terça-feira, 30 de novembro de 2021

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL, SEGUNDA MAIOR CAUSA DE MORTES NO MUNDO

 


O Acidente Vascular Cerebral (AVC), o popular “derrame”, acomete uma pessoa a cada 6 segundos no mundo, podendo incidir em uma a cada quatro pessoas em idade adulta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica ainda que, mais de 17 milhões de pessoas são acometidas anualmente pela doença.

No Brasil, segundo o CRC Nacional (Central Nacional de Informações do Registro Civil), o total de óbitos por AVC foi de 101.965 pessoas em 2019, 102.812 pessoas em 2020 e de 84.426 de janeiro a 27 de outubro de 2021, sendo a 2ª causa de mortes em nosso país. Como vemos, os números vêm crescendo ano a ano, mais que isso, o AVC está acometendo, e levando à morte, pessoas mais jovens. Em 2019, do total de óbitos por AVC, 17,2% ocorreram em pessoas na faixa etária de 20 a 59 anos. Já em 2021, até o dia 27 de outubro, esta faixa etária representava 20% dos óbitos.

O AVC é uma doença identificada quando a circulação sanguínea para o cérebro é interrompida, ocorrendo por entupimento ou rompimento dos vasos sanguíneos que proveem esta irrigação. Esta interrupção na circulação sanguínea cerebral provoca a paralisia da área atingida, podendo configurar danos. Uma das principais causas de morte, incapacitação e internações no mundo, o AVC acomete de maneira importante os homens, sendo que, a rapidez do diagnóstico e tratamento impactarão bastante nas chances de recuperação plena do paciente. Podendo ser de 2 tipos: o Isquêmico e o Hemorrágico.

O AVC Isquêmico se conota pela obstrução de uma artéria, o que impede a irrigação sanguínea das células do cérebro, levando a morte das mesmas. Esta obstrução pode ocorrer em função de um trombo (trombose) ou de um embolo (embolia), sendo que, o Isquêmico é o tipo mais comum, incidindo em 85% dos casos. Esclareço que, a trombose ocorre quando existe a formação do trombo (coágulo sanguíneo), em 90% dos casos ocorrendo nos membros inferiores, em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas, sendo a embolia uma complicação da trombose, com o coágulo ou trombo se desprendendo e se movimentando na corrente sanguínea. Além do AVC, este quadro orgânico pode causar a Embolia Pulmonar, acarretar a amputação de membros e levar à morte súbita. Perante as suas causas, permite a divisão em 4 subgrupos: Aterotrombótico, provocado pela Aterosclesrose, doença que pode acarretar a formação de trombos e embolos nos vasos sanguíneos; Cardioembólico, quando o embolo causador do AVC parte do coração; de outra etiologia, podendo estar relacionado a distúrbios de coagulação no sangue, sendo mais comum em jovens; Criptogênico, quando não apresenta causa identificada.

Quando há o rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia, temos um quadro de um outro tipo de AVC, o Hemorrágico. Esta hemorragia pode acontecer dentro do cérebro ou na superfície entre o cérebro e o tecido que o reveste (meninge), sendo responsável por apenas 15% dos casos de AVC, contudo, é mais letal que o Isquêmico. Suas principais causas são: a pressão alta descontrolada e a ruptura de um aneurisma. Ainda pode ser provocado por outros fatores, quais sejam: distúrbios de coagulação do sangue (como exemplo a hemofilia), tratamento com radiação para câncer no pescoço ou cérebro, arritmias cardíacas, defeitos cardíacos congênitos, doenças nas válvulas cardíacas, ferimentos na cabeça e no pescoço, inflamação dos vasos sanguíneos, insuficiência cardíaca e infarto agudo do miocárdio.

