terça-feira, 12 de maio de 2020

COVID-19, A PANDEMIA DO DESCONHECIDO: ENTRE O LOCKDOWN E O ACREDITAR EM UMA “GRIPEZINHA".



Segundo estudo da Universidade John Hopkins (EUA), a qual fornece um dos mais abalizados banco de dados sobre a pandemia da COVID-19, utilizado como referência pelo Ministério da Saúde (MS), o Brasil será novo epicentro da doença. À partir de dados coletados até o início de maio, estimava-se mais de 1,6 milhão de contaminados, indicava a maior taxa de contágio do mundo (cada contaminado infecta cerca de 3 pessoas) e sinalizava para o perigo da ampla subnotificação de casos (10 a 15 vezes maior que os relatos oficiais), provocado principalmente pela baixa testagem, até aquele momento 1,6 mil testes por milhão de pessoas, enquanto o EUA aplicaram 20,2 mil testes por milhão de pessoas e países europeus 30 mil.

Oficialmente já passamos dos 163 mil casos e das 11.123 mortes, em realidade, passamos de 1,6 milhão de casos e dos 20 mil óbitos, lembrando que, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fio Cruz), a subnotificação de óbitos é de 50%.

Nosso país é continental e desigual, refletindo na realidade de termos diversas curvas de crescimento e não apenas uma como ocorreu nos países europeus. Os fatores que vão balizar o momento, o tempo de ocorrência e a intensidade são de ordem epidemiológica, social, populacional, geográfica, estruturação e eficácia dos sistemas de saúde, somados às ações preventivas executadas em tempo, dose e eficácia.

A área hospitalar se constitui em um grave problema conjuntural, com nossos quase 7 mil hospitais (somados SUS e suplementar) mal distribuídos pelo país e em se tratando de uma doença que causa uma síndrome respiratória aguda grave, o baixo volume de oferta de UTIs, igualmente mal distribuídas.

Com relação a UTI, apresenta alto custo de implementação e manutenção, em gestão hospitalar se trabalha com limite de ociosidade (no SUS e no suplementar). O custo de implementação de 1 leito é de 180 mil reais e o custeio diário oscila entre 2.500 e 3.000 mil reais, incluindo insumos, medicamentos e profissionais. Podendo ser geral, especializada, pediátrica ou neonatal, qualificações que vão impactar no seu custo básico de implementação e manutenção, entretanto o custo de implementação unitário é mais elevado, visto a possibilidade de determinados equipamentos exigidos serem utilizados para mais de um leito. A RDC nº 7/2010 da ANVISA, define critérios de implementação, equipamentos mínimos, profissionais exigidos, entre outros.

Perante o momento, o MS ampliou por 90 dias o valor do custeio diário de leitos habilitados de 800 para 1600 reais, a Portaria de Consolidação GM/MS nº 3/2017 dá os parâmetros para a habilitação perante o SUS. Na eminência da requisição de leitos privados, a saúde suplementar, através da ANS, discute com o MS a elaboração de uma “fila única” (SUS e suplementar) com definição de custeio, e estados e municípios solicitam a habilitação e custeio de leitos em hospitais de campanha.

Na ausência de vacina e com medicações sendo testadas, mas carecendo de comprovação para uso em escala, a prevenção se reveste de fundamental importância e esta se faz através das medidas de distanciamento social e da ampla testagem.

Tardiamente o MS emitiu Nota Técnica sobre os tipos de distanciamento social e os critérios de utilização, detalhando o distanciamento social ampliado, o seletivo e o lockdown. Ficou devendo os mecanismos para se migrar do lockdown ou do distanciamento social ampliado para o seletivo, além dos caminhos de saída efetiva dessa ferramenta.

O estado do Maranhão foi o primeiro a decretar lockdown na sua capital e em mais 3 cidades da ilha de São Luiz (por decisão judicial), seguido por Fortaleza (CE), Belém e outras 10 cidades (PA), Niterói e São Gonçalo (RJ), já na cidade do Rio de Janeiro foi solicitado pela Fio Cruz junto ao Ministério Público. Esses locais têm em comum a eminência de colapso do sistema de saúde, somada a baixa adesão da população ao distanciamento social.

Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Pará e boa parte do nordeste, com relevo para as suas capitais, apresentam as situações mais críticas e o aumento nas incidências de casos dia-a-dia indicam a entrada na curva de crescimento.

