quarta-feira, 29 de setembro de 2021

ALCOOLISMO, DOENÇA CRÔNICA QUE AFETA O MUNDO

 



O álcool é responsável por 3 milhões de mortes anuais no mundo, uma em cada vinte está relacionada ao consumo de bebidas alcoólicas e entre jovens de 20 a 29 anos a taxa chega a 13,5%.

Este alerta foi feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em relatório sobre o consumo global de álcool e suas consequências adversas para a saúde, divulgado em 2018. Segundo este, o álcool mata mais pessoas que a AIDS, a Tuberculose, que doenças infecciosas, acidentes de trânsito, homicídios, doenças cardiovasculares, entre outras. Destas mortes atribuídas ao consumo excessivo de álcool, 28% estão relacionadas a acidentes de trânsito, violência, suicídios e outros atos violentos; 21% a distúrbios digestivos; 19% a doenças cardiovasculares e indicadores menores estão relacionados a doenças infecciosas, cânceres, transtornos mentais e outros problemas de saúde. A OMS encerra este relatório prevendo um aumento no consumo global de álcool na próxima década, em especial no sudoeste da Ásia, no Pacífico Ocidental e nas Américas.

Segundo a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), em relatório de 2021, cerca de 85 mil mortes anuais durante o período de 2013 e 2015 nas Américas são atribuídas 100% ao consumo de álcool. Este relatório indica que o consumo de álcool nas Américas é 25% superior à média global, a maioria das mortes (64,9%) ocorreu entre pessoas com menos de 60 anos, suas causas principais foram: doenças hepáticas (63,9%) e distúrbios neuropsiquiátricos (27,4%), resultantes da dependência de álcool. Mais homens do que mulheres morreram pelo consumo excessivo de álcool e cerca de 80% das mortes em que o álcool foi um fator predisponente ocorreram em 3 países: EUA (36,9%), Brasil (24,8%) e México (18,4%).

Em 2019, a OMS já alertava que o Brasil tinha mais de 4 milhões de alcoólicos, quase 3% da população brasileira acima de 15 anos. Este relatório demonstrou que o consumo de bebidas alcoólicas pelos brasileiros acima de 15 anos acelerou em uma década, de 2006 a 2016, com a média aumentando de 6,2 litros para 8,9 litros, um aumento de 43,5%, estando acima da média mundial em 6,4 litros. Nosso país é o 3º com maior consumo de álcool per capta da América Latina e o 5º do Continente Americano, sendo que, o álcool é a substância psicoativa com maior consumo e dependência.

A OMS define o alcoolismo como uma doença crônica, capaz de levar o paciente a outras complicações médicas, como a cirrose e a hepatite. Sendo uma condição em que a pessoa faz constantemente o uso abusivo e descontrolado de bebidas alcoólicas, com o passar do tempo, o organismo sente a necessidade do consumo cada vez mais elevado da substância, se instaurando um vício progressivo.

Os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento do alcoolismo, são: internos (genéticos, psicológicos, personalidade, escolha pessoal e histórico de bebida) e externos (família, meio ambiente, religião, social, cultural, idade, educação e status de trabalho). Os principais sinais do alcoolismo, são: vontade constante e incontrolável de ingerir bebidas alcoólicas; após o primeiro gole, falta de controle sobre o consumo; necessidade de doses cada vez mais elevadas; a pessoa passa a beber sozinha, esconder o consumo e existe um afastamento dos familiares e amigos. Seus principais sintomas, são: suor, nervosismo, tremedeira, angústia, ansiedade, náusea, enjoo e, por vezes, perda de memória.

O seu diagnóstico é feito com o auxílio de um Psiquiatra ou Psicólogo e o tratamento se inicia pela vontade da pessoa em parar de beber, entendendo a sua condição de dependência e aceitando o tratamento, compreendendo a repercussão negativa deste vício para a saúde física, mental e emocional, sendo destrutivo em todos os âmbitos da sua vida.

O tratamento pode ter um aspecto multidisciplinar, com a participação do Psiquiatra, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional e outros profissionais médicos especialistas nas áreas orgânicas afetadas pelo consumo excessivo de bebida alcoólica, por exemplo, médico Hepatologista, caso o fígado já tenha sido atingido de maneira importante.

