quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

TRANSFORMANDO VIDAS: O SUCESSO NÃO DEPENDE DE SORTE

 


Todos nós crescemos escutando que “determinada pessoa nasceu com a sorte grande” ou que “fulano de tal, é alguém com muita sorte”. Mas afinal, será que esta variável reconhecida como fruto do acaso, a qual denominamos de sorte, é a principal responsável pelo sucesso?

Mas, antes de prosseguir, se faz importante diferenciar talento e dom.

O talento é a soma de conhecimento e habilidade específicos para desenvolver determinada atividade. Já o dom, é uma habilidade genética que determinada pessoa apresenta desde o nascimento. Para exemplificar, vamos pensar no caso de um jogador de futebol, determinados jogadores nascem com o dom, qual seja, a habilidade lhes é natural, contudo, outros jogadores menos dotados geneticamente, por trabalho e esforço, podem desenvolver o talento e terem mais sucesso na carreira que aqueles que nasceram com o dom.

Olha só, então trabalho e dedicação podem se conjugar para desenvolver habilidades que substituem o dom ou a aptidão natural para determinada atividade e, portanto, são variáveis importantes para o sucesso.

Mas afinal, a sorte é responsável pelo sucesso?

Em realidade, a sorte deve ser entendida como o encontro do binômio trabalho e preparação com a oportunidade, claro, as oportunidades precisam ser visualizadas e o verbo arriscar é um diferencial.

Se pensarmos que 80% do capital está concentrado nas mãos de 20% da população mundial, o dinheiro também pode ser considerado um diferencial para o sucesso, contudo, a prática nos mostra que muitas fortunas se esvaíram nas mãos de herdeiros pouco preparados e grandes impérios nasceram a partir do esforço e trabalho de quem não nasceu “em berço de ouro” e, por vezes, cresceu em um ambiente de pobreza.

Segundo Napoleão Hill, escritor estadunidense extremamente influente, estudioso do comportamento humano, que assessorou os presidentes americanos Woodrow Wilson e Franklin Delano Roosevelt, com diversos best sellers em seu currículo, entre eles, o livro “A Lei do Triunfo”, o sucesso pode ser alcançado através de habilidades que podem ser desenvolvidas. Para tanto, neste livro escrito em 1928, contando com 672 páginas, ele ensina 16 lições práticas para se atingir o sucesso.

No mesmo caminho, existem 7 verbos que conjugam na prática pessoal, o binômio aprendizado e ação, estabelecendo regras para se alcançar o sucesso, quais sejam: dar e receber, comunicar, solicitar, arriscar, realizar e perdoar.

O conceito anterior reflete o pensamento de diversos estudiosos do desenvolvimento humano e apresenta inicialmente a lei do dar e receber, também chamada de lei do equilíbrio de troca, tendo sido observada nos grupos sociais, inicialmente, por Bert Hellinger, criador das Constelações Familiares, terapia incluída nas Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas, a qual busca resolver conflitos familiares que atravessam gerações. O alinhamento entre dar e receber seria um pressuposto para se alcançar o sucesso.

Os verbos comunicar, solicitar, arriscar e realizar compõe a ferramenta Roda das Realizações ou da Abundância, a qual auxilia as pessoas a potencializarem as suas carreiras e trabalharem o autoconhecimento, sendo utilizada como um poderoso mecanismo do processo de Coaching.

O perdão se expressa em 3 dimensões, quais sejam: pedir perdão, perdoar o outro e perdoar a si mesmo. Sendo fundamental na estruturação pessoal que configura um indivíduo propenso ao sucesso.

Ainda no que concerne a Ferramenta Roda das Realizações, como dito, bastante utilizada em processos de Coaching, a lei do dar e receber costuma ser utilizada antes desta ferramenta para identificar um desequilíbrio no coachee (cliente), o qual tenha desenvolvido um pensamento limitante (crença), sendo que, este precisa ser eliminado e substituído por um pensamento positivo para não travar a obtenção de um resultado exitoso. A sessão de Coaching onde é utilizada esta ferramenta, ao tempo que se utiliza a lei do dar e receber no seu início, costuma, em seu fechamento, trabalhar as 3 dimensões do perdão, perante o entendimento que uma pessoa com mágoas tende a bloquear resultados que expressem o sucesso.

