terça-feira, 28 de setembro de 2021

OS PETS E A SAÚDE FÍSICA E MENTAL DA HUMANIDADE

 


Você acredita que vivemos em um mundo doente e padecendo de problemas conjunturais?

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas sofrem de Depressão no mundo, outras 264 milhões padecem com Transtornos de Ansiedade, mais de 50 milhões estão vivendo com Câncer, 1,4 bilhão de adultos convivem com a Hipertensão Arterial e temos mais de 800 mil suicídios anuais. O nosso país apresenta a maior taxa mundial de pessoas afetadas por Transtornos de Ansiedade (9,3% da nossa população), somos o 5º em casos de depressão (5,8% da população), o 8º em incidências de suicídios anuais (12 mil), 30% da nossa população é formada por hipertensos e segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), tivemos 520 mil novos casos de Câncer em 2020.

Quanto aos problemas conjunturais com os quais convivemos, segundo a OMS, em relatório de 2020, cerca de 4,2 bilhões de pessoas não tem acesso ao saneamento básico, destas, em torno de 100 milhões no Brasil, sendo que, outros 35 milhões de brasileiros não tem acesso a água potável.

É importante dizer que, os problemas conjunturais se aliam a superpopulação do planeta (mais de 7 bilhões de pessoas) para provocar inúmeros malefícios a saúde física e mental. A pandemia da Covid-19, com a qual ainda convivemos, tem sua origem relacionada a este perigoso binômio. Afora os problemas conjunturais já citados, temos: a degradação ambiental, a desigualdade social, a poluição, a fragilidade de determinados sistemas de saúde, entre outros.

Pois então, será que já podemos responder à pergunta com a qual início esta coluna?

Afinal, vivemos em um mundo doente e padecendo de seus problemas conjunturais?

Eu tenho certeza que sim, e na mesma medida que devemos buscar a resolução de nossos problemas conjunturais, igualmente devemos cuidar de nossa saúde, buscando caminhos para o bem viver.

É fundamental prevenir as doenças físicas e mentais, evitando os seus fatores causadores, buscando se informar e falar sobre o assunto, também, no surgimento dos primeiros sinais e sintomas, buscar auxilio profissional. Contudo, o mecanismo do estresse, tão importante para que o ser humano ultrapasse momentos de dificuldades, de outra medida, é destrutivo quando acionado continuamente, podendo causar ou potencializar patologias. Portanto, precisamos de artifícios que aliviem as nossas tensões nervosas, que equilibrem nossas emoções e nos tornem pessoas felizes, mesmo convivendo com dificuldades de diversas ordens, mas equilibradas na integração do corpo, da mente e das emoções.

A interação do ser humano com seus animais de estimação é extremamente benéfica para a saúde física, mental e emocional das pessoas, sendo um excelente caminho para o bem viver.

Esta afirmação é sustentada por diversas pesquisas cientificas, uma delas realizada em 2020, durante a quarentena em virtude da pandemia da Covid-19 na Espanha, publicada pela revista Journal of Veterinary Behaviour com base em quase 1.300 respostas a uma pesquisa feita durante 3 semanas de confinamento, elaborada pela Fundação Affinity Animais e Saúde, da Universidade Autônoma de Barcelona. Na Espanha, quase metade das famílias tem um animal de estimação, sendo que, segundo esta pesquisa, 61,2% responderam sobre cães e 38,8% sobre gatos, sendo relatado um aumento na interação com os animais neste período e como resultado, um ganho para a saúde física, mental e emocional das pessoas. Três entre cada quatro pessoas entrevistadas relataram que seu animal de estimação ajudou a superar este difícil período.

Estudos indicam que a simples observação de peixes em um aquário, pode auxiliar na diminuição da pressão sanguínea e acalmar os seres humanos, este artificio é bastante utilizado, por exemplo, em clinicas médicas e dentárias. Se os pets tem a capacidade de alterar o comportamento das pessoas, deixando-as mais calmas e menos reativas, da mesma medida são uma excelente distração, atuando como uma “válvula de escape” da realidade.

Em pesquisa desenvolvida em 2021 pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, em parceria com a Western Australia Tourism, foram encontradas evidências que sugerem que a observação de animais encantadores pode contribuir para a redução do estresse e da ansiedade. Segundo esta pesquisa, assistir a imagens e vídeos destes animais por 30 minutos interfere na pressão arterial, na frequência cardíaca e reduz a ansiedade. Isto ocorre porque nosso cérebro, em grande parte, trabalha com a sensação visual, ao visualizarmos algo que nos agrada, reações cerebrais ocorrem e a tendência é que fiquemos mais tranquilos e relaxados.

