terça-feira, 18 de janeiro de 2022

JANEIRO BRANCO, A SAÚDE MENTAL EM PRIMEIRO PLANO

 


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 bilhão de pessoas apresentam transtornos ou doenças mentais e uma pessoa se suicida a cada 40 segundos no mundo. A entidade relata que por volta de 264 milhões de pessoas sofrem com Transtornos de Ansiedade, 3,6% da população mundial, sendo que, de 2005 a 2020 houve um aumento de 15%. Na mesma medida, a Depressão também preocupa, considerada desde 2017 como o mal do século, afeta mais de 300 milhões de pessoas globalmente, sendo a principal causa do suicídio.

O Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo, com a maior taxa mundial de pessoas afetadas por Transtornos de Ansiedade, segundo relatório da OMS de 2020. Algo em torno de 9,3% da população brasileira tem algum Transtorno de Ansiedade, portanto, quase 20 milhões de pessoas. Esses números vêm crescendo, em 2015 tínhamos 18,6 milhões de brasileiros padecendo de Transtornos de Ansiedade, sendo que, a pandemia deve potencializar esses números. A OMS identifica ainda que, algo em torno de 5,8% de nossa população sofre de depressão, mais de 12 milhões de casos, sendo o maior índice da América Latina e o segundo maior das Américas, atrás dos EUA (5,9% da população).

Apenas os indicadores citados acima já justificariam uma maior atenção global a saúde mental logo no início do ano, momento de planejar e projetar a vida no ano que se inicia.

Perante esta lógica, surgiu em 2014 no Brasil, o Janeiro Branco, campanha inspirada no Outubro Rosa e no Novembro Azul, sendo criada por psicólogos de Uberlândia (MG), tendo no primeiro ano, ações realizadas por psicólogos e estudantes de Psicologia desta cidade mineira, envolvendo palestras, rodas de conversa, dinâmicas de grupo, entre outras atividades. Atualmente, o Janeiro Branco está nacionalizado, em crescimento, mas ainda tendo o voluntariado como o seu diferencial, apesar de agregar entidades como o Centro de Valorização da Vida (CVV) e organismos públicos.

A saúde mental das pessoas, que já era uma preocupação mundial antes da pandemia, se tornou algo premente de ser analisado e tem levado os estudiosos a projetar um nível de descontrole tal, que acarretaria uma 4ª onda de consequências da pandemia.

Esta 4ª onda seria relativa ao descontrole de casos de doenças mentais, não se referindo as ondas da pandemia propriamente dita, mas de suas consequências. O pneumologista do Hospital Universitário Eumory, de Atlanta (EUA), Victor Tseng, foi quem inicialmente propôs a separação das consequências da pandemia em 4 ondas. A 1ª onda foca na pandemia (casos e óbitos), a 2ª onda no colapso dos sistemas de saúde, a 3ª onda no agravamento de outras doenças crônicas pelo não tratamento e a 4ª onda está relacionada com o adoecimento mental da população. Importante ressaltar que estas 4 ondas podem ocorrer simultaneamente e desde o início da pandemia já existe um processo de comprometimento da saúde mental da sociedade.

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a partir do momento que a 4ª onda de consequências se instala, diferentemente das ondas de uma pandemia que oscilam em aumento e diminuição de casos, esta onda crescente de doenças mentais não apresentará uma curva decrescente, formando um platô que pode levar anos para ser revertido aos níveis anteriores. De acordo com pesquisa da ABP, ainda de 2020, realizada em 23 estados e no Distrito Federal, 47,9% dos psiquiatras entrevistados relataram aumento nos atendimentos, 89,2% identificaram agravamento do quadro psiquiátrico dos pacientes, 67,8% atenderam novos pacientes, 69,3% atenderam pacientes que já haviam recebido alta. Já a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), fez um levantamento entre março e abril de 2020 em 23 estados e identificou aumento de 90% nos casos de Depressão. Lembro que a Depressão é a principal causa do suicídio e, reitero, que este levantamento ocorreu no início da pandemia.

Os Transtornos de Ansiedade e a Depressão apresentam fatores de risco internos, quais sejam, genéticos (com relevo para a hereditariedade), comportamentais (timidez, negatividade, dificuldade de gerenciar o estresse, entre outros), dependência química e condições de saúde, que normalmente se somam a fatores externos, por exemplo, eventos traumáticos vividos, violência, estresse familiar ou ambiental e sedentarismo.

