e mundialmente difundida, mas na época, ainda insipiente, senão vejamos, a Inteligência Emocional começou a ser estudada em 1920, contudo, o seu conceito atual data de 1995, através do Dr. Daniel Goleman.

Nos dias atuais, os 27 princípios de Carnegie para fazer amigos e influenciar pessoas se mantem, todavia, podem ser compreendidos em maior profundidade a partir da evolução do entendimento da Inteligência Emocional e, portanto, aplicados de maneira mais eficaz.

A arte de influenciar e motivar pessoas é um pré-requisito para o bem viver, a felicidade e o sucesso, mas como isso se expressa na prática de atitudes e comportamentos a serem desenvolvidos?

Trabalhar o autoconhecimento é uma premissa, a partir disto desenvolver a flexibilidade no trato com pessoas, claro, desenvolver os pilares da Inteligência Emocional, quais sejam, conhecer as suas emoções, controlar as suas emoções, ser automotivado, ser empático (ter a capacidade de sentir o que o outro sente) e ser bom nas relações interpessoais.

Errar é humano e faz parte de nossa evolução pessoal, mas admitir o erro e se perdoar é muito importante, permitindo que venhamos a entender os erros alheios e perdoá-los.

Saber se comunicar de maneira eficaz também se faz importante, contar histórias, se forem pessoais, muito mais profundo impactará. As pessoas que mais influenciam são aquelas que passaram por dificuldades para atingir seus objetivos ou mesmo que erraram, talvez até foram injustiçadas, mas evoluíram em suas atitudes, tiveram automotivação, resiliência e persistência para dar a volta por cima. Importante entender que os maiores líderes, em qualquer área, lideram pelo exemplo, para tanto, é fundamental exercitar a cartilha que professa e manter os seus valores.

O bom humor e o sorriso realmente são excelentes cartões de visitas e devem ser exercitados, assim como a capacidade de ouvir as pessoas, de elogiar publicamente ao outro e quando tiver que fazer uma repreensão, que o faça privadamente. Neste quesito, comece com um elogio verdadeiro e posteriormente aborde o mérito da repreensão.

Os comportamentos e habilidades para influenciar e motivar pessoas podem ser desenvolvidos, o Coaching e os treinamentos de desenvolvimento humano são recursos importantes para que isto ocorra, basta o entendimento pessoal desta necessidade, a paciência para desenvolvê-los e o comprometimento com o bem viver, a felicidade e o sucesso.

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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...