quinta-feira, 31 de março de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: SENTIMENTOS TÓXICOS, A IMPORTÂNCIA DA CURA INTERIOR



Os sentimentos tóxicos são dores da alma, são sentimentos que nos calam fundo, guardados durante muito tempo, são ressentimentos, mágoas, traumas, ódio, raiva, rancor e, por vezes, desejo de vingança.

Estes sentimentos se não identificados e eliminados, repercutem em atitudes e comportamentos aos quais não dominamos, naquela voz interior que insiste em nos dar maus conselhos, em impedir a nossa felicidade e a busca pelo sucesso em diversos âmbitos da vida.

De outra medida, prejudicam a nossa saúde física e mental, podendo originar ou potencializar doenças. As patologias de origem psicossomáticas são estudadas e se apresentam como uma grande preocupação do meio científico.

É muito importante o entendimento que sentimentos e emoções são coisas diferentes. A emoção é um conjunto de respostas químicas e neurais que surgem quando o cérebro é estimulado por fatores ambientais. O sentimento é uma resposta a emoção, é como a pessoa reage diante de determinada emoção.

Os sentimentos negativos, originados a partir de emoções oriundas de eventos traumáticos ou que nos impactam de uma forma profunda e que fica armazenada no nosso subconsciente, são os sentimentos tóxicos.

As emoções se originam na área límbica do cérebro e podem ser de 3 tipos, quais sejam: primárias, facilmente perceptíveis, como o medo e a alegria; secundárias, não são tão perceptíveis, como o nervosismo, a vergonha e a culpa; de fundo, não são perceptíveis, como a calma e a fadiga.

Ainda com relação às emoções, temos 5 que são consideradas universais: o medo, a tristeza, a alegria, a raiva e o nojo.

Os sentimentos tóxicos podem causar doenças psicossomáticas, as quais tem relação com problemas emocionais da pessoa e estabelecem a ligação direta entre a saúde emocional e a física. Por ser um processo inconsciente, a confirmação do diagnóstico é complexa. Seu desenvolvimento está associado a uma predisposição pessoal e orgânica, qual seja, como o corpo e o psicológico interagem e reagem perante determinado episódio. Este processo de somatização pode ser facilitado por doenças psicológicas já existentes, tais como, depressão e transtornos de ansiedade. Na mesma medida, determinadas situações podem estar associadas ao seu desenvolvimento, entre elas destaco: eventos traumáticos anteriores; sobrecarga profissional; vítimas de violência física, psicológica ou sexual; ou mesmo a dificuldade de falar sobre o que está sentindo.

Quanto aos sintomas relacionados a doenças psicossomáticas, pode-se identificar: ansiedade, irritabilidade, tristeza, impaciência, exaustão, falta de interesse nas atividades diárias, sendo que, estes sintomas psicológicos se somam a sintomas físicos, como por exemplo: sensação de falta de ar, dores musculares, aumento da pressão arterial, dor de cabeça, mudança na libido e insônia. No que tange às doenças que podem surgir ou potencializar em função de um trauma psicológico, a gastrite, a enxaqueca, a infertilidade e a impotência sexual são bastante recorrentes.

Como vimos, os sentimentos tóxicos podem desencadear ou potencializar doenças psicológicas e físicas, ainda, repercutem em todas as esferas da vida das pessoas, funcionando como gatilhos a sabotar o sucesso profissional, familiar, afetivo e social.

Contudo, existe como se curar interiormente, isto passa pelo entendimento e aceitação da existência do problema, pelo autoconhecimento, a análise e mudança de pensamentos e comportamentos, a atitude do perdão e do autoperdão, por não verbalizar frases negativas e, claro, pela busca de auxílio profissional.

Como já foi dito, as emoções se originam na área límbica do cérebro, sendo que, as pessoas as expressam de maneira inconsciente, não havendo como impedir que elas se manifestem. Entretanto, podemos conhecê-las e gerenciá-las, ainda, podemos identificar e eliminar sentimentos negativos originários de emoções sentidas em momentos específicos e impactantes.

