O verão tem muitos atrativos, praias e piscinas lotadas, a diversão impera, entretanto, os abusos de diversas ordens e a falta de cuidados com a saúde também sobressaem.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) perante relatório de 2006, o primeiro a detalhar os efeitos globais da exposição ao sol, cerca de 60 mil pessoas morrem ao ano, a maioria de câncer de pele causado por excesso de exposição. Detalha ainda este relatório, que a radiação solar também pode causar queimaduras, envelhecimento da pele, cataratas nos olhos, pterígio (formação de tecido sobre a córnea) e outras doenças.
Em relatório de 2017, a OMS estima que em 2030 exista cerca de 27 milhões de novos casos de câncer de pele, 17 milhões de mortes pela doença e 75 milhões de pessoas vivendo com a enfermidade.
O sol de maneira positiva, através dos raios ultravioleta, age de maneira importante para ativar a produção de vitamina D no organismo, prevenindo o raquitismo, a osteomalácia e a osteoporose, todavia, a exposição indevida aos raios solares e ao calor excessivo são nefastos para o organismo e provocam diversas condições sérias à saúde humana, a mais comum é a insolação.
A insolação acontece quando a temperatura corporal ultrapassa os 40ºC, trazendo como consequência a falha no mecanismo de transpiração e, portanto, o corpo não consegue se resfriar. Em função disso, a pessoa acaba perdendo elementos importantes para a manutenção do equilíbrio do organismo: água, sais minerais e nutrientes.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) o horário a ser evitado de exposição ao sol é das 10 às 16 horas, indica-se a ingestão de 2 a 3 litros de água por dia e a utilização sempre de protetor solar com fator mínimo 30, sendo contraindicado exposições mais prolongadas ao sol.
Os sintomas da insolação são: pele quente e seca, dores de cabeça, náuseas, pulso rápido, tontura, temperatura elevada, distúrbios visuais e confusão mental. Perante um tempo de exposição maior, os sintomas podem se agravar: palidez (as vezes desmaio), respiração rápida e difícil, temperatura do corpo muito alta, convulsão, extremidades arroxeadas, fraqueza muscular e coma, em situações extremas, pode levar à morte.
São mais suscetíveis: idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas (câncer, diabetes, hipertensão, entre outras), com imunidade baixa, ainda as diagnosticadas com AIDS.
Os cuidados a serem tomados são: hidratação adequada, não ingerir excesso de álcool ou cafeína. Quem apresenta quadro de gastroenterite ou que faz uso de medicamentos para pressão alta, diuréticos, antidepressivos ou antipsicóticos, deve redobrar os cuidados e claro, todos devem ter bom senso no horário e na intensidade da exposição ao sol.
A pessoa com insolação deve ser removida para lugar fresco, à sombra e ventilado, deve-se remover o máximo de peças de roupas, se consciente, deverá ser mantida em repouso e recostada (cabeça elevada). A hidratação é fundamental, prover compressas de água no pescoço, testa, axilas e virilha, borrifar água em todo o corpo, dar banho gelado, enfim o corpo precisa ser resfriado e a temperatura normal reestabelecida.
Os raios solares também podem queimar a pele, queimando as células, fazendo com que elas morram e danificando o DNA, o que causa inflamação, por isso a pele fica avermelhada, com ardência e inchada. Os cuidados se iniciam por uma exposição responsável aos raios solares. Ao tomar banho, utilizar água fria ou morna e hidratar a pele, utilizar compressas ou toalhas frias no local, beber muito líquido, nunca estourar as bolhas que possam se formar ou puxar a pele descamada e em casos mais severos, procurar o dermatologista.
A exposição indevida ao sol pode provocar, com o tempo, o aparecimento de manchas senis ou melaneses solares, as quais geralmente são escuras (castanho ou marrom), aparecendo em áreas muito expostas (rosto, dorso das mãos e dos braços, colo e ombros), sendo lesões benignas que não evoluem para o câncer de pele.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil e apresenta anualmente, cerca 180 mil novos casos, sendo que o não melanoma é o tipo mais frequente em ambos os sexos e estes raramente são fatais e podem ser removidos cirurgicamente.
Para identificar os sinais do câncer de pele existe um exame, chamado de ABCD, que é feito pela observação das características das manchas e pintas. Estes são os indicativos do câncer: Assimetria da Lesão, se a metade da lesão observada for diferente da outra; Borda Irregular; Cor, o sinal, pinta ou mancha tem diferentes cores (preto, marrom e vermelho); Diâmetro, o sinal, pinta ou mancha tem mais de 6 mm.
A exposição ao sol é um privilégio da natureza e traz seus benefícios, contudo, se ocorrer de maneira indevida, a sua associação com o binômio calor intenso e biotipo favorável, pode ser nefasta para o organismo humano.
Para curtir o verão e manter a saúde em dia, encerro esta primeira coluna de 2022 com algumas dicas: jamais se exponha ao sol das 10 às 16 horas, sempre utilize protetor solar com fator mínimo 30, evite exposições prolongadas, se hidrate com 2 a 3 litros de água por dia, utilize óculos de sol de boa procedência, procure utilizar chapéu e roupas de algodão, utilize protetor solar nas crianças a partir dos 6 meses de idade e, acima de tudo, preze pela importância da sua vida e dos seus, agindo com bom senso.
Vem comigo!!!
Contatos para Consultoria, Palestras e Coaching:
(47) 99983-6026 / (47) 99916-0744
ballesteroconsultoremsaude@gmail.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário