Vivemos um ano atípico com uma pandemia que continua a caminhar em ritmo avassalador, neste momento se evidenciando em uma segunda onda no Hemisfério Norte, com relevo para diversos países da Europa, continente que deve ser bastante atingido com a chegada do inverno. O mundo contabiliza mais de 50 milhões de contaminados e mais de 1,2 milhões de mortes. No Brasil, mais de 5,6 milhões de pessoas foram contaminadas e destas, mais de 160 mil perderam a vida. Somado a este quadro sanitário preocupante e ainda em curso, uma crise econômica sem precedentes caminha em uma onda paralela.
A despeito disto, as outras doenças não deixaram de existir, ao contrário, preocupa o fato da desassistência em curso, com cirurgias eletivas desmarcadas por meses e exames preventivos ou de diagnóstico adiados. Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), houve uma redução de mais de 50% das cirurgias urológicas eletivas e de 25% das cirurgias de emergência. Outra pesquisa, da farmacêutica Janssen, identifica uma queda de 70% das cirurgias oncológicas e de até 90% das análises de biopsia, estimando que mais de 50 mil brasileiros deixaram de ter acesso ao diagnóstico de câncer. Estes indicadores sinalizam uma onda sanitária municiada por outras doenças que está sendo germinada, precisa ser dimensionada e enfrentada.
Perante este quadro complexo, entramos no Novembro Azul, movimento desenvolvido neste mês no Brasil, que é espelho de campanhas similares mundo afora, alusivo ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, celebrado em 17 de novembro.
O movimento com este intuito, pioneiro e mais conhecido no mundo é o Movember, que surgiu em 2003 na Austrália, através dos amigos Travis Garone e Luke Slattery, os quais inspirados pela mãe de um outro amigo que desenvolvia ações para o combate do câncer de mama, idealizaram um concurso de bigodes para arrecadar fundos. Esta ação repercutiu e multiplicou, ao ponto de criarem a Fundação Movember, com todos os recursos arrecadados nas ações, agora mais articuladas, sendo destinados ao combate do câncer de próstata. O Movember foi institucionalizado na Austrália e se disseminou por diversos países, dando origem a outros movimentos, como o No-Shave November.
No Brasil, a SBU iniciou em 2004, ações de esclarecimento sobre o câncer de próstata no mês de novembro e em 2011 o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) lançou a campanha Novembro Azul.
O câncer é um termo genérico que designa um grupo de doenças que pode afetar qualquer parte do corpo humano, sendo causado pela multiplicação desordenada de células, provocado por fatores internos normalmente associados a agentes externos. Os fatores internos prevalentes são os genéticos, hormonais e imunológicos, com os genéticos/hereditários originando de 5 a 10% dos casos. A idade também é um fator interno importante, sendo predominante no câncer de próstata. Entre 80 e 90% dos casos existe associação com causas externas: sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, excesso de peso, maus hábitos alimentares e de vida, entre outros.
O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo e foi responsável por 9,6 milhões de mortes em 2018, sendo o câncer de próstata responsável por 1,28 milhão de casos novos, segundo relato da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 65.840 novos casos para 2020, com 15.576 mortes, sendo o 2º tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros (o 1º é o câncer de pele não melanoma). É predominante na terceira idade, visto que mais de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.
A próstata é uma glândula existente apenas no homem, do tamanho de uma castanha, localizada abaixo da bexiga e a frente do reto, tendo como principal função auxiliar na produção de sêmen. Esta glândula pode desenvolver 3 doenças: a prostatite (inflamação que atinge 30% dos homens), a hiperplasia prostática benigna (HPB) e o câncer.
O câncer de próstata se apresenta normalmente assintomático em sua fase inicial, quando existem sintomas, estes são semelhantes ao do crescimento benigno da próstata, quais sejam: dificuldade de urinar, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou noite e, inclusive, surgimento de sangue na urina. Em fase mais avançada: dores ósseas, infecção generalizada ou insuficiência renal.
Segundo relato do INCA, o seu diagnóstico precoce, assim como em outros tipos de câncer, é responsável por 90% das curas. Entretanto, ainda se reveste de imenso “tabu” o exame de toque retal, utilizado para se prover um diagnóstico em conjunto com o exame de sangue para avaliar a dosagem de PSA (Antígeno Prostático Específico) e, em se reforçando a suspeita, a biopsia de confirmação. O diagnóstico pode ser fechado com a utilização de exames complementares de imagem.
Desde 2009, através da Portaria nº1994, o Ministério da Saúde instituiu, no âmbito do SUS, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem.
