terça-feira, 22 de setembro de 2020

NO “NOVO NORMAL”, OS CAMINHOS DE VIVER, DE TRABALHAR COM SEGURANÇA E ATINGIR O SUCESSO

 



Quando nos referimos a pandemia da Covid-19, a história é o melhor alicerce para entendermos o seu desenrolar, as atitudes das pessoas e dos governos, o seu tempo de duração e as consequências destes momentos difíceis.

Podemos nos reportar a Peste Negra ou Peste Bubônica (1343-1356), que dizimou 1/3 da população da Europa e provocou a grande crise da Baixa Idade Média, ainda a Gripe Espanhola (janeiro de 1918 a dezembro de 1920), no pós 1ª Grande Guerra, vitimando mais de 50 milhões de pessoas, 35 mil no Brasil, ainda no “crash” (quebra) da bolsa de valores de Nova Iorque de 1929, motivadora da Grande Depressão dos anos 30 e um dos fatores a desencadear a 2ª Grande Guerra. Todos estes eventos dramáticos se encontram no medo que causam nas pessoas e deste se originam atitudes as mais diversas, a começar pela negação dos fatos, o distanciamento da ciência e a busca de curas milagrosas. Claro que os erros e as fragilidades dos governos se desnudam, a desigualdade social aflora de maneira implacável, assim como a saúde das pessoas é terrivelmente abalada pela ação continuada do mecanismo do estresse, esta defesa do organismo contra as adversidades, a qual já dediquei uma coluna e que, quando acionado continuamente, pode provocar problemas orgânicos e mentais importantes.

De outra medida, estes eventos históricos também se encontram no fato de provocarem profundas alterações nas relações de trabalho e no mundo de maneira geral, se transformando num imenso palco para quem entende o momento histórico e identifica as grandes oportunidades que apenas estes propiciam.

A pandemia da Covid-19 une um evento histórico sanitário, com outro correlato de ordem econômica e social, visto a globalização, portanto, problemas desta ordem são compartilhados por todos os países, assim como as soluções precisam sê-las.

É inegável que esta pandemia só começará a ser controlada a partir do advento da vacina que, com otimismo, a ciência aguarda para o primeiro semestre de 2021 o início da imunização das pessoas, mas existe uma complexa logística de produção, distribuição e aplicação, ainda há o tempo para surtir seu efeito e isto pode se arrastar até final de 2021 e início 2022. Estamos conhecendo o SARS-Cov-2 e a Covid-19, a ciência evoluiu nos protocolos médicos, vidas estão sendo salvas por isto, entretanto, muito ainda temos que aprender sobre suas sequelas, o tempo para a imunização de rebanho, cientificar medicamentos de combate seguros, é cedo para pensarmos no fim deste terrível momento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mesmo com o advento da vacina, levará por volta de 2 anos para esta pandemia se encerrar, isto é perceptível, por exemplo, no aumento de casos e óbitos que visualizam uma possível 2ª onda na França, na Espanha, na Coreia do Sul, além de uma onda intermitente em alguns estados dos EUA. Continua a OMS, que o mundo deve permanecer em alerta, se faz imprescindível o uso da máscara, adotar as atitudes de higiene preconizadas e manter o distanciamento social, entretanto não indica o retorno do distanciamento social mais amplo, a não ser em situação extrema.

O Brasil apresenta um quadro de diminuição de casos e de óbitos, o que é muito bom, contudo, como foi contextualizado anteriormente, a pandemia não se encerrou, precisamos continuar alertas, os governos precisam ampliar as testagens da população e aperfeiçoar a governança desta crise, e sim, teremos uma temporada de verão em ritmo pandêmico.

O momento se faz de tocarmos nossas vidas com responsabilidade e cuidados perante o “novo normal”, mas nossas ações estão balizadas pela declaração da OMS (30/01) de Emergência Sanitária de Interesse Internacional do Coronavírus, a qual desencadeou toda uma legislação específica nos países. No Brasil, a partir da Portaria GM/MS nº 188/2020 (Emergência Sanitária), temos, com relevo, a Lei nº 13.979/2020 (Quarentena), a DLG nº 6/2020 (Calamidade Pública), a Portaria conjunta dos Ministérios da Economia e da Saúde nº 20/2020 (regra o trabalho na pandemia), a Lei nº 14.020/2020 (Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda) e Decretos regrando as atividades essenciais em nível federal, estadual e municipal. Importante lembrar que, em 29/04, o Supremo Tribunal Federal criou jurisprudência que a Covid-19 é uma doença ocupacional.

