quinta-feira, 13 de agosto de 2020

OZONOTERAPIA E A COVID-19: PIADA PERIGOSA OU TERAPIA PROMISSORA?

O "Desvendando a Saúde do Brasil" na 1ª edição do Jornal da Cidade (104,1 FM) de Itapema-SC do dia 13/08, com a participação dos médicos Dr. Nilton Mendes Minervini e Dra. Mirian Gonzalez Minervini onde abordamos o tema: OZONOTERAPIA E A COVID-19: Piada perigosa ou terapia promissora? 



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terça-feira, 11 de agosto de 2020

SANTA CATARINA DA COVID-19: VACINAS, OZONOTERAPIA E AS POLÍTICAS PÚBLICAS

Esta pandemia continua a alarmar a população e preocupar os governantes. A Europa, já na fase de imunização e retomando as atividades perante um “novo normal” que impõe o monitoramento das pessoas através da ampliação das testagens com o RT-PCR (teste ouro, laboratorial e o único preconizado pela OMS para o diagnóstico) e o Sorológico, medidas de higiene (uso da máscara e higienização das mãos) e a restrição de aglomeração de pessoas, convive com o temor de novas ondas, como a Alemanha que registrou em 06/08 o maior número diário de casos em 3 meses, com 1045 contágios e a Itália, que registrou 552 casos em 24h no dia 07/08, maior número desde 28/05. Os EUA, que fizeram o relaxamento das medidas de distanciamento social precocemente em muitos estados, continuam a ver crescer o número de casos e de óbitos.

O Brasil que ultrapassou, oficialmente, 3 milhões de casos e o alarmante número de 100 mil óbitos, surpreende positivamente com mais de 2 milhões de recuperados, sendo um dos países que lideram neste quesito. Santa Catarina, paraíso da falta de governança estadual nesta pandemia e em curva de aceleração de contágio, já passou dos 100 mil casos, dos 1400 óbitos e aplaude mais de 90 mil recuperados.

Á mercê da falta de políticas públicas consistentes no combate à COVID-19, com um discurso que relativiza a sua gravidade e sem prover campanhas de informação e conscientização, embaralhando a cabeça das pessoas e com um papel nefasto que a história se incumbirá de contar, o governo federal acerta ao destinar 2 bilhões de reais através de Medida Provisória (06/08) para a Fio Cruz encaminhar a estruturação da fábrica de vacinas Bio-Manguinhos, concluir as tratativas com transferência de tecnologia e viabilizar a produção da vacina da Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Foi divulgado a pretensão de se produzir 100 milhões de doses à partir de outubro. Em São Paulo, o governo estadual celebrou parceria com o governo chinês que inclui transferência de tecnologia e produção da vacina Coronavac, da farmacêutica Sinovac pelo Instituto Butantã, iniciou em 20/07 a terceira fase de testes em humanos e, também anuncia para outubro o início de sua produção. Sendo otimista, acredito que nos primeiros meses de 2021 teremos vacina disponibilizada no país e a possibilidade de retomada da normalidade de nossas vidas.

Vislumbrando uma imensa ausência de gestão e imerso em problemas conjunturais severos, no Brasil da pandemia sobressai o trabalho dos profissionais da área da saúde e desta “árvore” curativa estão evoluindo os protocolos de cuidados, visto o aprendizado diário sobre esta nova doença e surgindo soluções ainda experimentais que precisam ser melhor analisadas, em sendo utilizadas, exigem critérios rigorosos com contínuo aprimoramento, mas ao tempo que não devem servir como base para políticas sanitárias, podem ser importantes e de grande valia. Os protocolos com medicamentos sem comprovação científica e os de recuperação para eventuais sequelas do pós doença, a Cápsula Vanessa e a Ozonoterapia Medicinal são exemplos destas soluções e se não devem gerar uma falsa segurança, talvez surjam como um legado pós pandêmico.

A Ozonoterapia, que gerou mídia nacional e até internacional a poucos dias, tratada como uma piada, com base na divulgação de seu uso via retal para o tratamento de pacientes com a COVID-19, precisa ser olhada com respeito. Afinal, o Ozônio foi descoberto em 1840, em 1856 era utilizado para a desinfecção de salas de operação e esterilização de instrumentos cirúrgicos, desde 1956 é utilizado na odontologia, atua na purificação da água, cicatrização de feridas e tem estudos de sua utilização para o tratamento complementar de inúmeras patologias, motivando muitos artigos científicos e ao tempo que angaria simpatizantes, também gera controvérsia.

Durante a 1ª Guerra Mundial, foi utilizada por ingleses e alemães para o tratamento de feridas, antes disto, em 1892, a conceituada revista científica inglesa The Lancet, publicou artigo sobre seu uso para o tratamento da tuberculose. É muito difundida nos países europeus, como na Alemanha (ofertada em planos de saúde), na Itália e na Inglaterra. Desde 1976 os EUA discutem a Ozonoterapia Medicinal e em 2016 a FDA (Food and Drugs Administration), espécie de ANVISA americana, proibiu o seu uso medicinal. Em 1975 chegou ao Brasil (São Paulo) através do médico Dr. Heinz Konrad; nos anos 90, o Dr. Edison de Cezar Philippi trouxe esta terapia para SC e difundiu pelo Sul do país. Através da Portaria GM/MS nº 702/2018, foi incluída na Política Nacional das Práticas Integrativas e Complementares do SUS, o Conselho Federal de Medicina, através da Resolução nº 2.181/2018, restringiu seu uso invasivo apenas em caráter experimental, através de autorização do Conselho Nacional de Pesquisas e Ética, perante o que lhe é facultado pela Lei nº 12.832/2013, que dispõe sobre o exercício da medicina. Agora em junho, foi divulgada pesquisa da Itália com mais de 100 pacientes de COVID-19 em 15 hospitais, relatando seu uso em todas as fases da doença, com o intuito de aumentar a imunidade e diminuir a carga viral, registrando melhora da condição clínica destes pacientes. As pesquisas ainda são muito incipientes e a administração de gases tóxicos pode causar sequelas ao organismo, mas a sua história de utilização que remonta o século XIX, impõe nosso respeito e que nos aprofundemos em estudos.

Direcionar os recursos públicos para políticas regionais com foco na ampla testagem com o RT-PCR, identificando quem está contaminado, cortando a cadeia de transmissão e provendo os cuidados precocemente, impedindo que a doença evolua para fases mais agressivas, seria o óbvio, mas na ausência de gestão nesta pandemia, deixo o meu respeito e aplausos aos profissionais da saúde, que estão fazendo a sua parte e indo além.

Na crise, se repense, se transforme, CRIE!!!



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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

COVID-19: OZONOTERAPIA, CÁPSULA VANESSA E AS POLÍTICAS PÚBLICAS.

Olá!!! 



Convido você para acompanhar a minha participação no Jornal da Cidade 1° edição (Rádio Cidade 104,1 FM) de Itapema-SC desta quinta-feira (06/08), onde abordo a Covid-19: Ozonoterapia, Cápsula Vanessa e as Políticas Públicas. 



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terça-feira, 4 de agosto de 2020

COVID-19, SANTA CATARINA EM RISCO GRAVÍSSIMO: FALTA DE SENSIBILIDADE SOCIAL E DE POLÍTICAS PÚBLICAS




Esta pandemia desperta sentimentos contraditórios, alguns a relativizam perante suas crenças ideológicas ou interesses menores, a maior parcela das pessoas se assusta com novas informações diárias e se veem impactadas pelo desgoverno que tomou conta de nosso país somada a “pirotecnia” de muitos governantes que preferem a descoberta unilateral de soluções mágicas para tirar proveito político, do que o entendimento que pessoas estão sofrendo, morrendo, e que apenas a ciência, políticas calcadas nela e com foco nas ações loco-regionais, poderá minimizar as perdas, com relevo as humanas.

