A pandemia da Covid-19 continua a se propagar mundo afora com uma onda contínua, intermitente e crescente nos EUA, com uma segunda onda preocupante em diversos países da Europa, além de uma situação complexa vivida pela Índia, 2º país com maior número de casos e um fluxo intermitente em escala global. A América do Sul vê um aumento de casos e óbitos preocupante na Argentina e uma segunda onda em germinação no Brasil, quadro reforçado pelos dados divulgados em 17/11 pelo Imperial College de Londres, segundo o qual, no dia 10 deste mês o índice de transmissão em nosso país estava em 0,68, tendo subido para 1,10. Estes números indicam que cada grupo de 100 pessoas contaminadas transmite o vírus para outras 110, dados levantados através da média das estimativas de mortes dos últimos 14 dias, tendo a média móvel de novas infecções subido 59% nos últimos 7 dias em relação a 14 dias atrás, sendo o maior percentual desde 03/06.
Perante este quadro que suscita preocupação, cuidados de todos e impõe ações de governança para conter a propagação de uma nova onda da Covid-19, vimos acontecer nossas eleições municipais. Ainda anestesiados pela complexa eleição presidencial americana, vencida pelo democrata Joe Biden, histórica por derrotar o nacionalismo radical, xenofóbico e distante da ciência da era Trump, eleição que será lembrada por termos visto o quinto presidente americano a perder a reeleição nos últimos 100 anos, ainda por ter sido o único a não reconhecer a lisura das urnas e a vitória do adversário, claro pelo sistema eleitoral de difícil entendimento e com uma apuração demorada em comparação aos padrões brasileiros, mas principalmente pelo efeito devastador deste evento sanitário nas estruturas da mais poderosa nação do mundo.
O Brasil, terceiro país em casos e segundo em óbitos, vivencia a dicotomia de entender que sua gente precisa trabalhar e, para tanto, vive a expectativa das festas de final de ano e de uma temporada de verão que precisa ser exitosa para aquecer os setores produtivos, municiando financeiramente os brasileiros após um ano que existiu da pior maneira possível, tendo como contraponto a iminência de uma segunda onda, a qual exige que mantenhamos os cuidados sanitários e de distanciamento social, assim como ações de governança que monitorem, dissequem a evolução do vírus no país e protejam sua gente.
O Governo Federal não dá demonstrações de entender, desde o início, a real dimensão do momento em que vivemos. Acertou ao demonstrar sensibilidade social e instrumentar o Auxílio Emergencial, mas erra ao persistir com narrativas dissonantes da ciência e da realidade dos fatos, ao tentar aparelhar politicamente o Ministério da Saúde e a ANVISA e na insistência de uma ação continuada de desgovernança desta crise sanitária.
As eleições municipais, assim como a eleição americana o foi, tiveram como discussão maior, o enfrentamento da pandemia. Diante desta constatação, vemos os candidatos explicitamente apoiados pelo Presidente da República serem derrotados em sua ampla maioria, um grande apoiamento a candidatos de centro, com discursos balizados pela ciência e pelo bom senso, ainda o fortalecimento de algumas lideranças de esquerda, as quais atenuaram seu discurso radical.
O primeiro turno destas eleições ratificou a premissa que a reeleição beneficia o prefeito que a busca, a não ser em situação de um mau governo explícito, ainda mostrou que a população tem a percepção das ações de governança adotadas por eles e aprovou os que buscaram seguir a ciência, utilizaram narrativas com base na empatia e privilegiaram os cuidados com a vida humana. Foi praticamente unanime o “não” ao radicalismo verbal, ao extremismo ideológico e as propostas descoladas da realidade. Em função da pandemia, houve uma abstenção histórica de votos e, lamentavelmente, visto a dificuldade financeira da população, o poder econômico foi preponderante. Acredito que o segundo turno a ocorrer em 57 municípios brasileiros seguirá este mesmo caminho e consolidará um quadro do perfil eleitoral da população brasileira para as eleições de 2022.
Esta pandemia ceifou vidas e trouxe prejuízos de diversas ordens para todos, de outra maneira desestruturou os modelos políticos e econômicos que eram prevalentes, obrigou as pessoas a pararem e terem tempo de raciocinar sobre o mundo e necessariamente elaborarem menção de juízo sobre as ações de seus governantes. Entendo que estamos mais exigentes com aqueles que nos governam, independente do perfil ideológico, mas, certamente, cansados de discursos ríspidos, insensíveis e fantasiosos. Afinal, quando se percebe tantas vidas sendo perdidas, quando se caminha por tantos meses em companhia do temor da doença, do desemprego e do futuro, o ser humano se torna mais sensível e exigente.
Acabada estas eleições, ainda na expectativa da salvadora vacina, que acredito esteja à disposição a partir do primeiro semestre de 2021, mas com um tempo razoável para ter resultados práticos e iniciar a contenção desta pandemia, temos a missão de tocar nossas vidas com a responsabilidade e os cuidados que o momento exige, afinal, uma segunda onda da pandemia já mostra sua cara. Ainda, entendermos os motivos que nos trouxeram a situação em que estamos e exigirmos de nossos governantes práticas administrativas que vislumbrem melhoria na qualidade de vida e reduzam a desigualdade social.