Como vimos, o estresse é um fator de risco para desencadear ou potencializar os Transtornos de Ansiedade e a Depressão. Portanto, a carga de tensão vivida pela humanidade nesta pandemia, a qual fez com que o mecanismo orgânico do estresse fosse acionado de maneira continuada em um número infinito de pessoas, pode ter desencadeado danos físicos e mentais. Perante esta lógica científica, os estudos a respeito da 4ª onda de consequências pandêmicas devem ser olhados com muita atenção e medidas preventivas precisam ser tomadas.

Importante dizer que, quando falamos de saúde mental, também não podemos deixar de considerar a importância de se desenvolver a Inteligência Emocional, a qual vem sendo estudada desde 1920, cientificamente aceita e sedimentada através do conceito difundido pelo psiquiatra Dr. Daniel Goleman em 1995.

A saúde mental é uma pauta para ser abordada durante o ano todo, contudo, o Janeiro Branco, esta campanha brasileira, se faz muito importante em conteúdo e na época em que é implementada, momento de planejar o ano, e para isto a saúde mental precisa estar em plenas condições.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: O SEGREDO DA FELICIDADE


A felicidade é uma busca incessante do ser humano e deriva para muitos conceitos. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), é um acelerador do desenvolvimento humano e social. A Psicologia a define como um bem-estar subjetivo ligado a atitudes, intenções e sentimentos que nos fazem bem. Nos dicionários, é conceitualizada como um estado de consciência plenamente satisfeita, satisfação, contentamento. Albert Einstein, gênio da Física e elaborador da Teoria da Relatividade, descreveu a felicidade em um bilhete escrito em 1922 e entregue a um camareiro de hotel no Japão em troca de gorjetas, da seguinte forma: “uma vida calma e modesta traz mais felicidade do que a busca pelo sucesso combinada a constante inquietação.”


Mas afinal, esta palavra que expressa uma busca incessante de todo o ser humano e que, como vimos, pode ser conceitualizada de diferentes formas, pode ser alcançada? Quais são os caminhos para alcançá-la e o que significa ser feliz?

De uma coisa podemos estar certos, a felicidade esta intrinsecamente ligada a saúde física e mental do ser humano. Afinal, boas doses diárias de felicidade, expressas através do exercício das atitudes do perdão e do sorriso, estimulam a região límbica do Sistema Nervoso Central a liberar os neurotransmissores dopamina, endorfina e serotonina, responsáveis pelas sensações de bem-estar, prazer e alegria. Sendo também importantes para se contrapor ao mecanismo orgânico do estresse, ainda harmonizando o metabolismo do ser humano, aumentando a imunidade e protegendo contra o colapso de diversos órgãos.

Na mesma medida, a felicidade está diretamente ligada à Inteligência Emocional, sendo importante para o seu desenvolvimento, ao tempo que também se desenvolve. Seria impossível pensar em administrar as emoções, ser automotivado ou se relacionar melhor com as pessoas, na ausência da felicidade em ser, ter e agir.

Já percebemos que a felicidade faz bem para o corpo e a mente, estando relacionada com a busca pela integridade da saúde física e mental, assim como, um organismo saudável também leva a felicidade e o bem-estar. A Inteligência Emocional igualmente se relaciona com a felicidade através de uma via de mão dupla, qual seja, se desenvolve a partir de sua identificação e auxilia em encontrá-la e potencializá-la.

Perante a lógica do que já foi exposto, podemos desconstruir um paradigma ou dito popular de que “sucesso e dinheiro levam à felicidade”, na realidade, a felicidade é um pré-requisito para o sucesso.

A felicidade pode ser alcançada, aliás, pode ser encontrada e desenvolvida. A Inteligência Emocional trabalha com essa premissa, assim como a Psicologia Positiva. A Psicoterapia e o Coaching, por exemplo, trabalham com técnicas para identificar os motivos que venham a bloqueá-la, desenvolvendo-a e/ou potencializando-a.

Claro que, a felicidade é um sentimento particular de cada pessoa, a sua existência, em maior ou menor intensidade, está relacionada a fatores internos, quais sejam, genéticos, saúde física e mental, expectativas com relação a si mesmo e ao mundo, além de fatores ambientais, tais como, família e amigos. Contudo, reitero que a felicidade pode ser desbloqueada e desenvolvida.