O desenvolvimento da Inteligência Emocional se faz como fundamental para a cura interior, trabalhar os seus 5 pilares, quais sejam, conhecer as suas emoções, gerenciar as suas emoções, automotivação, empatia e relação interpessoal, é o caminho a ser trilhado.

Perante este caminho, o autoconhecimento é uma conquista a ser objetivada, na mesma medida que desenvolver as 8 competências da Inteligência Emocional, pois vamos a elas: autoconsciência emocional, autocontrole, automotivação, foco, autoliderança, liderança, relacionamentos e, ação e consistência, competência que envolve disciplina, decisão e resiliência.

A cura interior é uma necessidade, visto que os sentimentos tóxicos destroem a pessoa por completo, psicologicamente, fisicamente e vivencialmente. Esta cura pode ser elaborada através da metodologia Coaching ou da Psicoterapia, em determinados casos de doenças físicas já existentes, outros profissionais da área da saúde devem ser agregados neste trabalho, contudo, reitero que, esta cura se inicia com o entendimento e a aceitação por parte da pessoa, da situação que está vivendo.

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quarta-feira, 23 de março de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: LINGUAGEM CORPORAL, O CORPO FALA O QUE AS PALAVRAS NÃO DIZEM



A comunicação eficaz é uma habilidade extremamente importante nos dias atuais, se conotando como um diferencial para bem se relacionar com as pessoas nos âmbitos afetivo, familiar, social e profissional. Por ser algo comum, as pessoas tendem a não compreender a diferença entre se comunicar e se comunicar de maneira eficaz. Esta habilidade, por muitas vezes, significa a diferença entre sucesso e fracasso em diversos setores da vida.

Antes de discorrer sobre os tipos de comunicação existentes, salta aos olhos uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia (UCLA) de Los Angeles (EUA), a qual identifica que apenas 7% da comunicação é baseada nas palavras que são ditas, 38% vem da entonação da voz e, surpreendentes 55%, da linguagem corporal. Com estes indicadores em mãos, esta coluna foca na linguagem corporal, senão vejamos, quanto de felicidade e sucesso as pessoas poderiam alcançar se desenvolvessem a habilidade de conhecer e gerenciar a sua linguagem corporal, ainda se entendessemo que o corpo das outras pessoas fala.

Os tipos de comunicação existentes são a verbal e a não verbal. A comunicação verbal abrange a oral e a escrita. Quanto a comunicação não verbal, temos: a Paralinguagem, que engloba a maneira de falar, entonação de voz, sotaque; a Proxêmica, a qual aborda a utilização do espaço físico, distância do interlocutor, sendo influenciada por aspectos culturais;Características Físicas, que se constitui na apresentação pessoal, forma do corpo e aparência; Tacêsica, analisa o tato, o toque, como por exemplo, o aperto de mão; e a Cinésica, diz respeito aos movimentos, gestos e expressões corporais, é a linguagem corporal.

Olha só, a comunicação eficaz é uma habilidade que pode ser desenvolvida, entretanto, esta habilidade não se resume a ter uma boa apresentação pessoal, a pronunciar o idioma corretamente, sem erros gramaticais ou fazê-lo com uma entonação de voz adequada a cada circunstância e ambiente, expressando sentimentos e com uma eloquência que contagie os ouvintes. Esta aptidão envolve de maneira importante a postura corporal, gestos e movimentos, afinal, o corpo fala e, por vezes, desnuda efetivamente o que estamos pensando, contrariando as nossas palavras.

