terça-feira, 6 de outubro de 2020

NO BRASIL DA PANDEMIA, O NOVO AGORA E SEUS DESAFIOS



 Esta pandemia da Covid-19 ainda não se encerrou e, segundo a Organização Mundial da Saúde, isto deve se encaminhar com a existência da vacina, mesmo assim devendo se encerrar apenas em 2022. Perante quase 35 milhões de casos mundo afora e mais de 1 milhão de mortes, os mais de 23 milhões de recuperados nos servem de conforto, mas a experiência relatada pela história, de outras pandemias, nos impõe ficar atentos para outras ondas da doença. Na Europa isto está acontecendo, em países como a França, o Reino Unido e a Espanha, os EUA são um caso à parte, onde diversos estados apresentam surtos intermitentes. No Brasil, a pandemia se apresenta em fase de desaceleração de contágio e de óbitos, entretanto nos alarmamos com uma segunda onda a assolar o estado do Amazonas, um dos primeiros a ser atingido e um dos mais afetados.


Entender o que está acontecendo e não trilhar o caminho do negacionismo científico é uma lição de sabedoria que outros momentos históricos similares nos deixaram como legado, esta atitude preserva vidas e nos facilita a reinvenção pessoal e profissional que este mundo em transformação nos impõe. De outra maneira, o “novo agora” deve ser encarado com otimismo, esperança e motivação, perante as oportunidades que este momento de transição irá nos proporcionar.

Desde a Peste Negra, no século XIV, que dizimou 1/3 da população da Europa, passando pela Gripe Espanhola, pós 1ª Guerra Mundial, a história nos relata reações similares das pessoas perante estes momentos críticos, assim como nos faz entender como superá-los. A Bíblia Sagrada, escrita a mais de 2 mil anos, livro mais lido e conhecido do mundo, em Mateus 6:34, nos dá uma grande dica a ser seguida: “Não andeis ansiosos pelo dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta a cada dia o seu desafio.”

O “novo agora” nos impõe um desafio inicial e maior de tocarmos nossas vidas conciliando nossa biossegurança e a de colaboradores; para empreendedores, ainda a biossegurança de consumidores e a segurança jurídica nas relações trabalhistas, afinal, toda uma legislação foi criada nesta pandemia e, desde 29/04, o Supremo Tribunal Federal criou jurisprudência como a Covid-19 sendo uma doença ocupacional. Portanto, a largada para este “tocando a vida” passa pelo uso da máscara, higienização constante das mãos, utilização do álcool em gel, medidas preventivas de distanciamento social e para os empregadores, entendimento da legislação pandêmica, criação de protocolos sanitários e aplicação de rotinas que gerem segurança. Segurança é o remédio para a grande dor da população neste momento: o temor, seja da doença, do desemprego e do futuro; remédio que, se bem aplicado, pode ser um grande diferencial, inclusive, para atrair novos clientes.

A era digital, que já estava aí, ganhou imenso relevo, o home office já faz parte desta nova rotina de trabalho e não acredito que será descartado, nem após o encerramento desta pandemia. Nas empresas, novos postos de trabalho estão sendo criados, mas claro que o risco do enxugamento do corpo de colaboradores e do desemprego é concreto, visto a crise econômica que caminha paralela a esta pandemia e, certamente, será potencializada a níveis incalculáveis neste mundo globalizado. A história novamente pode nos socorrer com um evento que julgo de igual dimensão em consequências futuras: o “crach” da bolsa de valores de Nova Iorque (1929), que gerou a grande depressão dos anos 30. Mas, olhando a história com otimismo e verdade, percebemos que este evento modificador, igualmente abriu um celeiro de oportunidades e, perante ações de governança impostas pelas dificuldades, o liberalismo moderno foi definido e um ciclo de prosperidade se sucedeu.

É inegável que o sistema educacional foi impactado e está sofrendo profundas alterações, imagino que o seu retorno presencial em final 2020 e início de 2021 seja marcado por protocolos de biossegurança e por uma ampliação, ainda a ser dimensionada, do uso de plataformas digitais e do meio virtual.

Falei bastante sobre a ampliação do uso do meio virtual, me parece óbvio que profissionais que ofertem serviços relacionados, serão supervalorizados, assim como profissionais liberais e empreendedores que entenderem a importância destas ferramentas se diferenciarão. Mesmo as eleições municipais de 2020 estarão marcadas pelo uso dos meios digitais, será uma eleição atípica. Será que os candidatos que entenderem isto e souberem melhor usar estas ferramentas, não encontrarão um caminho para o sucesso?

Nos aproximamos do final do ano e da temporada de verão, nosso país tem o turismo como uma de suas principais atividades econômicas. O carnaval está sendo desmarcado em diversos locais, a começar pelo Rio de Janeiro, o reveillón está sendo igualmente cancelado em grandes centros ou reestruturado para evitar o afluxo de público. É sensato afirmar que o turismo internacional dificilmente se fará presente nesta temporada 2020/2021, contudo, o turismo regional tende a ser potencializado, afinal, as pessoas estão avidas de sair, de viajar, de se divertir, de ir as compras, mas convive com este sentimento um outro que já citei, a maior dor da população destes tempos, o temor.

Acredito em uma temporada de verão em ritmo pandêmico, onde as medidas sanitárias terão de ser redimensionadas e os protocolos preparados para permitir uma ocupação sanitária sustentável de praias e de outros aparelhos turísticos, sob pena de termos crescimento nos indicadores de contágio e de óbitos com o surgimento de novas ondas. Portanto, esta temporada 2020/2021 será totalmente atípica, onde, reitero, o remédio da segurança tende a ser o grande diferencial para atrair visitantes e consumidores.

O “novo agora” nos exige entendimento deste novo mundo, cuidados e responsabilidade, mas tenham otimismo, pois, certamente, é um celeiro de oportunidades.

Na crise, se repense, se transforme, CRIE!!!

Vem comigo!!!

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