Os caminhos para encontrá-la e o que significa ser feliz esbarram no entendimento de que ninguém é feliz o tempo todo. Afinal, a vida está cada vez mais complicada, com o mundo imerso em mudanças e bastante competitivo. Estamos saindo de uma pandemia que nos assolou por dois anos, nos tirando do nosso lugar de conforto e nos contrapondo muitas incertezas, inclusive, de ordem sanitária, com muitas vidas ceifadas. Portanto, a felicidade é construída momento após momento, como degraus de uma escada que trilhamos na busca de nossos sonhos, sejam de ordem pessoal, familiar, sentimental ou profissional.

Como já foi dito, a descoberta da felicidade pressupõe conjugar os verbos ser, ter e agir em atitudes, além do exercício da paciência, da busca do autoconhecimento, da manutenção da saúde física e mental equilibradas e, entendo que, do desenvolvimento da Inteligência Emocional. Para tanto, o auxílio profissional nesta jornada se faz importante.

A ciência entende que a felicidade é um estado mental e como tal pode ser intencional e estratégico, para tanto, eis algumas dicas para ser feliz:

· Saia da zona de conforto, corra riscos e se permita ao crescimento pessoal;

· Não se prenda tanto aos detalhes, as pedras do caminho podem atrapalhar o percurso, mas entenda que elas fazem parte de um objetivo maior;

· Compartilhe a alegria e a satisfação dos outros sem sentir inveja;

· Desenvolva flexibilidade psicológica, conheça as suas emoções, admita quando sente raiva ou inveja e aprenda a alterar o seu estado psicológico;

· Saiba equilibrar atividades gratificantes e objetivos maiores, de longo prazo.

O segredo da felicidade está mais que desvendado nos dias atuais, contudo, a decisão de ser feliz é individual, intransferível, mas que se propaga e contagia como uma onda no mar.

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

TRANSFORMANDO VIDAS: BOM HUMOR, O PODER DO SORRISO



A ciência comprova que o bom humor é importante para a saúde física e mental das pessoas, sendo fundamental no relacionamento familiar e para fazer amigos. Contudo, um novo horizonte se abriu sobre a sua importância a partir da evolução dos estudos sobre a Inteligência Emocional, muito difundida no mundo corporativo. Nos dias atuais, o bom humor é um comportamento exigido para se obter alta performance em entrevistas de trabalho ou progredir na carreira profissional. Sendo que, este comportamento que expressa alegria e otimismo, envolvendo positivamente as outras pessoas, se expressa através do sorriso.


O sorriso verdadeiro, aquele que expressa uma sensação de felicidade autêntica, é concebido no Sistema Límbico ou Cérebro Emocional, um conjunto de estruturas neurais localizadas no cérebro, que atuam em rede e estão associadas com os comportamentos e a memória emocional.

Que o sorriso atua como o melhor cartão de visitas nós já sabemos, uma pessoa sorridente, motivada e feliz se torna agregadora em um ambiente familiar, de trabalho ou em um grupo de amigos. O sorriso e a alegria expressa por ele, favorecem as relações interpessoais, mas ele também fortalece o sistema imunológico, combate o estresse, diminui a dor e tem potencial atuação na prevenção e tratamento de doenças físicas e mentais.

Nestes tempos difíceis em que vivemos, retomando a vida após uma pandemia que transformou o mundo e nos propôs o desafio da sobrevivência física, emocional, profissional e financeira, a carga de estresse que ainda sofremos é enorme, portanto, precisamos de ferramentas para combater este mecanismo orgânico que nos proporciona forças para sairmos de situações difíceis, contudo, quando acionado de maneira contumaz, pode causar prejuízos severos para nossa saúde física e mental. Pois então, seria o sorriso, expressão maior do bom humor, um remédio orgânico para se combater o estresse?

Lembrando que, o estresse é um mecanismo orgânico desencadeado quando o cérebro recebe a informação que alguma situação interna ou externa está nos ameaçando, a partir desta percepção são enviados estímulos as glândulas suprarrenais, estas liberam os hormônios cortisol e adrenalina na corrente sanguínea, esta ação produz diversas alterações no nosso metabolismo, nos deixando em alerta e com energia redobrada para reações de defesa.