Perante esta situação, o trabalho na pandemia impõe o desafio de resguardar a biossegurança de colaboradores e consumidores, contudo, os empregadores tem sofrido diversos reveses, talvez o maior deles com relação a segurança jurídica. Se em março tínhamos 2.607 ações trabalhistas no Brasil, em abril houve um aumento de quase 500% e assim se sucedeu nos outros meses. Neste momento, o Termômetro Covid, plataforma virtual da Justiça do Trabalho que permite acompanhar em tempo real as ações trabalhistas, identifica 105.218 ações, com mais de 7 bilhões de reais no valor total das causas. Santa Catarina, segundo estado mais atingido, tem mais de 11 mil ações, totalizando quase 270 milhões de reais.

Mas para todo mal há um remédio, nestes tempos pandêmicos e em uma temporada que assim o será, visto que a dor da população é o temor da doença, da morte, do desemprego, o empreendedor que entender isto e oferecer esta segurança para seus colaboradores e consumidores, divulgando este diferencial, certamente estará “saindo da caixa”, se distinguindo, através do mote da segurança atraindo e fidelizando clientes.

Claro que existe a necessidade de se investir na expertise de protocolos sanitários, treinamento de colaboradores, na assessoria qualificada para estas e outras ações, como também para o resguardo jurídico do empregador, mas a área da saúde ensina que salvar vidas é investir na prevenção para não ter que mitigar a doença ou conviver com a morte.

Na crise, se repense, se transforme, CRIE!!!

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terça-feira, 15 de setembro de 2020

NO BRASIL DOENTE CRESCE A NEGAÇÃO, A DESINFORMAÇÃO E A IRRESPONSABILIDADE

 


Historicamente, momentos como o que estamos vivendo, levam as pessoas ao seu limiar de tensão e medo, suscitando reações incontidas e, por vezes, irresponsáveis. Desde a pandemia da Peste Negra (1346 a 1353), também conhecida como Peste Bubônica, causada pela bactéria Yersinia Pestis, encontrada em pulgas que ficam em ratos contaminados e que dizimou cerca de 1/3 da população europeia, contribuindo para a crise da Baixa Idade Média, passando pela pandemia da Gripe Espanhola (janeiro de 1918 a dezembro 1920), vitimando mais de 50 milhões de pessoas, 35 mil delas no Brasil e, agora com a pandemia da Covid-19, os erros se repetem, mostrando traços comuns entre estes eventos, quais sejam: a culpabilização, a negação, as “curas milagrosas” e informações falsas.

A Covid-19, em seus mais de 6 meses de pandemia, apresenta quase 20 milhões de recuperados, mais de 3,5 milhões no Brasil, entretanto, contaminou quase 30 milhões de pessoas e vitimou mais de 900 mil, quase 130 mil em nosso país. Diferentemente da Peste Negra e da Gripe Espanhola, esta pandemia apresenta como plano de fundo um mundo globalizado, o vírus atinge todos os continentes com extrema rapidez através de aviões supermodernos, a informação chega a todas as pessoas em tempo real e a economia mundial está interligada, portanto, os problemas e soluções necessariamente serão compartilhados por todos os países, o que nos faz perceber uma outra crise associada a esta, de ordem social e econômica, o que nos reporta ao “crash” (quebra) da bolsa de valores de Nova Iorque de 1929, que gerou a grande depressão mundial dos anos 30 e é um dos fatores a desencadear a 2ª Grande Guerra.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), reiteradas vezes tem se pronunciado que esta pandemia, mesmo com o advento da vacina, deverá levar por volta de 2 anos para se encerrar, reforçando esta posição, o mundo vive à mercê de novos surtos lá e cá, em localidades que já estavam em estágio mais avançado de retomada das atividades sociais e econômicas, o conhecimento deste vírus e desta doença se mostra um ato continuado onde a reinfecção já se apresenta possível e a imunização de rebanho se constata ocorrer com 67% da população tendo sido contagiada. Ainda, das 185 vacinas que estão sendo elaboradas, 35 estão em estágio de testes em humanos e 8 na 3ª fase, preocupando a interrupção, por alguns dias, dos testes da vacina bastante promissora da Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca, em função de possível efeito colateral severo de ordem neurológica, apresentado por um paciente testado. Já a da Sinovac, em parceria nacional com o Instituto Butantã e governo do estado de São Paulo, tem demonstrado em testes ainda não conclusivos, ser mais eficaz em jovens. Pois é, a fase 3 de testes em humanos, todos os testes de segurança e eficácia são rígidos e longos, portanto, precisar quando teremos vacina é difícil.

