quinta-feira, 16 de junho de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: A BELEZA E O PODER DA GRATIDÃO



A palavra gratidão está ligada ao latim “gratia” que significa graça ou “gratus”, agradável, sendo muito utilizada atualmente pelo seu sentido poético, focando no sentimento e substituindo termos como grato ou muito obrigado. Contudo, a palavra por vezes se distancia do sentimento extremamente belo, o qual tem o poder de catalisar reações positivas para o organismo humano, a partir de um pensamento que ainda gera atitudes que repercutem em comportamentos, os quais contribuem para a melhora nas relações interpessoais, para a felicidade e o sucesso.

Como já foi dito, a palavra gratidão, escrita ou verbalizada, se tornou um modismo destes tempos de intensa movimentação das redes sociais, viralizando, na maior parte das vezes, sendo utilizada apenas como uma gentileza ou pela beleza da expressão.

O sentimento de gratidão é algo muito mais profundo e que emana a partir do autoconhecimento, do reconhecimento e da retribuição de algo muito valoroso recebido. Este sentimento advém de um pensamento que gera esta atitude e provém um comportamento condizente com a profundidade e a intensidade deste sentimento.

Quando a pessoa sente e expressa a gratidão, o cérebro estimula a liberação de neurotransmissores como a dopamina, a serotonina e a endorfina, os quais providenciam sensações de bem-estar e felicidade para o ser humano, ainda se contrapondo ao mecanismo orgânico do estresse, inibindo os efeitos da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados pela glândula suprarrenal através deste mecanismo. Esta ação equilibra o metabolismo, evitando a incidência de disfunções de ordem física ou mental, também atuando para combater doenças pré-existentes e contribuindo para uma melhora imunológica da pessoa.

Durante a pandemia, muitas pesquisas foram desenvolvidas sobre a importância do exercício diário da gratidão, de acordo com o Centro de Pesquisa da Universidade da Califórnia (UCLA) – EUA, ser grato regularmente provoca uma mudança na estrutura molecular do cérebro, nos tornando mais felizes e saudáveis, sendo que a felicidade afeta diretamente o Sistema Nervoso Autônomo Central, nos deixando mais calmos, menos reativos e menos resistentes às mudanças.

De outra medida, a gratidão potencializa a estruturação e o fortalecimento das relações humanas, desnudando o funcionamento do cérebro no que tange a socialização, a formação de laços sociais e a empatia.

Olha só, empatia, um dos 5 pilares da Inteligência Emocional, a qual tanto cito em minhas colunas, não por outro motivo, o de ser cientificamente aceita, base para o desenvolvimento humano e grande diferencial ao explicar por que duas pessoas com igual formação escolar tem resultados profissionais e sociais diferentes.

A empatia, qual seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro, de enxergar o mundo pelos olhos do outro, de não apenas compreender, mas sentir as dores alheias, é uma habilidade ou sentimento que é pré-requisito para se elaborar o pensamento e o subsequente sentimento de gratidão. Na mesma medida, ao se exercitar a empatia, além de ter a possibilidade de desenvolver a gratidão, a pessoa também evolui na capacidade de se relacionar com os outros e isto é fundamental no ambiente de trabalho, familiar, nas relações amorosas, enfim, em todos os aspectos da vida.

Claro que, o autoconhecimento, assim como com outros fatores que contribuem para o desenvolvimento humano, é a porta de entrada para se elaborar o sentimento de gratidão, afinal, vivemos tempos atribulados, com muitas mudanças ocorrendo no mundo, as expectativas dos profissionais destes novos tempos sofrem um processo continuado de transformações, as alterações comportamentais e sociais são intensas, consequentemente a pressão cotidiana se torna cada vez maior. O momento se faz de uma reavaliação em conceitos e valores, de exercitar o autoconhecimento, a partir disso, se transformar e desenvolver a capacidade de elaborar pensamentos e sentimentos mais edificantes.

Ao tempo que pensamentos positivos como o da gratidão são elaborados, estes podem ser direcionados para substituir pensamentos limitantes, os quais funcionam como gatilhos a ditar atitudes e comportamentos que comprometem a busca pela felicidade e pelo sucesso familiar, afetivo ou mesmo profissional.

Como vimos, o sentimento de gratidão é belo e importante para a saúde física e mental das pessoas, ainda fortalece a busca pelo desenvolvimento pessoal, pela felicidade e pelo sucesso.

Através do Coaching pode-se desenvolver o autoconhecimento, a empatia, eliminar pensamentos limitantes e aflorar o sentimento de gratidão.

