terça-feira, 15 de março de 2022

ENXAQUECA, DOENÇA QUE ATRAPALHA A QUALIDADE DE VIDA.



A medicina identifica mais de 200 tipos de Cefaléia (dor de cabeça), a Enxaqueca é uma de suas formas mais comuns, atingindo algo em torno de 15% da população mundial. No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas padecem de Enxaqueca.

Olha só, não confunda dor de cabeça com Enxaqueca. Dor de cabeça é um termo genérico ou “jargão” utilizado para identificar diferentes tipos de Cefaléia, sendo a Enxaqueca, um destes tipos.

A dor de cabeça ou Cefaléia pode ser causada por diversos fatores, como: estresse, ansiedade, sinusite, gripe e diversos outros problemas de saúde relacionados, ou não, a doenças pré-existentes. Sendo divididas em primárias e secundárias.

A Cefaléia primária é aquela onde a dor de cabeça é a própria doença, caso da Enxaqueca e da Cefaléia Tensional. Esclareço que, a Cefaléia Tensional tem como principais fatores predisponentes: o estresse, o sono inadequado e a má postura; sendo conotada como uma dor leve a moderada e apresentando a sensação de uma faixa apertada ao redor da cabeça. Já a Cefaléia secundária, se apresenta como sintoma de outras alterações que estão acontecendo em nosso organismo, por exemplo, dores causadas durante crises de sinusite ou em função de outros tipos de doenças.

A Enxaqueca é uma doença neurológica definida, tendo a Cefaléia como um dos seus sintomas mais frequentes, apresentando características específicas, quais sejam: forte intensidade, latejante, pode aparecer em um dos lados da cabeça e também pode vir acompanhada de grande sensibilidade à luz, som, toque ou cheiro e, inclusive, náuseas e vômitos.

Esta doença é composta por 4 fases bem definidas:

· 1ª fase – Premonitória (Pródromo): seus primeiros sintomas são de fadiga, bocejo, dificuldade de concentração, irritabilidade, depressão e vontade de comer doce, antecedendo em até 72 horas o início da Cefaléia;

· 2ª fase – Aura: apresenta manifestações neurológicas localizadas, as quais surgem gradualmente, sendo a aura visual mais frequente, se manifestando com o surgimento de pontos pretos, imagens em zig-zag e pontos brilhantes;

· 3ª fase – Cefaléia: fase que mais incomoda e que, normalmente, ocasiona a procura do profissional de saúde, podendo durar de 4 a 72 horas e se apresentando como dor latejante e de forte intensidade;

· 4ª fase – Resolução (Pósdromo): os sintomas são parecidos com os da 1ª fase, quais sejam, fadiga, sonolência, dificuldade de concentração, por vezes, dor leve e residual em toda a cabeça, podendo durar até 48 horas (2 dias).

A ocorrência da Enxaqueca é prevalente em pessoas que apresentam o sistema nervoso mais sensível, com as células nervosas do cérebro sendo facilmente estimuladas, produzindo atividade elétrica, esta ação repercute pelo cérebro e perturba de maneira temporária diversas funções, como: visão, sensação, equilíbrio, coordenação muscular e fala. Estes distúrbios acarretam os sintomas que ocorrem em sua 1ª e 2ª fases. Já a Cefaléia está relacionada a estimulação do 5º nervo craniano (trigêmeo), o qual envia impulsos (inclusive de dor) dos olhos, couro cabeludo, testa, pálpebras superiores, boca e mandíbula, para o cérebro. Ao serem estimulados, os nervos podem liberar substâncias causadoras de inflamação dolorosas dos vasos sanguíneos do cérebro e das camadas de tecidos que o recobrem (meninges), esta inflamação provoca Cefaléia latejante, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

A Enxaqueca afeta pessoas de todas as idades, contudo, é mais prevalente em adolescentes e jovens adultos, sendo que as mulheres são mais atingidas, e isto se explicaria pela presença dos estrógenos, principais hormônios femininos, os quais são um fator importante a desencadear sua ocorrência.