Como vemos, diversos estudos, de variados pesquisadores do desenvolvimento humano, desenvolveram mecanismos que procuram explicar e ensinar as habilidades a serem desenvolvidas para se alcançar o sucesso. Na mesma medida, a ciência também colaborou para explicar o que difere as pessoas bem-sucedidas daquelas que naufragam em seus sonhos. Neste contexto, se enquadra o desenvolvimento da Inteligência Emocional, conceito apresentado inicialmente em 1920, contudo, tendo sua definição mais aceita datada de 1995, através do livro ”Inteligência Emocional, a teoria revolucionaria que define o que é ser inteligente”, escrito pelo psicólogo e Ph.D. da Universidade de Harvard, Daniel Goleman, considerado o pai da Inteligência Emocional.

Segundo esta teoria, o sucesso atingido por algumas pessoas seria composto em 20% pelo quociente de inteligência (QI) somado ao conhecimento adquirido nos bancos escolares, contudo, 80% seriam representados pela inteligência emocional (QE).

O sucesso tem sido bastante estudado através dos anos e já está decifrado e desenhado os elementos que envolvem o desenvolvimento humano no caminho de alcançá-lo, contudo, a variável “sorte” só se incorpora a este desenho quando conjuga o binômio trabalho e preparação a se encontrar com uma oportunidade.

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DISFUNÇÕES DA TIREOIDE AFETANDO A QUALIDADE DE VIDA



As disfunções da Tireoide atingem cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 15% da população se vê afetada por problemas na Tireoide.

A Tireoide é uma das maiores glândulas do corpo humano, variando o seu volume conforme a idade, sexo e peso das pessoas. O seu volume, nos homens oscila entre 12 e 18 ml e nas mulheres entre 10 e 15 ml, podendo atingir até 25 ml em adultos, sendo a sua dimensão de cerca de 5 cm. Tem o formato de uma borboleta, pois se apresenta com dois lobos ligados a uma parte central, localizado na região anterior do pescoço, mais precisamente na frente da Traqueia, local facilmente identificado nos homens por ser logo abaixo do Pomo de Adão (gogó).

Esta glândula produz, a partir da captação e processamento do iodo ingerido, os hormônios T3 (triiodotireonina) e T4 (tiroxina), os quais atuam na regulação do metabolismo de diversas áreas do corpo humano, atuando na função de órgãos vitais, como o coração, rins, cérebro e fígado, também influenciam, entre outras funções, no crescimento de crianças e adolescentes, nos ciclos menstruais, no peso, no sono e na concentração. Sendo regulada pela ação do processo hipotalâmico-hipofisário-tireoidiano, o qual funciona da seguinte forma: o hipotálamo libera um hormônio que ativa a hipófise (estruturas do sistema nervoso central), a liberar o hormônio TSH (tireoestimulante), o qual estimula a produção dos hormônios da Tireoide.

Quando esta glândula apresenta uma disfunção, pode acarretar quadros de Hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios) ou Hipotireoidismo (diminuição na produção de hormônios), quadros que podem ser causados por determinadas doenças, como a Tireoide de Hashimoto no Hipotireoidismo e a doença de Graves, causa mais comum do Hipertireoidismo. Tanto o Hipertireoidismo quanto o Hipotireoidismo podem estar associados ao bócio (aumento do volume da Tireoide), alteração orgânica que pode identificar presença de nódulos. A presença de nódulo é comum, contudo, menos de 10% são cancerígenos e ao serem diagnosticados precocemente, a cura chega a 95%.

Alterações genéticas, histórico familiar de doenças autoimunes e dieta alimentar inconsistente ou excessiva em iodo, são fatores importantes para o aparecimento de disfunções na Tireoide.

O Hipertireoidismo se evidencia quando ocorre uma produção, além do necessário, dos hormônios T3 e T4, superestimulando o coração, os pulmões, os rins, intestino e diversos outros órgãos do corpo humano. A doença de Graves, sua causa mais comum, é mais frequente em mulheres de 20 a 40 anos que apresentam histórico familiar, sendo conotada como uma doença autoimune que apresenta de 10 a 20% de redução espontânea no seu grau de evolução. Outras causas são: adenoma tóxico, doença de Plummer, bócio multinodular, aumento da ingestão de iodo ou uso de medicamentos que o contenha, adenoma hipofisário (tumor que afeta a hipófise e aumenta a secreção de TSH), algum outro órgão começa a produzir T3 e T4 excessivamente (raro), provocado por doenças virais, bacterianas ou autoimunes e doenças do hipotálamo.