Antes de abordar a comunicação corporal, é importante esclarecer que para se comunicar de maneira eficaz, o desenvolvimento da Inteligência Emocional é um componente primário, afinal, como podemos conectar pessoas sem conhecermos e gerenciarmos nossas emoções, termos empatia e automotivação, por exemplo. Claro que, a comunicação escrita e mesmo a verbal se relacionam muito com o dom, o domínio destas ferramentas que nasce junto com determinadas pessoas, contudo, estas aptidões podem ser desenvolvidas e aprimoradas.

Perante as aptidões que precisam ser desenvolvidas e elaboram o desenho exigido na comunicação eficaz, a linguagem corporal representa 55% do fator sucesso, este indicador é muito expressivo, portanto, de que vale a pessoa ser a melhor oradora que existe se as suas expressões corporais a contradizem e não geram conexão com outras pessoas.

A linguagem corporal é inconsciente e se origina a partir da área límbica do cérebro, onde estão armazenadas as memórias (de eventos traumáticos, afetivos, entre outras),pensamentos são elaborados, os quais não controlamos, que resultam em expressões corporais que por vezes nos contradizem. O entendimento e controle da linguagem corporal resulta não apenas em uma melhora na comunicação pessoal, mas também no entendimento do que as pessoas estão realmente pensando. Se conotando como um detector de mentiras, também como uma ferramenta importante para a melhora na relação interpessoal, por estes motivos, sendo muito utilizada por autoridade policiais e no mundo corporativo.

Alguns exemplos de linguagem corporal são: mãos na cintura, indica impaciência e pressa para resolver um determinado assunto; braços cruzados, recurso utilizado para se sentir mais à vontade em situações tensas ou desconfortáveis; mãos na boca, indica que a pessoa está mentido ou não tem segurança no que está falando; curvar o tronco no sentido do interlocutor, significa interesse no que está sendo proposto; olhar desfocado, demonstra confusão mental ou falta de interesse no assunto; testa contraída, significa dúvida, tensão e nervosismo.

Da mesma forma que os gestos, os movimentos e as expressões corporais revelam o que as palavras não dizem, nossos olhos também expressam o que pensamos através dos seus movimentos e posições, inclusive se estamos falando a verdade ou mentindo.

Através do Coaching ou de treinamentos de desenvolvimento humano, pode-se trabalhar a comunicação eficaz, assim como, o entendimento e o gerenciamento da linguagem corporal, a qual passa pelo aprendizado do significado dos gestos, movimentos e das expressões corporais, também pelo exercício do autoconhecimento e do desenvolvimento de aptidões, como por exemplo, o conhecimento e gerenciamento das emoções.

Desenvolver uma comunicação eficaz, entender e gerenciar a linguagem corporal são pré-requisitos para a felicidade e o sucesso.

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terça-feira, 22 de março de 2022

ALCOOLISMO, DOENÇA CRÔNICA QUE AFETA O MUNDO.


O álcool é responsável por 3 milhões de mortes anuais no mundo, uma em cada vinte está relacionada ao consumo de bebidas alcoólicas e entre jovens de 20 a 29 anos a taxa chega a 13,5%.

Este alerta foi feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em relatório sobre o consumo global de álcool e suas consequências adversas para a saúde, divulgado em 2018. Segundo este, o álcool mata mais pessoas que a AIDS, a Tuberculose, que doenças infecciosas, acidentes de trânsito, homicídios, doenças cardiovasculares, entre outras. Destas mortes atribuídas ao consumo excessivo de álcool, 28% estão relacionadas a acidentes de trânsito, violência doméstica, suicídios e outros atos violentos; 21% a distúrbios digestivos; 19% a doenças cardiovasculares e indicadores menores estão relacionados a doenças infecciosas, cânceres, transtornos mentais e outros problemas de saúde. A OMS encerra este relatório prevendo um aumento no consumo global de álcool na próxima década, em especial no sudoeste da Ásia, no Pacífico Ocidental e nas Américas.