Santa Catarina, que implementou o distanciamento social ampliado em 17/03, creio que motivado pelo medo e sem razões técnicas, com municípios inclusive adotando o lockdown, apresenta a rede de ensino paralisada desde então, estando em momento de relaxamento desta medida e com baixa ocupação de leitos de UTI (em torno de 17,7%), o que pode sinalizar um achatamento da curva de crescimento, entretanto não implementou uma politica de ampla testagem, na contramão de outros estados e do governo federal, trabalhando numa perigosa escuridão. Tem dificuldades em preparar o seu sistema de saúde, com um chamamento público de 76,9 milhões para a implementação de hospital de campanha de 100 leitos, eivado de discussões jurídicas, suspenso e a compra de respiradores no valor de 33 milhões, valor pago e produto não recebido, sendo motivo da exoneração do secretário de estado da saúde, da operação Oxigênio (força tarefa que envolve o MP, TCE-SC e Polícia Civil) e de instauração de comissão parlamentar de inquérito na Assembleia Legislativa, podendo acarretar no impeachment do governador. No aguardo da curva de crescimento da pandemia, a qual, por indicadores disponíveis, deve ocorrer entre final de maio e junho, o estado vive uma situação de relativa tranquilidade e de um futuro muito preocupante.

Com a realidade do MS não ter preparado antecipadamente o país para enfrentar esta pandemia, as correções foram feitas ao final da gestão do ministro Mandetta, e com planejamento por ele elaborado em execução, vivemos o dilema de termos um chefe da nação que confronta a ciência e estimula o menosprezo a esta pandemia que tem instaurado o terror, desintegrado convicções e modelos econômicos mundo afora, e certamente nos impõe sermos diferentes em um mundo que jamais será igual.

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terça-feira, 5 de maio de 2020

PANDEMIA DA COVID-19, O RISCO DE UMA TRAGÉDIA NACIONAL: ANÁLISE DO BRASIL E DE SANTA CATARINA



A Pandemia da COVID-19 avança de maneira impiedosa pelo Brasil, segundo estudos do Imperial College University (Londres), temos a maior velocidade de transmissão do mundo, nos igualando ao EUA, isso significa que cada pessoa contaminada transmite a doença para, pelo menos, outras 3. Estes dois países são os únicos enquadrados na categoria “muito alta” de transmissão, perante este parâmetro, autoridades sanitárias consideram que as medidas de isolamento social só podem ser afrouxadas se esse número de reprodução da doença for abaixo de 1, esta tendência de taxa de contágio coloca o Brasil como o 2º país com mais mortes previstas.

O Brasil está entre os países que menos fazem testes, isto tem como consequência a subnotificação de casos, a dificuldade em se elaborar quadros confiáveis de situação, acarretando dificuldades para o enfrentamento eficaz em tempo e dose desta pandemia. Já passamos dos 100 mil casos confirmados e dos 7 mil óbitos, em função da subnotificação temos, na realidade, muito mais pessoas contaminadas e óbitos.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, o nível de subnotificação de casos no Brasil é de 7 a 15 vezes o número oficial, portanto, em se adotando que seja 10 vezes maior, teríamos mais de 1 milhão de casos país afora, já a de óbitos seria de 50%, teríamos passado dos 14 mil óbitos. A parte positiva é que a subnotificação de casos é muito maior que a de óbitos, a letalidade que hoje é, em torno, de 7%, cairia para 2 a 3%.

Nesta realidade de subnotificação de casos, os parâmetros adotados pelo Ministério da Saúde (MS) e pelos estados para se monitorar a curva de crescimento é a ocupação de leitos de UTI em paralelo ao número de óbitos e de casos confirmados somados aos casos suspeitos. Rio de Janeiro, Espírito Santo, Ceará, Pernambuco e Amazonas já apresentam mais de 90% de ocupação de leitos, sendo o Amazonas o primeiro estado a ver o seu sistema de saúde entrar em colapso. O Maranhão, tendo São Luiz e outras 3 cidades com mais de 90% de ocupação de leitos, foi o primeiro estado a adotar o lockdown nestas 4 cidades, por decisão judicial.

São Paulo, epicentro da pandemia no país, investe pesado na abertura de novos leitos de UTI e montou 3 hospitais de campanha na capital (Pacaembu, Anhembi e Complexo Ibirapuera), onde apresenta 68,7% de ocupação dos leitos exclusivos da COVID-19 e na região metropolitana, de 89%. Inicia a implementação de uma política de ampla testagem e mantém o estado em distanciamento social ampliado desde 24/03, indicando um início de flexibilização à partir de 11/05 em regiões que atingirem 50% de isolamento social. As autoridades sanitárias paulistas afirmam que a taxa ideal para conter a propagação do SARS-COV-2 seria de 70%.