Mundialmente temos quase 18 milhões de casos, quase 700 mil mortes e de positivo, mais de 10 milhões de recuperados. No Brasil, oficialmente, passamos de 2,7 milhões de casos, das 90 mil mortes e mais de 1,8 milhão de recuperados. Santa Catarina confirma mais de 87 mil casos, mais de mil óbitos e aplaude os mais de 70 mil recuperados.

Tenho dito, e repito, uma pandemia não é uma corrida de 100m e sim uma maratona, com várias fases, tendo a de aceleração de contágio como a mais agressiva, mas sem uma política adequada, que seja baseada em uma ampla testagem com o teste RT-PCR, a partir disto a identificação dos ativos e a interrupção na cadeia de transmissão através de medidas de distanciamento social, utilizando o amplo ou até o lockdown apenas em situação crítica que beire o colapso do sistema de saúde, visto os prejuízos de ordem econômica e psicológica que esta ação pode causar, sem este entendimento, é trabalhar com o caos instaurado. Enquanto não houver vacina, esperada para o primeiro semestre de 2021, estaremos reféns de cuidados pessoais de higiene, uso de máscara e distanciamento social, além de dependentes de políticas públicas efetivamente eficazes.

Não por outro motivo, estamos vendo a suspensão do réveillon em grandes cidades, carnaval, Oktoberfest, entre outras festas de massa, um contrassenso é a manutenção das eleições municipais para novembro, que aglutinarão mais de 100 milhões de brasileiros.

Causa indignação a insensibilidade do governo federal na proteção social dos brasileiros, a se aplaudir, o auxílio emergencial, entretanto, com restrições para a retirada, estimulando o uso do aplicativo e, claramente, com foco no aquecimento do consumo e da economia e não nas necessidades das pessoas, ainda a revisão, por parte da ANEEL da normativa nº 878/2020, permitindo, perante critérios, o corte de energia elétrica, que estava suspenso, a partir de 1º/08. O Supremo Tribunal Federal já formou maioria, portanto, jurisprudência em ação sobre o tema, permitindo que as Assembleias Legislativas possam definir regras com este teor. Santa Catarina, tendo a CELESC alegando prejuízos, mas recebendo milhões do governo federal para equilibrar as suas contas, anuncia que iniciará os cortes de energia a partir de 03/08, no momento que o estado está em risco gravíssimo, com aceleração de casos e mortes. Já o Ministério da Saúde (MS) tendo utilizado apenas 29% do seu orçamento para a pandemia, está revisando contratos de compra de respiradores, de outros equipamentos e insumos, diminuindo ainda mais o uso dos recursos, demonstrando claramente que não entendeu a gravidade e o seu tempo de duração.

Sinto indignação pela tentativa de se minimizar esta pandemia, pela falta de políticas públicas, pela ausência de proteção social da população, assim como me preocupa a gravidade desta doença, afinal se ela atinge com mais intensidade os idosos, doentes crônicos e pessoas com comorbidades, ainda, segundo pesquisas recentes, por volta de 9% dos contaminados serão assintomáticos, entretanto o termo preconizado pela OMS de “recuperados” e não “curados” se justifica porque uma parcela dos acometidos, em especial os casos mais graves, podem vir a ter sequelas no cérebro, nos pulmões, no coração e nos rins, podendo ser temporárias ou definitivas, podendo acarretar futuramente o óbito.