Segundo a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), em relatório de 2021, cerca de 85 mil mortes anuais durante o período de 2013 e 2015 nas Américas, são atribuídas 100% ao consumo de álcool. Este relatório indica que o consumo de álcool nas Américas é 25% superior à média global, a maioria das mortes (64,9%) ocorreu entre pessoas com menos de 60 anos, suas causas principais foram: doenças hepáticas (63,9%) e distúrbios neuropsiquiátricos (27,4%), resultantes da dependência de álcool. Mais homens do que mulheres morreram pelo consumo excessivo de álcool e cerca de 80% das mortes em que o álcool foi um fator predisponente ocorreram em 3 países: EUA (36,9%), Brasil (24,8%) e México (18,4%).

Em 2019, a OMS já alertava que o Brasil tinha mais de 4 milhões de alcoólicos, quase 3% da população brasileira acima de 15 anos. Este relatório demonstrou que o consumo de bebidas alcoólicas pelos brasileiros acima de 15 anos acelerou em uma década, de 2006 a 2016, com a média aumentando de 6,2 litros para 8,9 litros, um aumento de 43,5%, estando acima da média mundial em 6,4 litros. Nosso país é o 3º com maior consumo de álcool per capta da América Latina e o 5º do Continente Americano, sendo que, o álcool é a substância psicoativa com maior consumo e dependência.

A OMS define o alcoolismo como uma doença crônica, capaz de levar o paciente a outras complicações médicas, como a cirrose e a hepatite. Sendo uma condição em que a pessoa faz constantemente o uso abusivo e descontrolado de bebidas alcoólicas, com o passar do tempo, o organismo sente a necessidade do consumo cada vez mais elevado da substância, se instaurando um vício progressivo.

Os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento do alcoolismo, são: internos (genéticos, psicológicos, personalidade, escolha pessoal e histórico de bebida) e externos (família, meio ambiente, religião, social, cultural, idade, educação e status de trabalho). Os principais sinais do alcoolismo, são: vontade constante e incontrolável de ingerir bebidas alcoólicas; após o primeiro gole, falta de controle sobre o consumo; necessidade de doses cada vez mais elevadas; a pessoa passa a beber sozinha, esconder o consumo e existe um afastamento dos familiares e amigos. Seus principais sintomas, são: suor, nervosismo, tremedeira, angústia, ansiedade, náusea, enjoo e, por vezes, perda de memória.

O seu diagnóstico é feito com o auxílio de um Psiquiatra ou Psicólogo e o tratamento se inicia pela vontade da pessoa em parar de beber, entendendo a sua condição de dependência e aceitando o tratamento, compreendendo a repercussão negativa deste vício para a saúde física, mental e emocional, sendo destrutivo em todos os âmbitos da sua vida.

O tratamento pode ter um aspecto multidisciplinar, com a participação do Psiquiatra, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional e outros profissionais médicos especialistas nas áreas orgânicas afetadas pelo consumo excessivo de bebida alcoólica, por exemplo, médico Hepatologista, caso o fígado já tenha sido atingido de maneira importante.

O alcoolismo foi declarado doença pela OMS em 1967, sendo um problema que afeta a sociedade como um todo, trazendo consequências graves à saúde do dependente, mas também atingindo sua vida de maneira integral, por vezes desintegrando a sua família e criando enormes problemas para o exercício profissional.

O resultado do alcoolismo pode ser observado nos hospitais, nos noticiários, nas delegacias de polícia, corpos de bombeiros, penitenciárias e, infelizmente, nos cemitérios.

Em 1935, em Akron, Ohio – EUA, teve início os Alcoólicos Anônimos, entidade criada por Bill W., um corretor da Bolsa de New York e pelo Dr. Bob S., médico cirurgião, ambos alcoólicos, estando hoje capilarizada por mais de 146 países, reunindo mais de 2 milhões de integrantes. No Brasil, são 650 grupos registrados e 75 mil membros. Esta entidade busca ajudar o dependente a vencer o vício do álcool, tendo adotado o lema: “Evite o primeiro gole”, podendo ser encontrada na internet através do site www.aa.org.br. Outra entidade, igualmente mundial, a Al-Anon, criada para cuidar de familiares e amigos de alcoólicos, adota os mesmos princípios dos Alcoólicos Anônimos, com o lema: “Evite o primeiro atrito”.