Pois então, o mecanismo do estresse é importante para a preservação da espécie humana, contudo, esta ferramenta não pode ser acionada ininterruptamente, nesta situação, o sorriso se contrapõe de maneira importante, pois, juntamente com esta expressão facial de felicidade ocorre a liberação pelo sistema nervoso central da dopamina, serotonina e endorfina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar, prazer e alegria. Estes hormônios estabilizam o mecanismo do estresse e conduzem o organismo a uma situação metabólica de normalidade.

Sobre a importância do sorriso para o ser humano, não é verdadeiro o ditado popular que diz: “precisamos de mais de 40 músculos para franzir a testa e apenas de 15 para sorrir”, na verdade, anatomicamente, o ser humano precisa de 29 músculos principais para sorrir, enquanto, para franzir a testa precisa apenas contrair o músculo frontal.

Estudos científicos indicam que uma dose diária de sorriso ajuda no bom funcionamento dos sistemas respiratório, cardiovascular e imunológico, como vimos anteriormente, em função da liberação da dopamina, endorfina e serotonina na corrente sanguínea. Estes hormônios ao tempo em que atuam contrariamente ao mecanismo do estresse, relaxando os músculos e equilibrando o corpo e a mente, estão fortalecendo o sistema imunológico, ainda atuando de maneira importante para o resguardo da nossa saúde mental, ajudando a reduzir a pressão arterial e diminuir os batimentos cardíacos, tornando as pessoas menos propensas a desenvolverem doenças cardíacas.

Dr. Daniel Goleman, o pai da Inteligência Emocional, difundiu este conceito em 1995 através do livro “Inteligência Emocional, a teoria revolucionária que define o que é ser inteligente”. Com isto e perante os pilares deste conceito, quais sejam, conhecer as suas emoções, controlar as suas emoções, desenvolver a automotivação, desenvolver a empatia e desenvolver o relacionamento interpessoal, a importância do bom humor e de sua expressão maior, o sorriso, extrapolou as esferas médicas.

A Inteligência Emocional se tornou um dos pilares do desenvolvimento humano na busca do bem-estar, da felicidade e do sucesso, tendo o bom humor e o sorriso como um pré-requisito do seu desenvolvimento. Na mesma direção, a Psicologia Positiva, área da Psicologia que estuda os fundamentos da felicidade e bem-estar, que abriu uma nova era na Psicologia, comprovou cientificamente, através do seu criador, Dr. Martin Seligman, psicólogo estadunidense e professor da Universidade da Pensilvânia, os benefícios de atitudes mais positivas, caso do sorriso, e como elas influenciam a vida das pessoas em direção a sua plenitude e equilíbrio físico, mental e emocional.

Emoções positivas podem ser desenvolvidas e isto faz com que as pessoas sorriam mais, para tanto, cultivar as relações familiares e com amigos, desenvolver e expressar gratidão, viver o “aqui e agora”, exercitar o perdão, ser otimista e automotivado, desenvolver a Inteligência Emocional, ser gentil e proativo, praticar atividades físicas, reenquadrar os momentos difíceis sob a ótica do aprendizado, ter um hobby, abordar a todos com um sorriso e palavras elogiosas, são pequenos gestos a serem repetidos e se incorporados a rotina de vida, o sorriso será uma consequência.

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terça-feira, 4 de janeiro de 2022

VERÃO, ESTAÇÃO DE MUITOS ATRATIVOS E CUIDADOS

 


O verão tem muitos atrativos, praias e piscinas lotadas, a diversão impera, entretanto, os abusos de diversas ordens e a falta de cuidados com a saúde também sobressaem.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) perante relatório de 2006, o primeiro a detalhar os efeitos globais da exposição ao sol, cerca de 60 mil pessoas morrem ao ano, a maioria de câncer de pele causado por excesso de exposição. Detalha ainda este relatório, que a radiação solar também pode causar queimaduras, envelhecimento da pele, cataratas nos olhos, pterígio (formação de tecido sobre a córnea) e outras doenças.

Em relatório de 2017, a OMS estima que em 2030 exista cerca de 27 milhões de novos casos de câncer de pele, 17 milhões de mortes pela doença e 75 milhões de pessoas vivendo com a enfermidade.

O sol de maneira positiva, através dos raios ultravioleta, age de maneira importante para ativar a produção de vitamina D no organismo, prevenindo o raquitismo, a osteomalácia e a osteoporose, todavia, a exposição indevida aos raios solares e ao calor excessivo são nefastos para o organismo e provocam diversas condições sérias à saúde humana, a mais comum é a insolação.

