A Doença de Parkinson é a 2ª doença neurodegenerativa mais prevalente no mundo, afetando 1% da população global acima de 65 anos, algo em torno de 6,3 milhões de pessoas. A Organização Mundial da Saúde (OMS), que divulga esses dados, reforça que o número de pessoas afetadas pela doença deve duplicar até 2030. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que mais de 200 mil pessoas padecem de Parkinson.
Esta doença neurodegenerativa e progressiva que afeta o sistema nervoso central é causada pela diminuição da produção de dopamina, neurotransmissor que atua de maneira importante nas células nervosas, sendo fundamental para que os movimentos voluntários do corpo ocorram de maneira automática, com isto, o controle motor da pessoa se vê prejudicado. No Parkinson, a diminuição na produção da dopamina é intensa e crônica.
Na falta da dopamina, em especial na região encefálica denominada “substância negra”, o controle motor da pessoa é abalado, acarretando sinais e sintomas característicos, como o tremor involuntário, sendo que, o conjunto destes sinais e sintomas neurológicos recebe a denominação de Síndrome Parkinsoniana ou Parkinsonismo. Esclareço que, diversas causas e diferentes doenças podem produzir esta síndrome, contudo, em 70% dos casos, a principal causa é a Doença de Parkinson.
Apesar desta doença ter sido relatada em diferentes momentos na história da humanidade e por diferentes civilizações, por exemplo, sendo referida no sistema médico indiano antigo de Ayurveda sob o nome de Kampavata, apenas em 1817, através do ensaio médico “um ensaio na paralisia de agitação”, é que houve uma publicação detalhada sobre esta patologia. O autor deste ensaio que estabeleceu a Doença de Parkinson como um problema médico reconhecido foi o médico britânico Dr. James Parkinson, o qual relatou 6 casos de sua prática médica e em função deste trabalho, esta patologia foi nomeada com o seu nome.
Os seus principais sintomas são:
· Tremor de repouso: predominante nos membros superiores e normalmente se apresenta de maneira mais importante em um lado do corpo. É característico da doença, sendo mais evidente ou exclusivo quando a mão do paciente está parada. Este tremor tende a diminuir na execução de movimentos. Em 30% dos casos este sintoma está ausente, sendo a lentidão dos movimentos e a rigidez muscular os sintomas mais evidentes;
· Sintomas musculares: apresentando instabilidade, rigidez dos membros, anormalidade ou dificuldade para caminhar, contrações rítmicas, movimento corporal lento, movimentos involuntários, entre outros;
· Alteração do sono;
· Perda ou alteração do olfato;
· Alteração do humor;
· Alterações na fala;
· Cognitivos: amnésia, confusão durante a noite, dificuldade em pensar e compreender, podendo apresentar um quadro de demência.
O diagnóstico da doença se faz através do exame clínico, sendo os tremores apenas de um lado do corpo as suas manifestações iniciais. Estes tremores não aparecem durante a execução de uma atividade, ocorrendo com a pessoa parada e os membros em repouso. Os sintomas seguintes envolvem a diminuição do tamanho da letra ao escrever, dificuldade para levantar e dobrar as pernas, curvatura posterior, ausência de expressões faciais e por vezes o comprometimento da fala e deglutição.
A Doença de Parkinson pode atingir 5 níveis: Grau 1, quando um lado do corpo é afetado; Grau 2, corpo todo afetado, mas mantém o equilíbrio; Grau 3, perda de equilíbrio e quedas constantes; Grau 4, perda de capacidade motora, de fala e deglutição, mas consegue se locomover; Grau 5, absoluta dependência. Esclareço que, a evolução da doença pode durar até 15 anos.
As causas do Mal de Parkinson ainda são obscuras, contudo, acredita-se que a doença seja produto da soma de fatores genéticos e ambientais. Os fatores ambientais teriam relação com a exposição a determinados remédios para o tratamento de distúrbios psíquicos, agrotóxicos ou substâncias químicas. O risco de desenvolver a doença aumenta progressivamente a partir dos 50 anos e os homens são os mais atingidos, contudo, embora raro, a doença pode acometer pessoas com menos de 40 anos.
O Mal de Parkinson não tem cura, como já foi dito, é uma doença neurológica, crônica e progressiva. As suas causas ainda estão por ser desvendadas, portanto, os tratamentos disponíveis impedem a evolução da doença ou estimulam a produção de dopamina, também é indicado tratamentos alternativos, como: acompanhamento fisioterápico e fonoaudiológico, alongamento e exercícios para fortalecimento muscular, entendendo-se como muito importante a manutenção da atividade social. Em casos mais graves, quando o paciente não responde à terapia aplicada, existe a possibilidade de intervenção cirúrgica.
A intervenção cirúrgica se faz com o objetivo de controlar o tremor e a rigidez que acomete os membros superiores, através de um procedimento chamado de “Deep Brain Stimulation”, o qual consiste na implantação de eletrodos para modular os estímulos elétricos na região do cérebro afetada pela doença.
As pessoas acometidas com Parkinson podem ter uma expectativa de vida quase igual a de outras pessoas, com redução de 1 a 2 anos conforme as complicações advindas. A busca de auxílio médico no tempo adequado e a realização de um tratamento responsável são fundamentais, pensando nisso, a OMS instituiu em 1988, o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, o qual ocorre anualmente no dia 11 de abril.