Os sintomas mais comuns do Hipertireoidismo são: olhos arregalados, espessamento da pele na região da canela, alteração nas extremidades dos dedos das mãos, papada no pescoço (bócio), palpitação, nervosismo, ansiedade, cansaço, diarreia, suor excessivo, intolerância ao calor, certo grau de emagrecimento, queda de cabelo, alterações menstruais, unhas quebradiças, insônia e dificuldade de concentração.

O Hipotireoidismo é o distúrbio mais comum, representado pela queda na produção dos hormônios T3 e T4, interferindo no humor, provocando a diminuição dos batimentos cardíacos, alterando o ritmo do intestino e o ciclo menstrual das mulheres, repercutindo em última análise, por todo organismo. Sua principal causa, é a Tireoide de Hashimoto, doença autoimune, em que o sistema de defesa ataca as células da Tireoide, podendo acontecer também devido a deficiência de iodo, doença conotada como bócio, a qual apresenta como principal característica, o aumento do tamanho da Tireoide. Seus principais sinais e sintomas são: dor de cabeça, nos músculos e articulações; menstruação irregular; unhas frágeis; pele áspera e seca; olhos inchados na região das pálpebras; queda de cabelo; diminuição dos batimentos cardíacos; cansaço excessivo; dificuldade de concentração; memória fraca; diminuição da libido; pequeno aumento de peso e dificuldade para emagrecer.

O Departamento de Tireoide da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) adota o protocolo que indica a dosagem de hormônio tireoestimulante (TSH) como exame inicial para se prover o diagnóstico, outros exames de sangue podem ser utilizados, assim como exames de imagem, como a ultrassonografia, estes com o intuito de identificar a presença de nódulos. Esclareço que, crianças podem nascer com disfunção na Tireoide, no caso, o Hipotireoidismo congênito, doença que pode ser identificada precocemente através do teste do pezinho, realizado em recém-nascidos e obrigatório em nosso país, desde 1980. O Hipertireoidismo é raro em bebês.

O tratamento dos distúrbios da Tireoide envolve o uso de medicamentos para regularizar a produção de hormônios, evitando o seu excesso ou sua deficiência. Na existência de bócio e nódulos, pode incluir o uso de iodo radioativo. A cirurgia é indicada no tratamento de câncer já diagnosticado ou de nódulos com suspeita de malignidade, na presença de nódulos volumosos que provocam desconforto físico ou estético e hipertireoidismo que não responde ao tratamento clínico, podendo ocorrer com a remoção total ou parcial da Tireoide.

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

TRANSFORMANDO VIDAS: OS PENSAMENTOS QUE NOS LIMITAM


 



 

Os pensamentos levam a uma ação, esta ação pode se transformar em um hábito, este hábito pode criar um comportamento. Os comportamentos repercutem nos resultados alcançados em todos os âmbitos da vida. De maneira inversa, os resultados alimentam os pensamentos e os fortalecem cada vez mais. As pessoas têm dificuldade de entender e identificar esta cadeia de conexão mental e o resultado disso pode repercutir em um círculo vicioso de insucessos nas mais variadas áreas da vida. Portanto, para se modificar os resultados alcançados, o caminho correto é alterar o padrão dos pensamentos.

A crença é um jargão que se utiliza para designar um pensamento de convicção, o qual a pessoa aceita como verdade absoluta sobre alguma coisa, mesmo que isso seja incorreto. Podendo ser positiva ou negativa, por exemplo, “eu sou uma pessoa inteligente” ou “eu não tenho sorte”. Normalmente, as crenças se desenvolvem na infância e são fortalecidas durante a vida adulta.

As crenças limitantes são desenvolvidas a partir do momento em que a pessoa acredita fielmente em alguma coisa que viu, ouviu ou sentiu, podendo ser um fato impactante, os pais a repetirem que a criança não é bonita ou que não vai ser bem-sucedida na vida, crescer em um ambiente onde o pai falta com o respeito ou agride a mãe. Existem muitos exemplos, contudo, se torna mais didático identificar os tipos:

1 – Hereditárias: desenvolvidas no ambiente familiar, normalmente ocasionadas pelo que as pessoas ouvem ou veem, como palavras inapropriadas dos pais e a relação conturbada dos mesmos;

2 – Sociais: ocasionadas por sugestões recebidas do ambiente externo, através da mídia, nos relacionamentos pessoais, de estudo e profissionais;

3 – Pessoais: são criadas pelas próprias pessoas com base nas experiências vividas e nas reações a elas.

