Poucas certezas nos unem neste momento, uma delas é que a máxima que diz que “o ano no Brasil começa após o carnaval”, foi reescrita em 2020 com o primeiro caso oficial da COVID-19 em 26/02 para “o ano terminou após o carnaval”, ainda que a despeito de vivermos um momento pandêmico, esta temporada de verão 2020/2021 precisa ser um sucesso.
Mas como termos uma ocupação sanitariamente sustentável de nossas praias, cidades e equipamentos turísticos?
Afinal, a Europa vive uma segunda onda, extremamente preocupante da doença, com países como a Alemanha, Reino Unido, França e Espanha com aumento de casos que já faz com que seus governos adotem novos protocolos de distanciamento social. O número de óbitos caminha em curva menor do que foi visto na primeira onda, entretanto, este quadro começa a se reverter em alguns locais e faz com os cientistas tenham dúvidas sobre a ideia de que uma segunda onda seria menos letal que a primeira. De outra ordem, os EUA, país que adotou nacionalmente ações de governança calcadas no negacionismo da doença, reflete este enfrentamento irresponsável desta pandemia com um quadro de uma onda contínua e intermitente em diversos estados. Conforme se pronunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS), a situação do Hemisfério Norte é muito preocupante e a vinda do inverno pode tornar esta situação ainda mais complexa.
Nosso país está em terceiro em números de casos, atrás dos EUA e da Índia, este o segundo país mais populoso do mundo, com um sistema de saúde precário e imerso em imensa desigualdade social. Somos o segundo em número de óbitos, perdendo apenas dos EUA, aliás, salta aos olhos que estes dois países adotaram políticas negacionistas, com discursos governamentais difusos e com a proteção econômica sendo priorizada em detrimento a proteção à vida. O feriado de 12/10, pensando nos 14 dias para a repercussão sanitária pandêmica da ocupação sem qualquer sustentabilidade de nossas praias e outros equipamentos turísticos, repercute neste momento com regiões que estavam em fase de estabilização no crescimento de contágio, migrando para a fase de aceleração, é o caso de Santa Catarina, que se soma ao Acre, Amapá, Ceará e Espírito Santo, nesta mesma situação em final de outubro. Imagino que o feriadão de 02/11 vai agravar este quadro e “medir o termômetro” do que pode ocorrer na temporada de verão.
E não me venham falar em vacinas já neste final de ano, claro que alguma das 35 que estão em fase mais avançada de testes em humanos, sendo 9 as que se apresentam na vanguarda destas testagens, pode ter sua aprovação no apagar das luzes de 2020, acho pouco provável. Acredito que isso só ocorrerá no primeiro semestre de 2021. Mas vamos lá, que este fato ocorra, toda uma logística de produção, distribuição e imunização precisará ser vencida, e olhem, acreditem, esses processos invadirão 2022. Conspira ainda em nosso país para a dificuldade de imunização de nossa população a posição contrária do governo federal à imunização obrigatória e a inclusão da vacina Coronavac no Programa Nacional de Imunização (PNI), situações estas que deverão ser judicializadas e discutidas no Supremo Tribunal Federal.
Portanto, reitero que uma das certezas de que nos une é de que precisamos ter uma temporada de verão bem sucedida, mas claro, será em ritmo pandêmico, à mercê da possibilidade de uma segunda onda tão impactante quanto a primeira e sem vislumbre de vacina no horizonte.
Mas afinal, como termos uma ocupação sustentável de nossas praias, cidades e equipamentos turísticos?
Creio que o início de tudo está em aceitarmos e entendermos o momento em que vivemos, adotarmos uma narrativa calcada nesta realidade e na ciência, pautarmos nossas ações em indicadores que reflitam o real momento da pandemia em nosso país, para tanto, testes sorológicos precisam ser realizados no intuito de identificar a real parcela da população que já teve contato com o SARS-COV-2 e a COVID-19, ainda prover elementos para entender a evolução pandêmica em nosso país. Olha só, são ações de governança e que se não forem adotadas em nível federal, precisam num plano de contingência serem adotadas por estados e municípios. Ainda, manter a guarda alta com estas e outras ações de monitoramento, assim como no atendimento aos infectados.
Lembro que as tradicionais “viroses” de verão continuarão a ocorrer, assim como a dengue, já endêmica em nosso país, a febre-amarela, a meningite e tantas outras doenças.
Paralelamente a isto, os municípios precisam elaborar campanhas que tenham foco na segurança sanitária, com a elaboração de protocolos, treinamentos para os atores sociais, ferramentas de conscientização, estimulando o comprometimento de seus munícipes e de seus visitantes. Campanhas estas que conversem com as ações de governança, forneçam subsídios e sejam paritadas pelo aumento ou diminuição de casos.
A ocupação sustentável das praias é um desafio à parte, mas campanhas de educação ambiental, já amplamente desenvolvidas, podem dar um modelo de logística e a eficiência na fiscalização será fundamental. Difícil será, mas a sua eficácia será regulada pelo comprometimento de cada qual.
