O que diferencia uma pessoa de sucesso, vencedora, de outra que personifica o fracasso existencial, profissional e financeiro?
Seria o QI (Quociente de Inteligência), sua formação acadêmica, sua origem social ou familiar?
Talvez sejam as oportunidades propiciadas pela vida, portanto o fator sorte seria a explicação ou quem sabe tenha herdado um amplo patrimônio financeiro?
Em verdade, estas perguntas são feitas desde muito tempo, vários estudos foram desenvolvidos sobre a psique e os comportamentos humanos, buscando explicações de como duas pessoas, que apresentam QI, preparo acadêmico e outras condições de vida similares, podem alcançar resultados tão diferentes no que tange a felicidade e o sucesso.
Esses estudos tiveram início em 1920, com a busca de entendimento da Inteligência Emocional, ainda sobre a Gestalt Terapia, importante abordagem da psicologia. Em 1936, Dale Carnegie lançou seu livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, lançando um novo e amplo entendimento sobre o desenvolvimento humano e a partir deste, elaborou uma metodologia de cursos de desenvolvimento pessoal e corporativo que ainda é referência. A Gestalt Terapia foi efetivamente criada entre as décadas de 40 e 50 pelo psiquiatra Fritz Perls e pela psicóloga Laura Perls.
A inteligência Emocional foi conceitualizada em 1995 por Daniel Goleman, sendo cientificamente aceita. Dr. Goleman afirma que 87% do fator fracasso está relacionado aos comportamentos da pessoa, qual seja, ao baixo desenvolvimento da Inteligência Emocional, portanto, segundo ele, o que realmente faz diferença quando pensamos no fator sucesso, não é o QI (Quociente de Inteligência) da pessoa e sim, o seu QE (Quociente Emocional).
Em 1996, com base nos conceitos sobre a Inteligência Emocional, Scott B. Parry conceitualizou a Metodologia de Gestão por Competências, bastante utilizada no mundo corporativo e que está alterando a forma clássica de recrutamento e seleção de colaboradores através do RH das empresas. Quando no passado se analisava apenas o histórico escolar e currículo profissional, hoje já se está dando bastante importância para a análise comportamental.
Através da pirâmide do CHA (Competência, Habilidade e Atitude), Scott B. Parry explica a importância desses 3 fatores para se alcançar o sucesso. O fator Competência representa a formação acadêmica e as informações de diversas ordens que a pessoa possui, atuando em 15% no fator sucesso. A Habilidade é a aplicação prática do Conhecimento e atua em 25% no fator sucesso. Já a atitude, representando o desenvolvimento comportamental, da Inteligência Emocional, atua em 60% no fator sucesso.
Como visto, já está bem explicado o que faz de uma pessoa um vencedor, é o seu desenvolvimento emocional. Claro que, o QI, a formação acadêmica e toda gama de informações acumulada, além da capacitada de aplicar esta bagagem intelectual em prol de uma atividade profissional são fatores relevantes, contudo o desenvolvimento comportamental é o fiel da balança a diferenciar os vencedores.
Quando se aborda a questão emocional, parte-se do autoconhecimento, com a identificação, aceitação e a atitude de querer eliminar as crenças limitantes e os sentimentos tóxicos. Formadas a partir do que se vê, ouve ou sente, predominantemente de maneira inconsciente entre os 8 e 12 anos, as crenças limitantes são a interpretação da pessoa a eventos negativos, que geram forte impacto emocional e ocorrem de maneira repetitiva, sendo que, acarretam os sentimentos tóxicos, nocivos para a pessoa e para o convívio familiar, afetivo ou social, ainda funcionam como gatilhos que são acionados sem controle, em momentos importantes da vida, funcionando por sabotar as tentativas de alcançar a felicidade e o sucesso em diferentes âmbitos vivenciais, sendo uma fator a identificar as pessoas que convivem com a infelicidade e o fracasso.
Tendo o autoconhecimento como porta de entrada, além da atitude de aceitar que algo está errado e precisa ser mudado, a eliminação das crenças limitantes com a substituição por pensamentos positivos é fundamental. Para tanto, uma comunicação positiva consigo, com as outras pessoas e com o universo, é uma atitude importante, tanto para se alterar o estado psíquico e favorecer a eliminação das crenças limitantes, quanto para se trabalhar o desenvolvimento de outras competências comportamentais.
A atitude de sair de seu lugar de conforto, de arriscar e a gratidão também compõe o kit de comportamentos básicos, que são pré-requisitos para aqueles que desejam mudar, evoluir em comportamentos e se tornar um vencedor.
O que faz de você um vencedor já está explicado, contudo, as atitudes de aceitar, querer e agir, pilares das mudanças, são escolhas de cada qual.
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