Quanto ao seu surgimento, existem duas formas, quais sejam:

· impacto emocional, onde a pessoa passa por alguma grande experiência negativa ou mesmo traumatizante e isto desenvolve um pensamento que fica guardado em seu subconsciente;

· repetição, seria uma espécie de condicionamento mental, o que a pessoa viu, ouviu ou sentiu e que mexeu com ela emocionalmente, que vai se repetindo, de maneira similar em diversos momentos da vida, como um padrão, sendo que, isto fortalece cada vez mais a crença limitante.

Os pensamentos de convicção que limitam o ser humano podem acarretar o desamor, o desvalor e o desamparo, seria como a pessoa contar uma história para si mesma sobre quem ela é e como sempre será o resultado de suas ações.

As crenças ou pensamentos de convicção, por vezes, são confundidos com os valores das pessoas e isto fortalece os comportamentos inadequados e que limitam o ser humano, tornando complicado o convívio social, impactando em todas as áreas da vida e perfazendo um círculo vicioso de insucesso e de distanciamento do bem viver.

Para que possamos nos conhecer melhor e aos outros, ainda para que neutralizemos as crenças que nos limitam, é importante que saibamos distinguir, no âmbito pessoal, valores, princípios e virtudes.

Valores são critérios pessoais considerados importantes, as características e comportamentos que impulsionam e direcionam as decisões. A honestidade e a lealdade são dois exemplos. Todo comportamento está em busca de satisfazer um valor, portanto, quando se compreende os valores, pode-se identificar crenças limitantes e alterar o comportamento.

Os princípios estão diretamente influenciados pelo meio externo, por exemplo: a sociedade, a família em que a pessoa nasceu e foi criada, seu círculo de amizades. Repercutindo em regras que a pessoa estabelece para si mesma e para os outros, gerando decisões que impactam no seu comportamento.

As virtudes são qualidades pessoais, algumas de ordem moral, por exemplo: bondade, senso de justiça, sinceridade, pontualidade, resiliência, comprometimento, otimismo, inteligência, empatia, entre outras. Muitas destas qualidades podem ser trabalhadas com o desenvolvimento da inteligência emocional e também repercutem no seu comportamento.

Segundo o Dr.Albert Ellis, psicólogo estadunidense, que desenvolveu, em 1955, a “Terapia Racional Emotiva Comportamental” (REBT), grande parte do sofrimento emocional do ser humano tem origem ou pode ser eliminado pela mudança das crenças limitantes. Segundo o Dr. Ellis, essas crenças negativas acabam ditando as emoções e as decisões das pessoas, mediando o relacionamento das mesmas com o mundo e os problemas inerentes a isso.

As crenças limitantes podem ser identificadas e eliminadas através da psicoterapia, do coaching e de diversas terapias relacionadas as Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas. Portanto, esses pensamentos que nos limitam, comumente denominados de crenças, podem e devem ser neutralizados, sendo substituídos por pensamentos que repercutam em comportamentos a nos aproximar do bem viver, do sucesso e da felicidade.

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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

DEZEMBRO VERMELHO: NOS SEUS 40 ANOS A AIDS AINDA NÃO TEM CURA

 
 


A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou, em 1996, o UNAIDS, programa que tem a função de criar soluções e ajudar os países no combate à AIDS, objetivando prevenir o avanço do HIV, prestar tratamento e assistência às pessoas afetadas pela doença e reduzir o impacto socioeconômico da epidemia. Também instituiu o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial de Combate à AIDS. No Brasil, a partir da lei nº 13.504/2017 foi criado o Dezembro Vermelho, Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/AIDS e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Faz 40 anos que a primeira infecção pelo vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) que é responsável por causar a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) foi identificado pela primeira vez, estávamos em 1981 e esta doença que apresenta uma combinação de outras doenças que incluem, normalmente, sarcoma de Kaposi (um tipo de câncer), fadiga, perda de peso, baixa imunidade e pneumonia, se revestiu durante um bom tempo de grande mistério e preconceito, levando o medo e sendo entendida como uma sentença de morte para seus portadores.

O HIV/AIDS foi identificado pela primeira vez em 1981, através da morte de Gaëtan Dugas, conhecido como paciente zero, visto ser um dos primeiros a disseminar a doença nos EUA. Contudo, análises realizadas em sangue preservado sugerem que a primeira morte comprovada foi de um homem no Congo, em 1957 e pesquisas apontam que a primeira transmissão dos macacos para os seres humanos possa ter ocorrido na década de 1930. No Brasil, o primeiro caso notificado foi no Estado de São Paulo, em 1983.