O alcoolismo foi declarado doença pela OMS em 1967, sendo um problema que afeta a sociedade como um todo, trazendo consequências graves à saúde do dependente, mas também atingindo sua vida de maneira integral, por vezes desintegrando a sua família e criando enormes problemas para o exercício profissional.

O resultado do alcoolismo pode ser observado nos hospitais, nos noticiários, nas delegacias de polícia, corpos de bombeiros, penitenciárias e, infelizmente, nos cemitérios.

Em 1935, em Akron, Ohio – EUA, teve início os Alcoólicos Anônimos, entidade criada por Bill W., um corretor da Bolsa de New York e pelo Dr. Bob S., médico cirurgião, ambos alcoólicos, estando hoje capilarizada por mais de 146 países, reunindo mais de 2 milhões de integrantes. No Brasil, são 650 grupos registrados e 75 mil membros. Esta entidade busca ajudar o dependente a vencer o vício do álcool, tendo adotado o lema: “Evite o primeiro gole”, podendo ser encontrada na internet através do site www.aa.org.br. Outra entidade, igualmente mundial, a Al-Anon, criada para cuidar de familiares e amigos de alcoólicos, adota os mesmos princípios dos Alcoólicos Anônimos, com o lema: “Evite o primeiro atrito”.

Em favor da bebida, o alcoólico abre mão de sua qualidade de vida, de sua integridade física e moral, de seu trabalho, de seus amigos e de sua família. Contudo, estamos lidando com uma pessoa portadora de uma doença crônica, que precisa ser tratada, mas este tratamento só é possível com a vontade e comprometimento do paciente.

Vem comigo!!!
 

 

terça-feira, 28 de setembro de 2021

OS PETS E A SAÚDE FÍSICA E MENTAL DA HUMANIDADE

 


Você acredita que vivemos em um mundo doente e padecendo de problemas conjunturais?

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas sofrem de Depressão no mundo, outras 264 milhões padecem com Transtornos de Ansiedade, mais de 50 milhões estão vivendo com Câncer, 1,4 bilhão de adultos convivem com a Hipertensão Arterial e temos mais de 800 mil suicídios anuais. O nosso país apresenta a maior taxa mundial de pessoas afetadas por Transtornos de Ansiedade (9,3% da nossa população), somos o 5º em casos de depressão (5,8% da população), o 8º em incidências de suicídios anuais (12 mil), 30% da nossa população é formada por hipertensos e segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), tivemos 520 mil novos casos de Câncer em 2020.

Quanto aos problemas conjunturais com os quais convivemos, segundo a OMS, em relatório de 2020, cerca de 4,2 bilhões de pessoas não tem acesso ao saneamento básico, destas, em torno de 100 milhões no Brasil, sendo que, outros 35 milhões de brasileiros não tem acesso a água potável.

É importante dizer que, os problemas conjunturais se aliam a superpopulação do planeta (mais de 7 bilhões de pessoas) para provocar inúmeros malefícios a saúde física e mental. A pandemia da Covid-19, com a qual ainda convivemos, tem sua origem relacionada a este perigoso binômio. Afora os problemas conjunturais já citados, temos: a degradação ambiental, a desigualdade social, a poluição, a fragilidade de determinados sistemas de saúde, entre outros.

Pois então, será que já podemos responder à pergunta com a qual início esta coluna?

Afinal, vivemos em um mundo doente e padecendo de seus problemas conjunturais?

Eu tenho certeza que sim, e na mesma medida que devemos buscar a resolução de nossos problemas conjunturais, igualmente devemos cuidar de nossa saúde, buscando caminhos para o bem viver.

É fundamental prevenir as doenças físicas e mentais, evitando os seus fatores causadores, buscando se informar e falar sobre o assunto, também, no surgimento dos primeiros sinais e sintomas, buscar auxilio profissional. Contudo, o mecanismo do estresse, tão importante para que o ser humano ultrapasse momentos de dificuldades, de outra medida, é destrutivo quando acionado continuamente, podendo causar ou potencializar patologias. Portanto, precisamos de artifícios que aliviem as nossas tensões nervosas, que equilibrem nossas emoções e nos tornem pessoas felizes, mesmo convivendo com dificuldades de diversas ordens, mas equilibradas na integração do corpo, da mente e das emoções.

A interação do ser humano com seus animais de estimação é extremamente benéfica para a saúde física, mental e emocional das pessoas, sendo um excelente caminho para o bem viver.

