terça-feira, 7 de abril de 2020

COVID-19: TERROR NÃO, SIM AO BOM COMBATE, COM BASE NA CIÊNCIA, NA EMPATIA E NA SOLIDARIEDADE


A mais de 100 anos, o pai da psicanálise Sigmund Freud estudava e definia o sentimento de terror, sensação de angústia extrema provocada por algum estímulo desconhecido e imprevisível que cause muito medo, impactando o subconsciente das pessoas e liberando agentes químicos que provocam reações diferentes em cada qual: menosprezo, supervalorização, ridicularização, agressividade e outras tantas. A pandemia da COVID-19, este novo Coronavírus, que se mostra cada mais contagiosa e letal, está transformando o mundo, jamais seremos os mesmos e não podemos precisar a volta à normalidade. O mundo está em isolamento social, se horizontal ou vertical pouco importa, estamos distantes, segregados. A economia também está sendo seriamente afetada, as relações e formas de trabalho estão sendo amplamente alteradas e as desigualdades estão mais latentes.

A COVID-19 deflagrou a 3ª guerra mundial, uma guerra sanitária e suas causas residem na super população do planeta (mais de 7,7 bilhões), na degradação ambiental, na precariedade de oferta de saneamento básico, na fragilidade dos sistemas de saúde, na desigualdade social e na maior valorização da questão econômica em detrimento ao valor humano.

Esta guerra não será vencida com bravatas e nem com menosprezo à gravidade da situação, mas sim com ações uniformes de nível nacional, com base na ciência, na tecnologia, em fatos, com gráficos de indicadores sociais, epidemiológicos, conjunturais e na experiência de outros países. Estamos conhecendo o SARS-COV-2 e a COVID-19, reitero ser de maior contágio e letalidade que imaginávamos e, portanto, não há espaço para erros fundamentados na inexperiência dos atores ou em interesses outros que não sejam em preservar as vidas humanas.

O que sabemos até agora é que o SARS-COV-2 é um vírus originário de uma mutação do Coronavírus (um dos mais de 200 vírus que causam o resfriado comum), o contágio é de pessoa para pessoas (secreções respiratórias), há contágio durante o período assintomático (1 a 14 dias), os grupos vulneráveis são: idosos, doentes crônicos (hipertensão, diabetes, câncer, cardiopatias, doenças respiratórias) e pessoas com comorbidades (mais de uma doença pré-existente).

Perante os dados coletados e repassados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% da população mundial em se contaminando, poderá apresentar a doença, mas evidenciará sintomas brandos e 20%, formada pelos grupos vulneráveis poderá apresentar síndrome respiratória aguda grave e necessitar de hospitalização, com 5% destes necessitando de UTI e daí sairão os óbitos. Na prática, os indicadores sociais, epidemiológicos e conjunturais dos países podem modificar esta relação, por exemplo, o Brasil é o 5º país mais idoso do mundo (30 milhões) e quanto a portadores de doenças crônicas não contagiosas são 60 milhões, ainda o ápice da pandemia aqui (abril e maio) coincide com a incidência de doenças sazonais, cito a gripe (sua cepa viral mais agressiva, a H1N1 apresentou 3470 contaminados com quase 800 óbitos em 2019) e o sarampo (20 mil casos em 2019), quanto aos conjunturais, cito a situação deficitária dos nossos hospitais SUS.

Não havendo vacina e medicações (a Cloroquina associada a Azitromicina é a mais promissora, utilizada em pacientes graves), as ferramentas possíveis são: isolamento social horizontal, vertical e a tecnologia (exames, telemedicina).