A solidão e o estresse são potenciais causadores de diversas doenças no âmbito físico e mental, a despeito da convivência com nossos entes queridos, a criação de vínculos afetivos com animais domésticos pode ser extremamente importante e fundamental para se driblar estes e outros problemas que afetam o ser humano.

Há diversos estudos e pesquisas que comprovam o quão benéfico pode ser a relação entre o ser humano e seu pet, portanto, eis aí uma boa dica, adote ou adquira um animalzinho e de um passo adiante na busca por uma saúde equilibrada e pelo bem viver.

Vem comigo!!!
 

 

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

INDÚSTRIA FARMACÊUTICA: VILÃ OU MAIOR PROMOTORA DA SAÚDE?



A indústria farmacêutica é um dos setores produtivos com maior crescimento no mundo, se mostrando inabalável, mesmo perante as crises. Em 2018, mundialmente, houve investimentos na ordem de U$ 172 bilhões no setor, seu faturamento, pouco divulgado, tem cifras de bilhões de dólares, sendo que, as farmacêuticas líderes são: a Johnson&Johnson e, em segundo lugar, a Pfizer. No Brasil, o setor cresceu 13,8% apenas nos primeiros 10 meses de 2020, fechando o ano com um volume movimentado de R$ 139,37 bilhões, tendo a Eurofarma, como líder do setor, seguida da Aché.

Apesar de seu faturamento não ser divulgado, o volume financeiro movimentado pelo setor posiciona as farmacêuticas, em conjunto com a área do turismo, como os setores produtivos de maior movimentação financeira no mundo.

O fato de atuar em uma área importante, como a saúde, além dos bilhões de dólares movimentados anualmente pelo setor, coloca as farmacêuticas numa posição de extrema influência social e política. Mesmo a Organização Mundial da Saúde (OMS), organismo que deve primar pela independência com relação aos atores privados da área da saúde, tem fechado seus orçamentos anuais com cada vez mais doações das farmacêuticas. Em 2021, o orçamento da OMS é de U$ 3,23 bilhões, existindo um rateio entre os países membros, contudo, em 2020, os EUA, o seu principal apoiador financeiro, diminuiu substancialmente o aporte de recursos por decisão do ex-presidente Trump, e isto, fez crescer o apoio financeiro e a influência das farmacêuticas na entidade. Esta decisão deve ser revista, se já não o foi, pelo presidente Biden, mas as doações privadas para a OMS tendem a continuar crescendo, o que preocupa muito.

A origem das farmácias, se remonta ao século X, na Espanha e na França, sendo então, denominadas de “Boticas” ou “Apotecas”. A palavra farmácia vem do grego pharmakôn, que significa, ao mesmo tempo, remédio e veneno. Sua paternidade é atribuída a Galeno (131-200 d.C.). No Brasil, o padre jesuíta José de Anchieta fundou diversas boticas a partir da sua chegada em 1553, sendo considerado um estudioso de plantas medicinais brasileiras e fórmulas de medicamentos.

A indústria farmacêutica, como a conhecemos, surgiu em 1945, após a 2ª guerra mundial, impulsionada pela 2ª Revolução Industrial e pela entrada da Penicilina (descoberta por Fleming em 1928) como terapia médica em escala industrial.

O crescimento da indústria farmacêutica está diretamente relacionado ao crescimento exponencial da população do planeta (mais de 7 bilhões de pessoas); pelo melhor acesso, diagnóstico e tratamento das doenças; ainda pela evolução tecnológica e, por consequência, da ciência e da medicina, o que acarreta a diversificação dos produtos farmacêuticos.

Para se ter uma ideia do tamanho do mercado e da cadeia produtiva envolvida, o Brasil, 6º mercado farmacêutico do mundo, segundo relatório do Conselho Federal de Farmácia de 20 de abril de 2021, apresenta 89,71 mil farmácias, uma para cada 2,66 mil habitantes, sendo que a OMS preconiza uma farmácia para cada 8 mil habitantes, portanto, vivemos uma “overdose” de farmácias. Continua este relatório, onde temos no país: 234,301 mil farmacêuticos, 8.606 farmácias de manipulação, 6.771 farmácias hospitalares, 10.841 farmácias públicas, 9.697 laboratórios de análises clínicas, 454 indústrias farmacêuticas, 4.648 distribuidoras de medicamentos e 74 importadoras de medicamentos.