Olha só, motivos para medo e angústia não nos faltam, estamos cansados, entretanto, se associar a negação, se distanciar da ciência e propagar a desinformação é um ato de irresponsabilidade, infelizmente patrocinado por muitos governantes.

Segundo pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, este momento ímpar fornece a matéria-prima para rumores, boatos e narrativas desconectadas da verdade, qual seja, o temor, assim foi nos tempos da Peste Bubônica e da Gripe Espanhola, buscando sempre encontrar um culpado, negar a ciência e os fatos com teorias conspiratórias ou relativizando a doença, ainda buscando curas milagrosas e difundindo a desinformação.

Quanto as curas milagrosas, se hoje temos a Cloroquina, medicamento que pode ser útil em fases mais avançadas, mas não apresenta comprovação científica e pode causar efeitos colaterais severos, em especial, no sistema cardiovascular, na época da Gripe Espanhola tínhamos o homeopático “Grippina”, o aparelho Farador de Madame Virginia (máquina inspirada nos trabalhos de Michael Faraday e que se propunha através de correntes elétricas, aliviar o sofrimento dos pacientes) e até um composto a base de cachaça, limão e mel, mais tarde intitulado caipirinha. Claro que os protocolos médicos evoluíram com a prática nesta pandemia, certas medicações, ainda que não comprovadas cientificamente, estão sendo utilizadas e são úteis quando administradas com diretrizes rígidas e sob tutela médica, mas não são a solução. Assusta muito manifestações como as ocorridas em Curitiba-PR, em 07 de setembro, onde os manifestantes empunhavam cartazes com dizeres: “nós temos Cloroquina, não precisamos de vacina”.

Com certeza, estamos fadados a viver nossas vidas perante um “novo normal” por um período ainda indeterminado, mas que deve se prolongar por 2021, isto nos impõe o uso da máscara, higiene constante das mãos e evitarmos aglomerações. Quanto aos governantes, entender que esta pandemia não se encerrará por decreto e que a ciência é a maior aliada, sendo essencial ter um discurso e atitudes embasados nos fatos e não no “achismo”.

Mas calma, se por um lado me parece óbvio que teremos uma temporada de verão “galinha dos ovos de ouro” do Brasil do turismo, ainda em ritmo pandêmico, por outro as transformações deste novo mundo e o entendimento da gravidade do que está acontecendo, pode gerar um senso de oportunidades maravilhoso para aqueles que transpuserem esta expertise para a prática de suas vidas e negócios.

Nos distanciando do negacionismo, da desinformação e da irresponsabilidade, estaremos salvando vidas, mas também podemos desta maneira, atingirmos o sucesso.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

SETEMBRO AMARELO, DOENÇAS MENTAIS E O SUICÍDIO: ONDA OCULTA E CRESCENTE DURANTE A PANDEMIA


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pessoa morre por suicídio a cada 40 segundos no mundo, sendo a 3ª causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos e a 7ª causa de morte de crianças entre 10 e 14 anos, ainda relatam pesquisadores que, a partir dos 9 anos, a criança já tem noção sobre o mundo, capacidade de escolhas e, portanto, pode ter “ideação suicida”.

O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, de iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) iniciada em 2015 e ocorre neste mês em função de 10 de setembro ser Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, instituído pela OMS em 2003. A cor amarela faz alusão a morte por suicídio de um jovem americano, Mike Emme de apenas 17 anos em 1994. Ele tirou a própria vida em um Mustang amarelo 1968 que havia sido restaurado por ele, sendo que seus familiares e amigos ofertaram durante seu velório, cartões com frases motivacionais focadas naqueles que padeciam das mesmas dores que Mike e estes tinham laços amarelos. A partir deste episódio, seus familiares e amigos iniciaram uma campanha de prevenção que se ampliou rapidamente e originou o Dia Mundial de Prevenção.

O Brasil está em 8º lugar entre os países com maior número de suicídios, com uma média nacional de 32 suicídios por dia, 5,5 suicídios por 100 mil habitantes. O Rio Grande do Sul lidera, seguido por Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, que apresenta uma média maior que a nacional, de 8,58 suicídios por 100 mil habitantes.