Em favor da bebida, o alcoólico abre mão de sua qualidade de vida, de sua integridade física e moral, de seu trabalho, de seus amigos e de sua família. Contudo, estamos lidando com uma pessoa portadora de uma doença crônica, que precisa ser tratada, mas este tratamento só é possível com a vontade e comprometimento do paciente.

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quarta-feira, 16 de março de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: AUTOSSABOTAGEM, A MAIOR INIMIGA DOS SONHOS

 



A autossabotagem é quando a própria pessoa trabalha contra a sua felicidade, o seu sucesso e o atingir dos sonhos. Se configurando através de pensamentos que conduzem a atitudes, gerando comportamentos, os quais podem prejudicar diversas áreas da vida das pessoas, acarretando, por exemplo,problemas familiares, o insucesso no casamento ou no trabalho.

Os comportamentos que caracterizam a autossabotagem podem ser conscientes ou inconscientes, contudo, a forma inconsciente é predominante. A Psicologia a tem estudado desde muito tempo e identifica que a sua origem, de maneira predominante, está associada com traumas vividos na infância ou adolescência, ainda a traços de personalidade herdados do convívio familiar.

Estudos realizados pela Universidade de Indiana nos EUA levaram a constatações que são curiosas e paradoxais perante as atitudes que evidenciam o ato de se sabotar, então vejamos, é mais frequente quando a pessoa está focada em um objetivo, qual seja, quando o cérebro está no auge de atenção.

Em pessoas mais suscetíveis e vulneráveis às influências externas,este padrão de comportamento pode acarretar ou potencializar distúrbios ou doenças físicas e mentais, tais como: cardiopatias, diabetes, obesidade, transtornos de ansiedade e a depressão.

As atitudes mais comuns que evidenciam o ato de se sabotar são: medo, procrastinação (adiar tarefas importantes), vitimização, negação, culpabilidade, inconstância e mesmo, a própria ausência da atitude de colocar em prática um plano de ação que conduza ao sonho ou objetivo desejado.

Perante estas atitudes mais comuns a autossabotagem, a pessoa apresenta sintomas perceptíveis, quais sejam, enxerga sempre o lado negativo das coisas, por mais que conquiste vitórias, estas são desconstruídas e desvalorizadas, claro, a baixa autoestima é evidente, assim como o medo constante de errar, aliás, o medo do desconhecido e das próprias limitações está associado a uma grande dificuldade que as pessoas apresentam e que é um diferencial entre o sucesso e o fracasso, a capacidade de sair do lugar de conforto e de arriscar novos caminhos.

Procrastinar ou adiar tarefas importantes também se constitui em um sintoma clássico, sendo que, esta atitude de deixar tudo para ser feito no limite do possível acaba acarretando problemas profissionais, pessoais e mesmo, podendo levar a problemas físicos ou mentais, visto que, o mecanismo orgânico do estresse entra em atividade e isto pode ser danoso.

Insistir em fazer as coisas sozinho, não dividir tarefas, sobrecarregar-se, assim como se comparar demais as outras pessoas, são outros dois sintomas evidentes, caracterizando a atitude de vitimização e a baixa autoestima.

Os exemplos do ato de se sabotar são fáceis de serem descritos, senão vejamos, em um processo de emagrecimento, a pessoa tem a atitude de buscar apoio profissional, inicia a dieta recomendada, começa a praticar exercícios físicos e, como consequência, ocorre a perda de peso, mas então, não dá continuidade ao que foi planejado, começa a comer o que não deve, procrastina a prática esportiva e, por vezes, questiona se não era mais feliz quando era obesa. Na mesma medida, no âmbito profissional, a pessoa planeja e estabelece um plano de ação para a ascensão na empresa em que trabalha, contudo, ao alcançar a promoção tão desejada, começa a chegar atrasada no trabalho, cria problemas no relacionamento com seus colegas e apresenta queda no seu desempenho profissional.