Uma dica de exercício diário para descortinar este sentimento é a do Patrocínio Positivo, qual seja, perante um compromisso consigo mesmo, destinar momentos do dia para conversar com pessoas do seu convívio e elogiar alguma atitude positiva que tenha identificado nelas, muito melhor se esta atitude tenha sido com relação a você. Eis aí uma ferramenta simples, mas poderosa, para buscar o sentimento de gratidão, tão belo e poderoso que reside dentro de todos nós.

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quinta-feira, 9 de junho de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: AUTOSSABOTAGEM, A MAIOR INIMIGA DOS SONHOS


A autossabotagem é quando a própria pessoa trabalha contra a sua felicidade, o seu sucesso e o atingir dos sonhos. Se configurando através de pensamentos que conduzem a atitudes, gerando comportamentos, os quais podem prejudicar diversas áreas da vida das pessoas, acarretando, por exemplo, problemas familiares, o insucesso no casamento ou no trabalho.

Os comportamentos que caracterizam a autossabotagem podem ser conscientes ou inconscientes, contudo, a forma inconsciente é predominante. A Psicologia a tem estudado desde muito tempo e identifica que a sua origem, de maneira predominante, está associada com traumas vividos na infância ou adolescência, ainda a traços de personalidade herdados do convívio familiar.

Estudos realizados pela Universidade de Indiana nos EUA levaram a constatações que são curiosas e paradoxais perante as atitudes que evidenciam o ato de se sabotar, então vejamos, é mais frequente quando a pessoa está focada em um objetivo, qual seja, quando o cérebro está no auge de atenção.

Em pessoas mais suscetíveis e vulneráveis às influências externas, este padrão de comportamento pode acarretar ou potencializar distúrbios ou doenças físicas e mentais, tais como: cardiopatias, diabetes, obesidade, transtornos de ansiedade e a depressão.

As atitudes mais comuns que evidenciam o ato de se sabotar são: medo, procrastinação (adiar tarefas importantes), vitimização, negação, culpabilidade, inconstância e mesmo, a própria ausência da atitude de colocar em prática um plano de ação que conduza ao sonho ou objetivo desejado.

Perante estas atitudes mais comuns a autossabotagem, a pessoa apresenta sintomas perceptíveis, quais sejam, enxerga sempre o lado negativo das coisas, por mais que conquiste vitórias, estas são desconstruídas e desvalorizadas, claro, a baixa autoestima é evidente, assim como o medo constante de errar, aliás, o medo do desconhecido e das próprias limitações está associado a uma grande dificuldade que as pessoas apresentam e que é um diferencial entre o sucesso e o fracasso, a capacidade de sair do lugar de conforto e de arriscar novos caminhos.

Procrastinar ou adiar tarefas importantes também se constitui em um sintoma clássico, sendo que, esta atitude de deixar tudo para ser feito no limite do possível acaba acarretando problemas profissionais, pessoais e mesmo, podendo levar a problemas físicos ou mentais, visto que, o mecanismo orgânico do estresse entra em atividade e isto pode ser danoso.

Insistir em fazer as coisas sozinho, não dividir tarefas, sobrecarregar-se, assim como se comparar demais as outras pessoas, são outros dois sintomas evidentes, caracterizando a atitude de vitimização e a baixa autoestima.

Os exemplos do ato de se sabotar são fáceis de serem descritos, senão vejamos, em um processo de emagrecimento, a pessoa tem a atitude de buscar apoio profissional, inicia a dieta recomendada, começa a praticar exercícios físicos e, como consequência, ocorre a perda de peso, mas então, não dá continuidade ao que foi planejado, começa a comer o que não deve, procrastina a prática esportiva e, por vezes, questiona se não era mais feliz quando era obesa. Na mesma medida, no âmbito profissional, a pessoa planeja e estabelece um plano de ação para a ascensão na empresa em que trabalha, contudo, ao alcançar a promoção tão desejada, começa a chegar atrasada no trabalho, cria problemas no relacionamento com seus colegas e apresenta queda no seu desempenho profissional.

Como vimos, no processo de autossabotagem, a insegurança das pessoas, seus medos e ansiedade se tornam protagonistas da sua história. Estes pensamentos, os quais são resultantes de crenças limitantes elaboradas a partir de traumas sofridos na infância ou adolescência, podendo ainda ser consequentes do convívio familiar, elaboram atitudes que resultam em comportamentos negativos, os quais impactam o convívio familiar, social, o casamento e o trabalho, produzindo como resultado a ausência de felicidade, o desamor e o fracasso. Sendo que, pode afetar a todos em algum momento da vida.

