terça-feira, 28 de julho de 2020

COVID-19, CURVA DE CRESCIMENTO EM SANTA CATARINA: TESTES, IMUNIZAÇÃO DO REBANHO E VACINAS.




A COVID-19 continua a assustar e causar apreensão, globalmente já passamos dos 16,2 milhões de casos e nos aproximamos das 700 mil mortes, o Brasil, oficialmente, já passou de 2,4 milhões de casos e se aproxima das 90 mil mortes, Santa Catarina, em curva de crescimento, já passou dos 68 mil casos e dos 900 óbitos.

Importante lembrar que esta doença atinge com mais intensidade em torno de 20% da população, formada por pessoas com mais de 65 anos, doentes crônicos e portadores de comorbidades, que muitos serão contaminados e não apresentarão sintomas apesar de transmitirem a doença, que globalmente já temos quase 10 milhões de recuperados, no Brasil mais de 1,5 milhão e em Santa Catarina mais de 60 mil. A OMS preconiza a utilização do termo “recuperado” e não “curado”, visto que, pessoas que tiveram a fase mais grave da doença podem desenvolver sequelas pulmonares e cardíacas, principalmente, temporárias ou definitivas, as quais podem acarretar, futuramente, o óbito. Estamos conhecendo o SARS-COV-2 e a COVID-19, não temos vacina e nem medicações de combate comprovadamente eficazes, portanto nos sentimos indefesos e o medo nos assombra.

Sabemos que a única forma de se combater a propagação do vírus é através da ampla testagem, identificando os ativos, rastreando seus contatos e suspeitos de contaminação, rompendo a cadeia de transmissão através do distanciamento social.

O RT-PCR é o único teste preconizado pela OMS e pela ANVISA para detectar se o vírus está ativo na pessoa, em alguma fase de evolução da doença e contaminando outros, é o teste “ouro”, laboratorial e com alta eficácia, feito através da coleta de amostras respiratórias por intermédio de um cotonete especial, “swab” (preferencialmente nas narinas, atingindo a Nasofaringe), sendo o período de maior sensibilidade do teste entre o 5º e o 7º dia de sintomas, também mostra eficácia para pacientes assintomáticos, preferencialmente em período inferior a 7 dias de contato. Temos os testes sorológicos, feitos à partir de coleta de sangue, os quais identificam a resposta imunológica do organismo ao vírus, à partir da detecção de anticorpos IgA, IgM e IgG. A indicação de IgM ou IgA reagente significa que a doença está em sua fase inicial, já o IgG reagente é indicativo de que já ocorreu algum tempo desde a infecção e, provavelmente, já foi desenvolvida imunidade à doença. Os testes rápidos são os de menor eficácia (máximo de 30%), quando executados à partir do 8º dia de sintomas, não sendo preconizados pela OMS e pela ANVISA para o diagnóstico de COVID-19, reitero que o único teste preconizado é o RT-PCR. O teste sorológico rápido tem utilidade para mapeamento do volume de infectados em determinados bairros, monitorar os profissionais da saúde e prover dados auxiliares, mas não serve de base para a elaboração de políticas. O teste sorológico laboratorial mais utilizado é o Elisa, bastante eficaz e que será muito útil na fase de imunização.

É importante ressaltar que estamos com 6 meses da pandemia no Brasil, podemos ter entre 1 a 2 anos ainda para exaurir todas as suas fases, a mais agressiva é a de aceleração de contágio (4 a 7 semanas), depois platô ou pico (período indefinido, podendo apresentar alto número de contágio e de óbitos), posteriormente vindo a de desaceleração e de imunização, com risco de outros surtos e ondas. Saliento que não sabemos o tempo de imunização, a gripe (vírus Influenza), tem vacina e a imunização é anual. Estudos recentes avaliam entre 3 a 6 meses de imunização contra o vírus, isto repercutirá na necessidade de uma vacina, talvez com 2 doses.

A imunidade de rebanho ocorre quando uma grande parcela da população foi infectada naturalmente e desenvolveu defesa contra o vírus, estima-se entre 60 a 70%. O Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas desenvolve pesquisa que é referência, testando quase 100 mil pessoas em 133 cidades de vários estados, indicando uma subnotificação atual de 6 vezes o número de casos oficiais, em torno de 12 milhões de pessoas contaminadas (7% da população). Estudo da Universidade de Estocolmo avalia que a imunidade de rebanho para a COVID-19 seria alcançada com a contaminação de 43% da população e cientistas chineses indicam que esta imunização duraria de 3 a 6 meses. Portanto, pouco ou quase nada sabemos e ter como política a imunidade do rebanho me soa como um genocídio.