O MS, nos últimos dias da gestão do ministro Mandetta, adotou algumas medidas que já deveriam ter sido implementadas desde o início da pandemia em nosso país, no que diz respeito a inibir a subnotificação de casos: a adoção de uma política de ampla testagem com a aquisição de mais de 46 milhões de testes RT-PCR (laboratorial) e de testes rápidos, o credenciamento de laboratórios e a instrumentação da Fio Cruz para a elaboração em escala de testes RT-PCR, ainda a criação de uma plataforma concentrando as notificações de casos da saúde suplementar e a elaboração de protocolo uniforme de ação das 47,7 mil equipes de agentes comunitárias de saúde; também elaborou uma Nota Técnica relacionada aos tipos de distanciamentos social e critérios de uso a serem adotados pelos estados e municípios. O novo ministro Nelson Teich, que a despeito de um bom currículo acadêmico como médico oncologista, é desprovido de experiência de gestão e de conhecimento do SUS, além de não demonstrar a mesma capacidade de comunicação de seu antecessor, aparentemente dá continuidade ao planejado.

Santa Catarina que iniciou um distanciamento social ampliado em 17/03, com vários municípios implementando inclusive o lockdown, medida importante, entretanto que precisa do momento adequado e critérios para a implementação, já com mecanismos para a saída do mesmo, visto os graves problemas de ordem psicológica, social e econômica, a meu ver, apesar do aparente achatamento da curva de crescimento, o fez de maneira prematura.

Neste momento, com o relaxamento desta medida e com 20,2% de ocupação de leitos de UTI, apresenta dificuldades nas atitudes de preparação do sistema de saúde, motivo arguido para esta ação, já que não tinha, e continua a não ter, razões epidemiológicas para tanto. Tendo um chamamento público para a implementação de hospital de campanha, eivado de discussões jurídicas, suspenso e, neste momento, a compra de respiradores no valor de 33 milhões, valor pago e produto não recebido, vemos a exoneração do secretário de estado da saúde. O governo estadual, na contramão do governo federal e de outros estados, não sinaliza implementar uma política de ampla testagem, continuando apenas com o LACEN como laboratório referência, prejudicando a elaboração de quadros e o planejamento de ações.

Os indicadores disponíveis mostram o início da curva de crescimento em SC para a 2ª quinzena de maio e início de junho, tendo 4 a 6 semanas de platô para posterior desaceleração, portanto, junho e julho tendem a ser meses críticos.

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quinta-feira, 30 de abril de 2020

A Pandemia da COVID-19: em um país tão desigual, o risco de uma tragédia nacional. Parte 2.



Olá!!! 



Acompanhem a minha participação na 1ª edição do Jornal da Cidade (104.1
FM) de Itapema-SC, desta quinta-feira 30/04, onde continuamos
"Desvendando a Saúde do Brasil" e abordo a preocupante situação da
Dengue no Brasil e em Santa Catarina, as doenças sazonais de
outono/inverno e a evolução da COVID-19.




Parte 2. 



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Pandemia da COVID-19: em um país tão desigual, o risco de uma tragédia nacional. Parte 1.

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FM) de Itapema-SC, desta quinta-feira 30/04, onde continuamos
"Desvendando a Saúde do Brasil" e abordo a preocupante situação da
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terça-feira, 28 de abril de 2020

PANDEMIA DA COVID-19: EM UM PAÍS TÃO DESIGUAL, O RISCO DE UMA TRAGÉDIA NACIONAL


As causas que levam a pandemia da COVID-19 estão claras, a superpopulação mundial (7,7 bilhões de habitantes), a degradação ambiental, a desigualdade social e questões estruturantes como o déficit de saneamento básico, a fragilidade dos sistemas de saúde e a falta de acesso à água potável.

No Brasil, a COVID-19 atingiu inicialmente uma pequena faixa da população de alto poder aquisitivo que foi contaminada pelo SARS-COV-2 no exterior, posteriormente o vírus acelerou em contaminação comunitária nas cidades mais populosas, neste momento já está atingindo o seu público preferencial, as pessoas desprovidas de condições básicas no que tange ao saneamento básico e outros condicionantes para se ter dignidade no sustento de suas famílias e qualidade de manutenção de sua saúde e dos seus.

Segundo o Instituto Data Brasil (2017) há 35 milhões de pessoas sem acesso à rede de água potável, em 2018, 13,5 milhões viviam abaixo da linha de extrema pobreza, com menos de R$ 145,00 por mês. Enquanto isso acontece, com poucas novidades para a reversão deste quadro, olhemos para a saúde pública, que se apresenta à partir da Constituição de 1988 como um Sistema Universal de Saúde, que impõe que os governos ofereçam uma saúde integral e gratuita a toda a população através do SUS.

