quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: BURNOUT, SÍNDROME DO ESGOTAMENTO EMOCIONAL E COMO EVITÁ-LA



Esse novo mundo em que vivemos, vem sendo estruturado com base nas facilidades ditadas pela evolução tecnológica, que é a marca visível da 4ª Revolução Industrial iniciada em 2011, na mesma medida, as mudanças estão na ordem do dia, provocando a necessidade dos profissionais e das empresas se adequarem rapidamente a elas. O mercado de trabalho se mostra cada vez mais competitivo, as exigências profissionais não se limitam mais a ter conhecimento técnico, outras habilidades relacionadas ao desenvolvimento humano estão qualificando os profissionais de alta performance.

Perante esta realidade, deste mundo imerso em transformações e desafios, a pressão sobre o trabalhador se torna cada vez mais intensa, provocando um estresse crônico relacionado ao local de trabalho que não foi adequadamente administrado, como é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Síndrome de Burnout.

A saúde mental da população se tornou uma prioridade de saúde pública e uma preocupação para as empresas. Em 2017, a OMS se pronunciava sobre a Depressão, a conotando como o “mal do século”, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas são acometidas por esta doença no mundo, sendo a principal causadora do suicídio. Os Transtornos de Ansiedade igualmente causam imensa preocupação, afinal, mais de 264 milhões de pessoas (globalmente) convivem com a doença.

Em nosso país, considerado o mais ansioso do mundo, mais de 20 milhões de pessoas estão diagnosticadas com algum tipo de Transtorno de Ansiedade e outras 12 milhões convivem com a Depressão, o que nos coloca como o 5º país em número de casos de Depressão.

A Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, é confundida em seus sintomas com o estresse e a Depressão, em razão disto, apenas em 2019, a OMS a incluiu na Classificação Internacional de Doenças em sua 10ª edição (CID-10), e neste ano, o Brasil já apresentava 33 milhões de pessoas acometidas pelo Burnout, sendo o 2º país no ranking mundial da doença, conforme pesquisa da International Stress Management Association (ISMA-BR).

Em 2021, a OMS passou a reconhecer esta síndrome como um fenômeno relacionado ao trabalho, identificando esta condição no CID-11. Segundo a entidade, existem 3 dimensões que compõe esta condição, a primeira delas é a sensação de exaustão ou falta de energia; a segunda, são sentimentos de negativismo, cinismo ou distância em relação ao trabalho; a terceira, é a sensação de ineficácia e falta de realização. A OMS esclarece que a Síndrome de Burnout se refere especificamente a um fenômeno diretamente vinculado às relações de trabalho e não pode ser aplicada em outras áreas ou contextos de vida dos indivíduos.

Este distúrbio psíquico é causado, portanto, pela exaustão extrema, sempre relacionado ao trabalho de um indivíduo, sendo consequência do acumulo excessivo de estresse, de tensão emocional e de trabalho, afetando todas as áreas da vida de uma pessoa. Na pandemia, um número bastante significativo de profissionais da saúde foi afetado por esta síndrome, o que demonstra que ela está associada ao binômio excesso de trabalho e pressão constante.

Seus principais sintomas são: cansaço físico e mental excessivos; perda de apetite; insônia; dificuldade de concentração; alteração do humor; baixa autoestima; lapso de memória; desanimo e apatia; dores de cabeça e no corpo; negatividade persistente; tristeza excessiva; pressão alta, sentimento de derrota, fracasso e insegurança.

O seu tratamento é terapêutico, as medicações podem ser indicadas para combater determinados sintomas, como medicações antidepressivas para superar um déficit de autoestima, motivação e confiança. Em casos mais extremos, o afastamento do trabalho se faz necessário, em um primeiro momento, em caráter temporário.

A terapia executada envolve estratégias para a pessoa combater o estresse, falar sobre o que sente, trocar experiências, se autoconhecer e identificar mecanismos para ser eficaz no trabalho sem incorrer nos excessos que provocaram o surgimento desta síndrome.

A Síndrome de Burnout é passível de cura, contudo, existem maneiras de prevení-la. A prevenção é possível a partir do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal, hoje tão exigidos para se atingir a felicidade e o sucesso. Através da Psicoterapia e do Coaching, pode-se trabalhar estes 2 pilares da evolução humana, com o uso de ferramentas que tem por base o desenvolvimento da Inteligência Emocional, um planejamento de vida e uma rota de ação sustentáveis, o desenvolvimento de habilidades como a capacidade de se comunicar de maneira eficaz, além de, partindo das dificuldades no ambiente de trabalho, se encontrar estratégias que favoreçam a administração da pressão, o cumprimento de seus afazeres de maneira célere e eficiente, mas sem jamais trazer consequências para a saúde física e mental.

Além do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal, previne-se da Síndrome de Burnout valorizando momentos de lazer, praticando exercícios físicos, tendo uma boa alimentação e boas práticas de saúde, claro, entendendo que o sucesso profissional é uma consequência da felicidade.

Vem comigo!!!

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