quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

TRANSFORMANDO VIDAS: O MUNDO EM BUSCA DE ATLETAS CORPORATIVOS

 


 

O mundo se transforma de maneira exponencial, mesmo antes da pandemia já vivíamos uma era de imensos avanços tecnológicos ditados pela 4ª Revolução Industrial em curso, estas amplas mudanças repercutem de maneira importante no mercado de trabalho e nas exigências do profissional destes novos tempos.

Estes avanços tecnológicos impactam a saúde, cada vez mais focada em serviços remotos, como consultas e exames ofertados por telemedicina, empresas de healthcare e homecare, as quais acionadas via aplicativo, levam até a casa do paciente os serviços médicos, psicológicos e de cuidadores, na mesma medida, nos centros cirúrgicos os profissionais de saúde dividem espaço com robôs e outros equipamentos de alta tecnologia. De forma similar, o modelo educacional sofre estas transformações e se insere na Educação 4.0, a qual tardou a chegar em nosso país, sendo que, um de seus pilares, o Ensino Híbrido, por necessidade, difundiu seu uso durante a pandemia. Mesclando aulas presenciais e remotas, o Ensino Híbrido se soma, por exemplo, a metodologia da sala de aula invertida e o uso da tecnologia no ambiente de ensino para configurar pilares da Educação 4.0 que é utilizada a décadas nos EUA, na Europa e nos países mais desenvolvidos do mundo.

Apesar de citar como exemplo as áreas da saúde e educação, as transformações se disseminam por tantas outras áreas, envolvendo diferentes ofertas de serviço e movimentando todo o mercado de trabalho. Estas mudanças se tornaram visíveis aos olhos da maioria durante a pandemia, momento que se inseriu em nosso cotidiano o trabalho remoto (home office), se intensificou o uso da inteligência artificial, a utilização da videoconferência, de tecnologias como o e-commerce e delivery, contudo, estas transformações que envolvem a forma e as relações de trabalho já estavam aí e apenas se potencializaram durante este evento sanitário, tornando-se mais visíveis. Podemos dizer que vieram para ficar e vão exigir um novo tipo de trabalhador.

Trocando em miúdos, esta crise sanitária acelerou diversas mudanças organizacionais que eram aguardadas ou já estavam em curso, claro que, uma onda de desestruturação econômica caminha junto com este tipo de evento e isto, causa insegurança quanto ao futuro profissional, contudo, mudanças geram oportunidades, mas para alcança-las, os profissionais precisam se modelar as novas exigências.

Corroborando com o que estou dizendo, uma pesquisa da IBM (Internacional Business Machines), gigante mundial do setor de tecnologia, aponta que a crise sanitária acelerou a transformação digital em 59% das companhias entrevistadas, no mesmo encaminhamento, a McKinsey & Company, líder mundial do setor de consultoria empresarial, identifica que mais de 100 milhões de trabalhadores serão afetados pelas transformações em curso até 2030.

Olha só, a civilização humana que foi tão impactada nesta pandemia, se vê no palco de transformações conjunturais irreversíveis e progressivas, forçosamente aderindo a elas, mas com a possibilidade de se colocar como protagonista e prosperar perante o senso de realidade histórico que mudanças geram enormes oportunidades.

Este mundo em transformação procura profissionais diferenciados, na realidade, “atletas corporativos”, pessoas que estejam preparadas no que tange a sua saúde física e mental. Portanto, não basta ter conhecimento de área, é importante conjugar qualidade de vida com inteligência emocional, boa relação interpessoal e a capacidade de administrar problemas.

A McKinsey & Company, elenca as principais virtudes do profissional destes novos tempos, quais sejam: capacidade de transformação de mentalidade e de adaptação, flexibilidade para trabalhar em posições remotas, capacidade de administrar a pressão e os problemas, autonomia, pensamento crítico, capacidade de priorização, capacidade de discernimento para filtrar informações, ter decisões assertivas e ser proativo.

Antes da pandemia, a saúde mental e a inteligência emocional já eram consideradas os maiores desafios do mundo moderno, afinal, o excesso de responsabilidades e de pressão, as cobranças no mercado de trabalho e a convivência com este mundo cada vez mais competitivo e exigente, se somam a falta de atenção com a saúde mental para provocar diversos distúrbios e doenças de ordem física e mental. Já em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertava que a Depressão é o mal do século, sendo a principal causa do suicídio e de incapacidade no trabalho, atingindo mais de 300 milhões de pessoas de todas as faixas etárias. Os transtornos de ansiedade, conjunto de doenças psiquiátricas marcadas pela preocupação excessiva ou constante de que algo negativo vai acontecer, atinge mais de 284 milhões de pessoas, sendo o nosso país o mais ansioso do mundo.

Os transtornos e as doenças mentais certamente atingiram mais pessoas nesta pandemia e isto impacta também na saúde física, contudo, estar atento e trabalhar a saúde emocional também se mostra muito importante. O Quociente Emocional (QE), qual seja, a capacidade das pessoas em controlar as suas emoções se mostra fundamental para o sucesso profissional, na medida que se expressa, por exemplo, na relação interpessoal, na capacidade de automotivar-se e persistir, mesmo perante os infortúnios, controlar seus impulsos, engajar e motivar pessoas, extraindo o melhor potencial de cada qual.

O novo mundo que vivemos se expressa por mudanças, proporcionando imensas oportunidades, mas, as pessoas precisam se transformar e evoluir para atingir o bem viver, o sucesso e a prosperidade.

Vem comigo!!!

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