Pois então, estando cientes de que a autossabotagem é a maior inimiga dos sonhos, existe como combatê-la e eliminá-la?

A autossabotagem pode ser combatida e eliminada, e este processo se inicia pelo autoconhecimento. Sendo que, esta jornada envolve conhecer as suas emoções e aprender a gerenciá-las, ter menção de juízo sobre os comportamentos que apresenta e porque eles foram elaborados, entender que os resultados indesejados alcançados só irão se alterar a partir da alteração de atitudes e comportamentos e, claro, é muito importante buscar ajuda profissional.

A metodologia de Coaching apresenta diversas ferramentas para se trabalhar o autoconhecimento, se identificar, neutralizar e substituir crenças limitantes por pensamentos positivos, além de técnicas de desenvolvimento humano para se trabalhar a parte comportamental das pessoas, apresentando resultados significativos para se combater e neutralizar a autossabotagem.

Combater e neutralizar a autossabotagem passa pelo entendimento da pessoa com relação a situação vivida e a vontade de alterar este estado de coisas.

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quinta-feira, 2 de junho de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: AUTOCONHECIMENTO, A CHAVE DA FELICIDADE


O ser humano encontra a real felicidade nas coisas mais elementares da vida, como a convivência com as pessoas que ama, com seus animais de estimação, a interação e o exercício feliz da profissão escolhida, o sorver de um suco de morango que tanto se gosta ou de um sorvete que se aprecia, ao assistir um filme no cinema ou mesmo ao exercitar um hobbie, por exemplo, jogar futebol ou ir a uma academia de ginástica.

Em suma, o ser humano é feliz ao ter a capacidade de exercitar a felicidade existente nos momentos mais simples e prosaicos da vida. A felicidade, portanto, é como um mosaico que vai desenhando o nosso dia e somos felizes na medida que nos conhecemos o suficiente para não nos perdermos de nós mesmos.

É elementar dizer que o sentido de felicidade, um dos 5 sentimentos universais, juntamente com a tristeza, o nojo, o amor e o ódio, impacta cada pessoa conforme a sua visão sobre a vida, o seu amadurecimento pessoal e, principalmente, o quanto essa pessoa conhece sobre si mesma.

Quando se fala em autoconhecimento, deve-se entender não apenas no sentido da introspecção e do conhecer a nós mesmos, mas no entendimento de como funciona a área límbica do cérebro, onde o inconsciente habita, onde se elaboram os pensamentos que acarretam atitudes e comportamentos que repercutem em toda a nossa vida. Ainda o local onde as crenças limitantes são armazenadas, as emoções e os sentimentos são elaborados. Em última análise, quando se fala em autoconhecimento, está se pensando na porta que nos acessa o desenvolvimento da Inteligência Emocional e com isto a capacidade de desenvolvermos empatia, melhorarmos nossas relações interpessoais, desenvolvermos a automotivação, resiliência e tantas outras competências comportamentais essenciais para se atingir a felicidade e o sucesso.

Como dizem, o homem complica o que é simples, sofistica o que é básico e passa a vida por angariar conhecimento e aprender a aplicar o mesmo, até que em determinado momento, resolve ou entende ser melhor voltar as suas origens e melhorar seus comportamentos. Nesse momento começa a entender como a vida pode ser tão mais simples e que a real felicidade não está no belo carro adquirido ou no status financeiro alcançado, mas na realidade ela é encontrada em coisas simples, que muitos conviveram na infância, durante a vida. A felicidade não se apresenta da maneira como idealizamos e, por vezes, demoramos tempo, alguns uma vida toda, para entender isso.

O autoconhecimento efetivamente é a chave para a felicidade, afinal, como compreender e entender o que se é, se não se conhece? Por vezes, o ser humano se perde de si mesmo, da sua essência e isto é muito complicado. Se reencontrar consigo mesmo, portanto, se aprofundar em autoconhecimento e se achar no caos que, por vezes, nossa vida se torna, não é uma apenas uma questão de encontro com a felicidade e o bem viver, mas acima de tudo, uma questão de viver.

Claro, o processo de autoconhecimento, por vezes, é dolorido, você se enxergar por dentro, perante seus erros e acertos, não é algo tolerável por todos. Sempre será mais fácil julgar que o mundo está errado e eu estou certo, quando na realidade os comportamentos humanos são responsáveis em 60% do fator sucesso e isto repercute também na felicidade.