Pois então, seria a indústria farmacêutica a maior promotora global de saúde a garantir a longevidade humana ou os interesses financeiros envolvidos estariam fomentando um mundo doente?

O mundo vive a pandemia da Covid-19 desde dezembro de 2019, muitas mortes ocorreram desde então, a economia global se viu atingida, as pessoas tiveram que se isolar, muita coisa se transformou e as incertezas dominaram o nosso cotidiano. O meio científico, tendo as farmacêuticas como grandes artífices, conceberam vacinas contra a Covid-19 em prazo recorde, menos de um ano, lembrando que, a vacina elaborada em menor tempo, anteriormente, foi contra a Caxumba (4 anos para ser elaborada). Foram bilhões de dólares investidos, apenas os EUA, investiram 2 bilhões de dólares na vacina da Pfizer.

Ao trabalharem para elaborar, em tempo recorde, vacinas contra a Covid-19, as farmacêuticas propiciaram o caminho para que a humanidade supere esta terrível pandemia, contudo, os ganhos financeiros são muito grandes e isto faz com que o setor trabalhe contra a “quebra de patente” da fórmula das vacinas, mesmo que por um determinado período, ação que ampliaria a cobertura vacinal no mundo e diminuiria a distância entre países ricos e pobres.

O Brasil é o país que detém a maior biodiversidade, em torno de 15% a 20% do total mundial de toda a flora, além de possuir cerca de 55 mil espécies vegetais catalogadas. Apesar disso, apenas 8% dessas espécies vegetais foram estudadas para pesquisas de compostos bioativos e apenas 1.100 espécies foram avaliadas em suas propriedades medicinais. Perante estes dados, seria difícil perceber que a cura de boa parte das doenças que assolam a humanidade poderia ser encontrada, por exemplo, na Floresta Amazônica? Por que as farmacêuticas parecem não se dar conta desta realidade?

A indústria farmacêutica sempre se mostrou bastante resiliente, entendendo as oportunidades encobertas pelas crises. Na pandemia da Covid-19, momento em que a saúde se tornou foco mundial, mesmo com as cobranças sofridas pelo meio científico, as farmacêuticas deram o retorno desejado com a elaboração de vacinas em tempo recorde.

O setor é fundamental para a garantia da saúde humana, se vilão ou maior promotor da saúde, creio que depende das circunstâncias.

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terça-feira, 21 de setembro de 2021