Em tempo, os protocolos adotados pelo Tribunal Superior Eleitoral foram bem elaborados e houve exigência de seu cumprimento nos locais de votação. Ainda, o TSE desenvolveu uma campanha de educação sanitária em nível nacional, a primeira realizada nesta pandemia. Espero que estas ações sirvam de exemplo ao Governo Federal.
Na crise, se repense, se transforme, CRIE!!!
Vem comigo!!!
Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
Perante este quadro que suscita preocupação, cuidados de todos e impõe ações de governança para conter a propagação de uma nova onda da Covid-19, vimos acontecer nossas eleições municipais. Ainda anestesiados pela complexa eleição presidencial americana, vencida pelo democrata Joe Biden, histórica por derrotar o nacionalismo radical, xenofóbico e distante da ciência da era Trump, eleição que será lembrada por termos visto o quinto presidente americano a perder a reeleição nos últimos 100 anos, ainda por ter sido o único a não reconhecer a lisura das urnas e a vitória do adversário, claro pelo sistema eleitoral de difícil entendimento e com uma apuração demorada em comparação aos padrões brasileiros, mas principalmente pelo efeito devastador deste evento sanitário nas estruturas da mais poderosa nação do mundo.
O Brasil, terceiro país em casos e segundo em óbitos, vivencia a dicotomia de entender que sua gente precisa trabalhar e, para tanto, vive a expectativa das festas de final de ano e de uma temporada de verão que precisa ser exitosa para aquecer os setores produtivos, municiando financeiramente os brasileiros após um ano que existiu da pior maneira possível, tendo como contraponto a iminência de uma segunda onda, a qual exige que mantenhamos os cuidados sanitários e de distanciamento social, assim como ações de governança que monitorem, dissequem a evolução do vírus no país e protejam sua gente.
O Governo Federal não dá demonstrações de entender, desde o início, a real dimensão do momento em que vivemos. Acertou ao demonstrar sensibilidade social e instrumentar o Auxílio Emergencial, mas erra ao persistir com narrativas dissonantes da ciência e da realidade dos fatos, ao tentar aparelhar politicamente o Ministério da Saúde e a ANVISA e na insistência de uma ação continuada de desgovernança desta crise sanitária.
As eleições municipais, assim como a eleição americana o foi, tiveram como discussão maior, o enfrentamento da pandemia. Diante desta constatação, vemos os candidatos explicitamente apoiados pelo Presidente da República serem derrotados em sua ampla maioria, um grande apoiamento a candidatos de centro, com discursos balizados pela ciência e pelo bom senso, ainda o fortalecimento de algumas lideranças de esquerda, as quais atenuaram seu discurso radical.
O primeiro turno destas eleições ratificou a premissa que a reeleição beneficia o prefeito que a busca, a não ser em situação de um mau governo explícito, ainda mostrou que a população tem a percepção das ações de governança adotadas por eles e aprovou os que buscaram seguir a ciência, utilizaram narrativas com base na empatia e privilegiaram os cuidados com a vida humana. Foi praticamente unanime o “não” ao radicalismo verbal, ao extremismo ideológico e as propostas descoladas da realidade. Em função da pandemia, houve uma abstenção histórica de votos e, lamentavelmente, visto a dificuldade financeira da população, o poder econômico foi preponderante. Acredito que o segundo turno a ocorrer em 57 municípios brasileiros seguirá este mesmo caminho e consolidará um quadro do perfil eleitoral da população brasileira para as eleições de 2022.
Esta pandemia ceifou vidas e trouxe prejuízos de diversas ordens para todos, de outra maneira desestruturou os modelos políticos e econômicos que eram prevalentes, obrigou as pessoas a pararem e terem tempo de raciocinar sobre o mundo e necessariamente elaborarem menção de juízo sobre as ações de seus governantes. Entendo que estamos mais exigentes com aqueles que nos governam, independente do perfil ideológico, mas, certamente, cansados de discursos ríspidos, insensíveis e fantasiosos. Afinal, quando se percebe tantas vidas sendo perdidas, quando se caminha por tantos meses em companhia do temor da doença, do desemprego e do futuro, o ser humano se torna mais sensível e exigente.
Acabada estas eleições, ainda na expectativa da salvadora vacina, que acredito esteja à disposição a partir do primeiro semestre de 2021, mas com um tempo razoável para ter resultados práticos e iniciar a contenção desta pandemia, temos a missão de tocar nossas vidas com a responsabilidade e os cuidados que o momento exige, afinal, uma segunda onda da pandemia já mostra sua cara. Ainda, entendermos os motivos que nos trouxeram a situação em que estamos e exigirmos de nossos governantes práticas administrativas que vislumbrem melhoria na qualidade de vida e reduzam a desigualdade social.
Em tempo, os protocolos adotados pelo Tribunal Superior Eleitoral foram bem elaborados e houve exigência de seu cumprimento nos locais de votação. Ainda, o TSE desenvolveu uma campanha de educação sanitária em nível nacional, a primeira realizada nesta pandemia. Espero que estas ações sirvam de exemplo ao Governo Federal.
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