Os estados do Sul do país tiveram uma queda inédita de sua população no mês de março de 2021. Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul apresentaram mais mortes que nascimentos, segundo dados compilados no Sistema Integrado de Mortalidade (SIM), plataforma virtual do Ministério da Saúde (MS). Esta plataforma foi criada em 1979, portanto, esta é a data mais antiga de registro destes indicadores no país, anteriormente estes dados eram compilados unicamente através do registro em cartórios. Desde a criação do SIM isto nunca havia ocorrido.
O Portal da Transparência da Arpen/Brasil (Associação Brasileira de Registradores de Pessoas Naturais), criado em 2015 e que compila dados dos cartórios de registro de nascimentos, óbitos e casamentos, confirma esta informação e informa que foram registrados no sistema em março, 34.439 óbitos contra 34.211 nascimentos nos estados do Sul do país, estes dados foram atualizados em 07 de abril e podem sofrer alterações, mas chancelam as informações do SIM. Se faz importante como comparativo os dados de março de 2020, onde foram registrados 28.820 nascimentos e 15.762 mortes.
O relatório apresentado pelo Portal Arpen/Brasil, com base em dados dos Cartórios de Registro Civil, identifica 17.220 óbitos, no conjunto dos 3 estados do Sul do país no mês de março, causados pela Covid-19, portanto, 50% dos óbitos. Segundo este portal, o Rio Grande do Sul apresentou neste período, 8.148 emissões de Certidões de Óbitos, o Paraná 5.737 e Santa Catarina 3.335. Estes números sombrios são um alerta neste momento que o Sul do país é o epicentro da pandemia, mesmo para os negacionistas, os quais contestam, inclusive, os atestados de óbitos, onde a “causa mortis” é pela Covid-19.
Esta inversão da lógica do binômio nascimentos/óbitos, portanto, morrendo mais pessoas do que nascendo, não é fato isolado dos estados do Sul, sendo também identificada em 12 das 50 cidades do país com mais de 500 mil habitantes no mês de março, o mais mortal desta pandemia e existe a possibilidade concreta desta situação inédita e complicada, se alastrar por todo o país, a partir do mês de abril.
O Brasil fracassou rotundamente no combate a esta pandemia, somos o país com maior número diário de óbitos pela Covid-19 e os recordes são batidos dia após dia. Em 06 de abril, estabeleceu-se a marca de 4.195 óbitos em 24h, na mesma data em que Santa Catarina registrou número recorde de mortes com 226 óbitos em 24h. Somos assolados por uma segunda onda ou, como identificam alguns cientistas, uma nova pandemia, catapultada por uma nova cepa viral, a P1, nascida em Manaus-AM, mais contagiosa, agressiva, que atinge de maneira preocupante uma população mais jovem e que aterroriza com a possibilidade de pulverizar a eficácia das vacinas. As vacinas, único caminho para o encerramento deste terrível evento, são escassas neste momento. Entretanto, sobram os que negam, os que querem ocultar dados e fatos, como se nada estivesse acontecendo, imbuídos na única missão de resguardar seus interesses, claro, existem também aqueles que querem utilizar a pandemia para catapultar seus negócios, neste caso, entendo que uma crise deste porte é um celeiro de oportunidades para prosperar, mas, respeito humano e empatia precisa haver.
O mês de março descortinou uma nova pandemia, onde o fracasso no combate deste evento sanitário foi desnudado na toada de cepas virais mais agressivas, que, segundo dados da plataforma UTIs Brasileiras, da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), fazem com que 52,2% das UTIs do Brasil sejam ocupadas por pessoas com menos de 40 anos, portanto, invertendo a lógica de faixa etária atingida de maneira mais grave e o total de pacientes que precisam de ventilação mecânica atingiu 58,1%, ambas as taxas são recordes. De maneira igualmente inédita, 1/3 dos pacientes graves não apresentam comorbidades. Estes e outros dados divulgados pela AMIB foram coletados a partir da expressiva amostragem de 20.865 leitos de UTI no país, 25% do total existente, destes, 1/3 atende o SUS e 2/3 o Sistema Suplementar. O relatório da AMIB reforça percepções do meio científico e propõe conclusões, quais sejam, as novas cepas virais efetivamente são mais agressivas e parecem atingir de maneira importante os mais jovens, a vacinação das pessoas mais idosas parece estar contribuindo para a inversão desta lógica de faixa etária mais atingida e a falta de conscientização e cuidados demonstra ser relevante, contribuindo para os mais jovens serem o grupo mais atingido neste momento.
Ao tempo em que a pandemia mostra a sua cara mais agressiva, fazendo história ao provocar a inédita situação de termos mais mortes que nascimentos no Sul do país e em algumas das maiores cidades brasileiras, e com uma quantidade pequena de vacinas disponibilizadas para a população, surpreende negativamente a matéria divulgada pelo jornal A Folha de São Paulo, a partir de dados levantados pelo próprio jornal, segundo a qual 14,13% das pessoas vacinadas com a vacina Coronavac, não retornaram para tomar a 2ª dose, por volta de 500 mil pessoas.