O isolamento social horizontal (historicamente utilizado para doenças infectocontagiosas) é eficaz, mas traz em seu bojo problemas psicológicos severos e de ordem econômica nefastos, devendo ser utilizado em tempo e dose para achatar a curva de crescimento (dividindo por meses a incidência de um mês) e para preparar o sistema de saúde. O que realmente está resolvendo, e cito a Coreia do Sul e a Alemanha, é a ampla testagem da população, lembrando que temos dois tipos de testes: PCRRT (molecular, laboratorial) que tem alta eficácia de aferição e o teste rápido, feito à partir do 7º dia dos sintomas, com resultado em até 30 minutos e 40% de eficácia. A Coreia do Sul estabilizou em 8 mil casos e poucos óbitos, tendo por base a testagem (500 laboratórios credenciados, testes PCRRT e rápidos) e mais de 12 mil testes por dia, concomitantemente a isto fez o isolamento social vertical de grupos de vulneráveis e contaminados.

Importante dizer que para cada contaminado identificado há outros 15 ocultos, isto é científico, é impossível ter quadros de situação reais e um resultado exitoso contra a COVID-19 sem fazer uma ampla testagem da população.

Quadros possíveis estão sendo projetados por especialistas para o Brasil, um deles, apresenta mais de 20 milhões de infectados, 250 mil em internação hospitalar e mais de 70 mil em UTIs. Temos 50 mil UTIs, divididas entre SUS e suplementar, mal distribuídas, os estados seguem esta lógica. As medidas possíveis para a ampliação do números de leitos são: suspensão de cirurgias eletivas, negociação com hospitais filantrópicos (a lei permite o mínimo de 60% SUS e 40% privado), reserva de leitos na rede privada e, entendo, da necessidade de habilitação de novos leitos e da estruturação de hospitais Coronavírus.

Lembro que a China é o maior fornecedor de insumos e equipamentos hospitalares e está havendo concorrência desleal dos países mais ricos, portanto, seria importante o estímulo a produção interna.

O momento é gravíssimo, o que sabemos e os indicadores que interferem nos quadros possíveis estão postos, assim como o que realmente resolve, como preconiza a OMS e também um dos maiores infectologistas do mundo, dr. Didier Raoult (precursor do uso da Cloroquina), temos que testar a exaustão, à partir disto tecer quadros confiáveis e evoluir para o isolamento social vertical responsável.

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sexta-feira, 3 de abril de 2020

EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS: ANÁLISE DAS MEDIDAS JÁ TOMADAS E A SITUAÇÃO HOSPITALAR

Olá!!! 



 Acompanhem a Live do "Desvendando a Saúde do Brasil" desta quinta-feira
(02/04), onde conversamos sobre a pandemia do Coronavírus no Brasil:
análise das medidas já tomadas, a situação hospitalar, indicadores e
projeções de quadros possíveis, o que se faz de exitoso lá fora e o que
há de vir. 




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quarta-feira, 1 de abril de 2020

EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS: ANÁLISE CONJUNTURAL DO PAÍS E O QUE ESTÁ SENDO EFICAZ LÁ FORA.

Olá!!! 

Acompanhem a minha participação na TV e Rádio Câmara (101,5 FM) de
Balneário Camboriú-SC, desta quarta-feira (01/04), um papo reto com
análise conjuntural do país e o que está sendo eficaz lá fora. 


Vamos continuar "Desvendando a Saúde do Brasil" 

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terça-feira, 31 de março de 2020

EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS: ANÁLISE DO QUADRO ATUAL E O QUE HÁ DE VIR.

Olá!!!

Acompanhem a minha participação na 1ª edição do Jornal da Cidade (104,1
FM) de Itapema-SC desta terça-feira (31/03), um diálogo esclarecedor
sobre o quadro atual (situação epidemiológica, perfil populacional,
situação hospitalar e atitudes tomadas), o que rendeu resultados
positivos lá fora e o que há de vir.
Vamos continuar "Desvendando a Saúde do Brasil"

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EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS: A SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA, O PERFIL DA POPULAÇÃO E O QUE HÁ DE VIR.


A pandemia do Coronavírus se alastra em progressão geométrica mundo afora, no momento que escrevo, são mais de 700 mil infectados e quase 30 mil mortes, mas por volta de 120 mil pessoas se curaram. No Brasil estamos na faixa dos 4 mil infectados e mais de 100 mortos, sendo ainda o seu início. Segundo o Ministério da Saúde (MS), seu ápice será em abril e maio, com atitudes de contenção e mitigação eficientes, espera-se uma estabilização de casos à partir de julho. Santa Catarina em isolamento sanitário horizontal desde 17/03, se estrutura e planeja medidas para conviver com o vírus.

