Historicamente, momentos como o que estamos vivendo, levam as pessoas ao seu limiar de tensão e medo, suscitando reações incontidas e, por vezes, irresponsáveis. Desde a pandemia da Peste Negra (1346 a 1353), também conhecida como Peste Bubônica, causada pela bactéria Yersinia Pestis, encontrada em pulgas que ficam em ratos contaminados e que dizimou cerca de 1/3 da população europeia, contribuindo para a crise da Baixa Idade Média, passando pela pandemia da Gripe Espanhola (janeiro de 1918 a dezembro 1920), vitimando mais de 50 milhões de pessoas, 35 mil delas no Brasil e, agora com a pandemia da Covid-19, os erros se repetem, mostrando traços comuns entre estes eventos, quais sejam: a culpabilização, a negação, as “curas milagrosas” e informações falsas.
A Covid-19, em seus mais de 6 meses de pandemia, apresenta quase 20 milhões de recuperados, mais de 3,5 milhões no Brasil, entretanto, contaminou quase 30 milhões de pessoas e vitimou mais de 900 mil, quase 130 mil em nosso país. Diferentemente da Peste Negra e da Gripe Espanhola, esta pandemia apresenta como plano de fundo um mundo globalizado, o vírus atinge todos os continentes com extrema rapidez através de aviões supermodernos, a informação chega a todas as pessoas em tempo real e a economia mundial está interligada, portanto, os problemas e soluções necessariamente serão compartilhados por todos os países, o que nos faz perceber uma outra crise associada a esta, de ordem social e econômica, o que nos reporta ao “crash” (quebra) da bolsa de valores de Nova Iorque de 1929, que gerou a grande depressão mundial dos anos 30 e é um dos fatores a desencadear a 2ª Grande Guerra.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), reiteradas vezes tem se pronunciado que esta pandemia, mesmo com o advento da vacina, deverá levar por volta de 2 anos para se encerrar, reforçando esta posição, o mundo vive à mercê de novos surtos lá e cá, em localidades que já estavam em estágio mais avançado de retomada das atividades sociais e econômicas, o conhecimento deste vírus e desta doença se mostra um ato continuado onde a reinfecção já se apresenta possível e a imunização de rebanho se constata ocorrer com 67% da população tendo sido contagiada. Ainda, das 185 vacinas que estão sendo elaboradas, 35 estão em estágio de testes em humanos e 8 na 3ª fase, preocupando a interrupção, por alguns dias, dos testes da vacina bastante promissora da Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca, em função de possível efeito colateral severo de ordem neurológica, apresentado por um paciente testado. Já a da Sinovac, em parceria nacional com o Instituto Butantã e governo do estado de São Paulo, tem demonstrado em testes ainda não conclusivos, ser mais eficaz em jovens. Pois é, a fase 3 de testes em humanos, todos os testes de segurança e eficácia são rígidos e longos, portanto, precisar quando teremos vacina é difícil.
Olha só, motivos para medo e angústia não nos faltam, estamos cansados, entretanto, se associar a negação, se distanciar da ciência e propagar a desinformação é um ato de irresponsabilidade, infelizmente patrocinado por muitos governantes.
Segundo pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, este momento ímpar fornece a matéria-prima para rumores, boatos e narrativas desconectadas da verdade, qual seja, o temor, assim foi nos tempos da Peste Bubônica e da Gripe Espanhola, buscando sempre encontrar um culpado, negar a ciência e os fatos com teorias conspiratórias ou relativizando a doença, ainda buscando curas milagrosas e difundindo a desinformação.
Quanto as curas milagrosas, se hoje temos a Cloroquina, medicamento que pode ser útil em fases mais avançadas, mas não apresenta comprovação científica e pode causar efeitos colaterais severos, em especial, no sistema cardiovascular, na época da Gripe Espanhola tínhamos o homeopático “Grippina”, o aparelho Farador de Madame Virginia (máquina inspirada nos trabalhos de Michael Faraday e que se propunha através de correntes elétricas, aliviar o sofrimento dos pacientes) e até um composto a base de cachaça, limão e mel, mais tarde intitulado caipirinha. Claro que os protocolos médicos evoluíram com a prática nesta pandemia, certas medicações, ainda que não comprovadas cientificamente, estão sendo utilizadas e são úteis quando administradas com diretrizes rígidas e sob tutela médica, mas não são a solução. Assusta muito manifestações como as ocorridas em Curitiba-PR, em 07 de setembro, onde os manifestantes empunhavam cartazes com dizeres: “nós temos Cloroquina, não precisamos de vacina”.
Com certeza, estamos fadados a viver nossas vidas perante um “novo normal” por um período ainda indeterminado, mas que deve se prolongar por 2021, isto nos impõe o uso da máscara, higiene constante das mãos e evitarmos aglomerações. Quanto aos governantes, entender que esta pandemia não se encerrará por decreto e que a ciência é a maior aliada, sendo essencial ter um discurso e atitudes embasados nos fatos e não no “achismo”.
Mas calma, se por um lado me parece óbvio que teremos uma temporada de verão “galinha dos ovos de ouro” do Brasil do turismo, ainda em ritmo pandêmico, por outro as transformações deste novo mundo e o entendimento da gravidade do que está acontecendo, pode gerar um senso de oportunidades maravilhoso para aqueles que transpuserem esta expertise para a prática de suas vidas e negócios.
Nos distanciando do negacionismo, da desinformação e da irresponsabilidade, estaremos salvando vidas, mas também podemos desta maneira, atingirmos o sucesso.
Na crise, se repense, se transforme, CRIE!!!
Vem comigo!!!
Contatos:
Fones/Whatsapp: (47) 99983-6026, (47) 99916-0744
E-mail: ballesteroconsultoremsaude@gmail.com


Nenhum comentário:
Postar um comentário