OBESIDADE, O CENTRO DO APETITE ESTÁ NO NOSSO CÉREBRO

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) entende que a obesidade é um dos maiores problemas do mundo, estimando que, em 3 anos, teremos por volta de 2,3 bilhões de adultos obesos, destes, 700 milhões poderão estar com a sua saúde alterada ao nível de proporcionar riscos à vida. No Brasil houve um aumento de 72% nos casos de obesidade nos últimos 13 anos, havendo crescimento, inclusive, entre os mais jovens, sendo que, 13% das crianças na faixa etária de 5 a 9 anos já sofrem de obesidade.
A OMS define obesidade como excesso de gordura corporal em quantidade que determine prejuízos à saúde. Uma pessoa é considerada obesa quando o seu Índice de Massa Corporal (IMC) é maior ou igual a 30 kg/m² e a faixa de peso normal varia entre 18,5 e 24,9 kg/m², tendo este cálculo como base a análise do peso da pessoa em relação a sua altura.
A obesidade é considerada uma doença crônica, a qual varia de acordo com a localização e distribuição da gordura pelo corpo, existindo 3 tipos: abdominal, periférica e homogênea. Quanto a classificação por IMC, temos: peso normal (18,0 a 24,9 kg/m²), sobrepeso (25,0 a 29,9 kg/m²), obesidade grau 1 (30,0 a 34,9 kg/m²), obesidade grau 2 (35 a 39,9 kg/m²) e obesidade grau 3 ou mórbida (superior a 40 kg/m²).
A necessidade de ingestão de alimentos, portanto, o sentimento de fome ou de saciedade alimentar é ditada pelo hipotálamo, estrutura localizada na base do cérebro. Contudo, existem fatores internos e externos que interferem no ganho de peso excessivo, ocorrendo uma interação de fatores genéticos, culturais e familiares. Portanto, a obesidade está relacionada com hábitos alimentares errados, pré-disposição genética, vida sedentária, distúrbios psicológicos e problemas familiares.  
Os sinais externos também aguçam o apetite, sugestões visuais relacionadas a alimentos em comerciais de TV, anúncios nas ruas, entre outros, sugestionam um consumo excessivo de comida. Determinadas doenças como o hipotireoidismo e a diabetes tipo 2 podem causar obesidade, assim como distúrbios mentais, como a Depressão e Transtornos de Ansiedade.
Apesar das causas já conhecidas que levam a obesidade, a influência cerebral neste processo, onde realmente reside o centro decisório de se comer em excesso, é algo que se busca desvendar.
Pesquisadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess (BIDMC), nos EUA desenvolveram uma pesquisa com grupos específicos de neurônios no cérebro de camundongos, onde identificaram uma via biológica que liga os neurônios que se encontram em regiões do cérebro mais “antigas”, as quais desencadeiam a sensação de fome, com circuitos cerebrais distantes, relacionadas a funções cognitivas mais sofisticadas, estas envolvidas na decisão de reagir ou não a sugestões visuais relacionadas a alimentos.
Em outra pesquisa, realizada em Israel em 2017 e divulgada na conceituada revista britânica Nature Neuroscience, cientistas utilizaram uma avançada técnica de análise neural e descobriram 50 novas células cerebrais e determinaram estruturas que estavam relacionadas ao consumo exagerado de alimentos.
Estas descobertas podem abrir caminho para novos tratamentos que atenuem a vontade de comer em pessoas obesas ou com distúrbios alimentares, sendo muito importantes, visto o crescimento da população obesa mundial.
Esta doença crônica, em um primeiro momento, pode atuar diminuindo a autoestima das pessoas e isto pode trazer consequências emocionais importantes, entretanto, pode acarretar ou potencializar distúrbios físicos e mentais extremamente preocupantes.
O excesso de peso pode acarretar processos inflamatórios em diferentes regiões do corpo, acúmulo de gordura nas artérias, o que pode causar infarto na musculatura cardíaca e colesterol nos vasos sanguíneos, causador do AVC, além de distúrbios psicológicos. Algumas das doenças relacionadas são: cardiopatias (Arritmia e Infarto), doenças cardiovasculares (Hipertensão e AVC), Diabetes tipo 2, Câncer (intestino, mama e endométrio), doenças nos músculos e ossos por sobrecarga de peso, doenças respiratórias (Apnéia e Asma), Depressão e Ansiedade.
A identificação da causa que leva ao ganho excessivo de peso é fundamental, sendo importante a busca por um profissional de saúde especializado que possa investigar os motivos e tratar esta doença crônica. Da mesma forma, os exercícios físicos em conjunto com a mudança de hábitos alimentares é uma excelente indicação para a queima de gorduras, mas igualmente, precisa de indicação e monitoramento realizado por profissional qualificado.
O entendimento que a obesidade se trata de uma doença crônica e que precisa ser tratada, é fundamental. Já sabíamos que a vontade de comer tem início no cérebro, mais precisamente, no hipotálamo, agora, a ciência está desvendando outros circuitos cerebrais que estão relacionados com o aumento do consumo de alimentos e isto se reveste de uma nova leitura sobre a obesidade, o que proporciona novos caminhos, novos tratamentos e novas perspectivas para esta imensa população mundial que padece das consequências do excesso de peso.


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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

A IMPORTÂNCIA DO SONO PARA EVITAR DOENÇAS E PARA O BEM VIVER

 

 

O sono é considerado uma atividade fisiológica, sendo responsável por restaurar nossas energias, atuando no metabolismo, revigorando o corpo e a mente, prevenindo doenças crônicas, corrigindo disfunções celulares e atuando para fortalecer nosso sistema imunológico, se conotando pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária, que mantém o corpo e a mente em um repouso normal e periódico.

Um estado de sono restrito crônico pode desencadear, por exemplo: fadiga, sonolência, diminuição da imunidade, redução dos reflexos, envelhecimento precoce, dificuldade de concentração, problemas de memória, irritabilidade e ganho de peso. Pode ainda criar um quadro favorável para o desenvolvimento de doenças cardíacas, diabetes, AVC e o câncer. Apesar de ser raro em humanos, a privação completa do sono por um período prolongado de dias pode levar à morte.

Ainda é desconhecido o tempo máximo que um ser humano conseguiria suportar sem dormir, contudo, em 1964, um jovem de 17 anos, Randy Gardner, estabeleceu o recorde mundial de 11 dias e 25 minutos, entrando para o Guinness Book. Essa experiência foi acompanhada pelo professor William Dement, que hoje é professor emérito da Universidade de Stanford, na Califórnia. Na ocasião, o professor Dement iniciava pesquisa em ciência do sono e relata que durante o dia o jovem se mantinha em atividade, por exemplo, jogando basquete, sendo os momentos de inatividade os mais críticos, em especial no período noturno. Randy experimentou diferenças no paladar, no olfato e na audição, logo houveram mudanças progressivas nas suas habilidades cognitivas, incluindo as sensoriais, também teve algumas alucinações durante o período e alterações no humor.