Quando se aborda o suicídio, necessário se faz discorrer sobre situações orgânicas que habitualmente estão relacionadas: o estresse, a ansiedade e a depressão.

Toda vez que o ser humano está se confrontando com uma situação que coloque risco a sua vida, ou que provoque um certo nível de tensão, um mecanismo orgânico de proteção se desencadeia, a começar pela liberação pelas glândulas suprarrenais dos hormônios cortisol e adrenalina, estes hormônios catalisam reações químicas que provocam os pulmões a inflarem na busca de mais ar para oxigenar as células, o coração bate mais rápido para bombear mais sangue e levar mais oxigênio para os músculos, a pressão arterial aumenta, enfim, todo um mecanismo de defesa é disparado e assim a espécie humana tem sobrevivido através dos tempos. Quando este mecanismo de defesa é ativado constantemente, pode desencadear problemas orgânicos e mentais, acarretando o estresse, o qual se apresenta passageiro, e distúrbios psicossociais mais graves, persistentes e que necessitam de tratamento qualificado, como os transtornos de ansiedade e a depressão, esta uma doença de cunho psiquiátrico.

Os transtornos de ansiedade, como o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), assim como a depressão advém ainda de alterações provocadas por este mecanismo de defesa em neurotransmissores do cérebro, como a serotonina e a endorfina, os quais são responsáveis pelo sentimento de alegria e de prazer, também podendo ter origem hereditária, traumática, no relacionamento familiar e em outras causas externas. Portanto, este mecanismo de defesa, quando disparado constantemente, pode causar, ativar ou potencializar um problema mental, de outra maneira também pode causar problemas orgânicos e ainda diminui a capacidade imunológica.

Não confundir a ansiedade normal de se fazer uma prova importante, uma entrevista de emprego, de se ganhar um presente desejado ou outra situação cotidiana similar, com a vivência constante desta sensação, se conotando como um distúrbio psicossocial.

A OMS relata que 5% da população mundial sofre de depressão, os indicadores dos transtornos de ansiedade chegam a quase 10%. No Brasil, 12 milhões de pessoas sofrem de depressão, quase 18 milhões de algum transtorno de ansiedade. Estes números devem crescer durante a pandemia, a qual, segundo a OMS, mesmo com o advento da vacina, deve levar até 2 anos para se encerrar. O isolamento social, o temor pelo desemprego e pela vida, a “infodemia” e, inclusive, o acesso irrestrito à informação, provocam que o mecanismo do estresse dispare a todo o momento e isto pode ser devastador.

Sabendo que os transtornos de ansiedade e, especialmente a depressão estão intrinsicamente relacionados com o suicídio, importante dizer que as pessoas emitem sinais que precisam ser identificados, estes se expressam por alteração de comportamento, isolamento, aumento ou diminuição de peso, rompantes de agressividade, desesperança, tristeza absoluta, baixa estima e, por vezes, a verbalização de “não se estar bem”.

Os especialistas recomendam da importância do diálogo entre pais e filhos, a observação das alterações de comportamento, o cuidado com a imersão em redes sociais, as quais tem sido grandes responsáveis pelo suicídio, em especial de crianças e adolescentes, através de jogos que induzem ao ato. Ainda indicam, especialmente neste momento de pandemia, que as pessoas mantenham rotinas de vida, que incluam momentos para a prática esportiva, o lazer, momento para orar e ou para meditar com músicas que provoquem o relaxamento e mesmo para receber a informação, não deixar a televisão constantemente ligada em noticiários, procurar veículos que difundam uma informação abalizada, evitando a “infodemia” das redes sociais e o fazer igualmente em momento específico.

A saúde mental e o suicídio são temas que precisam ser conversados, “tabus” que necessitam ser quebrados, o momento pandêmico é único, doloroso para todos, mas que será superado e para aqueles que entenderem o grande senso de oportunidades que este mundo em transformação está ofertando, será o caminho para o sucesso e a felicidade.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

SETEMBRO AMARELO, DOENÇAS MENTAIS E O SUICÍDIO: ONDA OCULTA E CRESCENTE NESTA PANDEMIA

Olá!!! 



Convido você para acompanhar a minha participação no Jornal da Cidade 1ª edição (Rádio Cidade 104,1 FM) de Itapema – SC de quinta-feira (03/09) onde abordei o tema “Setembro Amarelo, Doenças Mentais e o Suicídio: onda oculta e crescente nesta pandemia.” 



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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...