Segundo a Fundação Americana de Enxaqueca (American Migraine Foundation), os principais tipos são: com aura, a qual gera uma série de alterações sensoriais e visuais, geralmente precedendo a dor de cabeça e apresentando crises que podem durar entre 10 a 30 minutos; sem aura, difícil de ser diagnosticada por apresentar sintomas comuns aos outros tipos, quais sejam, dor pulsátil ou latejante na cabeça, fotofobia, fonofobia, náuseas e vômitos; sem dor de cabeça ou silenciosa, onde a Cefaléia não se manifesta; hemiplégica, nem sempre há dor de cabeça e os sintomas se assemelham ao de um AVC, tais como, fraqueza, perda de sensibilidade e alfinetadas no corpo; retiniana, causa perda temporária de visão de um dos olhos, com duração de um minuto a vários meses, sendo mais comum em mulheres durante o período fértil; crônica, se caracteriza por dores de cabeça intensas por, pelo menos, 15 dias por mês.

A Organização Mundial da Saúde considera a Enxaqueca como a 6ª doença mais incapacitante, sendo a predisposição genética um importante fator para o seu surgimento. Segundo a Fundação Americana de Enxaqueca, se um de seus pais tiver a doença, suas chances de desenvolvê-la são de 50 a 75%.

Não existe cura, o tratamento é individual e se baseia nas características da crise, na identificação de problemas de saúde pré-existentes e no controle dos gatilhos que desencadeiam o processo, sendo que o seu foco principal é reduzir a duração e a gravidade das crises. Fazer exercícios físicos regularmente, ter um estilo de vida e uma alimentação saudável, evitando o álcool e a cafeína, mantendo-se hidratado e dormindo bem, também se reveste de muita importância.

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quarta-feira, 9 de março de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: ATINGIR O SUCESSO REQUER O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS

 
Atualmente, é consenso que o sucesso das pessoas, nos mais variados segmentos da vida ou da profissão, está relacionado com o desenvolvimento de competências, quais sejam, a somatória de conhecimento, habilidade e atitudes. Este conceito se ampara em estudos que iniciaram nos anos 70 e embasaram um método amplamente utilizado nos dias atuais no mundo corporativo, qual seja, o Método de Gestão por Competências ou Método CHA.

O Psicólogo estadunidense e Professor de Harward, David McClelland, foi quem primeiro elaborou esta teoria amparado em amplos estudos desenvolvidos por ele na década de 70, posteriormente, se estabeleceu em 1996 o conceito do Método de Gestão por Competências ou Método CHA através de Scott B. Parry, Ph.D., Consultor da American Society for Training and Development (Sociedade Americana de Treinamento e Desenvolvimento) em sua obra “A busca pela competitividade”.

O termo CHA se refere a Conhecimento, Habilidade e Atitude, como já foi dito, é uma ferramenta muito utilizada no mundo corporativo, dando sustentação a um modelo alternativo de gestão de pessoas, sendo igualmente importante para quem busca alcançar objetivos e ser bem-sucedido em diferentes áreas da vida.

O Método CHA, por alguns conceitualizado como a competência do ser, se contextualiza por uma pirâmide estratificada por seus 3 pilares, sendo que todos os pilares precisam estar desenvolvidos para não invalidar a sua aplicação, contudo, contribuindo em proporções diferentes para, perante a teoria e o método, proporcionar resultados que encaminhem ao sucesso em diferentes áreas.

Os 3 pilares que compõe o Método CHA e estratificam a pirâmide que o conceitualiza são:

· Conhecimento: a base da pirâmide, é o saber, se expressando por todo o conteúdo adquirido nos bancos escolares, em cursos de formação continuada, palestras, livros, entre outros. Representa 15% do fator sucesso;

· Habilidade: é o saber fazer, é a aplicação prática do conhecimento adquirido. Sendo exercitada pelo treino e representa 25% do fator sucesso;

· Atitude: é o querer fazer, são as emoções e o comportamento de cada pessoa repercutindo nos resultados alcançados, representando 60% do fator sucesso.

Como vimos, a atitude representa 60% do fator de sucesso e isto tem explicado através dos anos a importância do desenvolvimento de aptidões relacionadas a Inteligência Emocional e outras que se somam, podendo ser treinadas e aprimoradas. Na mesma medida, explica porque pessoas com conhecimento e habilidade similares tem resultados diferenciados nos mais variados aspectos da vida.

