A indústria farmacêutica é um dos setores produtivos com maior crescimento no mundo, se mostrando inabalável, mesmo perante as crises. Em 2018, mundialmente, houve investimentos na ordem de U$ 172 bilhões no setor, seu faturamento, pouco divulgado, tem cifras de bilhões de dólares, sendo que, as farmacêuticas líderes são: a Johnson&Johnson e, em segundo lugar, a Pfizer. No Brasil, o setor cresceu 13,8% apenas nos primeiros 10 meses de 2020, fechando o ano com um volume movimentado de R$ 139,37 bilhões, tendo a Eurofarma, como líder do setor, seguida da Aché.
Apesar de seu faturamento não ser divulgado, o volume financeiro movimentado pelo setor posiciona as farmacêuticas, em conjunto com a área do turismo, como os setores produtivos de maior movimentação financeira no mundo.
O fato de atuar em uma área importante, como a saúde, além dos bilhões de dólares movimentados anualmente pelo setor, coloca as farmacêuticas numa posição de extrema influência social e política. Mesmo a Organização Mundial da Saúde (OMS), organismo que deve primar pela independência com relação aos atores privados da área da saúde, tem fechado seus orçamentos anuais com cada vez mais doações das farmacêuticas. Em 2021, o orçamento da OMS é de U$ 3,23 bilhões, existindo um rateio entre os países membros, contudo, em 2020, os EUA, o seu principal apoiador financeiro, diminuiu substancialmente o aporte de recursos por decisão do ex-presidente Trump, e isto, fez crescer o apoio financeiro e a influência das farmacêuticas na entidade. Esta decisão deve ser revista, se já não o foi, pelo presidente Biden, mas as doações privadas para a OMS tendem a continuar crescendo, o que preocupa muito.
A origem das farmácias, se remonta ao século X, na Espanha e na França, sendo então, denominadas de “Boticas” ou “Apotecas”. A palavra farmácia vem do grego pharmakôn, que significa, ao mesmo tempo, remédio e veneno. Sua paternidade é atribuída a Galeno (131-200 d.C.). No Brasil, o padre jesuíta José de Anchieta fundou diversas boticas a partir da sua chegada em 1553, sendo considerado um estudioso de plantas medicinais brasileiras e fórmulas de medicamentos.
A indústria farmacêutica, como a conhecemos, surgiu em 1945, após a 2ª guerra mundial, impulsionada pela 2ª Revolução Industrial e pela entrada da Penicilina (descoberta por Fleming em 1928) como terapia médica em escala industrial.
O crescimento da indústria farmacêutica está diretamente relacionado ao crescimento exponencial da população do planeta (mais de 7 bilhões de pessoas); pelo melhor acesso, diagnóstico e tratamento das doenças; ainda pela evolução tecnológica e, por consequência, da ciência e da medicina, o que acarreta a diversificação dos produtos farmacêuticos.
Para se ter uma ideia do tamanho do mercado e da cadeia produtiva envolvida, o Brasil, 6º mercado farmacêutico do mundo, segundo relatório do Conselho Federal de Farmácia de 20 de abril de 2021, apresenta 89,71 mil farmácias, uma para cada 2,66 mil habitantes, sendo que a OMS preconiza uma farmácia para cada 8 mil habitantes, portanto, vivemos uma “overdose” de farmácias. Continua este relatório, onde temos no país: 234,301 mil farmacêuticos, 8.606 farmácias de manipulação, 6.771 farmácias hospitalares, 10.841 farmácias públicas, 9.697 laboratórios de análises clínicas, 454 indústrias farmacêuticas, 4.648 distribuidoras de medicamentos e 74 importadoras de medicamentos.
Pois então, seria a indústria farmacêutica a maior promotora global de saúde a garantir a longevidade humana ou os interesses financeiros envolvidos estariam fomentando um mundo doente?
O mundo vive a pandemia da Covid-19 desde dezembro de 2019, muitas mortes ocorreram desde então, a economia global se viu atingida, as pessoas tiveram que se isolar, muita coisa se transformou e as incertezas dominaram o nosso cotidiano. O meio científico, tendo as farmacêuticas como grandes artífices, conceberam vacinas contra a Covid-19 em prazo recorde, menos de um ano, lembrando que, a vacina elaborada em menor tempo, anteriormente, foi contra a Caxumba (4 anos para ser elaborada). Foram bilhões de dólares investidos, apenas os EUA, investiram 2 bilhões de dólares na vacina da Pfizer.
Ao trabalharem para elaborar, em tempo recorde, vacinas contra a Covid-19, as farmacêuticas propiciaram o caminho para que a humanidade supere esta terrível pandemia, contudo, os ganhos financeiros são muito grandes e isto faz com que o setor trabalhe contra a “quebra de patente” da fórmula das vacinas, mesmo que por um determinado período, ação que ampliaria a cobertura vacinal no mundo e diminuiria a distância entre países ricos e pobres.
O Brasil é o país que detém a maior biodiversidade, em torno de 15% a 20% do total mundial de toda a flora, além de possuir cerca de 55 mil espécies vegetais catalogadas. Apesar disso, apenas 8% dessas espécies vegetais foram estudadas para pesquisas de compostos bioativos e apenas 1.100 espécies foram avaliadas em suas propriedades medicinais. Perante estes dados, seria difícil perceber que a cura de boa parte das doenças que assolam a humanidade poderia ser encontrada, por exemplo, na Floresta Amazônica? Por que as farmacêuticas parecem não se dar conta desta realidade?
A indústria farmacêutica sempre se mostrou bastante resiliente, entendendo as oportunidades encobertas pelas crises. Na pandemia da Covid-19, momento em que a saúde se tornou foco mundial, mesmo com as cobranças sofridas pelo meio científico, as farmacêuticas deram o retorno desejado com a elaboração de vacinas em tempo recorde.