Tem pessoas que passam uma vida a fugir de si mesmos, eu aconselho que, por mais complicado que seja, se passe uma vida a buscar e se esforçar por se conhecer e se encontrar.

Nos dias atuais, existem vários tipos de metodologias para se alcançar o autoconhecimento, cito, por exemplo, o Coaching, através de palestras, treinamentos de desenvolvimento humano e, claro, a própria Psicoterapia.

Como diz o dito popular: “só não existe solução para a morte” e temos que convir que, por mais difícil que possa vir a sê-lo, o processo de autoconhecimento é vida. Aliás, em muitos casos, é o renascer para uma nova vida e isto precisa ser feito.

O autoconhecimento é a chave para a felicidade na medida que nos permite libertar das correntes em que nós mesmos nos aprisionamos. Nos permite a liberdade perante a armadura que nos encarcera, a qual, por vezes, nos isola do contato com o mundo exterior, ao tempo em que nos aprisiona.

A atitude de buscar o autoconhecimento é o primeiro passo no caminho que leva a felicidade e ao sucesso.

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quarta-feira, 25 de maio de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: VIVER, A QUE SE DESTINA


O sentido da vida não é algo pronto, somos nós os responsáveis por dar sentido a ela. A vida, por si só, já é cheia de altos e baixos, as dificuldades e as derrotas preparam as pessoas para as grandes vitórias. Todos os dias nos deparamos com momentos em que temos que fazer escolhas que poderão mudar o nosso futuro, o fato é que estamos sempre procurando um propósito que torne a nossa existência mais significativa.

Indagar sobre o sentido da vida é muito importante para a evolução pessoal. Desde os primórdios da humanidade, o homem tenta entender o seu papel no mundo e a sua relação com tudo o que o cerca, porém, para o desapontamento de muitos, até hoje não há um consenso ou uma resposta única e definitiva para este questionamento.

Não há consenso porque viver é um processo particular, cada qual cria a sua própria história, suas percepções, ideias e opiniões, tendo como base as suas experiências, sentimentos e influências externas.

Entretanto, diante de situações de sofrimento, interferências e obstáculos, tudo o que parecia certo começa a desmoronar e fica difícil saber como encontrar o sentido da vida para lidar com as frustrações e as perdas. Nesses momentos, a sensação é de fracasso e incapacidade, fazendo com que as pessoas fiquem inseguras, desmotivadas e ansiosas.

Muitas vezes, esses sentimentos servem de impulso para o autoconhecimento e para movimentos de mudança e transformação. Mas, em outras, podem contribuir tanto para o desenvolvimento de uma doença física quanto para problemas de saúde mental
. Estes são os sentimentos tóxicos, as dores da alma. São sentimentos que nos calam fundo, guardados durante muito tempo, são ressentimentos, mágoas, traumas, ódio, raiva, rancor e, por vezes, desejo de vingança.

Estes sentimentos se não identificados e eliminados, repercutem em atitudes e comportamentos aos quais não dominamos, voz interior que insiste em nos dar maus conselhos, em impedir a nossa felicidade e a busca pelo sucesso em diversos âmbitos da vida, mas podemos conhecer e aprender a gerenciá-los.

É muito importante o entendimento que sentimentos e emoções são coisas diferentes. A emoção é um conjunto de respostas químicas e neurais que surgem quando o cérebro é estimulado por fatores ambientais. O sentimento é uma resposta a emoção, é como a pessoa reage diante de determinada emoção.

Os sentimentos negativos, originados a partir de emoções oriundas de eventos traumáticos ou que nos impactam de uma forma profunda e que fica armazenada no nosso subconsciente, são os sentimentos tóxicos.

As emoções se originam na área límbica do cérebro e podem ser de 3 tipos, quais sejam: primárias, facilmente perceptíveis, como o medo e a alegria; secundárias, não são tão perceptíveis, como o nervosismo, a vergonha e a culpa; de fundo, não são perceptíveis, como a calma e a fadiga.

A Inteligência Emocional, que é base para o desenvolvimento humano, foi inicialmente estudada em 1920, sendo cientificamente aceita e conceitualizada de maneira definitiva em 1995 pelo Dr. Daniel Golleman, se faz como fundamental para esta cura interior. Trabalhar os seus 5 pilares, quais sejam, conhecer as suas emoções, gerenciar as suas emoções, automotivação, empatia e relação interpessoal, é o caminho a ser trilhado.