Todos estão ávidos de passear e de buscar novos horizontes após um ano tão complexo, ainda de equilibrar as suas finanças e tecer planos futuros, mas isto só será possível com ações que garantam a segurança do bem viver.
Na crise, se repense, se transforme, CRIE!!!
Vem comigo!!!
Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
Mas como termos uma ocupação sanitariamente sustentável de nossas praias, cidades e equipamentos turísticos?
Afinal, a Europa vive uma segunda onda, extremamente preocupante da doença, com países como a Alemanha, Reino Unido, França e Espanha com aumento de casos que já faz com que seus governos adotem novos protocolos de distanciamento social. O número de óbitos caminha em curva menor do que foi visto na primeira onda, entretanto, este quadro começa a se reverter em alguns locais e faz com os cientistas tenham dúvidas sobre a ideia de que uma segunda onda seria menos letal que a primeira. De outra ordem, os EUA, país que adotou nacionalmente ações de governança calcadas no negacionismo da doença, reflete este enfrentamento irresponsável desta pandemia com um quadro de uma onda contínua e intermitente em diversos estados. Conforme se pronunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS), a situação do Hemisfério Norte é muito preocupante e a vinda do inverno pode tornar esta situação ainda mais complexa.
Nosso país está em terceiro em números de casos, atrás dos EUA e da Índia, este o segundo país mais populoso do mundo, com um sistema de saúde precário e imerso em imensa desigualdade social. Somos o segundo em número de óbitos, perdendo apenas dos EUA, aliás, salta aos olhos que estes dois países adotaram políticas negacionistas, com discursos governamentais difusos e com a proteção econômica sendo priorizada em detrimento a proteção à vida. O feriado de 12/10, pensando nos 14 dias para a repercussão sanitária pandêmica da ocupação sem qualquer sustentabilidade de nossas praias e outros equipamentos turísticos, repercute neste momento com regiões que estavam em fase de estabilização no crescimento de contágio, migrando para a fase de aceleração, é o caso de Santa Catarina, que se soma ao Acre, Amapá, Ceará e Espírito Santo, nesta mesma situação em final de outubro. Imagino que o feriadão de 02/11 vai agravar este quadro e “medir o termômetro” do que pode ocorrer na temporada de verão.
E não me venham falar em vacinas já neste final de ano, claro que alguma das 35 que estão em fase mais avançada de testes em humanos, sendo 9 as que se apresentam na vanguarda destas testagens, pode ter sua aprovação no apagar das luzes de 2020, acho pouco provável. Acredito que isso só ocorrerá no primeiro semestre de 2021. Mas vamos lá, que este fato ocorra, toda uma logística de produção, distribuição e imunização precisará ser vencida, e olhem, acreditem, esses processos invadirão 2022. Conspira ainda em nosso país para a dificuldade de imunização de nossa população a posição contrária do governo federal à imunização obrigatória e a inclusão da vacina Coronavac no Programa Nacional de Imunização (PNI), situações estas que deverão ser judicializadas e discutidas no Supremo Tribunal Federal.
Portanto, reitero que uma das certezas de que nos une é de que precisamos ter uma temporada de verão bem sucedida, mas claro, será em ritmo pandêmico, à mercê da possibilidade de uma segunda onda tão impactante quanto a primeira e sem vislumbre de vacina no horizonte.
Mas afinal, como termos uma ocupação sustentável de nossas praias, cidades e equipamentos turísticos?
Creio que o início de tudo está em aceitarmos e entendermos o momento em que vivemos, adotarmos uma narrativa calcada nesta realidade e na ciência, pautarmos nossas ações em indicadores que reflitam o real momento da pandemia em nosso país, para tanto, testes sorológicos precisam ser realizados no intuito de identificar a real parcela da população que já teve contato com o SARS-COV-2 e a COVID-19, ainda prover elementos para entender a evolução pandêmica em nosso país. Olha só, são ações de governança e que se não forem adotadas em nível federal, precisam num plano de contingência serem adotadas por estados e municípios. Ainda, manter a guarda alta com estas e outras ações de monitoramento, assim como no atendimento aos infectados.
Lembro que as tradicionais “viroses” de verão continuarão a ocorrer, assim como a dengue, já endêmica em nosso país, a febre-amarela, a meningite e tantas outras doenças.
Paralelamente a isto, os municípios precisam elaborar campanhas que tenham foco na segurança sanitária, com a elaboração de protocolos, treinamentos para os atores sociais, ferramentas de conscientização, estimulando o comprometimento de seus munícipes e de seus visitantes. Campanhas estas que conversem com as ações de governança, forneçam subsídios e sejam paritadas pelo aumento ou diminuição de casos.
A ocupação sustentável das praias é um desafio à parte, mas campanhas de educação ambiental, já amplamente desenvolvidas, podem dar um modelo de logística e a eficiência na fiscalização será fundamental. Difícil será, mas a sua eficácia será regulada pelo comprometimento de cada qual.
Todos estão ávidos de passear e de buscar novos horizontes após um ano tão complexo, ainda de equilibrar as suas finanças e tecer planos futuros, mas isto só será possível com ações que garantam a segurança do bem viver.
Na crise, se repense, se transforme, CRIE!!!
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