quarta-feira, 7 de julho de 2021

VACINAS, O CAMINHO PARA A RETOMADA ECONÔMICA E DE NOSSAS VIDAS

 

Em março de 2021, 50.723 pessoas assistiram a um jogo de futebol entre Carlton Blues e Collingwood Magpies, dois times rivais da Austrália e o jogo ocorreu no estado de Victória, região sem nenhum caso ativo de Covid-19 naquela data. Em abril de 2021, a Austrália apresentava apenas 32 casos ativos da doença e uma morte, tendo registrado desde o início da pandemia, pouco mais de 30 mil contaminados e 910 mortes. Estes resultados colocam este país com mais de 25,36 milhões de habitantes como modelo no combate a este evento sanitário e isto foi conseguido através de uma política de contenção nacional capitaneada pelo Governo Federal, com um trabalho preventivo muito intenso focado na testagem em massa da população, rastreamento dos infectados, ruptura na cadeia de contágio e isolamento dos contaminados, campanhas de conscientização da população para a importância do uso da máscara, dos cuidados de higiene e do distanciamento social, ainda com lockdowns executados em tempo e dose regidos pela ciência. Mas, mesmo tendo seguido a cartilha do que deve ser feito e se tornado referência mundial no combate à pandemia, vivendo os primeiros meses de 2021 em ritmo de vida praticamente normal, o país pecou ao iniciar tardiamente e de maneira lenta, a vacinação da sua população, com isto, viu crescer o número de casos perante um surto provocado pela variante indiana (Delta) e o estado de Victória, segundo mais populoso e local do jogo de futebol com mais de 50 mil pessoas ocorrido em março e nesta data sem nenhum caso ativo, entrou em lockdown em junho.

Este relato mostra a importância das vacinas, ainda que, são o caminho para o encerramento desta pandemia, para a retomada econômica e de nossas vidas.

O Brasil, com mais de 18,6 milhões de infectados e mais de 518 mil mortes, 2º em mortes no mundo, ameaçando superar os EUA, adotou um modelo de combate à pandemia diametralmente oposto ao australiano e fracassou rotundamente, política de estado que não priorizou as vacinas e apostou na imunização de rebanho, termo cunhado na veterinária e que não pode ser projetado para humanos, visto o preço das vidas que se perdem.

Segundo estudos da Universidade Federal de Pelotas – RS, cerca de 90 mil óbitos poderiam ter sido evitados se o Governo Federal, através do Ministério da Saúde (MS), tivesse elaborado uma logística de compra antecipada de vacinas que permitisse uma imunização em massa da população já no primeiro semestre do ano. Outro estudo publicado na conceituada revista científica The Lancet pelo renomado epidemiologista brasileiro Pedro Hallal, professor da Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas – RS e coordenador do Epicovid-19, um dos maiores estudos sobre o Coronavírus no país, diz que: “caso o Brasil estivesse na média mundial de controle da pandemia, 3 de 4 mortes poderiam ter sido evitadas”, portanto, por este estudo, mais de 300 mil mortes por Covid-19 não teriam ocorrido.

Os EUA, egressos do negacionismo à ciência, da relativização da pandemia e do desrespeito à vida humana da “era Trump”, ainda estão liderando o ranking mundial de casos e óbitos pela Covid-19, com mais de 33,6 milhões de casos e mais de 604 mil mortes, chegando a registrar mais de 4 mil óbitos pela doença em 24h. Mas este quadro tenebroso começou a ser revertido com uma política de estado focada na ciência, implementada a partir de dezembro de 2020 pelo novo presidente, Joe Biden. Esta política tem como alicerce a vacinação em massa dos mais de 328,2 milhões de americanos, tem surtido efeitos e coloca os EUA como referência sobre o que precisa ser feito, as consequências nefastas de se negar a ciência e a importância das vacinas.

O governo Biden chegou a imunizar 3,4 milhões de pessoas por dia até abril de 2021, índice que caiu para 2,4 milhões em maio, momento em que as campanhas de conscientização foram intensificadas e se disponibilizou a vacina para imigrantes, sem comprovação de residência. Segundo análise feita pela Associated Press, publicada em 25 de junho, tendo como referência o mês de maio, apenas 1% das mortes por Covid-19 no país são de pessoas vacinadas, a média de mortes em 24h caiu para menos de 300. Esta mesma análise indica que infecções em pessoas que receberam as duas doses da vacina correspondem a apenas 0,1% dos internados e das 18 mil mortes registradas, apenas 0,8% foram de pessoas totalmente vacinadas.

Segundo dados oficiais do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, até 25 de junho haviam sido aplicadas 229 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, 42% da população vacinada com a 1ª dose e aproximadamente 30% totalmente imunizadas. Caminhando para a imunidade coletiva vacinal (70% da população vacinada) e controlando os dados epidemiológicos através de uma ampla testagem da população, o país começa a reverter as medidas restritivas e retomar a normalidade da vida.

Apesar de erros e equívocos, o Brasil avança na sua campanha de vacinação. Neste momento, passamos de 100 milhões de vacinados entre 1ª dose e imunização completa, acredito que mais próximo do final de 2021 teremos um volume populacional vacinado que justifique, se os indicadores epidemiológicos assim permitirem, a retomada à normalidade de nossas vidas e a economia certamente viverá melhores dias.

Vem comigo!!!

 

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