Este ápice vai incidir no outono/inverno, coincidindo com a sazonalidade de doenças respiratórias, como a gripe, com relevo para a sua cepa viral mais agressiva, a H1N1 que infectou 3430 pessoas e vitimou 797 (2019) e o sarampo, infecção respiratória grave e de alto contágio (cada contaminado pode transmitir para até 18 pessoas), que estava erradicada, voltando em 2019 com 20 mil casos, causando 15 óbitos. O MS já está vacinando contra a gripe e o sarampo também tem vacina. Prezo lembrar da dengue, apesar do mosquito vetor (Aedes Aegypti) se proliferar em clima quente e úmido, tivemos em 2019 mais de 1,5 milhão de casos e 754 óbitos, está epidêmica em 2020, não tem vacina pelo SUS, portanto o combate a este mosquito é tarefa para o ano todo.

A COVID-19 apresenta letalidade de 2,4% no país, altíssimo contágio e é científico que para cada caso confirmado existem outros 15 ocultos. Mais de 80% da população, em se contaminando, apresentará sintomas brandos, contudo estará transmitindo, há transmissão durante o período de incubação (1 a 14 dias) e assintomático, 20% da população formada por grupos vulneráveis (idosos, doentes crônicos e pessoas com comorbidades) podem ser atingidos mais intensamente, destes 20%, 5% poderão apresentar síndrome respiratória grave e de onde sairão os óbitos.

A situação epidemiológica e as características populacionais de um país são base para tecer quadros possíveis. Temos a 5ª maior população idosa do mundo (29,6 milhões acima dos 60 anos) e 57,4 milhões de portadores de doenças crônicas não contagiosas (indicadores do MS em 2016, perante 207,7 milhões de habitantes, hoje mais de 210 milhões). Os idosos lideram o grupo de vulneráveis, seguidos pelos doentes crônicos.

Portanto a lógica de propagação depende da situação epidemiológica e do perfil populacional do país, vejamos a Itália, com maior volume de idosos da Europa e que se aproxima dos 100 mil casos e 10 mil óbitos. Perante estes indicadores, no Brasil, apesar da virtude de termos um sistema de saúde com modelo universal (SUS), se somam problemas conjunturais antigos da saúde pública, com relevo para a área hospitalar, que podem perfazer um quadro extremamente grave em índice de contágio e de letalidade.

Na ausência de vacina (EUA e China devem disponibilizar em até 18 meses) e de medicações (a cloroquina tem apresentado melhores resultados, em testes, foi liberada perante Nota Informativa nº 5 de 26/03/2020 do MS como medicação adjuvante em pacientes graves, em âmbito hospitalar e perante protocolo), as ferramentas disponíveis são: isolamento social horizontal, vertical, testes laboratoriais e a tecnologia. Lembrando que a COVID-19 é autolimitante, em condições imunológicas normais, a cura é espontânea.

O isolamento social horizontal tem sido usado historicamente em incidências de doenças de alto contágio e pressupõe o isolamento completo de grupos sociais, municípios, estados e até de países. Como vários estados, Santa Catarina adotou à partir de 17/03, com base no seu momento epidemiológico, mas na lógica de preparar os municípios perante o protocolo de doenças infectocontagiosas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e principalmente pela fragilidade da sua rede hospitalar, composta por 117 hospitais-SUS (96 filantrópicos e/ou municipais), tendo apresentado no seu plano de contingência 450 UTIs (45 para o Coronavírus). Esta falta de estrutura hospitalar e de UTIs seria catastrófica. A suspensão das cirurgias eletivas já vinha ocorrendo, após uma semana desta, o governador relatou ter 801 UTIs-SUS (acredito que ampliando a lógica de 60% SUS e 40% privado da rede filantrópica, habilitando novos leitos e com reserva de leitos no setor privado). O estado trabalha com o ideal de 1500 UTIs e prioriza a reativação de hospitais para o Coronavírus, por exemplo, na região da Foz do Rio Itajaí tem o Hospital Santa Inês, imagino que seja reativado.