Perante este caminho, o autoconhecimento é uma conquista a ser objetivada, na mesma medida que desenvolver as 8 competências da Inteligência Emocional, pois vamos a elas: autoconsciência emocional, autocontrole, automotivação, foco, autoliderança, liderança, relacionamentos e, ação e consistência, competência que envolve disciplina, decisão e resiliência.

Nestes tempos em que vivemos, da 4ª Revolução Industrial iniciada em 2011, a qual impactou o mundo com a evolução tecnológica, das mudanças pós-pandemia, as quais estão redefinindo o mundo corporativo, as habilidades exigidas dos profissionais de alta performance e mesmo, a forma das pessoas se relacionarem, o autoconhecimento é uma habilidade imprescindível para evitar ou potencializar doenças físicas e mentais, para bem se relacionar com os amigos, em casa ou no ambiente de trabalho, para remediar as pressões cotidianas, as muitas negações a que o ser humano está sujeito e, em última análise, para ser feliz e prosperar.

Mas afinal, viver, a que se destina?

Entender que cada um de nós é um ser único é o primeiro passo para encontrar um sentido para a vida. Apesar de ser possível compartilhar momentos, opiniões e desejos, ninguém é capaz de viver exatamente as mesmas experiências ou ter reações e sentimentos idênticos aos de outra pessoa. Cada indivíduo constrói o seu próprio significado de mundo, tendo que lidar com suas inseguranças e dúvidas em relação ao que está por vir.

Saber como encontrar o sentido da vida é olhar para si mesmo e enxergar que suas vontades e características individuais são positivas e podem fazer a diferença, já que o crescimento e o desenvolvimento pessoal e coletivo são frutos da diversidade em ser, estar e agir.

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quarta-feira, 18 de maio de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: BOM HUMOR, O PODER DO SORRISO

A ciência comprova que o bom humor é importante para a saúde física e mental das pessoas, sendo fundamental no relacionamento familiar e para fazer amigos. Contudo, um novo horizonte se abriu sobre a sua importância a partir da evolução dos estudos sobre a Inteligência Emocional, muito difundida no mundo corporativo. Nos dias atuais, o bom humor é um comportamento exigido para se obter alta performance em entrevistas de trabalho ou progredir na carreira profissional. Sendo que, este comportamento que expressa alegria e otimismo, envolvendo positivamente as outras pessoas, se expressa através do sorriso.

O sorriso verdadeiro, aquele que expressa uma sensação de felicidade autêntica, é concebido no Sistema Límbico ou Cérebro Emocional, um conjunto de estruturas neurais localizadas no cérebro, que atuam em rede e estão associadas com os comportamentos e a memória emocional.

Que o sorriso atua como o melhor cartão de visitas nós já sabemos, uma pessoa sorridente, motivada e feliz se torna agregadora em um ambiente familiar, de trabalho ou em um grupo de amigos. O sorriso e a alegria expressa por ele, favorecem as relações interpessoais, mas ele também fortalece o sistema imunológico, combate o estresse, diminui a dor e tem potencial atuação na prevenção e tratamento de doenças físicas e mentais.

Nestes tempos difíceis em que vivemos, retomando a vida após uma pandemia que transformou o mundo e nos propôs o desafio da sobrevivência física, emocional, profissional e financeira, a carga de estresse que ainda sofremos é enorme, portanto, precisamos de ferramentas para combater este mecanismo orgânico que nos proporciona forças para sairmos de situações difíceis, contudo, quando acionado de maneira contumaz, pode causar prejuízos severos para nossa saúde física e mental. Pois então, seria o sorriso, expressão maior do bom humor, um remédio orgânico para se combater o estresse?

Lembrando que, o estresse é um mecanismo orgânico desencadeado quando o cérebro recebe a informação que alguma situação interna ou externa está nos ameaçando, a partir desta percepção são enviados estímulos as glândulas suprarrenais, estas liberam os hormônios cortisol e adrenalina na corrente sanguínea, esta ação produz diversas alterações no nosso metabolismo, nos deixando em alerta e com energia redobrada para reações de defesa.

Pois então, o mecanismo do estresse é importante para a preservação da espécie humana, contudo, esta ferramenta não pode ser acionada ininterruptamente, nesta situação, o sorriso se contrapõe de maneira importante, pois, juntamente com esta expressão facial de felicidade ocorre a liberação pelo sistema nervoso central da oxitocina, dopamina, serotonina e endorfina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar, prazer e alegria. Estes hormônios estabilizam o mecanismo do estresse e conduzem o organismo a uma situação metabólica de normalidade.