A pessoa contaminada pelo vírus HIV pode ou não desenvolver a doença causada por este vírus, a AIDS. O HIV infecta as células de defesa do organismo, em especial os linfócitos T-CD4+, os quais coordenam o sistema imunológico, se replicando no seu interior, provocando falhas progressivas no sistema de defesa do organismo conforme a doença evolui, deixando o paciente fragilizado e suscetível a diversas doenças oportunistas que podem acarretar a morte.

O HIV é a denominação genérica de dois vírus que podem causar a AIDS: HIV-1, mais frequente, produz maior quantidade de partículas virais no organismo, mas se apresenta menos resistente a antirretrovirais do tipo não nucleosídeos (bastante utilizados no Brasil) e HIV-2, mais resistente a antirretrovirais do tipo não nucleosídeos. Ressalto que, pode ocorrer uma infecção pelos dois tipos de HIV, havendo uma replicação simultânea no organismo, acarretando a infecção conjunta ou superinfecção.

A AIDS é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), sendo que, a transmissão do HIV ocorre devido ao contato com fluídos corporais, ocorrendo da seguinte forma: nas relações sexuais; no compartilhamento de materiais perfurocortantes (agulhas, alicates de unhas, entre outros); na transfusão de sangue; da mãe para o filho pela gestação, no parto ou aleitamento materno; no manuseio de materiais contaminados e pela transmissão ocupacional, através dos profissionais de saúde. A pessoa contaminada não transmite o HIV pelo abraço ou pelo aperto de mão, também não ocorre a contaminação através de instalações sanitárias ou por picada de insetos.

Em 2020, a UNAIDS informava em seu relatório anual que 37,6 milhões de pessoas vivem com o HIV, 77,5 milhões foram infectadas desde o início da epidemia, no ano do relatório, 1,5 milhões foram infectadas, 690 mil morreram pela doença, 27,4 milhões tiveram acesso à terapia antirretroviral, sendo que, 34,7 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS desde o início da epidemia.

O avanço das políticas públicas com a coordenação da OMS tem sido fundamentais para a diminuição de casos e de óbitos, além da proteção ao direito de tratamento. A criação da UNAIDS pela OMS em 1996 é um marco importante no combate a epidemia, assim como, o entendimento que o HIV não tem o seu contágio restrito a grupos específicos, formados por homossexuais, bissexuais e usuários de drogas injetáveis, podendo a sua contaminação ser disseminada por toda a população.

No Brasil, a evolução das políticas públicas de combate à epidemia aconteceu em paralelo a criação do SUS pela Constituição de 1988, sendo que, as ações implementadas em nosso país se tornaram referência mundial. O Ministério da Saúde (MS) criou uma Política Nacional do DST-AIDS, a qual originou o Programa DST-AIDS, de bastante repercussão sanitária, o qual trabalha o combate as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e a AIDS, com foco na prevenção e cuidados, desenvolvendo campanhas e fortalecendo a conscientização para a importância do sexo seguro através do uso do preservativo, de não compartilhar seringas, da adoção de protocolos de segurança e utilização de EPIs (equipamentos de proteção individual) por parte dos profissionais de saúde, entre outras ações. A proteção de direitos também está garantida por esta política, sendo que, desde 1996, todas as pessoas HIV+ no país recebem tratamento gratuito pelo SUS, com sigilo de informações e distribuição do kit de antirretrovirais.

Esclareço que, todas as vacinas são recomendadas para as pessoas HIV+, inclusive as vacinas contra a Covid-19, não havendo entendimento cientifico de contraindicação, ao contrário, o caráter de ataque do sistema imunológico do HIV-AIDS reforça a importância da vacinação.

O fato de o vírus atacar o sistema de defesa natural do organismo torna desafiador encontrar uma cura, neste momento está em desenvolvimento o AGT103-T, terapia genética que visa reparar os danos ao sistema imunológico e auxiliar as respostas naturais do corpo para controlar o vírus, a FDA (Food and Drugs Administration), a ANVISA dos EUA, aprovou em agosto de 2020 a primeira fase de testes em humanos. Atualmente o kit de antirretrovirais está bem evoluído e tem alcançado respostas terapêuticas importantes, as quais repercutem em qualidade de vida e em evitar a transmissão continua do HIV.

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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...