Santa Catarina, em fase de aceleração de contágio, vendo crescer a cada dia o número de óbitos, continua a conviver com a inoperância do seu governo estadual, o mesmo que se enaltece com o distanciamento social ampliado (com lockdown em várias localidades) executado em 17/03, sem condições epidemiológicas e dados que justificassem, em um momento em que havia circulação comunitária com um pequeno número de casos na macrorregião Sul, exigindo, portanto, um distanciamento social focado naquela região. A partir deste erro crasso, a economia estadual ficou em frangalhos e os erros se somaram as suspeitas de irregularidades em compras de respiradores, abertura de um hospital de campanha que acabou por não acontecer e culminam com a aprovação, pela Assembleia Legislativa de SC, de abertura de processo de impeachment do governador.

Neste mar de desgoverno por parte do estado, uma medida tardia, mas que deve ser aplaudida é a reabertura do hospital Santa Inês de Balneário Camboriú, inicialmente com 10 leitos de UTI e 7 de enfermaria, mas tendo estrutura física para ampliar a oferta de serviços. A ideia prevê uma parceria do governo estadual com a prefeitura municipal, tendo participação da iniciativa privada, o modelo aventado é de uma Parceria Público Privada, acredito que os outros municípios da região em saúde da Foz do Rio Itajaí também sejam chamados financeiramente nesta parceria. Foi divulgado que haverá uma reforma e que esta estrutura sanitária estará ofertando serviços em até 30 dias. Eis aqui um legado para o pós pandemia nesta região que tem carências na área hospitalar.

O momento é grave e o entendimento que esta pandemia, infelizmente, se arrastará através de suas fases, surtos e novas ondas até termos uma vacina, é imprescindível, assim como trabalhar políticas regionais, tendo o foco na prevenção e na coleta de dados seguros, na ampla testagem com o teste RT-PCR e, a partir disto, se executar a busca e isolamento dos ativos é dizer não ao amadorismo, é salvar vidas, é fazer o que é certo.

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terça-feira, 28 de julho de 2020

COVID-19, CURVA DE CRESCIMENTO EM SANTA CATARINA: TESTES, IMUNIZAÇÃO DO REBANHO E VACINAS.




A COVID-19 continua a assustar e causar apreensão, globalmente já passamos dos 16,2 milhões de casos e nos aproximamos das 700 mil mortes, o Brasil, oficialmente, já passou de 2,4 milhões de casos e se aproxima das 90 mil mortes, Santa Catarina, em curva de crescimento, já passou dos 68 mil casos e dos 900 óbitos.

Importante lembrar que esta doença atinge com mais intensidade em torno de 20% da população, formada por pessoas com mais de 65 anos, doentes crônicos e portadores de comorbidades, que muitos serão contaminados e não apresentarão sintomas apesar de transmitirem a doença, que globalmente já temos quase 10 milhões de recuperados, no Brasil mais de 1,5 milhão e em Santa Catarina mais de 60 mil. A OMS preconiza a utilização do termo “recuperado” e não “curado”, visto que, pessoas que tiveram a fase mais grave da doença podem desenvolver sequelas pulmonares e cardíacas, principalmente, temporárias ou definitivas, as quais podem acarretar, futuramente, o óbito. Estamos conhecendo o SARS-COV-2 e a COVID-19, não temos vacina e nem medicações de combate comprovadamente eficazes, portanto nos sentimos indefesos e o medo nos assombra.

Sabemos que a única forma de se combater a propagação do vírus é através da ampla testagem, identificando os ativos, rastreando seus contatos e suspeitos de contaminação, rompendo a cadeia de transmissão através do distanciamento social.