Sobre a importância do sorriso para o ser humano, não é verdadeiro o ditado popular que diz: “precisamos de mais de 40 músculos para franzir a testa e apenas de 15 para sorrir”, na verdade, anatomicamente, o ser humano precisa de 29 músculos principais para sorrir, enquanto, para franzir a testa precisa apenas contrair o músculo frontal.

Estudos científicos indicam que uma dose diária de sorriso ajuda no bom funcionamento dos sistemas respiratório, cardiovascular e imunológico, como vimos anteriormente, em função da liberação da oxitocina, dopamina, endorfina e serotonina na corrente sanguínea. Estes hormônios ao tempo em que atuam contrariamente ao mecanismo do estresse, relaxando os músculos e equilibrando o corpo e a mente, estão fortalecendo o sistema imunológico, ainda atuando de maneira importante para o resguardo da nossa saúde mental, ajudando a reduzir a pressão arterial e diminuir os batimentos cardíacos, tornando as pessoas menos propensas a desenvolverem doenças cardíacas.

Dr. Daniel Goleman, o pai da Inteligência Emocional, difundiu este conceito em 1995 através do livro “Inteligência Emocional, a teoria revolucionária que define o que é ser inteligente”. Com isto e perante os pilares deste conceito, quais sejam, conhecer as suas emoções, controlar as suas emoções, desenvolver a automotivação, desenvolver a empatia e desenvolver o relacionamento interpessoal, a importância do bom humor e de sua expressão maior, o sorriso, extrapolou as esferas médicas.

A Inteligência Emocional se tornou um dos pilares do desenvolvimento humano na busca do bem-estar, da felicidade e do sucesso, tendo o bom humor e o sorriso como um pré-requisito do seu desenvolvimento. Na mesma direção, a Psicologia Positiva, área da Psicologia que estuda os fundamentos da felicidade e bem-estar, que abriu uma nova era na Psicologia, comprovou cientificamente, através do seu criador, Dr. Martin Seligman, psicólogo estadunidense e professor da Universidade da Pensilvânia, os benefícios de atitudes mais positivas, caso do sorriso, e como elas influenciam a vida das pessoas em direção a sua plenitude e equilíbrio físico, mental e emocional.

Emoções positivas podem ser desenvolvidas e isto faz com que as pessoas sorriam mais, para tanto, cultivar as relações familiares e com amigos, desenvolver e expressar gratidão, viver o “aqui e agora”, exercitar o perdão, ser otimista e automotivado, desenvolver a Inteligência Emocional, ser gentil e proativo, praticar atividades físicas, reenquadrar os momentos difíceis sob a ótica do aprendizado, ter um hobby, abordar a todos com um sorriso e palavras elogiosas, são pequenos gestos a serem repetidos e se incorporados a rotina de vida, o sorriso será uma consequência.

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quarta-feira, 11 de maio de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: O DNA DE UM VENCEDOR


A vida é cheia de altos e baixos, as dificuldades e as derrotas preparam as pessoas para as grandes vitórias. Se nos atentarmos a história de vida de pessoas bem-sucedidas profissionalmente, estas têm muito a contar sobre dificuldades, derrocadas e como estes momentos moldaram o seu perfil de sucesso.


Mesmo aqueles que nasceram em “berço de ouro”, se construíram algo a mais do que herdaram, o fizeram tendo uma história de superação como pano de fundo. Esta realidade se não é 100% aplicável perante o fator sucesso, uma breve pesquisa de histórias de sucesso certamente incluirá momentos de superação, de derrotas no âmbito profissional, nas finanças ou mesmo problemas de saúde que provocaram profundas transformações vivenciais na grande maioria dos casos.

Como dizem, todo vencedor tem uma boa história para contar, por vezes, relatada em livros ou sendo motivo de palestras motivacionais. Um diferencial se soma a superação de dificuldades e o aprendizado que emoldura o DNA do vencedor, qual seja, a persistência.

Existem diversas histórias de superação que envolvem personalidades notoriamente vencedoras, cito Albert Einstein, gênio da Física, criador da Teoria da Relatividade, mas poucos sabem, era considerado um “mau aluno” e completamente inútil por seus mestres na universidade, tendo passado por inúmeras dificuldades financeiras, diversas vezes desempregado inclusive. Por pensar muito à frente do seu tempo não era considerado um físico e matemático com credibilidade. Contudo, Einstein persistiu, se utilizou dos infortúnios e das derrotas como mola propulsora para buscar seus sonhos e isto fez com que conquistasse o Prêmio Nobel de Física em 1921, o resto se enquadra na história da humanidade.