Esta afirmação é sustentada por diversas pesquisas cientificas, uma delas realizada em 2020, durante a quarentena em virtude da pandemia da Covid-19 na Espanha, publicada pela revista Journal of Veterinary Behaviour com base em quase 1.300 respostas a uma pesquisa feita durante 3 semanas de confinamento, elaborada pela Fundação Affinity Animais e Saúde, da Universidade Autônoma de Barcelona. Na Espanha, quase metade das famílias tem um animal de estimação, sendo que, segundo esta pesquisa, 61,2% responderam sobre cães e 38,8% sobre gatos, sendo relatado um aumento na interação com os animais neste período e como resultado, um ganho para a saúde física, mental e emocional das pessoas. Três entre cada quatro pessoas entrevistadas relataram que seu animal de estimação ajudou a superar este difícil período.

Estudos indicam que a simples observação de peixes em um aquário, pode auxiliar na diminuição da pressão sanguínea e acalmar os seres humanos, este artificio é bastante utilizado, por exemplo, em clinicas médicas e dentárias. Se os pets tem a capacidade de alterar o comportamento das pessoas, deixando-as mais calmas e menos reativas, da mesma medida são uma excelente distração, atuando como uma “válvula de escape” da realidade.

Em pesquisa desenvolvida em 2021 pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, em parceria com a Western Australia Tourism, foram encontradas evidências que sugerem que a observação de animais encantadores pode contribuir para a redução do estresse e da ansiedade. Segundo esta pesquisa, assistir a imagens e vídeos destes animais por 30 minutos interfere na pressão arterial, na frequência cardíaca e reduz a ansiedade. Isto ocorre porque nosso cérebro, em grande parte, trabalha com a sensação visual, ao visualizarmos algo que nos agrada, reações cerebrais ocorrem e a tendência é que fiquemos mais tranquilos e relaxados.

A solidão e o estresse são potenciais causadores de diversas doenças no âmbito físico e mental, a despeito da convivência com nossos entes queridos, a criação de vínculos afetivos com animais domésticos pode ser extremamente importante e fundamental para se driblar estes e outros problemas que afetam o ser humano.

Há diversos estudos e pesquisas que comprovam o quão benéfico pode ser a relação entre o ser humano e seu pet, portanto, eis aí uma boa dica, adote ou adquira um animalzinho e de um passo adiante na busca por uma saúde equilibrada e pelo bem viver.

Vem comigo!!!
 

 

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

INDÚSTRIA FARMACÊUTICA: VILÃ OU MAIOR PROMOTORA DA SAÚDE?



A indústria farmacêutica é um dos setores produtivos com maior crescimento no mundo, se mostrando inabalável, mesmo perante as crises. Em 2018, mundialmente, houve investimentos na ordem de U$ 172 bilhões no setor, seu faturamento, pouco divulgado, tem cifras de bilhões de dólares, sendo que, as farmacêuticas líderes são: a Johnson&Johnson e, em segundo lugar, a Pfizer. No Brasil, o setor cresceu 13,8% apenas nos primeiros 10 meses de 2020, fechando o ano com um volume movimentado de R$ 139,37 bilhões, tendo a Eurofarma, como líder do setor, seguida da Aché.

Apesar de seu faturamento não ser divulgado, o volume financeiro movimentado pelo setor posiciona as farmacêuticas, em conjunto com a área do turismo, como os setores produtivos de maior movimentação financeira no mundo.

O fato de atuar em uma área importante, como a saúde, além dos bilhões de dólares movimentados anualmente pelo setor, coloca as farmacêuticas numa posição de extrema influência social e política. Mesmo a Organização Mundial da Saúde (OMS), organismo que deve primar pela independência com relação aos atores privados da área da saúde, tem fechado seus orçamentos anuais com cada vez mais doações das farmacêuticas. Em 2021, o orçamento da OMS é de U$ 3,23 bilhões, existindo um rateio entre os países membros, contudo, em 2020, os EUA, o seu principal apoiador financeiro, diminuiu substancialmente o aporte de recursos por decisão do ex-presidente Trump, e isto, fez crescer o apoio financeiro e a influência das farmacêuticas na entidade. Esta decisão deve ser revista, se já não o foi, pelo presidente Biden, mas as doações privadas para a OMS tendem a continuar crescendo, o que preocupa muito.

