A atividade física regular é fundamental para prevenir e controlar as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como: doenças cardiovasculares (infarto, AVC e Hipertensão Arterial), diferentes tipos de Câncer (mama, colo de útero, entre outros) e Diabetes tipo 2; atuando ainda para amenizar sintomas de Depressão e Ansiedade, reduzir o declínio cognitivo e melhorar a memória, inibindo também os quadros de Osteoporose e a Sarcopenia (síndrome responsável pela perda progressiva da massa e da força muscular e redução do desempenho físico), consequências do envelhecimento. Esta definição da Organização Mundial da Saúde (OMS) explica a importância de se manter ativo fisicamente.
As DCNTs são responsáveis por 71% de todas as mortes no mundo, sendo as principais responsáveis pela morte de 15 milhões de pessoas entre 30 e 70 anos, por ano.
Em junho de 2018, a OMS lançou um plano de ação global sobre atividade física para reduzir comportamento sedentário e promover a saúde, indicando como os países podem reduzir a inatividade física em adultos e adolescentes em 15% até 2030. Este plano recomenda um conjunto de 20 áreas políticas, que combinadas, objetivam criar sociedades mais ativas por meio da melhoria dos ambientes e oportunidades para pessoas de todas as idades e habilidades para praticarem mais caminhadas, ciclismo, diversos esportes, recreação ativa, dança e jogos. Este documento solicita o apoio ao treinamento de profissionais de saúde e outros profissionais, sistemas de dados mais sólidos e o uso de tecnologias digitais.
Segundo a OMS, a inatividade física, além do prejuízo à saúde humana, explicitado na perda de vidas, também provoca enormes custos financeiros. Por ano, algo em torno de US$ 54 bilhões em assistência médica direta, dos quais, 57% são custeados por recursos do setor público e outros US$ 14 bilhões são atribuídos a perda de produtividade.
Estudo publicado pelo The American Journal of Psichiatry, em 2018, demonstra que os exercícios físicos contribuem para prevenir e tratar a saúde mental, exercendo, por exemplo, um efeito protetor contra a Depressão em indivíduos saudáveis. Este estudo foi desenvolvido por pesquisadores de 4 Universidades brasileiras e 7 estrangeiras, reunindo informações de 49 trabalhos e analisando dados de 265 mil pessoas de 20 países. Os exercícios físicos, além dos mecanismos neuronais e bioquímicos, segundo esta pesquisa, interferem em outros fatores que impactam a saúde mental, reduzindo os efeitos do estresse do dia-a-dia, elevando a qualidade do sono e favorecendo o ganho de autoestima, seja por modelar o corpo e, principalmente quando feita em grupo, possibilitando interações com outras pessoas, evitando o isolamento social.
A OMS fortalece a importância dos exercícios físicos para prevenir e tratar doenças relativas à saúde mental, sendo que, para a entidade, na Depressão leve, a primeira opção não é a Psicoterapia nem a medicação e sim, a atividade física aeróbica, visto que, o treino causa mudança no funcionamento dos neurotransmissores e alivia os sintomas da doença.
Pesquisa recente, elaborada nos EUA, sugere que o exercício físico pode evitar o desenvolvimento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma das complicações causadas pela Covid-19 e que, por ser predominante, acaba classificando a doença.
Depois de 10 anos, a OMS atualizou (abril de 2021) os parâmetros ideais para a realização de atividades físicas em cada faixa etária. Essas recomendações se baseiam em estudos científicos, com o objetivo de combater o sedentarismo e garantir o bem-estar físico e mental proporcionado pela atividade física regular. Lembro que, a OMS define a atividade física como sendo qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos, que requeiram gasto de energia, incluindo atividades físicas praticadas durante o trabalho, jogos, execução de tarefas domesticas, viagens e em atividades de lazer.
Os parâmetros formulados pela OMS, conforme os grupos etários são:
· crianças e jovens (5 a 17 anos): pelo menos, 60 minutos de atividades físicas de intensidade moderada a vigorosa por dia, sendo as aeróbicas as mais recomendadas, com periodicidade de 3 vezes por semana;
· adultos (18 a 64 anos): pelo menos, 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada durante a semana, sendo que os benefícios são mais significativos se houver o aumento da atividade física aeróbica de intensidade moderada para 300 minutos por semana, podendo haver junção de atividade de fortalecimento muscular;
· idosos (acima de 65 anos): ao menos 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada durante a semana ou, pelo menos, 75 minutos de atividade física aeróbica intensa neste mesmo período, a atividade aeróbica deve ter, pelo menos, 10 minutos de duração. Os idosos com dificuldade de mobilidade devem realizar atividades físicas para melhorar o equilíbrio, reduzindo o risco de quedas em, pelo menos, 3 dias na semana. Esse grupo, mesmo que acometido de limitações físicas, deve realizar atividades de acordo com as suas condições, mas é importante que se mantenha ativo e funcional.
As atividades físicas, como vimos, trazem grandes benefícios para o corpo e a mente, melhorando o condicionamento físico, aprimorando a capacidade respiratória, estimulando a coordenação motora, aumentando a força e a resistência, melhorando a postura, fortalecendo os ossos e as articulações, aumentando a flexibilidade, prevenindo e tratando doenças físicas e mentais, elevando a autoestima e proporcionando condições para a longevidade do ser humano e para o bem viver.
Movimente-se!
Vem comigo!!!


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