J. K. Rowling é mundialmente famosa por ser a escritora da série de livros Harry Potter, atualmente milionária e um case de sucesso literário. Entretanto, em 1990 quando começou a escrever a série, Rowling passou por muitas dificuldades, sendo diagnosticada com Depressão, vivendo de benefícios do governo e escrevendo em cafés com a sua filha dormindo ao seu lado. Após concluir Harry Potter e a Pedra Filosofal, passou por 12 recusas de editoras, até a Bloomsbury publicá-la, mas com a exigência de que ela assinasse como J. K. Rowling, para não a identificar como uma mulher, o que poderia, segundo a editora, atrapalhar as vendas do livro.

O DNA de um vencedor está intrinsecamente relacionado com histórias de superação, mas como vimos, atitudes comportamentais também compõe este DNA.

Como já tenho escrito em outras colunas, o segredo do sucesso já está desvendado, sendo estudado desde a década de 20 e sendo delineado de maneira definitiva em 1995 com a conceitualização da Inteligência Emocional pelo Dr. Daniel Goleman, o qual definiu os seus 5 pilares, quais sejam: conhecer as emoções, gerenciar as emoções, automotivação, empatia e relação interpessoal. Tendo ainda definido as 8 competências comportamentais universais, pois vamos a elas: autoconsciência emocional, autocontrole, automotivação (iniciativa), foco (objetivos claros), autoliderança (confiança e autoestima), liderança (influência, gestão de conflitos e trabalho em equipe), relacionamentos (empatia, relações saudáveis e network) e ação e consistência (disciplina, decisão e resiliência).

É razoável compreender que ao passar por um momento difícil na vida, a pessoa que não tiver desenvolvido a sua Inteligência Emocional, certamente não conseguirá se tornar uma história de superação e sucesso. De outra medida, os momentos de dificuldade moldam o caráter, checam a validade e o merecer dos sonhos e preparam as pessoas para os grandes momentos de vitórias, regados a felicidade e ao sucesso.

Importante também lembrar, que a felicidade vem antes do sucesso, afinal, atitudes como o sorriso e pensamentos positivos liberam neurotransmissores como a oxitocina, serotonina e a endorfina, relacionados ao prazer e a felicidade. Portanto, mesmo nos momentos de dor, precisamos buscar momentos de felicidade para equilibrar o nosso metabolismo orgânico, inibindo o mecanismo do estresse e possibilitando que encontremos caminhos para sairmos dessa situação difícil.

Pensando de uma maneira mais ampla, ser um vencedor na vida envolve não só o aspecto profissional, mas também o familiar, o afetivo, as relações de amizade e, para tanto, o autoconhecimento é fundamental.

Como diz o ditado popular “precisa-se beber da fonte”, ou seja, os momentos difíceis propõem o autoconhecimento, o entendimento de nossas virtudes as quais devemos preservar e dos comportamentos que precisamos desenvolver.

O DNA de um vencedor é construído a “ferro e fogo”, mas com muito otimismo, lucidez e esperança nos momentos de dificuldade, ali irá se delinear o que a pessoa quer para o seu futuro. Que seja a felicidade e o sucesso.

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quarta-feira, 4 de maio de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: O SUCESSO DEPENDE DAS ATITUDES





As pessoas se perguntam porque duas pessoas com formações acadêmicas similares, quociente de inteligência (QI) que se equipara e grandes oportunidades, tanto um quanto outro, acabam tendo resultados profissionais diferentes. Afinal, o fator sucesso, em qualquer área da vida, pode ter seus fatores causadores identificados? Mais que isso, será que podemos desenvolver aptidões que nos facilitem o alcançar e a manutenção do sucesso?

Mas então, o estudo sobre a psique humana e das atitudes comportamentais que fazem com que algumas pessoas atinjam seus objetivos e outras não, vem de longe.

Já em 1920, iniciaram os estudos sobre a Inteligência Emocional, a qual aborda a importância do desenvolvimento de atitudes comportamentais para se atingir a felicidade e o sucesso. Ainda em 1920 se iniciaram os estudos sobre a metodologia de gestão por competências, a qual mostra quanto de responsabilidade tem para o fator sucesso o conhecimento adquirido, a aplicação deste conhecimento e as atitudes comportamentais. Neste ano também, a Gestalt Terapia começou a ser estudada, importante abordagem da Psicologia, que tem uma relação intrínseca com a análise comportamental do indivíduo e a possibilidade de situá-lo no aqui agora, corrigindo comportamentos que o fizeram se distanciar do alcançar dos seus sonhos.