O nosso corpo emite sinais que devem ser observados e indicam a possibilidade da ocorrência de um AVC, sendo que os principais são:

· Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, predominantemente de um lado do corpo;

· Alteração da fala ou compreensão;

· Confusão mental;

· Alteração na visão em um ou ambos os olhos;

· Alteração do equilíbrio, coordenação motora, no andar;

· Tontura;

· Dor de cabeça intensa, súbita e sem causa aparente

Quanto aos fatores predisponentes, existem os internos, sendo os genéticos e a hereditariedade mais comuns no AVC Isquêmico, a idade avançada também é um fator importante e existe a predominância no sexo masculino. Os fatores externos estão associados à prevenção, sendo os principais: tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso de drogas ilícitas, obesidade, sedentarismo, Hipertensão Arterial, Diabetes Melittos e pouca hidratação.

O diagnóstico do AVC é feito através de exames de imagem, os quais permitem identificar a área do cérebro afetada e o seu tipo. Sendo a Tomografia Computadorizada do Crânio a mais utilizada. Exames laboratoriais são utilizados em caráter complementar.

O tratamento pode exigir uma equipe multidisciplinar, dependendo do tipo de AVC e das sequelas provocadas. Esta equipe pode envolver médico, enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional e, em determinados casos, cuidador.

O AVC ou “derrame” pode provocar graves sequelas que podem trazer implicações temporárias ou definitivas para a qualidade de vida do paciente, tornando-o incapacitado temporária ou definitivamente. A recuperação da pessoa acometida pelo AVC pode demandar um longo tempo e depende sobremaneira da atuação conjunta dos profissionais da saúde, do paciente, dos familiares e amigos.

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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

TRANSFORMANDO VIDAS: O MUNDO, AS PESSOAS, MUDANÇAS E OPORTUNIDADES

 


Estou iniciando com esta coluna, um novo desafio no No Ponto SC, através do projeto “Transformando Vidas”, onde serão abordadas questões referentes a este mundo transformado, e em transformação, do pós-pandemia, momento que impactou a todos, em maior ou menor proporção, com dores e perdas de diversas ordens, a se acentuar a de vidas humanas e de entes queridos e amigos, mas também um momento de aprendizado, de mudanças contundentes em diversas áreas e conjuntamente com as transformações que o mundo vivencia, um imenso rol de oportunidades para prosperar e alcançar o bem viver se oportuniza.

Este projeto envolve a coluna e um Podcast semanais, além de um Vodcast, no formato de um programa de entrevistas, com o foco voltado para a preparação das pessoas para este momento especial. Serão recorrentes temas relativos à saúde humana, inteligência emocional ou sobre o que é, e como neutralizar crenças limitantes. O mundo do pós-pandemia, com suas transformações e oportunidades igualmente estarão em pauta.

Já no Vodcast, a proposta é da participação de profissionais de diversas áreas, empresários, microempresários e lideranças de diversos segmentos da sociedade para exporem as suas experiências e como entendem o direcionamento da vida neste momento de retomada pós-pandemia, do ambiente de trabalho, dos negócios, das relações pessoais e de tantas outras temáticas referentes ao nosso cotidiano.

O momento é especial, apesar das dores e angústias vividas, das incertezas econômicas e profissionais que emergiram neste evento sanitário, historicamente, momentos como este, associam amplas transformações com oportunidades para o sucesso e a prosperidade.

A história nos faz perceber, que eventos da dimensão de uma guerra mundial ou de uma pandemia, são os únicos capazes de desestruturar e criar novos modelos econômicos, provocar mudanças importantes nos processos sociais, políticos, nas formas de trabalho, além de ter como consequência, melhorias de problemas conjunturais na saúde, educação e em outras áreas.

A pandemia da Gripe Espanhola, que ocorreu há 100 anos atrás (1918 a 1920), se somou aos impactos do pós 1ª Grande Guerra (1914 a 1918), para provocar mudanças importantes na geopolítica europeia, já evidenciadas pela revolução Bolchevique de 1917, que ascendeu ao poder o socialismo de Lenin, na Rússia. Os EUA fortaleceram a sua hegemonia no setor industrial mundial, beneficiado pela crise europeia do pós-guerra. A Europa teve que se reinventar, imersa em profunda crise social e econômica. A pandemia de Influenza, potencializou os efeitos pós-guerra e mergulhou o mundo em um palco de problemas sociais, mudanças geopolíticas, crises econômicas, portanto, de muitos problemas, transformações, mas, igualmente, de oportunidades, onde muitos prosperaram e impérios econômicos se edificaram neste ambiente de caos.