Os estudos sobre o desenvolvimento humano se iniciaram na década de 20 e evoluíram para em 1995 ocorrer a conceitualização da Inteligência Emocional pelo Dr. Daniel Golleman e em 1996 a conceitualização do Método CHA que embasa o processo de Gestão por Competências através de Scott B. Parry.

No mundo corporativo, o Método de Gestão por Competências está sendo muito utilizado atualmente, a partir do recrutamento e seleção de Recursos Humanos, apresentando resultados importantes ao trabalhar os valores e os objetivos da empresa em consonância ao perfil do colaborador, ultimando esforços para nele desenvolver aptidões comportamentais estratégicas para a sua função na empresa, tais como: relação interpessoal, empatia, controle das emoções, automotivação, persistência, foco, poder de decisão, resiliência, entre outros. Desta forma, identificando pontos de excelência e oportunidades de melhoria, potencializando resultados com a manutenção dos valores da empresa em consonância com a satisfação do trabalhar e a manutenção da qualidade de vida do colaborador.

O processo de Gestão por Competências tem como principais características o olhar estratégico, a otimização e potencialização de resultados, a diminuição de gastos, o incremento de novas tecnologias, o crescimento pessoal e profissional para o colaborador, assim como o desenvolvimento da cultura do aprimoramento continuado. Sendo utilizado para desenvolver de maneira exponencial as habilidades técnicas e comportamentais dos colaboradores com foco em identificar as expectativas corporativas nos mesmos.

Na prática do mundo corporativo, dimensionar e conciliar conhecimento e habilidade para aplicar o saber tem relevância, contudo, a atitude, relacionada a aptidões comportamentais é imprescindível e diferencial de sucesso, senão vejamos, quais resultados alcançaria um colaborador da área de vendas, com enorme bagagem de conhecimento e tarimbado na aplicação prática deste, que não tivesse desenvolvido as aptidões da automotivação, da persistência e da capacidade de bem se relacionar com as pessoas?

O Método CHA também é muito importante ao ser utilizado como uma ferramenta aplicada ao desenvolvimento pessoal com foco em variadas áreas e objetivos que compõe o cotidiano das pessoas. Se constituindo em uma ferramenta muito utilizada no Coaching, claro, no Coaching Corporativo, mas sendo igualmente utilizado e importante em processos de Coaching com objetivos diversos.

O autoconhecimento é a porta de entrada para o desenvolvimento humano, obviamente para o desenvolvimento da Inteligência Emocional, sendo um pré-requisito no caminho que leva a felicidade e ao sucesso. O Método CHA, acima de tudo, é uma ferramenta importante para se buscar o autoconhecimento, sendo extremamente útil na busca de objetivos em diferentes áreas, atuando para potencializar resultados e para aumentar o fator de sucesso.

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terça-feira, 8 de março de 2022

O DIA INTERNACIONAL DA MULHER E OS CUIDADOS COM A SAÚDE



Dia 08 de março é o Dia Internacional da Mulher, data importante para valorizar e fortalecer o empoderamento das mulheres nas mais variadas áreas da vida, mas a saúde se reveste de componente fundamental para propiciar que as mulheres possam buscar de maneira cada vez mais intensa a igualdade perante os homens. Neste quesito, por tempos, a saúde da mulher teve como foco, basicamente, a saúde sexual e reprodutiva, contudo, esta visão tem mudado de maneira progressiva e a sua saúde geral tem demandado maior atenção e cuidados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a saúde como sendo “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

No que tange as mulheres, a sua saúde física e mental está sujeita, de maneira muito mais intensa do que nos homens, a carga hormonal, a qual oscila conforme a sua faixa etária, desde a menarca (1ª menstruação) até a menopausa (quando se encerra o ciclo reprodutivo), diminuindo progressivamente com o passar dos anos e isto vai afetar o seu metabolismo, podendo acarretar ou potencializar distúrbios físicos ou mentais.

A saúde mental da humanidade tem se constituído em uma enorme preocupação. Desde 2017, a OMS identifica a Depressão como o “mal do século”, com mais de 300 milhões de casos, mais de 12 milhões no Brasil. Os Transtornos de Ansiedade também constituem uma grande preocupação, com mais de 265 milhões de casos, 20 milhões em nosso país, considerado o mais ansioso do mundo. Mais recentemente, a Síndrome de Burnout, do esgotamento emocional causado pelo trabalho, se tornou outra grande preocupação mundial, incluída em 2019 pela OMS na 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), já apresentando mais de 33 milhões de casos no Brasil, sendo o principal motivo do afastamento profissional.

