As crenças se formam a partir do que se vê, ouve ou sente, através da repetição de eventos e por situações de forte impacto emocional. Quando são negativas recebem a denominação de crenças limitantes, atuando como gatilhos que são disparados em momentos específicos, fugindo do controle das pessoas e atuando por causar prejuízos em todas as áreas da vida.
Quem quer atuar em uma área profissional que ama e ganhar muito dinheiro com isso?
Quem quer encontrar um(a) parceiro(a) que ame e ter um matrimônio feliz e duradouro?
Quem quer fazer amigos e ser recebido com entusiasmo em todos meios de convivência?
Estou certo que todos responderam de maneira positiva as perguntas acima, contudo, a maior parte das pessoas se acomoda em uma vida medíocre, eivada de insucessos, vociferando sobre a falta de oportunidades no trabalho, o azar nas relações afetivas, passando o tempo a culpar o universo e as outras pessoas pelo seu fracasso existencial.
Pois então, será que o fracasso está relacionado ao binômio falta de oportunidades e sorte ou existe outra explicação?
Por que duas pessoas com formação acadêmica e quociente de inteligência (Q.I.) similares tem resultados tão diferentes no que tange ao fator sucesso?
Estas indagações já estão respondidas atualmente, sendo que as respostas foram elaboradas a partir do aprofundamento dos estudos da psique humana e da Inteligência Emocional, de maneira mais intensa a partir da década de 1920. Perante estes estudos, as crenças limitantes e o desenvolvimento da Inteligência Emocional são fatores preponderantes para conduzir as pessoas no caminho da felicidade e do sucesso.
As crenças limitantes são formadas de maneira predominante na infância, principalmente entre os 8 e os 12 anos, sendo que estes pensamentos negativos são elaborados inconscientemente na área límbica do cérebro, onde ainda se originam as emoções e os sentimentos.
Como exemplo de fatos que podem desencadear a criação de crenças limitantes, temos a criança que vai pegar uma garrafa de água e a derruba, gerando com isto forte reprimenda da mãe que fala ser ela incapaz de fazer algo corretamente, este evento pode se tornar traumático na leitura da criança e gerar uma crença que sabote através do sentimento de medo do fracasso, vários momentos decisivos de sua vida adulta. Filhos que conviveram na infância com a separação de seus pais, por vezes carregam consigo crenças formadas a partir do sentimento de abandono, o que falar de crianças que conviveram com discussões e violência física entre os genitores ou com a dependência química em seu lar, certamente desenvolveram crenças limitantes que poderão sabotar o sucesso nas relações afetivas e no matrimônio.
Como já foi dito, as crenças limitantes se formam de maneira inconsciente na área límbica do cérebro, a partir do que se vê, ouve ou sente, sendo a repetição dos eventos e situações de forte impacto emocional, os 2 fatores predisponentes para sua elaboração.
Elas atuam de maneira tóxica, podendo ter uma ação destrutiva nos relacionamentos interpessoais, afetivos, na tomada de decisões, explicando, por exemplo, porque um profissional com currículo acadêmico invejável não consegue progredir numa empresa, acabando por ser preterido por um colega com currículo menos robusto.
Existem certas frases clássicas que expressam crenças limitantes que o subconsciente contaminado costuma sussurrar para as pessoas, pois vejamos algumas delas: “isso não é para mim”, “eu não consigo’, “felicidade dura pouco,” nasci pobre vou morrer pobre”,
Pois então, sabendo que a infelicidade e o insucesso estão diretamente relacionados a existência de crenças limitantes, quais seriam os passos para quebrá-las?
O primeiro passo reside no exercício do autoconhecimento, para tanto, deve-se conhecer e identificar as crenças limitantes, ainda descobrir a sua origem e finalmente, aceitar a sua existência, assim como a necessidade da mudança.
O segundo passo é a alteração da comunicação, com pensamentos positivos a gerar atitudes e comportamentos que venham se contrapor ao pensamento negativo anterior, acarretando consequentemente resultados diferentes. Esta atitude mudará o estado psicológico da pessoa, sendo que a repetição desta comunicação positiva irá gerar uma nova crença, esta positiva, que irá substituir a crença negativa.
Uma comunicação positiva pode ser exercitada, por exemplo, através do sorriso, do perdão, do auto perdão, do otimismo e da gentileza ao se expressar.
O ciclo de criação de uma nova crença passa pela repetição da comunicação positiva a gerar comportamentos e prover resultados que conduzam ao sucesso. Contudo as crenças limitantes precisam ser eliminadas e para tanto se soma as outras ações, a necessidade de exercícios com forte impacto emocional.
As crenças limitantes são obstáculos a impedir a felicidade e o sucesso, devendo ser eliminadas e substituídas por outras que enalteçam o bem viver, rompendo as correntes que aprisionam as pessoas a uma vida medíocre e infeliz, contudo o auxílio profissional é imprescindível e isto pode ser conseguido, por exemplo, através das sessões individuais e imersões coletivas de Coaching, mas tudo se inicia pela vontade e atitude de cada qual em ter uma vida feliz e próspera.
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