Esperança para retomarmos nossas vidas, neste momento há 250 vacinas em desenvolvimento, 3 sendo testadas em humanos no Brasil: a vacina da Universidade de Oxford com a farmacêutica Astra Zeneca em parceria com a Fio Cruz, com transferência de tecnologia; a chinesa Sinovac em parceria com o governo do estado de São Paulo e o Instituto Butantã, com transferência de tecnologia; e a da farmacêutica Pfizer com a BioNTech. Espera-se uma vacina para o primeiro semestre de 2021.

O Brasil se apresenta na fase de platô ou pico na maior parte dos seus estados, momento de controlar a COVID-19, segundo a OMS, contudo o Ministério da Saúde se apequenou e deixou de existir como referência técnica e de gestão. Santa Catarina, em curva de crescimento, com distanciamento social amplo executado em 17/03, de maneira equivocada, continua um desgoverno em nível estadual.

A região da Foz do Rio Itajaí, formada por 11 municípios conurbados e com alto volume de idosos, vê o seu sistema de saúde a beira de colapsar. É momento de enxergar a floresta que explicita a gestão, de manter o alerta na área hospitalar, sem contudo balizar as ações pela parte curativa, não despender tempo e recursos com ações milagrosas, enxergar que os protocolos medicamentosos são perigosos e se utilizados, devem sê-lo com critérios e como apoio. A sabedoria impõe uma ação regionalizada, com base na ampla testagem com o RT-PCR ou aguardar por um inevitável lockdown.

Na crise, se repense, se transforme, CRIE!!!

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terça-feira, 21 de julho de 2020

COVID-19, SANTA CATARINA EM ALERTA: USO PRECOCE DE MEDICAÇÕES, DISTANCIAMENTO SOCIAL E O QUE PRECISA SER FEITO.

A fase de crescimento de contágio da COVID-19 chegou, Santa Catarina está em alerta máximo, nesta dura realidade, muitas perguntas me são feitas sobre a eficácia e os perigos do uso precoce de medicações sem comprovação científica, a importância do distanciamento social e o que precisa ser feito. Vou procurar respondê-las.

O mundo vive fases distintas desta pandemia, a Europa na fase de imunização, com o relaxamento do distanciamento social e vivendo o período do “novo normal”, controlado por uma ampla testagem com o RT-PCR e o sorológico laboratorial (Elysa) para evitar novos surtos e ondas. Os EUA que relaxou o distanciamento social precocemente em diversas localidades, vive novos surtos da doença em vários estados e aventa novas medidas restritivas. Globalmente, já passamos dos 14,5 milhões de casos e das 600 mil mortes. O Brasil, campeão em pouco testar e em utilizar testes de baixa eficácia, já passou, oficialmente, de 2 milhões de casos e se aproxima dos 80 mil óbitos. Santa Catarina, estado de um tiro único de gestão nesta pandemia, o distanciamento social ampliado com lockdown em muitos municípios, campeão brasileiro em pouco testar e em ausência de governança estadual, já passou, oficialmente, dos 50 mil casos e das 600 mortes.

Quanto às medicações sem comprovação científica para uso profilático ou nas fases iniciais, o Ministério da Saúde (MS) estimulou estados e municípios através de orientações para manuseio medicamentoso precoce de pacientes com COVID-19 em 20/05 e posteriormente em 18/06, focando a Cloroquina ou Hidroxicloroquina associada ou não a Azitromicina e ao Zinco. O Conselho Federal de Medicina (Parecer nº 4/2020) estabeleceu critérios e condições para a prescrição da Cloroquina e Hidroxicloroquina, e o Conselho Regional de Medicina - SC (Nota Técnica de 29/06) estimulou gestores e médicos ao acesso precoce de determinadas medicações à população.

O Instituto de Ciências Biomédicas da USP analisa 65 medicamentos, perante a lógica que redirecionar o uso de uma droga existente ser mais simples que desenvolver uma nova, esta pesquisa reprovou os vermífugos (Ivermectina). A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, espécie de ANVISA, extremamente abalizada, cancelou a autorização para uso da Cloroquina e Hidroxicloroquina (20/06), já a OMS referendou estudo da Universidade de Oxford para uso da Dexametasona (corticoide) na fase mais grave. O uso de medicações sem comprovação para o combate à COVID-19 causa controvérsia no meio científico, sendo mais aceita em casos graves, contudo, perante o caos que se tornou a gestão desta pandemia, o meio médico, pressionado e vendo o sistema de saúde colapsar, busca soluções, mas sua indicação não pode ser generalizada, deve ser precedida de anamnese, exames clínicos e complementares, seu uso monitorado por médico com exames complementares regulares, sob pena de causar um maleficio ainda maior.

