O mundo está saindo da pandemia da COVID-19, as vacinas estão encaminhando o desfecho deste terrível evento sanitário que perdura desde o final de 2019, contudo, uma outra pandemia aflige o planeta desde algum tempo, tendo crescido em número de casos e caminhado silenciosamente, visto que, por volta de 50% das pessoas acometidas por esta doença não estão diagnosticadas. Estou falando do Diabetes, doença crônica que acomete aproximadamente 463 milhões de pessoas no mundo, sendo quase 17 milhões somente no Brasil.
Aliás, nosso país ocupa o 5º lugar no ranking das nações com maior número de casos, com a taxa de incidência da doença tendo crescido 61,8% nos últimos 10 anos. Estamos atrás da China, Índia, EUA e Paquistão, todos estes países, assim como o Brasil, populosos e continentais. Estes dados foram divulgados neste ano pela Internacional Diabetes Federation (IDF), na 9ª edição do Atlas de Diabetes da IDF, onde acrescenta que 9,3% da população mundial é constituída por diabéticos, sendo que, 50,1% dos adultos não foram diagnosticados.
O Diabetes tipo 2 é apontado como responsável por cerca de 90% dos casos, havendo uma previsão do aumento do número de diabéticos no mundo para 578 milhões em 2030 e para 700 milhões em 2045. Segundo a IDF, 374 milhões de adultos tem intolerância à glicose, fator de risco para o desenvolvimento do Diabetes tipo 2. A doença foi responsável por cerca de US$ 760 bilhões em gastos com saúde em 2019. A entidade ainda indica que a doença é uma das 10 principais causas de morte, com quase 50% destas, ocorrendo em pessoas com menos de 60 anos.
O Diabetes Mellitus é uma doença crônica que se evidencia quando não há produção de insulina (produzida pelo Pâncreas) em níveis suficientes, ou quando esse hormônio não consegue cumprir corretamente as suas funções. Neste quadro orgânico, a glicose, a qual é sintetizada do alimento ingerido, sendo a grande fonte de energia do organismo, não é direcionada para as células, ficando acumulada no sangue, perfazendo um quadro de hiperglicemia. Sendo classificado como: Diabetes tipo 1 (DM1) e Diabetes tipo 2 (DM2).
No Diabetes tipo 1, as células do Pâncreas que produzem a insulina (beta pancreáticas) são atacadas por anticorpos do organismo e, como resultado, a pessoa não produz insulina suficiente para sintetizar a glicose, sendo caracterizado como uma doença autoimune. É menos comum, sendo responsável por 5 a 10% dos casos, diagnosticado principalmente na infância e na adolescência. Apresenta baixo fator hereditário, com seus sintomas aparecendo rapidamente, quais sejam: sede, vontade de urinar, fome exagerada, cansaço, fraqueza e emagrecimento. Este tipo exige aplicação de insulina.
Responsável por 90 a 95% dos casos, no Diabetes tipo 2, normalmente, a insulina é produzida em quantidade suficiente, contudo, existe uma dificuldade na sua ação, caracterizando um quadro de resistência insulínica. O organismo aumenta a produção de insulina para buscar a manutenção dos níveis normais de glicose, com o tempo, esta ação se torna prejudicada e surge o Diabetes. Neste tipo há uma associação entre aumento de peso e obesidade, acometendo principalmente adultos a partir dos 40 anos, apresentando alto fator hereditário. Seus sintomas aparecem de maneira gradativa, sendo os principais: sede, vontade de urinar, dores nas pernas, alteração na visão e na cicatrização. O tratamento é feito com medicamentos (via oral), em alguns casos existe a necessidade de associação com a aplicação de insulina.
Além destes dois tipos de Diabetes, que são prevalentes, temos ainda: o Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA), quando pacientes diagnosticados com o tipo 2 desenvolvem um processo autoimune e acabam tendo um déficit de células beta do Pâncreas (produzem a insulina); e o Diabetes Gestacional, condição temporária que pode acontecer durante a gravidez, afetando entre 2 e 4% de todas as gestantes e implicando em risco de desenvolvimento posterior de Diabetes para a mãe e o bebê.
Esclareço que, o Diabetes Insipidus, apesar de apresentar alguns sintomas que são semelhantes aos do Diabetes Mellitus, como sede intensa e vontade excessiva de urinar, é uma outra doença. Sendo muito rara, crônica, com menos de 15 mil casos no Brasil, se conotando como uma alteração no equilíbrio de líquidos no corpo, que é regulado pelo hormônio antidiurético (ADH), produzido pelo hipotálamo no cérebro.
O Diabetes Mellitus não tem cura, com exceção ao tipo Gestacional, como já foi dito, de caráter temporário. O DM1 é considerado uma doença autoimune, com origem genética, apresentando baixa predisposição hereditária e podendo receber influencias de fatores ambientais, como infecções virais; o DM2 tem como principais fatores predisponentes: a hereditariedade, o excesso de peso, ter mais de 40 anos, o sedentarismo e a hipertensão arterial.
Dentre as complicações orgânicas associadas ao Diabetes, podemos elencar: doenças cardíacas e enfarto; lesões renais, oculares e neurológicas; problemas nos pés; problemas relativos à saúde bucal; disfunção sexual; podendo levar a amputação de parte dos membros inferiores e à morte.
O diagnóstico precoce da doença é muito importante e este se faz através de exames laboratoriais que verificam a quantidade de glicose circulante no sangue.