A origem das farmácias, se remonta ao século X, na Espanha e na França, sendo então, denominadas de “Boticas” ou “Apotecas”. A palavra farmácia vem do grego pharmakôn, que significa, ao mesmo tempo, remédio e veneno. Sua paternidade é atribuída a Galeno (131-200 d.C.). No Brasil, o padre jesuíta José de Anchieta fundou diversas boticas a partir da sua chegada em 1553, sendo considerado um estudioso de plantas medicinais brasileiras e fórmulas de medicamentos.

A indústria farmacêutica, como a conhecemos, surgiu em 1945, após a 2ª guerra mundial, impulsionada pela 2ª Revolução Industrial e pela entrada da Penicilina (descoberta por Fleming em 1928) como terapia médica em escala industrial.

O crescimento da indústria farmacêutica está diretamente relacionado ao crescimento exponencial da população do planeta (mais de 7 bilhões de pessoas); pelo melhor acesso, diagnóstico e tratamento das doenças; ainda pela evolução tecnológica e, por consequência, da ciência e da medicina, o que acarreta a diversificação dos produtos farmacêuticos.

Para se ter uma ideia do tamanho do mercado e da cadeia produtiva envolvida, o Brasil, 6º mercado farmacêutico do mundo, segundo relatório do Conselho Federal de Farmácia de 20 de abril de 2021, apresenta 89,71 mil farmácias, uma para cada 2,66 mil habitantes, sendo que a OMS preconiza uma farmácia para cada 8 mil habitantes, portanto, vivemos uma “overdose” de farmácias. Continua este relatório, onde temos no país: 234,301 mil farmacêuticos, 8.606 farmácias de manipulação, 6.771 farmácias hospitalares, 10.841 farmácias públicas, 9.697 laboratórios de análises clínicas, 454 indústrias farmacêuticas, 4.648 distribuidoras de medicamentos e 74 importadoras de medicamentos.

Pois então, seria a indústria farmacêutica a maior promotora global de saúde a garantir a longevidade humana ou os interesses financeiros envolvidos estariam fomentando um mundo doente?

O mundo vive a pandemia da Covid-19 desde dezembro de 2019, muitas mortes ocorreram desde então, a economia global se viu atingida, as pessoas tiveram que se isolar, muita coisa se transformou e as incertezas dominaram o nosso cotidiano. O meio científico, tendo as farmacêuticas como grandes artífices, conceberam vacinas contra a Covid-19 em prazo recorde, menos de um ano, lembrando que, a vacina elaborada em menor tempo, anteriormente, foi contra a Caxumba (4 anos para ser elaborada). Foram bilhões de dólares investidos, apenas os EUA, investiram 2 bilhões de dólares na vacina da Pfizer.

Ao trabalharem para elaborar, em tempo recorde, vacinas contra a Covid-19, as farmacêuticas propiciaram o caminho para que a humanidade supere esta terrível pandemia, contudo, os ganhos financeiros são muito grandes e isto faz com que o setor trabalhe contra a “quebra de patente” da fórmula das vacinas, mesmo que por um determinado período, ação que ampliaria a cobertura vacinal no mundo e diminuiria a distância entre países ricos e pobres.

O Brasil é o país que detém a maior biodiversidade, em torno de 15% a 20% do total mundial de toda a flora, além de possuir cerca de 55 mil espécies vegetais catalogadas. Apesar disso, apenas 8% dessas espécies vegetais foram estudadas para pesquisas de compostos bioativos e apenas 1.100 espécies foram avaliadas em suas propriedades medicinais. Perante estes dados, seria difícil perceber que a cura de boa parte das doenças que assolam a humanidade poderia ser encontrada, por exemplo, na Floresta Amazônica? Por que as farmacêuticas parecem não se dar conta desta realidade?

A indústria farmacêutica sempre se mostrou bastante resiliente, entendendo as oportunidades encobertas pelas crises. Na pandemia da Covid-19, momento em que a saúde se tornou foco mundial, mesmo com as cobranças sofridas pelo meio científico, as farmacêuticas deram o retorno desejado com a elaboração de vacinas em tempo recorde.

O setor é fundamental para a garantia da saúde humana, se vilão ou maior promotor da saúde, creio que depende das circunstâncias.

Vem comigo!!!
 

 

TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...