A insolação acontece quando a temperatura corporal ultrapassa os 40ºC, trazendo como consequência a falha no mecanismo de transpiração e, portanto, o corpo não consegue se resfriar. Em função disso, a pessoa acaba perdendo elementos importantes para a manutenção do equilíbrio do organismo: água, sais minerais e nutrientes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) o horário a ser evitado de exposição ao sol é das 10 às 16 horas, indica-se a ingestão de 2 a 3 litros de água por dia e a utilização sempre de protetor solar com fator mínimo 30, sendo contraindicado exposições mais prolongadas ao sol.

Os sintomas da insolação são: pele quente e seca, dores de cabeça, náuseas, pulso rápido, tontura, temperatura elevada, distúrbios visuais e confusão mental. Perante um tempo de exposição maior, os sintomas podem se agravar: palidez (as vezes desmaio), respiração rápida e difícil, temperatura do corpo muito alta, convulsão, extremidades arroxeadas, fraqueza muscular e coma, em situações extremas, pode levar à morte.

São mais suscetíveis: idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas (câncer, diabetes, hipertensão, entre outras), com imunidade baixa, ainda as diagnosticadas com AIDS.

Os cuidados a serem tomados são: hidratação adequada, não ingerir excesso de álcool ou cafeína. Quem apresenta quadro de gastroenterite ou que faz uso de medicamentos para pressão alta, diuréticos, antidepressivos ou antipsicóticos, deve redobrar os cuidados e claro, todos devem ter bom senso no horário e na intensidade da exposição ao sol.

A pessoa com insolação deve ser removida para lugar fresco, à sombra e ventilado, deve-se remover o máximo de peças de roupas, se consciente, deverá ser mantida em repouso e recostada (cabeça elevada). A hidratação é fundamental, prover compressas de água no pescoço, testa, axilas e virilha, borrifar água em todo o corpo, dar banho gelado, enfim o corpo precisa ser resfriado e a temperatura normal reestabelecida.

Os raios solares também podem queimar a pele, queimando as células, fazendo com que elas morram e danificando o DNA, o que causa inflamação, por isso a pele fica avermelhada, com ardência e inchada. Os cuidados se iniciam por uma exposição responsável aos raios solares. Ao tomar banho, utilizar água fria ou morna e hidratar a pele, utilizar compressas ou toalhas frias no local, beber muito líquido, nunca estourar as bolhas que possam se formar ou puxar a pele descamada e em casos mais severos, procurar o dermatologista.

A exposição indevida ao sol pode provocar, com o tempo, o aparecimento de manchas senis ou melaneses solares, as quais geralmente são escuras (castanho ou marrom), aparecendo em áreas muito expostas (rosto, dorso das mãos e dos braços, colo e ombros), sendo lesões benignas que não evoluem para o câncer de pele.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil e apresenta anualmente, cerca 180 mil novos casos, sendo que o não melanoma é o tipo mais frequente em ambos os sexos e estes raramente são fatais e podem ser removidos cirurgicamente.

Para identificar os sinais do câncer de pele existe um exame, chamado de ABCD, que é feito pela observação das características das manchas e pintas. Estes são os indicativos do câncer: Assimetria da Lesão, se a metade da lesão observada for diferente da outra; Borda Irregular; Cor, o sinal, pinta ou mancha tem diferentes cores (preto, marrom e vermelho); Diâmetro, o sinal, pinta ou mancha tem mais de 6 mm.

A exposição ao sol é um privilégio da natureza e traz seus benefícios, contudo, se ocorrer de maneira indevida, a sua associação com o binômio calor intenso e biotipo favorável, pode ser nefasta para o organismo humano.

Para curtir o verão e manter a saúde em dia, encerro esta primeira coluna de 2022 com algumas dicas: jamais se exponha ao sol das 10 às 16 horas, sempre utilize protetor solar com fator mínimo 30, evite exposições prolongadas, se hidrate com 2 a 3 litros de água por dia, utilize óculos de sol de boa procedência, procure utilizar chapéu e roupas de algodão, utilize protetor solar nas crianças a partir dos 6 meses de idade e, acima de tudo, preze pela importância da sua vida e dos seus, agindo com bom senso.

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TRANSFORMANDO VIDAS: COMO VENCER A AUTOSSABOTAGEM

Autossabotagem é quando a pessoa toma atitudes que lhe são prejudiciais, influindo de maneira negativa nas suas tarefas cotidianas, nos seus...