A visita ao médico no aparecimento dos primeiros sintomas é fundamental, na mesma medida, a prevenção impõe um estilo de vida saudável, com uma alimentação equilibrada e redução no consumo de sal, açúcar e gorduras, evitar o tabagismo e fazer exercícios físicos periódicos.
Vem comigo!!!
Contatos para Consultoria, Elaboração de Projetos e Palestras na área da Saúde e Motivacionais:
(47) 99983-6026 / (47) 99916-0744
ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
Aliás, nosso país ocupa o 5º lugar no ranking das nações com maior número de casos, com a taxa de incidência da doença tendo crescido 61,8% nos últimos 10 anos. Estamos atrás da China, Índia, EUA e Paquistão, todos estes países, assim como o Brasil, populosos e continentais. Estes dados foram divulgados neste ano pela Internacional Diabetes Federation (IDF), na 9ª edição do Atlas de Diabetes da IDF, onde acrescenta que 9,3% da população mundial é constituída por diabéticos, sendo que, 50,1% dos adultos não foram diagnosticados.
O Diabetes tipo 2 é apontado como responsável por cerca de 90% dos casos, havendo uma previsão do aumento do número de diabéticos no mundo para 578 milhões em 2030 e para 700 milhões em 2045. Segundo a IDF, 374 milhões de adultos tem intolerância à glicose, fator de risco para o desenvolvimento do Diabetes tipo 2. A doença foi responsável por cerca de US$ 760 bilhões em gastos com saúde em 2019. A entidade ainda indica que a doença é uma das 10 principais causas de morte, com quase 50% destas, ocorrendo em pessoas com menos de 60 anos.
O Diabetes Mellitus é uma doença crônica que se evidencia quando não há produção de insulina (produzida pelo Pâncreas) em níveis suficientes, ou quando esse hormônio não consegue cumprir corretamente as suas funções. Neste quadro orgânico, a glicose, a qual é sintetizada do alimento ingerido, sendo a grande fonte de energia do organismo, não é direcionada para as células, ficando acumulada no sangue, perfazendo um quadro de hiperglicemia. Sendo classificado como: Diabetes tipo 1 (DM1) e Diabetes tipo 2 (DM2).
No Diabetes tipo 1, as células do Pâncreas que produzem a insulina (beta pancreáticas) são atacadas por anticorpos do organismo e, como resultado, a pessoa não produz insulina suficiente para sintetizar a glicose, sendo caracterizado como uma doença autoimune. É menos comum, sendo responsável por 5 a 10% dos casos, diagnosticado principalmente na infância e na adolescência. Apresenta baixo fator hereditário, com seus sintomas aparecendo rapidamente, quais sejam: sede, vontade de urinar, fome exagerada, cansaço, fraqueza e emagrecimento. Este tipo exige aplicação de insulina.
Responsável por 90 a 95% dos casos, no Diabetes tipo 2, normalmente, a insulina é produzida em quantidade suficiente, contudo, existe uma dificuldade na sua ação, caracterizando um quadro de resistência insulínica. O organismo aumenta a produção de insulina para buscar a manutenção dos níveis normais de glicose, com o tempo, esta ação se torna prejudicada e surge o Diabetes. Neste tipo há uma associação entre aumento de peso e obesidade, acometendo principalmente adultos a partir dos 40 anos, apresentando alto fator hereditário. Seus sintomas aparecem de maneira gradativa, sendo os principais: sede, vontade de urinar, dores nas pernas, alteração na visão e na cicatrização. O tratamento é feito com medicamentos (via oral), em alguns casos existe a necessidade de associação com a aplicação de insulina.
Além destes dois tipos de Diabetes, que são prevalentes, temos ainda: o Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA), quando pacientes diagnosticados com o tipo 2 desenvolvem um processo autoimune e acabam tendo um déficit de células beta do Pâncreas (produzem a insulina); e o Diabetes Gestacional, condição temporária que pode acontecer durante a gravidez, afetando entre 2 e 4% de todas as gestantes e implicando em risco de desenvolvimento posterior de Diabetes para a mãe e o bebê.
Esclareço que, o Diabetes Insipidus, apesar de apresentar alguns sintomas que são semelhantes aos do Diabetes Mellitus, como sede intensa e vontade excessiva de urinar, é uma outra doença. Sendo muito rara, crônica, com menos de 15 mil casos no Brasil, se conotando como uma alteração no equilíbrio de líquidos no corpo, que é regulado pelo hormônio antidiurético (ADH), produzido pelo hipotálamo no cérebro.
O Diabetes Mellitus não tem cura, com exceção ao tipo Gestacional, como já foi dito, de caráter temporário. O DM1 é considerado uma doença autoimune, com origem genética, apresentando baixa predisposição hereditária e podendo receber influencias de fatores ambientais, como infecções virais; o DM2 tem como principais fatores predisponentes: a hereditariedade, o excesso de peso, ter mais de 40 anos, o sedentarismo e a hipertensão arterial.
Dentre as complicações orgânicas associadas ao Diabetes, podemos elencar: doenças cardíacas e enfarto; lesões renais, oculares e neurológicas; problemas nos pés; problemas relativos à saúde bucal; disfunção sexual; podendo levar a amputação de parte dos membros inferiores e à morte.
O diagnóstico precoce da doença é muito importante e este se faz através de exames laboratoriais que verificam a quantidade de glicose circulante no sangue.
A visita ao médico no aparecimento dos primeiros sintomas é fundamental, na mesma medida, a prevenção impõe um estilo de vida saudável, com uma alimentação equilibrada e redução no consumo de sal, açúcar e gorduras, evitar o tabagismo e fazer exercícios físicos periódicos.
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