Portanto o isolamento social horizontal é uma ferramenta a ser usada em tempo e dose necessária, com um objetivo específico, buscando o achatamento da sua curva de crescimento (dividindo os casos por mais meses). Santa Catarina, em tendo sanado as dificuldades, agiu corretamente até aqui, mas ao prolongar este isolamento, pode trazer em seu bojo, consequências psicológicas, problemas econômicos severos e desarranjos sociais.

A OMS está preconizando o modelo de enfrentamento exitoso da Coreia do Sul e da Alemanha, baseado no volume amplo de testes rápidos. Na Coreia são mais de 10 mil por dia, na Alemanha 12 mil, ainda utilizam o isolamento social vertical (seletivo).

O MS sinaliza com a aquisição 10 milhões de testes rápidos, creio ser este o caminho, passando pela estruturação do sistema hospitalar, com um diálogo reto e transparente com a comunidade, com uma uniformidade nacional de ações e a adoção de embasamento técnico para emissão de opinião e a tomada de atitudes pelas autoridades. Quanto a nós cidadãos entender as limitações e cuidados que devemos ter, cumprir as orientações, buscar a boa informação e sermos solidários.

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sexta-feira, 27 de março de 2020

EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS: SOLIDARIEDADE, ISOLAMENTO SOCIAL E O QUE NOS ESPERA

Olá!!! 
Acompanhem a Live desta quinta-feira (26/03), um papo reto e esclarecedor: “Em tempos de Coronavírus: Solidariedade, Isolamento Social e o que nos espera” e continuaremos “Desvendando a Saúde do Brasil”! 
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terça-feira, 24 de março de 2020

EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS: SOLIDARIEDADE, BOM SENSO E ATITUDES DE ENFRENTAMENTO EXECUTADAS MUNDO AFORA.


O SARS-COV-2 e a doença por ele provocada, a COVID-19, chegou ao Brasil em 26/02 com 1º caso confirmado (importado) em SP. Em 03/03 o Ministério da Saúde (MS), ciente que nadava na superfície, resolveu mergulhar na realidade da sua circulação, transferindo para os estados a consolidação de casos, preparando os LACENS para executarem os exames de confirmação, entre outras atitudes. Semana passada, muitos estados entenderam o perigo de uma epidemia deste vírus, de baixa letalidade (média 3,5%), mas de altíssimo contágio e que atinge de maneira mais intensa 20% da população formada por idosos, doentes crônicos e pessoas com comorbidades (que tenham mais de uma doença pré-existente), podendo apresentar quadros graves para 5% destes.

O governo de Santa Catarina, já monitorando a situação e tomando atitudes pontuais, perante a perspectiva do aumento de casos e da circulação comunitária no sul do estado, decretou em 17/03 Emergência Sanitária e quarentena de 7 dias, paralisando todas as atividades não essenciais.

Atitude extrema, mas que tem sido adotada, em algum momento, pela maior parte dos países. Acredito que o governo tenha indicadores epidemiológicos, com curvas de crescimento e projeções de quadros possíveis e digo isto porque uma epidemia não é uma corrida de 100 metros, e sim uma maratona, lembro também, que segundo estudiosos, o pico da epidemia no Brasil será em abril e maio, ocorrendo uma estabilização e queda gradativa à partir de julho, quiçá agosto.

Parar e isolar as pessoas é uma forma de retardar a curva de crescimento de um vírus de tão alto contágio, entretanto a capacidade em manter cidades e os estados em quarentena por um tempo elevado, é dúbio, afora os prejuízos psicológicos, econômicos e de abastecimento que se somam a dificuldade das famílias gerirem o seu sustento.