Após registrar o recorde, Randy dormiu por 14 horas e progressivamente, seus padrões de sono se normalizaram. Após algum tempo, o jovem passou a sofrer de insônia e este fato fez com que o Guinness Book parasse de registrar este tipo de recorde. Para a experiência, o hospital do Arizona enviou um computador que detectou que partes do cérebro de Randy descansavam e eram repostas enquanto ele estava acordado.

Segundo estudo de pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison nos EUA, publicada no periódico Journal of Neuroscience, ocorre uma espécie de “limpeza” no cérebro enquanto dormimos, quando a atividade do corpo é menor. Contudo, quando não temos um sono adequado em tempo e qualidade, esta limpeza fica comprometida, precisando ocorrer de uma maneira ou de outra, por vezes, quando estamos acordados, com o cérebro em plena atividade, se tornando caótica e confusa, o que pode acarretar a destruição de células saudáveis e benéficas. Este quadro de anormalidade pode estar associado ao surgimento de doenças como Alzheimer e Demência.

A importância de se dormir bem para a saúde foi materializada em 2008, por iniciativa da World Association of Sleep Medicine (Associação Mundial da Medicina do Sono), nos EUA, com a criação do Dia Mundial do Sono, comemorado anualmente em 19 de março. Posteriormente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se incorporou a esta ação, no formato de uma campanha mundial, que já ocorre em cerca de 80 países. Em 2021, esta campanha teve como tema “sono equilibrado, futuro saudável”, com o objetivo de divulgar os benefícios da boa saúde do sono para a qualidade de vida e a prevenção de outras doenças. No Brasil, ocorreram eventos, aulas e encontros nas redes sociais entre os dias 15 e 21 de março, tendo como organizadores a Associação Brasileira do Sono (ABS), a Associação Brasileira da Medicina do Sono (ABMS) e a Associação Brasileira de Odontologia do Sono (ABROS).

Segundo a OMS, em estudo publicado em 2019, 45% da população mundial possui algum tipo de dificuldade para dormir. No Brasil, 40% de nossa população apresenta algum tipo de distúrbio do sono. O estresse, transtornos de ansiedade e a Depressão alteram a quantidade e a qualidade do sono, na mesma medida que esta alteração também potencializa distúrbios da saúde mental. De acordo com especialistas, cerca de 75% dos pacientes com Depressão relatam distúrbios no sono.

Na maioria dos casos, a insônia se apresenta como psicofisiológica, tendo como suas principais causas: fatores genéticos, estresse, hábitos inadequados, estilo de vida irregular, transtornos mentais, neurológicos ou hormonais, problemas respiratórios, dores crônicas, problemas gastrointestinais, ingestão de medicamentos ou substâncias, entre outros.

O sono satisfatório associa quantidade de horas dormidas e qualidade do sono. Segundo a OMS, bebês no primeiro ano de vida precisam de 12 a 16 horas de sono, podendo dormir entre 17 e 20 horas/dia, crianças (1 a 3 anos) devem dormir de 11 a 14 horas, crianças (3 a 5 anos) de 10 a 13 horas, crianças (6 a 13 anos) de 9 a 12 horas, adolescentes (14 a 17 anos) de 8 a 10 horas, jovens adultos (18 a 25 anos) e adultos (26 a 64 anos) de 7 a 9 horas, e idosos (acima de 65 anos) de 7 a 8 horas.

A OMS estabeleceu uma cartilha de higiene do sono, onde recomenda: horário regular para dormir e acordar, evitar o tabaco e álcool à noite, evitar cafeína depois das 14 horas, exercício físico regular (pelo menos 4 horas antes de dormir), quarto sem luz, sem ruído e com temperatura adequada, roupa de cama confortável, retirar tecnologia, usar apenas roupa de dormir, refeições ligeiras à noite, evitar dormir durante o dia (caso sofra de insônia), libertar-se das preocupações diárias, não utilizar o ambiente de dormir para trabalho intelectual ou de lazer, manter uma rotina.

Os distúrbios do sono estão relacionados a diversos fatores, os quais precisam ser investigados e tratados.

Vem comigo!!!
 

 

TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...