O setor é fundamental para a garantia da saúde humana, se vilão ou maior promotor da saúde, creio que depende das circunstâncias.
Vem comigo!!!
Apesar de seu faturamento não ser divulgado, o volume financeiro movimentado pelo setor posiciona as farmacêuticas, em conjunto com a área do turismo, como os setores produtivos de maior movimentação financeira no mundo.
O fato de atuar em uma área importante, como a saúde, além dos bilhões de dólares movimentados anualmente pelo setor, coloca as farmacêuticas numa posição de extrema influência social e política. Mesmo a Organização Mundial da Saúde (OMS), organismo que deve primar pela independência com relação aos atores privados da área da saúde, tem fechado seus orçamentos anuais com cada vez mais doações das farmacêuticas. Em 2021, o orçamento da OMS é de U$ 3,23 bilhões, existindo um rateio entre os países membros, contudo, em 2020, os EUA, o seu principal apoiador financeiro, diminuiu substancialmente o aporte de recursos por decisão do ex-presidente Trump, e isto, fez crescer o apoio financeiro e a influência das farmacêuticas na entidade. Esta decisão deve ser revista, se já não o foi, pelo presidente Biden, mas as doações privadas para a OMS tendem a continuar crescendo, o que preocupa muito.
A origem das farmácias, se remonta ao século X, na Espanha e na França, sendo então, denominadas de “Boticas” ou “Apotecas”. A palavra farmácia vem do grego pharmakôn, que significa, ao mesmo tempo, remédio e veneno. Sua paternidade é atribuída a Galeno (131-200 d.C.). No Brasil, o padre jesuíta José de Anchieta fundou diversas boticas a partir da sua chegada em 1553, sendo considerado um estudioso de plantas medicinais brasileiras e fórmulas de medicamentos.
A indústria farmacêutica, como a conhecemos, surgiu em 1945, após a 2ª guerra mundial, impulsionada pela 2ª Revolução Industrial e pela entrada da Penicilina (descoberta por Fleming em 1928) como terapia médica em escala industrial.
O crescimento da indústria farmacêutica está diretamente relacionado ao crescimento exponencial da população do planeta (mais de 7 bilhões de pessoas); pelo melhor acesso, diagnóstico e tratamento das doenças; ainda pela evolução tecnológica e, por consequência, da ciência e da medicina, o que acarreta a diversificação dos produtos farmacêuticos.
Para se ter uma ideia do tamanho do mercado e da cadeia produtiva envolvida, o Brasil, 6º mercado farmacêutico do mundo, segundo relatório do Conselho Federal de Farmácia de 20 de abril de 2021, apresenta 89,71 mil farmácias, uma para cada 2,66 mil habitantes, sendo que a OMS preconiza uma farmácia para cada 8 mil habitantes, portanto, vivemos uma “overdose” de farmácias. Continua este relatório, onde temos no país: 234,301 mil farmacêuticos, 8.606 farmácias de manipulação, 6.771 farmácias hospitalares, 10.841 farmácias públicas, 9.697 laboratórios de análises clínicas, 454 indústrias farmacêuticas, 4.648 distribuidoras de medicamentos e 74 importadoras de medicamentos.
Pois então, seria a indústria farmacêutica a maior promotora global de saúde a garantir a longevidade humana ou os interesses financeiros envolvidos estariam fomentando um mundo doente?
O mundo vive a pandemia da Covid-19 desde dezembro de 2019, muitas mortes ocorreram desde então, a economia global se viu atingida, as pessoas tiveram que se isolar, muita coisa se transformou e as incertezas dominaram o nosso cotidiano. O meio científico, tendo as farmacêuticas como grandes artífices, conceberam vacinas contra a Covid-19 em prazo recorde, menos de um ano, lembrando que, a vacina elaborada em menor tempo, anteriormente, foi contra a Caxumba (4 anos para ser elaborada). Foram bilhões de dólares investidos, apenas os EUA, investiram 2 bilhões de dólares na vacina da Pfizer.
Ao trabalharem para elaborar, em tempo recorde, vacinas contra a Covid-19, as farmacêuticas propiciaram o caminho para que a humanidade supere esta terrível pandemia, contudo, os ganhos financeiros são muito grandes e isto faz com que o setor trabalhe contra a “quebra de patente” da fórmula das vacinas, mesmo que por um determinado período, ação que ampliaria a cobertura vacinal no mundo e diminuiria a distância entre países ricos e pobres.
O Brasil é o país que detém a maior biodiversidade, em torno de 15% a 20% do total mundial de toda a flora, além de possuir cerca de 55 mil espécies vegetais catalogadas. Apesar disso, apenas 8% dessas espécies vegetais foram estudadas para pesquisas de compostos bioativos e apenas 1.100 espécies foram avaliadas em suas propriedades medicinais. Perante estes dados, seria difícil perceber que a cura de boa parte das doenças que assolam a humanidade poderia ser encontrada, por exemplo, na Floresta Amazônica? Por que as farmacêuticas parecem não se dar conta desta realidade?
A indústria farmacêutica sempre se mostrou bastante resiliente, entendendo as oportunidades encobertas pelas crises. Na pandemia da Covid-19, momento em que a saúde se tornou foco mundial, mesmo com as cobranças sofridas pelo meio científico, as farmacêuticas deram o retorno desejado com a elaboração de vacinas em tempo recorde.
O setor é fundamental para a garantia da saúde humana, se vilão ou maior promotor da saúde, creio que depende das circunstâncias.
Vem comigo!!!


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