Como se vê, a história é cíclica e nos ensina através de eventos passados. Se na época da Gripe Espanhola vivíamos a 2ª Revolução Industrial, atualmente vivenciamos um mundo imerso na evolução tecnológica, a qual provoca mudanças que já eram evidentes antes da pandemia e que agora se potencializaram. A 4ª Revolução Industrial se somou a esta pandemia para consolidar transformações no ensino, na área da saúde, incorporando ao cotidiano das empresas o trabalho remoto e está provocando modificações nos ambientes e nas relações de trabalho.

Um estudo da empresa de consultoria empresarial americana McKinsey & Company, líder mundial neste mercado, publicada pela revista Forbes em 2021, traça um quadro de situação do mercado de trabalho no mundo pós-pandemia. Segundo este estudo, milhões de pessoas deverão migrar de profissões até 2030, mais de 100 milhões terão seus empregos drasticamente afetados e precisarão seguir novas carreiras, qual seja, 1 em cada 16 trabalhadores das principais economias do mundo. Todavia, nem tudo são incertezas e dificuldades, esta pesquisa aponta um crescimento exponencial das tecnologias e-commerce e delivery, intensificação do uso de inteligência artificial, robôs e trabalho remoto.

Este levantamento da McKinsey & Company faz um desenho do que se espera do profissional destes novos tempos, apontando a necessidade de transformação de mentalidade, a capacidade de adaptação e flexibilidade para trabalhar em posições remotas, capacidade de administrar a pressão, autonomia, capacidade de priorização, pensamento crítico, capacidade de discernimento para filtrar informações (visto vivermos no mundo das fake news) e tomada de decisões assertivas.

Quanto às empresas, este estudo indica que as mesmas tiveram oportunidade de identificar seus pontos fortes e de serem testadas perante suas fragilidades, resiliência, capacidade de se adaptar e de encontrar oportunidades para potencializar seus negócios, vivendo um momento para dimensionar sua mentalidade empreendedora.

Como vemos, a retomada que se iniciou em 2021 se intensificará em 2022 e nos anos que se seguem, requerendo preparo pessoal e flexibilidade profissional por parte do trabalhador e mudanças de paradigmas dos empreendedores, contudo, o sucesso e a prosperidade estarão à disposição de quem estiver preparado e entender este novo mundo que já se faz presente.

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terça-feira, 23 de novembro de 2021

MAL DE PARKINSON, DOENÇA NEUROLÓGICA DEGENERATIVA E PROGRESSIVA



 

A Doença de Parkinson é a 2ª doença neurodegenerativa mais prevalente no mundo, afetando 1% da população global acima de 65 anos, algo em torno de 6,3 milhões de pessoas. A Organização Mundial da Saúde (OMS), que divulga esses dados, reforça que o número de pessoas afetadas pela doença deve duplicar até 2030. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que mais de 200 mil pessoas padecem de Parkinson.

Esta doença neurodegenerativa e progressiva que afeta o sistema nervoso central é causada pela diminuição da produção de dopamina, neurotransmissor que atua de maneira importante nas células nervosas, sendo fundamental para que os movimentos voluntários do corpo ocorram de maneira automática, com isto, o controle motor da pessoa se vê prejudicado. No Parkinson, a diminuição na produção da dopamina é intensa e crônica.

Na falta da dopamina, em especial na região encefálica denominada “substância negra”, o controle motor da pessoa é abalado, acarretando sinais e sintomas característicos, como o tremor involuntário, sendo que, o conjunto destes sinais e sintomas neurológicos recebe a denominação de Síndrome Parkinsoniana ou Parkinsonismo. Esclareço que, diversas causas e diferentes doenças podem produzir esta síndrome, contudo, em 70% dos casos, a principal causa é a Doença de Parkinson.