Vem comigo!!!
Contatos para Consultoria, Elaboração de Projetos e Palestras na área da Saúde e Motivacionais:
(47) 99983-6026 / (47) 99916-0744
ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
Esta doença neurodegenerativa e progressiva que afeta o sistema nervoso central é causada pela diminuição da produção de dopamina, neurotransmissor que atua de maneira importante nas células nervosas, sendo fundamental para que os movimentos voluntários do corpo ocorram de maneira automática, com isto, o controle motor da pessoa se vê prejudicado. No Parkinson, a diminuição na produção da dopamina é intensa e crônica.
Na falta da dopamina, em especial na região encefálica denominada “substância negra”, o controle motor da pessoa é abalado, acarretando sinais e sintomas característicos, como o tremor involuntário, sendo que, o conjunto destes sinais e sintomas neurológicos recebe a denominação de Síndrome Parkinsoniana ou Parkinsonismo. Esclareço que, diversas causas e diferentes doenças podem produzir esta síndrome, contudo, em 70% dos casos, a principal causa é a Doença de Parkinson.
Apesar desta doença ter sido relatada em diferentes momentos na história da humanidade e por diferentes civilizações, por exemplo, sendo referida no sistema médico indiano antigo de Ayurveda sob o nome de Kampavata, apenas em 1817, através do ensaio médico “um ensaio na paralisia de agitação”, é que houve uma publicação detalhada sobre esta patologia. O autor deste ensaio que estabeleceu a Doença de Parkinson como um problema médico reconhecido foi o médico britânico Dr. James Parkinson, o qual relatou 6 casos de sua prática médica e em função deste trabalho, esta patologia foi nomeada com o seu nome.
Os seus principais sintomas são:
· Tremor de repouso: predominante nos membros superiores e normalmente se apresenta de maneira mais importante em um lado do corpo. É característico da doença, sendo mais evidente ou exclusivo quando a mão do paciente está parada. Este tremor tende a diminuir na execução de movimentos. Em 30% dos casos este sintoma está ausente, sendo a lentidão dos movimentos e a rigidez muscular os sintomas mais evidentes;
· Sintomas musculares: apresentando instabilidade, rigidez dos membros, anormalidade ou dificuldade para caminhar, contrações rítmicas, movimento corporal lento, movimentos involuntários, entre outros;
· Alteração do sono;
· Perda ou alteração do olfato;
· Alteração do humor;
· Alterações na fala;
· Cognitivos: amnésia, confusão durante a noite, dificuldade em pensar e compreender, podendo apresentar um quadro de demência.
O diagnóstico da doença se faz através do exame clínico, sendo os tremores apenas de um lado do corpo as suas manifestações iniciais. Estes tremores não aparecem durante a execução de uma atividade, ocorrendo com a pessoa parada e os membros em repouso. Os sintomas seguintes envolvem a diminuição do tamanho da letra ao escrever, dificuldade para levantar e dobrar as pernas, curvatura posterior, ausência de expressões faciais e por vezes o comprometimento da fala e deglutição.
A Doença de Parkinson pode atingir 5 níveis: Grau 1, quando um lado do corpo é afetado; Grau 2, corpo todo afetado, mas mantém o equilíbrio; Grau 3, perda de equilíbrio e quedas constantes; Grau 4, perda de capacidade motora, de fala e deglutição, mas consegue se locomover; Grau 5, absoluta dependência. Esclareço que, a evolução da doença pode durar até 15 anos.
As causas do Mal de Parkinson ainda são obscuras, contudo, acredita-se que a doença seja produto da soma de fatores genéticos e ambientais. Os fatores ambientais teriam relação com a exposição a determinados remédios para o tratamento de distúrbios psíquicos, agrotóxicos ou substâncias químicas. O risco de desenvolver a doença aumenta progressivamente a partir dos 50 anos e os homens são os mais atingidos, contudo, embora raro, a doença pode acometer pessoas com menos de 40 anos.
O Mal de Parkinson não tem cura, como já foi dito, é uma doença neurológica, crônica e progressiva. As suas causas ainda estão por ser desvendadas, portanto, os tratamentos disponíveis impedem a evolução da doença ou estimulam a produção de dopamina, também é indicado tratamentos alternativos, como: acompanhamento fisioterápico e fonoaudiológico, alongamento e exercícios para fortalecimento muscular, entendendo-se como muito importante a manutenção da atividade social. Em casos mais graves, quando o paciente não responde à terapia aplicada, existe a possibilidade de intervenção cirúrgica.
A intervenção cirúrgica se faz com o objetivo de controlar o tremor e a rigidez que acomete os membros superiores, através de um procedimento chamado de “Deep Brain Stimulation”, o qual consiste na implantação de eletrodos para modular os estímulos elétricos na região do cérebro afetada pela doença.
As pessoas acometidas com Parkinson podem ter uma expectativa de vida quase igual a de outras pessoas, com redução de 1 a 2 anos conforme as complicações advindas. A busca de auxílio médico no tempo adequado e a realização de um tratamento responsável são fundamentais, pensando nisso, a OMS instituiu em 1988, o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, o qual ocorre anualmente no dia 11 de abril.
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