O Sistema Único de Saúde, tão criticado e menosprezado, é hoje o maior artífice da luta contra a pandemia da COVID-19, entretanto, gargalos existem, principalmente na área hospitalar, com hospitais mal distribuídos pelo país, muitos destes necessitando de melhorias. Já sabemos da insuficiência de leitos de UTI, em função disto, hospitais Coronavírus estão sendo montados país afora e, olha só, alguns destes hospitais de campanha estão sendo alocados em estádios construídos ou reformados para a Copa do Mundo, aqui vem a lembrança da discussão, na época, de prioridades nos investimentos públicos, muito se falou da insuficiência de recursos para a saúde, da necessidade de utilizar este dinheiro destinado para a estruturação do país para este evento, na reestruturação de nossa rede hospitalar, por exemplo. Pois é, justiça divina talvez, mas estes mesmos estádios, em sua maioria, eivados de discussões jurídicas por mau uso do dinheiro público, hoje estão sendo transformados em hospitais.

Há no Brasil por volta de 30 milhões de idosos, 60 milhões de portadores de doenças crônicas não contagiosas, o pais é continental, amplo em dimensão e população (mais de 210 milhões), portanto o princípio do SUS, Equidade, qual seja, tratar desigualmente os desiguais, respeitando portanto as diferenças loco-regionais, se espelhará na intensidade, tempo de disseminação e no enfrentamento desta pandemia.

Até chegar ao Brasil em 26/02, as informações que recebíamos, especialmente da China, através da Organização Mundial da Saúde (OMS), nos reportavam a uma doença de menor gravidade. Claro que 15 a 20% da população, formada por grupos de risco (idosos, doentes crônicos e pessoas com comorbidades), serão os atingidos com mais intensidade, o restante da população, em se contaminando, podem nem apresentar sintomas ou fazê-lo de maneira branda, apresenta um período de 1 a 14 dias assintomático e com transmissão, entretanto além do altíssimo poder de contágio, seu grau de letalidade, aparentemente baixo, precisa ser certificado e, neste quesito, estudos indicam que o SARS-COV-2 já mutou para mais de 30 cepas virais diferentes, mais agressivas. Além disso, a evolução da doença no organismo debilitado é assustadoramente rápida.

O Ministério da Saúde (MS), através do ministro Mandetta, mostrou segurança de condução, transparência ao passar as informações, muito embasamento técnico e de gestão, entretanto, talvez por relativizar a doença e sua evolução no país, teve erros graves de condução, corrigidos nos últimos 15 dias do final do seu mandato, os quais citei na coluna anterior, mas me reporto a 2 deles: a elaboração, desde o primeiro momento, de uma cartilha com os tipos de distanciamento social e critérios de aplicação, isto foi feito, mas ficou devendo um encaminhamento de como evoluir de lockdown ou de um distanciamento social ampliado para o seletivo, os estados, alguns deles inclusive, tendo aplicado o isolamento social em tempo e dose inadequada, estão tendo que se virar para encontrar este caminho; outro erro grave igualmente corrigido foi a ausência de uma política de ampla testagem, desde um primeiro momento, isto impede a elaboração de quadros de situação confiáveis, visto a subnotificação de casos e inclusive, em menor proporção, de óbitos. Neste momento o MS amplia para 46,2 milhões a aquisição de testes, o PCRRT (laboratorial) e os testes rápidos.

Com relação a subnotificação de casos, pesquisas indicam que existe, na realidade, de 7 a 10 vezes mais casos que os confirmados oficialmente, portanto o país já teria passado dos 400 mil casos. Segundo o MS, a curva de crescimento da COVID-19 será de 3 a 10 de maio, com 4 a 6 semanas de manutenção de pico de casos para posteriormente entrar em curva de desaceleração, assim foi em outros países, entretanto a Equidade loco-regional, qual seja, as diferenças sociais, populacionais, epidemiológicas, de sistema de saúde e climáticas de cada local, associadas à ações de enfrentamento em tempo e dose eficazes, podem alterar o momento desta curva de aceleração.

Santa Catarina está gradualmente saindo de um estado de distanciamento social ampliado, é preocupante que não tenha implementado uma política de testagem ampliada e inteligente, tendo apenas o LACEN como laboratório credenciado e apresenta dificuldades para ampliar o número de leitos de UTIs. A necessidade designada pelo governo estadual é de 2500 leitos e o estado possui entre SUS e suplementar 1000 leitos.

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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...