O momento é difícil, as pessoas vivem a dicotomia de temerem por suas vidas, mas ao mesmo tempo pela paralisação das atividades econômicas e o caos que isto poderia causar. Acredito que o caos já fez do nosso país a sua morada, uma unidade nacional no combate a pandemia seria o remédio ideal, com narrativas próximas à ciência, ações de governança mais eficazes, vacinas para todos e campanhas de conscientização.
Na crise, se repense, se transforme, CRIE!
Vem comigo!!!
Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
O Portal da Transparência da Arpen/Brasil (Associação Brasileira de Registradores de Pessoas Naturais), criado em 2015 e que compila dados dos cartórios de registro de nascimentos, óbitos e casamentos, confirma esta informação e informa que foram registrados no sistema em março, 34.439 óbitos contra 34.211 nascimentos nos estados do Sul do país, estes dados foram atualizados em 07 de abril e podem sofrer alterações, mas chancelam as informações do SIM. Se faz importante como comparativo os dados de março de 2020, onde foram registrados 28.820 nascimentos e 15.762 mortes.
O relatório apresentado pelo Portal Arpen/Brasil, com base em dados dos Cartórios de Registro Civil, identifica 17.220 óbitos, no conjunto dos 3 estados do Sul do país no mês de março, causados pela Covid-19, portanto, 50% dos óbitos. Segundo este portal, o Rio Grande do Sul apresentou neste período, 8.148 emissões de Certidões de Óbitos, o Paraná 5.737 e Santa Catarina 3.335. Estes números sombrios são um alerta neste momento que o Sul do país é o epicentro da pandemia, mesmo para os negacionistas, os quais contestam, inclusive, os atestados de óbitos, onde a “causa mortis” é pela Covid-19.
Esta inversão da lógica do binômio nascimentos/óbitos, portanto, morrendo mais pessoas do que nascendo, não é fato isolado dos estados do Sul, sendo também identificada em 12 das 50 cidades do país com mais de 500 mil habitantes no mês de março, o mais mortal desta pandemia e existe a possibilidade concreta desta situação inédita e complicada, se alastrar por todo o país, a partir do mês de abril.
O Brasil fracassou rotundamente no combate a esta pandemia, somos o país com maior número diário de óbitos pela Covid-19 e os recordes são batidos dia após dia. Em 06 de abril, estabeleceu-se a marca de 4.195 óbitos em 24h, na mesma data em que Santa Catarina registrou número recorde de mortes com 226 óbitos em 24h. Somos assolados por uma segunda onda ou, como identificam alguns cientistas, uma nova pandemia, catapultada por uma nova cepa viral, a P1, nascida em Manaus-AM, mais contagiosa, agressiva, que atinge de maneira preocupante uma população mais jovem e que aterroriza com a possibilidade de pulverizar a eficácia das vacinas. As vacinas, único caminho para o encerramento deste terrível evento, são escassas neste momento. Entretanto, sobram os que negam, os que querem ocultar dados e fatos, como se nada estivesse acontecendo, imbuídos na única missão de resguardar seus interesses, claro, existem também aqueles que querem utilizar a pandemia para catapultar seus negócios, neste caso, entendo que uma crise deste porte é um celeiro de oportunidades para prosperar, mas, respeito humano e empatia precisa haver.
O mês de março descortinou uma nova pandemia, onde o fracasso no combate deste evento sanitário foi desnudado na toada de cepas virais mais agressivas, que, segundo dados da plataforma UTIs Brasileiras, da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), fazem com que 52,2% das UTIs do Brasil sejam ocupadas por pessoas com menos de 40 anos, portanto, invertendo a lógica de faixa etária atingida de maneira mais grave e o total de pacientes que precisam de ventilação mecânica atingiu 58,1%, ambas as taxas são recordes. De maneira igualmente inédita, 1/3 dos pacientes graves não apresentam comorbidades. Estes e outros dados divulgados pela AMIB foram coletados a partir da expressiva amostragem de 20.865 leitos de UTI no país, 25% do total existente, destes, 1/3 atende o SUS e 2/3 o Sistema Suplementar. O relatório da AMIB reforça percepções do meio científico e propõe conclusões, quais sejam, as novas cepas virais efetivamente são mais agressivas e parecem atingir de maneira importante os mais jovens, a vacinação das pessoas mais idosas parece estar contribuindo para a inversão desta lógica de faixa etária mais atingida e a falta de conscientização e cuidados demonstra ser relevante, contribuindo para os mais jovens serem o grupo mais atingido neste momento.
Ao tempo em que a pandemia mostra a sua cara mais agressiva, fazendo história ao provocar a inédita situação de termos mais mortes que nascimentos no Sul do país e em algumas das maiores cidades brasileiras, e com uma quantidade pequena de vacinas disponibilizadas para a população, surpreende negativamente a matéria divulgada pelo jornal A Folha de São Paulo, a partir de dados levantados pelo próprio jornal, segundo a qual 14,13% das pessoas vacinadas com a vacina Coronavac, não retornaram para tomar a 2ª dose, por volta de 500 mil pessoas.
O momento é difícil, as pessoas vivem a dicotomia de temerem por suas vidas, mas ao mesmo tempo pela paralisação das atividades econômicas e o caos que isto poderia causar. Acredito que o caos já fez do nosso país a sua morada, uma unidade nacional no combate a pandemia seria o remédio ideal, com narrativas próximas à ciência, ações de governança mais eficazes, vacinas para todos e campanhas de conscientização.
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