Em 1936, a Gestalt Terapia foi conceitualizada, na mesma medida, o desenvolvimento humano teve um grande salto através de Dale Carnegie, com o lançamento do seu livro, um best seller mundial, “Como fazer amigos e influenciar pessoas” e de seus treinamentos de desenvolvimento humano que visavam fortalecer os pontos fortes comportamentais das pessoas e desenvolver os pontos fracos, perante a lógica de que as aptidões comportamentais são o diferencial para os fatores felicidade e sucesso. Ainda na década de 30, a metodologia de gestão por competências começou a ser utilizada, de maneira insipiente, pelo governo americano.

Já em 1995, o psiquiatra e PhD de Harvard, Dr. Daniel Goleman conceitualizou a Inteligência Emocional, através de seus 05 pilares: conhecimento das emoções, gestão das emoções, automotivação, empatia e relação interpessoal. Identificando 08 competências a serem desenvolvidas, quais sejam: autoconsciência emocional, autocontrole, automotivação, foco, autoliderança, liderança, relacionamentos, ação e consistência (disciplina, decisão e resiliência).

A Inteligência Emocional é cientificamente aceita, se tornou a base para palestras, workshops e treinamentos de desenvolvimento humano, assim como para o Coaching. Em 1996, tendo por base a Inteligência Emocional, o professor Scott B. Parry conceitualizou a Metodologia de Gestão por Competências, muito aceita e utilizada no mundo corporativo, a qual explica através da pirâmide do CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude), as competências humanas que repercutem no sucesso pessoal e corporativo. Segundo esta metodologia, o fator sucesso está relacionado em 15% ao Conhecimento (formação acadêmica, formação continuada, leitura, etc.), 25% ao fator Habilidade (aplicação do conhecimento) e 60% ao fator Atitude, qual seja, as aptidões comportamentais.

As respostas para as perguntas com as quais iniciei esta coluna estão mais do que claras, os fatores que conduzem uma pessoa ao sucesso já são conhecidos e podem ser desenvolvidos.

Na mesma medida, o conhecimento que a pessoa tem e a capacidade de aplicá-lo na prática, são responsáveis, na sua somatória, em apenas 40% do fator sucesso, 60% é de responsabilidade das atitudes, do desenvolvimento comportamental das pessoas.

O mundo corporativo já entendeu isso, segundo a Talent Smart, gigante mundial do setor de consultoria corporativa, 89% dos profissionais de alta performance tem alta taxa de desenvolvimento da Inteligência Emocional.

Foi-se o tempo em que uma empresa poderia focar o trabalho de recrutamento e seleção dos seus colaboradores apenas no currículo, conhecimento específico e QI.

A análise comportamental precisa ser trabalhada, portanto, desde o recrutamento e seleção. Programas de T&D (Treinamento e Desenvolvimento Humano) precisam ser elaborados e aplicados. Com isto, as empresas tem diminuído os gaps (lacunas) comportamentais, o turnover (rotatividade de colaboradores), entre outros problemas recorrentes no setor de Recursos Humanos (RH), permitindo que as mesmas se posicionem no mercado como employer branding, formadoras e desenvolvedoras de talentos. Este posicionamento é muito bem visto perante o mundo corporativo e junto ao seu público consumidor, na mesma medida que os resultados se potencializam e o investimento no setor de RH é compensado de maneira positiva nos negócios.

É impossível se pensar nos dias atuais em ter sucesso no casamento sem conhecer e controlar as emoções ou ter empatia, por exemplo. Creio ser difícil conceber um grande corretor de imóveis que não tenha o desenvolvimento da automotivação, da autoliderança, da relação interpessoal, portanto, a venda também exige desenvolvimento da Inteligência Emocional. Como passar no vestibular sem desenvolver o conhecimento e controle das emoções, o foco e a resiliência, por exemplo? Será que um aluno que tenha bastante conhecimento, um QI razoável, se aplique nos estudos e tenha alto desenvolvimento da Inteligência Emocional, não será vitorioso com relação a outro com o mesmo conhecimento, habilidade, com QI até superior, mas sem desenvolvimento de aptidões comportamentais?

Já estão desvendadas as respostas para as perguntas que faço acima, certamente para aqueles que querem atingir a felicidade e o sucesso, nos mais variados âmbitos da vida, assim como para as corporações de múltiplos setores que desejam atingir o sucesso, o desenvolvimento de aptidões comportamentais é a chave da questão.

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