A OMS se pronunciou sobre o Brasil (17/07), relatando que a maior parte do país se encontra na fase de pico ou platô, com números altos de contágio e de óbitos, sendo este o momento de assumir o controle da guerra, direcionando os recursos públicos para políticas de enfrentamento efetivamente eficazes para evitar mais mortes e o caos.

O distanciamento social é a única ferramenta comprovadamente eficaz para se romper a cadeia de transmissão do vírus, entretanto precisa ser utilizada com embasamento científico visto os graves problemas econômicos e psicológicos que pode acarretar se utilizada em tempo e dose inadvertidos, principalmente em um país, como o nosso, com tantos problemas conjunturais, com relevo para a desigualdade social.

O governo de Santa Catarina, exemplo do que não deve ser feito, com distanciamento social executado precocemente (17/03), amplo, sem embasamento epidemiológico e com dados empíricos, a pretexto de preparar o sistema de saúde, coisa que não o fez, publica dados contraditórios e manipulados, misturando UTIs COVID/não-COVID, adulto, pediátrico, neonatal, inclusive SUS e Suplementar, mentira que está sendo desnudada. Não investiu na indústria catarinense, tão abalada pela crise, para prover insumos e equipamentos hospitalares, não investiu em uma política de ampla testagem com o RT-PCR (teste ouro) e não utilizou a logística das associações de municípios, dotadas de consórcios municipais de saúde, capilarizadas por todo o estado, para prover políticas regionais.

O momento exige uma política focada na ampla testagem com o RT-PCR (laboratorial) para identificar os contaminados ativos e, à partir disto, romper a cadeia de transmissão com o distanciamento social seletivo, conjuntamente com medidas emergenciais para evitar a aglomeração de pessoas, a conscientização para o uso da máscara e atitudes de higiene. O teste sorológico Elysa deveria começar a ser utilizado para identificar o nível de imunização da população e os testes rápidos (baixa eficácia) utilizados entre o 7º e 8º dia de sintomas apenas para monitorar profissionais da saúde e auxiliar em dados. Os protocolos medicamentosos de combate, se utilizados com critérios, serviriam de apoio, mas não são a solução e podem gerar uma falsa segurança. Se isto não for feito, o sistema de saúde irá colapsar, muitas mortes ocorrerão e, temo, que um novo distanciamento social ampliado terá de ser implementado.

A região em saúde da Foz do Rio Itajaí, com mais de 715 mil habitantes, cidades conurbadas e grande volume de idosos, está em alerta máximo. A Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI), oferta projetos de infraestrutura urbana, tendo engenheiros e profissionais qualificados, além de buscar recursos para a região, entretanto, não dispõe de técnicos na área da saúde para tocar políticas regionais, o consórcio e apoiar os municípios. Seu consórcio de saúde é relativizado para a compra de exames e consultas, tendo credenciado laboratório para a compra do RT-PCR. A partir da AMFRI, utilizando este consórcio e com respaldo da Comissão Intergestores Regional, uma política regionalizada tendo por base a ampla testagem com o RT-PCR, precisa imediatamente ser implementada.

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terça-feira, 14 de julho de 2020

COVID-19, AS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL E EM SANTA CATARINA: O QUE DEVERIA ESTAR SENDO FEITO?




Com a COVID-19 crescendo de maneira avassaladora pelo país, batendo recorde de casos e óbitos por dia, uma pergunta recorrente é o que deveria estar sendo feito.

Globalmente já passamos dos 12 milhões de casos e dos 550 mil óbitos, no Brasil, oficialmente temos quase 2 milhões de casos e mais de 70 mil óbitos. Santa Catarina, estado que não implementa uma política de ampla testagem, com um tiro de gestão dado, o distanciamento social de 17/03, com dados empíricos, de maneira ampla (lockdown em alguns locais) e com precocidade, não preparou o sistema, vive de dados fantasiosos e soma oficialmente mais de 40 mil casos, beirando os 500 óbitos, vendo a região do Extremo Oeste e do Vale do Rio Itajaí à mercê dos esforços de seus prefeitos e da própria sorte.
Já sabemos que uma pandemia não é uma corrida de 100m e sim uma maratona, com várias fases, a mais crítica de aceleração de contágio (4 a 7 semanas), posteriormente o pico ou platô (período indefinido), fase de desaceleração, fase de imunização, podendo haver outros surtos ou ondas. Com 5 meses da pandemia no Brasil, poderemos levar em torno de 2 anos para exaurir todos os seus ciclos e prover a imunização da população, como a gripe espanhola (janeiro de 1918 – dezembro 1920), tendo vacina à partir do final de 2020 e início de 2021, teremos um tempo de médio e longo prazo para a imunização, visto a logística de produção em larga escala (mais de 210 milhões de habitantes), de distribuição e aplicação, além disto, a vacina imuniza contra a doença, mas o vírus continuará a circular e esta rotina vacinal será anual.