O RT-PCR é o único teste preconizado pela OMS e pela ANVISA para detectar se o vírus está ativo na pessoa, em alguma fase de evolução da doença e contaminando outros, é o teste “ouro”, laboratorial e com alta eficácia, feito através da coleta de amostras respiratórias por intermédio de um cotonete especial, “swab” (preferencialmente nas narinas, atingindo a Nasofaringe), sendo o período de maior sensibilidade do teste entre o 5º e o 7º dia de sintomas, também mostra eficácia para pacientes assintomáticos, preferencialmente em período inferior a 7 dias de contato. Temos os testes sorológicos, feitos à partir de coleta de sangue, os quais identificam a resposta imunológica do organismo ao vírus, à partir da detecção de anticorpos IgA, IgM e IgG. A indicação de IgM ou IgA reagente significa que a doença está em sua fase inicial, já o IgG reagente é indicativo de que já ocorreu algum tempo desde a infecção e, provavelmente, já foi desenvolvida imunidade à doença. Os testes rápidos são os de menor eficácia (máximo de 30%), quando executados à partir do 8º dia de sintomas, não sendo preconizados pela OMS e pela ANVISA para o diagnóstico de COVID-19, reitero que o único teste preconizado é o RT-PCR. O teste sorológico rápido tem utilidade para mapeamento do volume de infectados em determinados bairros, monitorar os profissionais da saúde e prover dados auxiliares, mas não serve de base para a elaboração de políticas. O teste sorológico laboratorial mais utilizado é o Elisa, bastante eficaz e que será muito útil na fase de imunização.

É importante ressaltar que estamos com 6 meses da pandemia no Brasil, podemos ter entre 1 a 2 anos ainda para exaurir todas as suas fases, a mais agressiva é a de aceleração de contágio (4 a 7 semanas), depois platô ou pico (período indefinido, podendo apresentar alto número de contágio e de óbitos), posteriormente vindo a de desaceleração e de imunização, com risco de outros surtos e ondas. Saliento que não sabemos o tempo de imunização, a gripe (vírus Influenza), tem vacina e a imunização é anual. Estudos recentes avaliam entre 3 a 6 meses de imunização contra o vírus, isto repercutirá na necessidade de uma vacina, talvez com 2 doses.

A imunidade de rebanho ocorre quando uma grande parcela da população foi infectada naturalmente e desenvolveu defesa contra o vírus, estima-se entre 60 a 70%. O Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas desenvolve pesquisa que é referência, testando quase 100 mil pessoas em 133 cidades de vários estados, indicando uma subnotificação atual de 6 vezes o número de casos oficiais, em torno de 12 milhões de pessoas contaminadas (7% da população). Estudo da Universidade de Estocolmo avalia que a imunidade de rebanho para a COVID-19 seria alcançada com a contaminação de 43% da população e cientistas chineses indicam que esta imunização duraria de 3 a 6 meses. Portanto, pouco ou quase nada sabemos e ter como política a imunidade do rebanho me soa como um genocídio.

Esperança para retomarmos nossas vidas, neste momento há 250 vacinas em desenvolvimento, 3 sendo testadas em humanos no Brasil: a vacina da Universidade de Oxford com a farmacêutica Astra Zeneca em parceria com a Fio Cruz, com transferência de tecnologia; a chinesa Sinovac em parceria com o governo do estado de São Paulo e o Instituto Butantã, com transferência de tecnologia; e a da farmacêutica Pfizer com a BioNTech. Espera-se uma vacina para o primeiro semestre de 2021.

O Brasil se apresenta na fase de platô ou pico na maior parte dos seus estados, momento de controlar a COVID-19, segundo a OMS, contudo o Ministério da Saúde se apequenou e deixou de existir como referência técnica e de gestão. Santa Catarina, em curva de crescimento, com distanciamento social amplo executado em 17/03, de maneira equivocada, continua um desgoverno em nível estadual.

A região da Foz do Rio Itajaí, formada por 11 municípios conurbados e com alto volume de idosos, vê o seu sistema de saúde a beira de colapsar. É momento de enxergar a floresta que explicita a gestão, de manter o alerta na área hospitalar, sem contudo balizar as ações pela parte curativa, não despender tempo e recursos com ações milagrosas, enxergar que os protocolos medicamentosos são perigosos e se utilizados, devem sê-lo com critérios e como apoio. A sabedoria impõe uma ação regionalizada, com base na ampla testagem com o RT-PCR ou aguardar por um inevitável lockdown.

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