Como vimos, no processo de autossabotagem, a insegurança das pessoas, seus medos e ansiedade se tornam protagonistas da sua história. Estes pensamentos, os quais são resultantes de crenças limitantes elaboradas a partir de traumas sofridos na infância ou adolescência, podendo ainda ser consequentes do convívio familiar, elaboram atitudes que resultam em comportamentos negativos, os quais impactam o convívio familiar, social, o casamento e o trabalho, produzindo como resultado a ausência de felicidade, o desamor e o fracasso. Sendo que, pode afetar a todos em algum momento da vida.

Pois então, estando cientes deque a autossabotagem é a maior inimiga dos sonhos, existe como combatê-la e eliminá-la?

A autossabotagem pode ser combatida e eliminada, e este processo se inicia pelo autoconhecimento. Sendo que, esta jornada envolve conhecer as suas emoções e aprender a gerenciá-las, ter menção de juízo sobre os comportamentos que apresenta e porque eles foram elaborados, entender que os resultados indesejados alcançados só irão se alterar a partir da alteração de atitudes e comportamentos e, claro, é muito importante buscar ajuda profissional.

A metodologia de Coaching apresenta diversas ferramentas para se trabalhar o autoconhecimento, se identificar, neutralizar e substituir crenças limitantes por pensamentos positivos, além de técnicas de desenvolvimento humano para se trabalhar a parte comportamental das pessoas, apresentando resultados significativos para se combater e neutralizar a autossabotagem.

Combater e neutralizar a autossabotagem passa pelo entendimento da pessoa com relação a situação vivida e a vontade de alterar este estado de coisas.

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terça-feira, 15 de março de 2022

ENXAQUECA, DOENÇA QUE ATRAPALHA A QUALIDADE DE VIDA.



A medicina identifica mais de 200 tipos de Cefaléia (dor de cabeça), a Enxaqueca é uma de suas formas mais comuns, atingindo algo em torno de 15% da população mundial. No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas padecem de Enxaqueca.

Olha só, não confunda dor de cabeça com Enxaqueca. Dor de cabeça é um termo genérico ou “jargão” utilizado para identificar diferentes tipos de Cefaléia, sendo a Enxaqueca, um destes tipos.

A dor de cabeça ou Cefaléia pode ser causada por diversos fatores, como: estresse, ansiedade, sinusite, gripe e diversos outros problemas de saúde relacionados, ou não, a doenças pré-existentes. Sendo divididas em primárias e secundárias.

A Cefaléia primária é aquela onde a dor de cabeça é a própria doença, caso da Enxaqueca e da Cefaléia Tensional. Esclareço que, a Cefaléia Tensional tem como principais fatores predisponentes: o estresse, o sono inadequado e a má postura; sendo conotada como uma dor leve a moderada e apresentando a sensação de uma faixa apertada ao redor da cabeça. Já a Cefaléia secundária, se apresenta como sintoma de outras alterações que estão acontecendo em nosso organismo, por exemplo, dores causadas durante crises de sinusite ou em função de outros tipos de doenças.

A Enxaqueca é uma doença neurológica definida, tendo a Cefaléia como um dos seus sintomas mais frequentes, apresentando características específicas, quais sejam: forte intensidade, latejante, pode aparecer em um dos lados da cabeça e também pode vir acompanhada de grande sensibilidade à luz, som, toque ou cheiro e, inclusive, náuseas e vômitos.