Ao tempo que precisamos tocar nossas vidas com as limitações que o “novo agora” nos impõe, ainda precisamos nos cuidar com relação as outras doenças que continuam a existir. Para tanto, a prevenção e o diagnóstico precoce são os remédios mais eficazes.
Na crise, se repense, se transforme, CRIE!!!
Vem comigo!!!
Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
A despeito disto, as outras doenças não deixaram de existir, ao contrário, preocupa o fato da desassistência em curso, com cirurgias eletivas desmarcadas por meses e exames preventivos ou de diagnóstico adiados. Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), houve uma redução de mais de 50% das cirurgias urológicas eletivas e de 25% das cirurgias de emergência. Outra pesquisa, da farmacêutica Janssen, identifica uma queda de 70% das cirurgias oncológicas e de até 90% das análises de biopsia, estimando que mais de 50 mil brasileiros deixaram de ter acesso ao diagnóstico de câncer. Estes indicadores sinalizam uma onda sanitária municiada por outras doenças que está sendo germinada, precisa ser dimensionada e enfrentada.
Perante este quadro complexo, entramos no Novembro Azul, movimento desenvolvido neste mês no Brasil, que é espelho de campanhas similares mundo afora, alusivo ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, celebrado em 17 de novembro.
O movimento com este intuito, pioneiro e mais conhecido no mundo é o Movember, que surgiu em 2003 na Austrália, através dos amigos Travis Garone e Luke Slattery, os quais inspirados pela mãe de um outro amigo que desenvolvia ações para o combate do câncer de mama, idealizaram um concurso de bigodes para arrecadar fundos. Esta ação repercutiu e multiplicou, ao ponto de criarem a Fundação Movember, com todos os recursos arrecadados nas ações, agora mais articuladas, sendo destinados ao combate do câncer de próstata. O Movember foi institucionalizado na Austrália e se disseminou por diversos países, dando origem a outros movimentos, como o No-Shave November.
No Brasil, a SBU iniciou em 2004, ações de esclarecimento sobre o câncer de próstata no mês de novembro e em 2011 o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) lançou a campanha Novembro Azul.
O câncer é um termo genérico que designa um grupo de doenças que pode afetar qualquer parte do corpo humano, sendo causado pela multiplicação desordenada de células, provocado por fatores internos normalmente associados a agentes externos. Os fatores internos prevalentes são os genéticos, hormonais e imunológicos, com os genéticos/hereditários originando de 5 a 10% dos casos. A idade também é um fator interno importante, sendo predominante no câncer de próstata. Entre 80 e 90% dos casos existe associação com causas externas: sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, excesso de peso, maus hábitos alimentares e de vida, entre outros.
O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo e foi responsável por 9,6 milhões de mortes em 2018, sendo o câncer de próstata responsável por 1,28 milhão de casos novos, segundo relato da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 65.840 novos casos para 2020, com 15.576 mortes, sendo o 2º tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros (o 1º é o câncer de pele não melanoma). É predominante na terceira idade, visto que mais de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.
A próstata é uma glândula existente apenas no homem, do tamanho de uma castanha, localizada abaixo da bexiga e a frente do reto, tendo como principal função auxiliar na produção de sêmen. Esta glândula pode desenvolver 3 doenças: a prostatite (inflamação que atinge 30% dos homens), a hiperplasia prostática benigna (HPB) e o câncer.
O câncer de próstata se apresenta normalmente assintomático em sua fase inicial, quando existem sintomas, estes são semelhantes ao do crescimento benigno da próstata, quais sejam: dificuldade de urinar, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou noite e, inclusive, surgimento de sangue na urina. Em fase mais avançada: dores ósseas, infecção generalizada ou insuficiência renal.
Segundo relato do INCA, o seu diagnóstico precoce, assim como em outros tipos de câncer, é responsável por 90% das curas. Entretanto, ainda se reveste de imenso “tabu” o exame de toque retal, utilizado para se prover um diagnóstico em conjunto com o exame de sangue para avaliar a dosagem de PSA (Antígeno Prostático Específico) e, em se reforçando a suspeita, a biopsia de confirmação. O diagnóstico pode ser fechado com a utilização de exames complementares de imagem.
Desde 2009, através da Portaria nº1994, o Ministério da Saúde instituiu, no âmbito do SUS, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem.
Ao tempo que precisamos tocar nossas vidas com as limitações que o “novo agora” nos impõe, ainda precisamos nos cuidar com relação as outras doenças que continuam a existir. Para tanto, a prevenção e o diagnóstico precoce são os remédios mais eficazes.
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