Estes números referentes a saúde mental devem ter sido potencializados pela pandemia e as mulheres se mostram bastante afetadas por estes transtornos ou doenças, em especial no que concerne a Depressão. Isto se explica pelos fatores hormonais que impactam o organismo feminino de maneira mais significativa do que nos homens, ainda pela importante inserção da mulher no mercado de trabalho, concorrendo de maneira cada vez mais igualitária com os homens. De outra medida, ao tempo que as mulheres galgam cada vez mais posições no mercado de trabalho, diferentemente da maior parte dos homens, muitas delas absorvem majoritariamente ou sozinhas os cuidados da casa e dos filhos, soma-se a estes condicionantes a questão da maternidade para configurar um quadro que pode se tornar preocupante com relação a saúde mental.

A saúde sexual e reprodutiva das mulheres se constitui em um grande diferencial em comparação a saúde dos homens, claro que, existe uma diferença quando se aborda países desenvolvidos e em desenvolvimento como o Brasil, país caracterizado por enorme desigualdade social. Contudo, mesmo nos países desenvolvidos a gravidez e o parto estão associados a riscos para as mulheres, com a mortalidade materna sendo responsável por mais de 250 mil mortes por ano. O nosso país, desde a Constituição Federal de 1988, adotou um modelo de Saúde Pública Universal, um dos mais abrangentes do mundo, em oferta de serviços e capilaridade, com isto se instituiu o direito ao pré-natal e parto seguros e gratuitos, com os indicadores de mortalidade da mãe e da criança estando a diminuir progressivamente.

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) também atingem de maneira mais intensa as mulheres, podendo inclusive afetar a gravidez, causando risco de morte a mãe e a criança ou mesmo gerando a possibilidade da transmissão de doenças crônicas ou degenerativas para o bebê, ainda podendo acarretar a infertilidade e outros distúrbios orgânicos que podem se estabelecer como crônicos ou mesmo levar a morte.

O Papiloma Vírus Humano (HPV) é uma IST que afeta as mulheres de maneira preocupante e pode acarretar o câncer de colo de útero. Esclareço que, existe vacina para o HPV.

O câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo, com mais de 2,3 milhões de casos anuais, a seguir temos o câncer de colo de útero, com mais 265 mil óbitos por ano, sendo que, em nosso país, mais de 5 mil mulheres morrem anualmente. Estes dois tipos de câncer, os mais recorrentes em mulheres, são motivos de enfrentamento e ações por parte da OMS. Em função do crescimento mundial de casos de câncer de mama, em 1997 foi criada nos EUA a campanha Outubro Rosa, que visa a conscientização sobre atitudes de prevenção do câncer de mama. Esta campanha se expandiu mundialmente, chegando ao Brasil em 2011, onde atualmente foi incorporada à conscientização sobre a prevenção do câncer de colo de útero.

Quanto abordamos a saúde, tanto nos homens quanto nas mulheres, a prevenção é palavra de ordem, portanto, uma boa dica para o Dia Internacional da Mulher é estar atenta as alterações na sua saúde física e mental, fazer visitas, ao menos anuais, ao ginecologista, buscar o autoconhecimento e se aprofundar no desenvolvimento da Inteligência Emocional, com isto, caminhar no sentido da felicidade e do sucesso, se fortalecendo em feminilidade para novas conquistas.

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quarta-feira, 2 de março de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: A BELEZA E O PODER DA GRATIDÃO

 


A palavra gratidão está ligada ao latim “gratia” que significa graça ou “gratus”, agradável, sendo muito utilizada atualmente pelo seu sentido poético, focando no sentimento e substituindo termos como grato ou muito obrigado. Contudo, a palavra por vezes se distancia do sentimento extremamente belo, o qual tem o poder de catalisar reações positivas para o organismo humano, a partir de um pensamento que ainda gera atitudes que repercutem em comportamentos, os quais contribuem para a melhora nas relações interpessoais, para a felicidade e o sucesso.

Como já foi dito, a palavra gratidão, escrita ou verbalizada, se tornou um modismo destes tempos de intensa movimentação das redes sociais, viralizando, na maior parte das vezes, sendo utilizada apenas como uma gentileza ou pela beleza da expressão.