Esta doença é composta por 4 fases bem definidas:

· 1ª fase – Premonitória (Pródromo): seus primeiros sintomas são de fadiga, bocejo, dificuldade de concentração, irritabilidade, depressão e vontade de comer doce, antecedendo em até 72 horas o início da Cefaléia;

· 2ª fase – Aura: apresenta manifestações neurológicas localizadas, as quais surgem gradualmente, sendo a aura visual mais frequente, se manifestando com o surgimento de pontos pretos, imagens em zig-zag e pontos brilhantes;

· 3ª fase – Cefaléia: fase que mais incomoda e que, normalmente, ocasiona a procura do profissional de saúde, podendo durar de 4 a 72 horas e se apresentando como dor latejante e de forte intensidade;

· 4ª fase – Resolução (Pósdromo): os sintomas são parecidos com os da 1ª fase, quais sejam, fadiga, sonolência, dificuldade de concentração, por vezes, dor leve e residual em toda a cabeça, podendo durar até 48 horas (2 dias).

A ocorrência da Enxaqueca é prevalente em pessoas que apresentam o sistema nervoso mais sensível, com as células nervosas do cérebro sendo facilmente estimuladas, produzindo atividade elétrica, esta ação repercute pelo cérebro e perturba de maneira temporária diversas funções, como: visão, sensação, equilíbrio, coordenação muscular e fala. Estes distúrbios acarretam os sintomas que ocorrem em sua 1ª e 2ª fases. Já a Cefaléia está relacionada a estimulação do 5º nervo craniano (trigêmeo), o qual envia impulsos (inclusive de dor) dos olhos, couro cabeludo, testa, pálpebras superiores, boca e mandíbula, para o cérebro. Ao serem estimulados, os nervos podem liberar substâncias causadoras de inflamação dolorosas dos vasos sanguíneos do cérebro e das camadas de tecidos que o recobrem (meninges), esta inflamação provoca Cefaléia latejante, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

A Enxaqueca afeta pessoas de todas as idades, contudo, é mais prevalente em adolescentes e jovens adultos, sendo que as mulheres são mais atingidas, e isto se explicaria pela presença dos estrógenos, principais hormônios femininos, os quais são um fator importante a desencadear sua ocorrência.

Segundo a Fundação Americana de Enxaqueca (American Migraine Foundation), os principais tipos são: com aura, a qual gera uma série de alterações sensoriais e visuais, geralmente precedendo a dor de cabeça e apresentando crises que podem durar entre 10 a 30 minutos; sem aura, difícil de ser diagnosticada por apresentar sintomas comuns aos outros tipos, quais sejam, dor pulsátil ou latejante na cabeça, fotofobia, fonofobia, náuseas e vômitos; sem dor de cabeça ou silenciosa, onde a Cefaléia não se manifesta; hemiplégica, nem sempre há dor de cabeça e os sintomas se assemelham ao de um AVC, tais como, fraqueza, perda de sensibilidade e alfinetadas no corpo; retiniana, causa perda temporária de visão de um dos olhos, com duração de um minuto a vários meses, sendo mais comum em mulheres durante o período fértil; crônica, se caracteriza por dores de cabeça intensas por, pelo menos, 15 dias por mês.

A Organização Mundial da Saúde considera a Enxaqueca como a 6ª doença mais incapacitante, sendo a predisposição genética um importante fator para o seu surgimento. Segundo a Fundação Americana de Enxaqueca, se um de seus pais tiver a doença, suas chances de desenvolvê-la são de 50 a 75%.

Não existe cura, o tratamento é individual e se baseia nas características da crise, na identificação de problemas de saúde pré-existentes e no controle dos gatilhos que desencadeiam o processo, sendo que o seu foco principal é reduzir a duração e a gravidade das crises. Fazer exercícios físicos regularmente, ter um estilo de vida e uma alimentação saudável, evitando o álcool e a cafeína, mantendo-se hidratado e dormindo bem, também se reveste de muita importância.

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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...