Sou favorável a esta atitude, pode-se questionar o momento de sua execução e a sua dosimetria, mas entendo que o mais eficaz seria uma busca ativa intensa, com uma cobertura ampla de exames de comprovação e à partir disso, um isolamento seletivo e esta deveria ser a política também do MS, como recomenda a Organização Mundial da Saúde.

Santa Catarina conta com 450 leitos de UTI (Rede Pública e Hospitais Filantrópicos) entre os 117 hospitais que atendem pelo SUS, 10% (45) estão reservados no plano de contingência e o MS vai custear a instalação de 20 leitos, ainda sendo pouco, e isto também está por trás desta medida dura do governo catarinense neste momento. O Brasil conta com por volta de 6.700 hospitais, 70% privados, dos quase 500 mil leitos hospitalares 70% são SUS. Os leitos de UTI somam quase 50 mil, divididos igualmente entre o SUS e a saúde suplementar, com 98% de ocupação dos leitos do SUS e 75% da saúde suplementar, estando os hospitais mal distribuídos regionalmente. Perante este quadro nacional o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta relatou que ‘o sistema deve entrar em colapso em abril e maio’.

Segundo o MS, este vírus não está reagindo negativamente ao calor, para cada caso confirmado há 15 ocultos, espera-se uma epidemia uniforme por todo o país e os picos de crescimento apresentam similaridade com o ocorrido na França.

Quanto a experiência de outros países, a China, que apresenta um frágil sistema de saúde, adotou um isolamento social severo, experiência adquirida da epidemia do SARS (2003), se tardiamente, não sabemos, errando ao centralizar os casos para os hospitais, erros corrigidos e que hoje permite a estabilização de casos. A Itália, citada como um modelo a não ser seguido, apresenta taxa de letalidade de 7,7%, com mais de 26 mil infectados (2 mil por dia) e mais de 4 mil mortes, com um sistema de saúde universal (similar ao SUS), descentralizado e com dificuldades de ações de comando único. Tem intenso tráfego aéreo com a China, ainda o paciente nº1 foi atendido por um hospital que não seguiu o protocolo de doenças infectocontagiosas e disseminou o vírus. Sua população idosa é proporcionalmente maior, se espelhando na média de idade dos mortos (63 anos), a maioria tinha comorbidades (37% cardiovasculares).

Como experiência exitosa, cito a Coreia do Sul, com 51,47 milhões de habitantes, que chegou a 8 mil casos e estabilizou, com letalidade extremamente baixa (84 mortes). Buscaram o diálogo transparente com a comunidade e uma ampla busca ativa, com mais de 500 laboratórios credenciados e mais de 10 mil exames por dia. O isolamento é seletivo, a partir de casos confirmados e grupos vulneráveis, ocorrendo em locais específicos, distante dos hospitais e de suas residências. A Alemanha segue receita similar a da Coreia do Sul, com o diferencial de investir em leitos de UTI e apresenta resultados igualmente positivos.

São Paulo, com seus 13 milhões de habitantes apenas na capital, está sendo mais atingido e de lá, à partir de uma equipe de técnicos gabaritados, comandados pelo dr. David Uip, se espera atitudes de enfrentamento racional e científico, contudo, ao não priorizarem uma ampla busca ativa com grande volume de exames de comprovação, entendo que já erra, pois teria condições financeiras e estruturais de fazê-lo, independente do MS.

A medicação mais promissora está em testes em SP, a associação da Azitromicina com a Cloroquina (usada contra a malária, lúpus e artrite). Com permissão da ANVISA, os hospitais Albert Einstein e Prevent Sênior estão testando esta medicação em pacientes graves. A vacina, está em fase de testes em humanos (China e EUA), com previsão de 12 a 18 meses para estar disponibilizada.

O momento é de buscar a boa informação, de evitarmos o contato social, de isolarmos e protegermos os nossos idosos, de seguirmos as recomendações governamentais, de termos cuidados de higiene, de mantermos a calma e de sermos solidários, isto nos afasta da catarse geral que vive o país.

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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...