O sentimento de gratidão é algo muito mais profundo e que emana a partir do autoconhecimento, do reconhecimento e da retribuição de algo muito valoroso recebido. Este sentimento advém de um pensamento que gera esta atitude e provém um comportamento condizente com a profundidade e a intensidade deste sentimento.

Quando a pessoa sente e expressa a gratidão, o cérebro estimula a liberação de neurotransmissores como a dopamina, a serotonina e a endorfina, os quais providenciam sensações de bem-estar e felicidade para o ser humano, ainda se contrapondo ao mecanismo orgânico do estresse, inibindo os efeitos da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados pela glândula suprarrenal através deste mecanismo. Esta ação equilibra o metabolismo, evitando a incidência de disfunções de ordem física ou mental, também atuando para combater doenças pré-existentes e contribuindo para uma melhora imunológica da pessoa.

Durante a pandemia, muitas pesquisas foram desenvolvidas sobre a importância do exercício diário da gratidão, de acordo com o Centro de Pesquisa da Universidade da Califórnia (UCLA) – EUA, ser grato regularmente provoca uma mudança na estrutura molecular do cérebro, nos tornando mais felizes e saudáveis, sendo que a felicidade afeta diretamente o Sistema Nervoso Autônomo Central, nos deixando mais calmos, menos reativos e menos resistentes às mudanças.

De outra medida, a gratidão potencializa a estruturação e o fortalecimento das relações humanas, desnudando o funcionamento do cérebro no que tange a socialização, a formação de laços sociais e a empatia.

Olha só, empatia, um dos 5 pilares da Inteligência Emocional, a qual tanto cito em minhas colunas, não por outro motivo, o de ser cientificamente aceita, base para o desenvolvimento humano e grande diferencial ao explicar porque duas pessoas com igual formação escolar tem resultados profissionais e sociais diferentes.

A empatia, qual seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro, de enxergar o mundo pelos olhos do outro, de não apenas compreender, mas sentir as dores alheias, é uma habilidade ou sentimento que é pré-requisito para se elaborar o pensamento e o subsequente sentimento de gratidão. Na mesma medida, ao se exercitar a empatia, além de ter a possibilidade de desenvolver a gratidão, a pessoa também evolui na capacidade de se relacionar com os outros e isto é fundamental no ambiente de trabalho, familiar, nas relações amorosas, enfim, em todos os aspectos da vida.

Claro que, o autoconhecimento, assim como com outros fatores que contribuem para o desenvolvimento humano, é a porta de entrada para se elaborar o sentimento de gratidão, afinal, vivemos tempos atribulados, com muitas mudanças ocorrendo no mundo, as expectativas dos profissionais destes novos tempos sofrem um processo continuado de transformações, as alterações comportamentais e sociais são intensas, consequentemente a pressão cotidiana se torna cada vez maior. O momento se faz de uma reavaliação em conceitos e valores, de exercitar o autoconhecimento, a partir disso, se transformar e desenvolver a capacidade de elaborar pensamentos e sentimentos mais edificantes.

Ao tempo que pensamentos positivos como o da gratidão são elaborados, estes podem ser direcionados para substituir pensamentos limitantes, os quais funcionam como gatilhos a ditar atitudes e comportamentos que comprometem a busca pela felicidade e pelo sucesso familiar, afetivo ou mesmo profissional.

Como vimos, o sentimento de gratidão é belo e importante para a saúde física e mental das pessoas, ainda fortalece a busca pelo desenvolvimento pessoal, pela felicidade e pelo sucesso.

Através do Coaching pode-se desenvolver o autoconhecimento, a empatia, eliminar pensamentos limitantes e aflorar o sentimento de gratidão.

Uma dica de exercício diário para descortinar este sentimento é a do Patrocínio Positivo, qual seja, perante um compromisso consigo mesmo, destinar momentos do dia para conversar com pessoas do seu convívio e elogiar alguma atitude positiva que tenha identificado nelas, muito melhor se esta atitude tenha sido com relação a você. Eis aí uma ferramenta simples, mas poderosa, para buscar o sentimento de gratidão, tão belo e poderoso que reside dentro de todos nós.

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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...