Apesar desta doença ter sido relatada em diferentes momentos na história da humanidade e por diferentes civilizações, por exemplo, sendo referida no sistema médico indiano antigo de Ayurveda sob o nome de Kampavata, apenas em 1817, através do ensaio médico “um ensaio na paralisia de agitação”, é que houve uma publicação detalhada sobre esta patologia. O autor deste ensaio que estabeleceu a Doença de Parkinson como um problema médico reconhecido foi o médico britânico Dr. James Parkinson, o qual relatou 6 casos de sua prática médica e em função deste trabalho, esta patologia foi nomeada com o seu nome.

Os seus principais sintomas são:

· Tremor de repouso: predominante nos membros superiores e normalmente se apresenta de maneira mais importante em um lado do corpo. É característico da doença, sendo mais evidente ou exclusivo quando a mão do paciente está parada. Este tremor tende a diminuir na execução de movimentos. Em 30% dos casos este sintoma está ausente, sendo a lentidão dos movimentos e a rigidez muscular os sintomas mais evidentes;

· Sintomas musculares: apresentando instabilidade, rigidez dos membros, anormalidade ou dificuldade para caminhar, contrações rítmicas, movimento corporal lento, movimentos involuntários, entre outros;

· Alteração do sono;

· Perda ou alteração do olfato;

· Alteração do humor;

· Alterações na fala;

· Cognitivos: amnésia, confusão durante a noite, dificuldade em pensar e compreender, podendo apresentar um quadro de demência.

O diagnóstico da doença se faz através do exame clínico, sendo os tremores apenas de um lado do corpo as suas manifestações iniciais. Estes tremores não aparecem durante a execução de uma atividade, ocorrendo com a pessoa parada e os membros em repouso. Os sintomas seguintes envolvem a diminuição do tamanho da letra ao escrever, dificuldade para levantar e dobrar as pernas, curvatura posterior, ausência de expressões faciais e por vezes o comprometimento da fala e deglutição.

A Doença de Parkinson pode atingir 5 níveis: Grau 1, quando um lado do corpo é afetado; Grau 2, corpo todo afetado, mas mantém o equilíbrio; Grau 3, perda de equilíbrio e quedas constantes; Grau 4, perda de capacidade motora, de fala e deglutição, mas consegue se locomover; Grau 5, absoluta dependência. Esclareço que, a evolução da doença pode durar até 15 anos.

As causas do Mal de Parkinson ainda são obscuras, contudo, acredita-se que a doença seja produto da soma de fatores genéticos e ambientais. Os fatores ambientais teriam relação com a exposição a determinados remédios para o tratamento de distúrbios psíquicos, agrotóxicos ou substâncias químicas. O risco de desenvolver a doença aumenta progressivamente a partir dos 50 anos e os homens são os mais atingidos, contudo, embora raro, a doença pode acometer pessoas com menos de 40 anos.

O Mal de Parkinson não tem cura, como já foi dito, é uma doença neurológica, crônica e progressiva. As suas causas ainda estão por ser desvendadas, portanto, os tratamentos disponíveis impedem a evolução da doença ou estimulam a produção de dopamina, também é indicado tratamentos alternativos, como: acompanhamento fisioterápico e fonoaudiológico, alongamento e exercícios para fortalecimento muscular, entendendo-se como muito importante a manutenção da atividade social. Em casos mais graves, quando o paciente não responde à terapia aplicada, existe a possibilidade de intervenção cirúrgica.

A intervenção cirúrgica se faz com o objetivo de controlar o tremor e a rigidez que acomete os membros superiores, através de um procedimento chamado de “Deep Brain Stimulation”, o qual consiste na implantação de eletrodos para modular os estímulos elétricos na região do cérebro afetada pela doença.

As pessoas acometidas com Parkinson podem ter uma expectativa de vida quase igual a de outras pessoas, com redução de 1 a 2 anos conforme as complicações advindas. A busca de auxílio médico no tempo adequado e a realização de um tratamento responsável são fundamentais, pensando nisso, a OMS instituiu em 1988, o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, o qual ocorre anualmente no dia 11 de abril.

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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...