Faz 40 anos que a primeira infecção pelo vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) que é responsável por causar a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) foi identificado pela primeira vez, estávamos em 1981 e esta doença que apresenta uma combinação de outras doenças que incluem, normalmente, sarcoma de Kaposi (um tipo de câncer), fadiga, perda de peso, baixa imunidade e pneumonia, se revestiu durante um bom tempo de grande mistério e preconceito, levando o medo e sendo entendida como uma sentença de morte para seus portadores.
O HIV/AIDS foi identificado pela primeira vez em 1981, através da morte de Gaëtan Dugas, conhecido como paciente zero, visto ser um dos primeiros a disseminar a doença nos EUA. Contudo, análises realizadas em sangue preservado sugerem que a primeira morte comprovada pela AIDS foi de um homem no Congo, em 1957 e pesquisas apontam que a primeira transmissão dos macacos para os seres humanos possa ter ocorrido na década de 1930. No Brasil, o primeiro caso notificado foi no Estado de São Paulo, em 1983, tratando-se de um jovem homossexual com febre e perda de peso, bem como gânglios pelo corpo, diagnosticado com tuberculose disseminada.
A pessoa contaminada pelo vírus HIV pode ou não desenvolver a doença causada por este vírus, a AIDS. O HIV infecta as células de defesa do organismo, em especial os linfócitos T-CD4+, os quais coordenam o sistema imunológico, se replicando no seu interior, provocando falhas progressivas no sistema de defesa do organismo conforme a doença evolui, deixando o paciente fragilizado e suscetível a diversas doenças oportunistas que podem acarretar a morte.
O HIV é a denominação genérica de dois vírus que podem causar a AIDS: HIV-1, mais frequente, produz maior quantidade de partículas virais no organismo, mas se apresenta menos resistente a antirretrovirais do tipo não nucleosídeos (bastante utilizados no Brasil) e HIV-2, mais resistente a antirretrovirais do tipo não nucleosídeos. Ressalto que, pode ocorrer uma infecção pelos dois tipos de HIV, havendo uma replicação simultânea no organismo, acarretando a infecção conjunta ou superinfecção.
A AIDS é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IAS), sendo que, a transmissão do HIV ocorre devido ao contato com fluídos corporais, ocorrendo da seguinte forma: nas relações sexuais; no compartilhamento de materiais perfurocortantes (agulhas, alicates de unhas, entre outros); na transfusão de sangue; da mãe para o filho pela gestação, no parto ou aleitamento materno; no manuseio de materiais contaminados e pela transmissão ocupacional, através dos profissionais de saúde. A pessoa contaminada não transmite o HIV pelo abraço ou pelo aperto de mão, também não ocorre a contaminação através de instalações sanitárias ou por picada de insetos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou, em 1996, o UNAIDS, programa que tem a função de criar soluções e ajudar os países no combate à AIDS, objetivando prevenir o avanço do HIV, prestar tratamento e assistência às pessoas afetadas pela doença e reduzir o impacto socioeconômico da epidemia. Também instituiu o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de Combate à AIDS.
Em 2020, a UNAIDS informava em seu relatório anual que 37,6 milhões de pessoas vivem com o HIV, 77,5 milhões foram infectadas desde o início da epidemia, no ano do relatório, 1,5 milhões foram infectadas, 690 mil morreram pela doença, 27,4 milhões tiveram acesso à terapia antirretroviral, sendo que, 34,7 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS desde o início da epidemia.
O avanço das políticas públicas com a coordenação da OMS tem sido fundamentais para a diminuição de casos e de óbitos, além da proteção ao direito de tratamento. A criação da UNAIDS pela OMS em 1996 é um marco importante no combate a epidemia, assim como, o entendimento que o HIV não tem o seu contágio restrito a grupos específicos, formados por homossexuais, bissexuais e usuários de drogas injetáveis, podendo a sua contaminação ser disseminada por toda a população.
No Brasil, a evolução das políticas públicas de combate à epidemia aconteceu em paralelo a criação do SUS pela Constituição de 1988, sendo que, as ações implementadas em nosso país se tornaram referência mundial. O Ministério da Saúde (MS) criou uma Política Nacional do DST-AIDS, a qual originou o Programa DST-AIDS, de bastante repercussão sanitária, o qual trabalha o combate as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e a AIDS, com foco na prevenção e cuidados, desenvolvendo campanhas e fortalecendo a conscientização para a importância do sexo seguro através do uso do preservativo, de não compartilhar seringas, da adoção de protocolos de segurança e utilização de EPIs (equipamentos de proteção individual) por parte dos profissionais de saúde, entre outras ações. A proteção de direitos também está garantida por esta política, sendo que, desde 1996, todas as pessoas HIV+ no país recebem tratamento gratuito pelo SUS, com sigilo de informações e distribuição do kit de antirretrovirais.
Esclareço que, todas as vacinas são recomendadas para as pessoas HIV+, inclusive as vacinas contra a Covid-19, não havendo entendimento cientifico de contraindicação, ao contrário, o caráter de ataque do sistema imunológico do HIV-AIDS reforça a importância da vacinação.
O fato de o vírus atacar o sistema de defesa natural do organismo torna desafiador encontrar uma cura, neste momento está em desenvolvimento o AGT103-T, terapia genética que visa reparar os danos ao sistema imunológico e auxiliar as respostas naturais do corpo para controlar o vírus, a FDA (Food and Drugs Administration), a ANVISA dos EUA, aprovou em agosto de 2020 a primeira fase de testes em humanos. Atualmente o kit de antirretrovirais está bem evoluído e tem alcançado respostas terapêuticas importantes, as quais repercutem em qualidade de vida e em evitar a transmissão continua do HIV.
