O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de valorização da vida e de prevenção ao suicídio, de iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), iniciada em 2015 e ocorre anualmente neste mês em função de 10 de setembro ser Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2003.
A cor amarela faz alusão à morte, por suicídio, de um jovem americano, Mike Emme de apenas 17 anos em 1994. Ele tirou a própria vida em um Mustang amarelo 1968, que havia sido restaurado por ele. Cartões com frases motivacionais foram distribuídos durante o seu velório, dirigidas àqueles que padeciam das mesmas dores que Mike, e estes, tinham laços amarelos. Este episódio motivou os familiares e amigos de Mike a iniciarem uma campanha de prevenção contra o suicídio que se ampliou e originou a data mundial de 10 de setembro.
Segundo a OMS, ocorrem cerca de 800 mil suicídios anuais, uma pessoa tira a própria vida a cada 40 segundos, sendo a 3ª causa de morte de jovens de 15 a 29 anos e a 7ª de crianças entre 10 e 14 anos. Estes dados foram coletados através de uma ampla pesquisa mundial realizada pela entidade no ano de 2012 e revelavam o Brasil como o 8º país com maior número de suicídios, com uma média nacional de 32 ocorrências por dia ou 5,5 ocorrências por 100 mil habitantes. Entre os estados brasileiros, o Rio Grande do Sul liderava, seguido pelo Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, estado que apresentava uma média maior que a nacional, qual seja, de 8,58 suicídios por 100 mil habitantes.
Em 17 de junho de 2021, a OMS fez o seguinte pronunciamento: “Não podemos e não devemos ignorar o suicídio”. Segundo a entidade, todos os anos, mais pessoas morrem como resultado do suicídio do que da AIDS, do Câncer de Mama, por guerras ou homicídios. Em 2019, mais de 700 mil pessoas tiraram a própria vida, 1 em cada 100 mortes identificadas. Continua a entidade: “Nossa atenção à prevenção do suicídio é ainda mais importante agora, depois de muitos meses convivendo com a pandemia da Covid-19, com muitos dos fatores de risco para o suicídio, como a perda de emprego, estresse financeiro e isolamento social, ainda muito presentes”.
Dados atuais da OMS identificam que, mundialmente, a taxa de suicídios diminuiu em 36% entre os anos de 2000 e 2019, contudo, neste mesmo período, houve um aumento de 17% na região das Américas. Preocupante também, o aumento da incidência entre os jovens de 15 a 29 anos, sendo a 4ª causa de morte nesta faixa etária, depois de acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal.
Quando se aborda o suicídio, necessário se faz discorrer sobre situações orgânicas que habitualmente estão relacionadas: o estresse, a ansiedade e a depressão.
Toda vez que o ser humano se confronta com uma situação que coloque risco a sua vida ou que provoque tensão nervosa, um mecanismo orgânico de proteção se desencadeia, a começar pela liberação através das glândulas suprarrenais dos hormônios cortisol e adrenalina, estes hormônios catalisam reações químicas que provocam os pulmões a inflarem na busca de mais ar para oxigenar as células, que o coração bata mais rápido para bombear mais sangue e levar mais oxigênio para os músculos, há um aumento da pressão arterial, enfim, todo um mecanismo de defesa é disparado e assim a espécie humana tem sobrevivido através dos tempos. Contudo, quando este mecanismo de defesa é ativado constantemente, pode desencadear problemas orgânicos e mentais, acarretando o estresse, o qual se apresenta passageiro, e distúrbios psicossociais mais graves e que necessitam de tratamento qualificado, como os Transtornos de Ansiedade e a Depressão.
Os Transtornos de Ansiedade e a Depressão podem ser causados por diversos outros fatores internos e externos, sendo que a Depressão, que envolve uma deficiência nos neurotransmissores cerebrais, é a principal causa do suicídio.
O tema do Setembro Amarelo de 2021 é: “Criando esperança por meio da ação”. Segundo o CVV, este tema alerta sobre a importância de ajudar o próximo.
Em 2021, a OMS lançou uma orientação para a prevenção do suicídio, a ser adotada pelos países perante a sua abordagem “Live Life”, a qual envolve 4 estratégias:
· Limitar o acesso aos métodos de suicídio, como pesticidas e armas de fogo;
· Educar a mídia sobre a cobertura responsável sobre o suicídio;
· Promover habilidades socioemocionais para a vida em adolescentes;
· Identificação precoce, avaliação, gestão e acompanhamento de qualquer pessoa afetada por pensamentos e comportamentos suicidas.
A prevenção começa em casa, sendo importante o diálogo entre pais e filhos, a observação das alterações de comportamento das pessoas próximas, afinal, as pessoas emitem sinais, o cuidado com a imersão em redes sociais, manter rotinas de vida que incluam atividades físicas, lazer, momento para orar e/ou meditar com músicas que provoquem o relaxamento, buscar a boa informação evitando a “infodemia” das redes sociais e, claro, conversar sobre o que sente, suas dores e buscar ajuda qualificada.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio de forma voluntária e gratuita, sob total sigilo, pelo telefone 188.
A saúde mental e o suicídio são temas correlatos, a prevenção se inicia com o entendimento de que precisamos conversar sobre o assunto.
Vem comigo!!!
Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com


Nenhum comentário:
Postar um comentário