As medicações disponibilizadas comprovadas cientificamente são de suporte, como somos um dos países que menos testa e menos usa testes eficazes, a gestão desta pandemia se tornou um caos, invertendo a lógica de contenção que deveria se iniciar pela prevenção, a ampla testagem com o RT-PCR (laboratorial), à partir disto identificar os ativos (pessoas contaminadas na cadeia de transmissão) e romper esta cadeia com a aplicação do distanciamento social por grupos, cidades e regiões, em casos necessários e pontuais, o distanciamento social ampliado e até do lockdown, como isto não ocorre, o sistema de saúde beira colapsar, os profissionais de saúde estão pressionados e sem outra opção, fazendo gestão através da ponta, implementando protocolos medicamentosos não comprovados cientificamente, desnudando a absoluta falta de gestão nesta pandemia.

O Conselho Federal de Medicina (Parecer nº 4/2020) estabeleceu critérios e condições para a prescrição da Hidroxicloroquina e Cloroquina; o Ministério da Saúde (MS) em 20/05 emitiu orientações para o manuseio medicamentoso precoce de pacientes com COVID-19, definindo 3 fases da doença (1ª – até o 5º dia, 2ª – do 5º ao 14º dia e 3ª à partir do 14º dia), indicando medicamentos e definindo dosagens; em 29/06, o Conselho Regional de Medicina - SC emitiu Nota Técnica estimulando os gestores e os médicos a proverem acesso precoce da população a determinadas medicações. Nestas manifestações ressaltou-se a necessidade de anamnese, exames clínicos e complementares para avaliar a saúde geral do paciente antes da prescrição, o termo de consentimento de uso e o acompanhamento médico monitorado por exames.
 
As medicações mais utilizadas são a Cloroquina ou Hidroxicloroquina associada ou não a Azitromicina e ao Zinco, a Ivermectina (vermífugo), o Oseltamivir (Tamiflu), vitaminas e a Dexametasona. Todas causam efeitos colaterais e são de uso controverso no meio científico, a mais promissora é a Dexametasona, com estudo da Universidade de Oxford e aceita pela OMS para casos graves. O EUA cancelou a autorização para uso da Hidroxicloroquina e Cloroquina (15/06), a ANVISA (10/07) emitiu nota não recomendando o uso da Ivermectina para a COVID-19 e outra em 11/07 deixando seu uso a critério de decisão do médico e paciente. 
 
O Governo de SC é exemplo de falta de governança nesta pandemia, segue a toada do MS, com ministro interino desde 28/05 e em desmanche técnico, mas com a ressalva de destinar significativos volumes de recursos para estados e municípios. Nosso estado apresenta associações de municípios bem organizadas e capilarizadas, com consórcios de saúde, definidos pela Lei Federal nº 11.107/2005 (Marco Regulatório dos Consórcios) e que poderiam ser utilizados para implementar políticas regionalizadas de enfrentamento. 
 
A região da Foz do Rio Itajaí, bastante afetada pelo seu volume populacional, com cidades conurbadas e grande volume de idosos, apresenta a Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI), que desde 2005 tem consórcio de saúde, com rateio de recursos anual e repasse mensal pelos municípios, relativizado em ações de compra de exames e consultas. À partir da AMFRI e deste consórcio deveria ser estruturada uma política regional, mobilizando o empresariado, aquecendo o setor industrial para o fornecimento de equipamentos e insumos, provendo estrutura de testagem com o RT-PCR e o Sorológico laboratorial (Elysa), testes ouro, à partir disto, tendo indicadores sólidos e os 11 municípios com uma política de enfrentamento uniforme e continuada, implementar ações de distanciamento seletivo (o que não prejudicaria a economia), a estruturação dos sistemas de saúde e até o uso dos protocolos medicamentosos, os quais, reitero, podem até ter resultados positivos se utilizados com critérios, mas não podem ser a política principal de enfrentamento. 
 
A região Metropolitana da AMFRI envolve os mesmos 11 municípios da região em saúde da Foz do Rio Itajaí (são 16 em SC), existe uma câmara técnica do SUS, a Comissão Intergestores Regional, que define políticas regionais, os gestores e os prefeitos, fazem a gestão do consórcio de saúde. As ferramentas existem para a elaboração desta política regionalizada, os protocolos medicamentosos, utilizados com critérios, podem ser úteis, mas não devem embasá-la, bem como a ocupação de leitos de UTI, afora isto, são narrativas que antecipam o caos.

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