Vem comigo!!!
(47) 99983-6026 / (47) 99916-0744
O HIV/AIDS foi identificado pela primeira vez em 1981, através da morte de Gaëtan Dugas, conhecido como paciente zero, visto ser um dos primeiros a disseminar a doença nos EUA. Contudo, análises realizadas em sangue preservado sugerem que a primeira morte comprovada pela AIDS foi de um homem no Congo, em 1957 e pesquisas apontam que a primeira transmissão dos macacos para os seres humanos possa ter ocorrido na década de 1930. No Brasil, o primeiro caso notificado foi no Estado de São Paulo, em 1983, tratando-se de um jovem homossexual com febre e perda de peso, bem como gânglios pelo corpo, diagnosticado com tuberculose disseminada.
A pessoa contaminada pelo vírus HIV pode ou não desenvolver a doença causada por este vírus, a AIDS. O HIV infecta as células de defesa do organismo, em especial os linfócitos T-CD4+, os quais coordenam o sistema imunológico, se replicando no seu interior, provocando falhas progressivas no sistema de defesa do organismo conforme a doença evolui, deixando o paciente fragilizado e suscetível a diversas doenças oportunistas que podem acarretar a morte.
O HIV é a denominação genérica de dois vírus que podem causar a AIDS: HIV-1, mais frequente, produz maior quantidade de partículas virais no organismo, mas se apresenta menos resistente a antirretrovirais do tipo não nucleosídeos (bastante utilizados no Brasil) e HIV-2, mais resistente a antirretrovirais do tipo não nucleosídeos. Ressalto que, pode ocorrer uma infecção pelos dois tipos de HIV, havendo uma replicação simultânea no organismo, acarretando a infecção conjunta ou superinfecção.
A AIDS é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IAS), sendo que, a transmissão do HIV ocorre devido ao contato com fluídos corporais, ocorrendo da seguinte forma: nas relações sexuais; no compartilhamento de materiais perfurocortantes (agulhas, alicates de unhas, entre outros); na transfusão de sangue; da mãe para o filho pela gestação, no parto ou aleitamento materno; no manuseio de materiais contaminados e pela transmissão ocupacional, através dos profissionais de saúde. A pessoa contaminada não transmite o HIV pelo abraço ou pelo aperto de mão, também não ocorre a contaminação através de instalações sanitárias ou por picada de insetos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou, em 1996, o UNAIDS, programa que tem a função de criar soluções e ajudar os países no combate à AIDS, objetivando prevenir o avanço do HIV, prestar tratamento e assistência às pessoas afetadas pela doença e reduzir o impacto socioeconômico da epidemia. Também instituiu o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de Combate à AIDS.
Em 2020, a UNAIDS informava em seu relatório anual que 37,6 milhões de pessoas vivem com o HIV, 77,5 milhões foram infectadas desde o início da epidemia, no ano do relatório, 1,5 milhões foram infectadas, 690 mil morreram pela doença, 27,4 milhões tiveram acesso à terapia antirretroviral, sendo que, 34,7 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS desde o início da epidemia.
O avanço das políticas públicas com a coordenação da OMS tem sido fundamentais para a diminuição de casos e de óbitos, além da proteção ao direito de tratamento. A criação da UNAIDS pela OMS em 1996 é um marco importante no combate a epidemia, assim como, o entendimento que o HIV não tem o seu contágio restrito a grupos específicos, formados por homossexuais, bissexuais e usuários de drogas injetáveis, podendo a sua contaminação ser disseminada por toda a população.
No Brasil, a evolução das políticas públicas de combate à epidemia aconteceu em paralelo a criação do SUS pela Constituição de 1988, sendo que, as ações implementadas em nosso país se tornaram referência mundial. O Ministério da Saúde (MS) criou uma Política Nacional do DST-AIDS, a qual originou o Programa DST-AIDS, de bastante repercussão sanitária, o qual trabalha o combate as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e a AIDS, com foco na prevenção e cuidados, desenvolvendo campanhas e fortalecendo a conscientização para a importância do sexo seguro através do uso do preservativo, de não compartilhar seringas, da adoção de protocolos de segurança e utilização de EPIs (equipamentos de proteção individual) por parte dos profissionais de saúde, entre outras ações. A proteção de direitos também está garantida por esta política, sendo que, desde 1996, todas as pessoas HIV+ no país recebem tratamento gratuito pelo SUS, com sigilo de informações e distribuição do kit de antirretrovirais.
Esclareço que, todas as vacinas são recomendadas para as pessoas HIV+, inclusive as vacinas contra a Covid-19, não havendo entendimento cientifico de contraindicação, ao contrário, o caráter de ataque do sistema imunológico do HIV-AIDS reforça a importância da vacinação.
O fato de o vírus atacar o sistema de defesa natural do organismo torna desafiador encontrar uma cura, neste momento está em desenvolvimento o AGT103-T, terapia genética que visa reparar os danos ao sistema imunológico e auxiliar as respostas naturais do corpo para controlar o vírus, a FDA (Food and Drugs Administration), a ANVISA dos EUA, aprovou em agosto de 2020 a primeira fase de testes em humanos. Atualmente o kit de antirretrovirais está bem evoluído e tem alcançado respostas terapêuticas importantes, as quais repercutem em qualidade de vida e em evitar a transmissão continua do HIV.
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